domingo, 26 de agosto de 2007

Quem elegeu os banqueiros para nos governar?

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

Pergunta: Quem elegeu os banqueiros para dirigir os destinos da nossa Nação? Não adianta criticarmos o atual desgoverno. Menos ainda importa botar Lula para fora do seu aparente poder. O presidente da República daqui, seja quem for, é uma mera marionete do poder mundial. O Brasil é controlado pelo sistema financeiro. Aliás, o mundo é comandado pela Oligarquia Financeira Transnacional.

Uma minoria controla alguns negócios fundamentais, como o setor bancário, a área de petróleo & energia, a propriedade dos meios de comunicação e informação. Os controladores da banqueiragem desafiam hoje até a hegemonia dos Estados Unidos da América – alimentando uma previsível crise de crédito no setor imobiliário, que respinga em todos os mercados do planeta capitalista. Quem controla o fluxo de dinheiro dá as cartas.

Certa feita, no comecinho do século 19, Thomas Jefferson, ex-presidente e fundador dos Estados Unidos, denunciou: "Acredito sinceramente que as instituições bancárias são mais perigosas para a nossa liberdade que exércitos permanentes. Edificaram já uma aristocracia monetária que se posicionou em desafio ao governo. O poder de emissão deve ser retirado aos bancos e devolvido à população a quem verdadeiramente pertence".

Outro ex-presidente e formulador da Constituição dos EUA, James Madison, também observou o papel dos banqueiros no capitalismo mundial: "A História registra como os banqueiros têm usado de toda e qualquer forma de abuso, intriga, embuste e violência possíveis para manter o controle sobre os governos ao supervisionar o dinheiro e a sua cunhagem". Ainda no século 19, um famoso banqueiro, cuja família manda no mundo financeiro há vários séculos, o Barão M. A. Rothschild, ensinou como toca a banda do banqueirismo: "Dêem-me o controle sobre a moeda de um país e não me interessará mais quem faz as suas leis".

Os poderes de Estado estão sob controle do poder mundial, ao qual se submetem cada vez mais as oligarquias locais e os políticos a ela ligados. O Executivo é lócus principal desse sistema de poder teleguiado. As eleições para a presidência da República têm sido um jogo de cartas marcadas. Todos os candidatos com chance de aparecer na mídia são igualmente aceitáveis para o sistema financeiro mundial. Nossos próximos candidatos são os parceiros dos banqueiros internacionais.

O favorito da banqueiragem é atual ministro da Defesa, e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim (PMDB). O outro queridinho dos banqueiros internacionais é o governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves (PSDB). A balança hoje pende a favor de Jobim. Ainda mais depois que a Lula marionete já avisou que seu sucessor será um candidato único oriundo da base do governo. Mas quem será o vencedor, pouco importa. Os banqueiros mandarão nele.

A parceria da banqueiragem com o Estado brasileiro, totalmente comprometido com o Crime Organizado, drena recursos da sociedade de duas formas simultâneas. Ou financiando o governo na rolagem da dívida pública. Ou oferecendo “crédito facilitado” (com juros altos, é claro) para os cidadãos. Resultado: todos se endividam e ficam cada vez mais dependentes dos controladores credores. A “dívida pública” foi literalmente inventada por políticos e banqueiros de forma a enriquecer os corretores de Bancos Centrais e seus banqueiros privados que viram parceiros nas negociatas.

Quando o Estado pede dinheiro ao Banco Central, paga o custo do seu valor nominal com títulos da dívida pública (e não apenas o custo tipográfico). Bancos privados compram tais títulos emitidos pela autoridade monetária – o BC. Este é um sistema de poder mantido na premissa de que será sempre ignorado pela população, especialmente pelos assalariados, contribuintes ou poupadores.

Conceitualmente, os bancos vendem o dinheiro que não possuem. Faturam o lucro resultante da diferença entre o valor nominal de uma moeda ou nota do banco e o custo de a produzir e distribuir. No passado, ao emitirem dinheiro, os bancos garantiam-no com os seus ativos e as suas reservas. Convertiam papel moeda em ouro, e pagavam eles próprios os custos da emissão e impressão. Atualmente, o dinheiro já não é garantido pelo ouro. Não é convertível. As taxas de emissão e impressão são praticamente inexistentes, e representam ganhos para aqueles que emitem e vendem o dinheiro.

Calcula-se hoje, no mundo, que 85% do dinheiro emitido não é autêntico. Não é impresso pelos Bancos Centrais. Mas sim dinheiro criado através do crédito. Este é o dinheiro baseado no crédito que os bancos comerciais criam a partir do nada. Tais bancos, com a criação contínua de dinheiro baseado no crédito, tornam-se donos do total poder de compra da população. As famílias brasileiras dependem hoje de cada vez mais do crédito, por causa da renda insuficiente, para sobreviver. E sobrevivem sem crédito, porque estão com o “nome sujo” nos cadastros. Ou endividadas além da capacidade de pagamento.

Nunca se viu na história deste País tantas pessoas endividadas ou com falta de dinheiro para suas compras ou necessidades básicas. Não há brasileiro de classe média, B ou C que não tenha este tipo de problema: devendo a bancos, financeiras ou a crediários, e vivendo com o cheque especial estourado todos os meses. Tal fato é pouco exaltado pela mídia, para não criar uma propaganda negativa para o esquema de consumo.

O fundamental é compreender que o funcionamento distorcido do sistema financeiro no Brasil exerce influência política direta no mau gerenciamento dos programas, atividades e projetos do setor público para a sociedade. Fica fácil compreender por que faltam recursos financeiros para a área social. O dinheiro da sociedade escorre pelas mãos do governo para o cassino do sistema financeiro. Assim, os bancos consolidam sua imagem de sonegadores sociais espoliativos.

Até outubro, o governo dos banqueiros pratica mais uma inconstitucionalidade contra o cidadão-eleitor-contribuinte. Como o Alerta Total denunciou na sexta-feira, o presidente Lula da Silva fechou um acordo com os ingleses para cometer o crime de violar a privacidade dos brasileiros. O Ministério da Fazenda e a Super Receita Federal prometem, em três semanas, incluir, na Serasa, o nome de brasileiros com débitos tributários. Uma negociata destas seria motivo para um impeachment, por crime de lesa pátria e de responsabilidade. O agravante é que a Serasa pertence aos ingleses do Experian Group Limited, desde 26 de junho passado.

Não foi por coincidência que este acordo inconstitucional entre o governo brasileiro e a Serasa foi anunciado, exatamente, na semana em que o prefeito do distrito financeiro da City Londres, sir Lord Mayor John Stuttard, visita o Brasil. Na edição de 22 de março de 2007, o Alerta Total antecipou que os controladores ingleses da economia mundial controlariam as informações pessoais de cada cidadão brasileiro, com a conivência do governo petista, que é sustentado pela Oligarquia Financeira Transnacional. Vendida pelos bancos brasileiros ao capital inglês, a Serasa possui o maior banco de dados da América Latina sobre consumidores, empresas e grupos econômicos.

Além da safadeza com a Serasa inglesa, o Banco Central daqui há muito tempo viola o sigilo bancário no Brasil de forma ilegal, sem uma clara e democrática regulamentação. Trabalha sem cessar no quinto subsolo do Banco Central um supercomputador instalado especialmente para reunir, atualizar e fiscalizar todas as contas bancárias das 182 instituições financeiras instaladas no País. Seu nome oficial é Cadastro de Clientes do Sistema Financeiro Nacional – CCS, na sigla abreviada. O Alerta Total denunciou em 27 de janeiro de 2006.

Como o Banco Central não é independente, a autoridade monetária tem ligação direta com o poder Executivo. Logo, os dados bancários sigilosos dos cidadãos correm o risco de ficar ao sabor do eventual partido ou grupo político que ocupa o poder. Tais informações sobre contas correntes seriam perfeitas para perseguir os adversários e inimigos. Quebra de sigilo bancário, sem legislação definindo claramente como proceder, é inconstitucional, ilegal e arbitrária.O cérebro eletrônico mais poderoso de Brasília já nasceu com o apelido de Hal, homenagem ao mais famoso cérebro eletrônico da ficção, imortalizado no filme “2001: Uma Odisséia no Espaço”. Mas já quem apelide a máquina, no BC, de Hell (Inferno, em inglês).

A grande pergunta é: quem poderá fazer algo para nos tirar deste inferno criado pelos banqueiros? O Brasil só teve, em sua história, um presidente que ousou romper com a Oligarquia Financeira Transnacional. No distante ano de 1931, o presidente teve a coragem de suspender o pagamento da dívida externa (controlada pelos Rothschild). Mandou fazer uma auditoria em que descobriu que 2/3 dos contratos de endividamento sequer estavam registrados oficialmente. Acabou obtendo um desconto enorme do valor cobrado.

No entanto, a Oligarquia Financeira Transnacional foi implacável com aquele presidente. Montou a campanha que o derrubou em 1945. E, no começo da década de 50, patrocinou, na surdina, todo o esquema para eliminar do poder o presidente que queria um Brasil independente, soberano e desenvolvido. Getúlio Vargas acabou se matando com um tiro no coração em 24 de agosto de 1954.

Na famosa Carta Testamento, Gegê deixou vários recados ao povo brasileiro. Um deles: “Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência”.

Vale reler A Carta Testamento de Getúlio Vargas e se inspirar para o combate efetivo aos verdadeiros inimigos do Brasil e seu povo.

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

7 comentários:

Anônimo disse...

Saudações.


ASSUNTO: A CRIMINOSA “BANQUEIRAGEM” E SEU DOMÍNO PERPÉTUO.



É no estudo do “PASSADO” das sociedades, que descobrimos as motivações e os efeitos das transformações pelas quais passou a humanidade, reunindo, assim, os elementos que ajudam a explicar a “NOSSA ATUALIDADE”.

Olhemos o “PASSADO” recente do Brasil !!!

Retornemos ao Brasil de 1824-1889.

Lembremos como se realizaram “Os Empréstimos da Monarquia”.

Lembremos do Relatório esclarecedor quanto à espoliação estrangeira (INGLÊSA) que ocorria em 1823, elaborado pelo Ministro da Fazenda --- Manuel Jacinto Nogueira da Gama (Visconde de Baependi).

“Ousei rasgar o espesso e misterioso véu que cobria o Tesouro, persuadido de que a desconsolação pública e a extinção do patriotismo andam a par da miséria pública;
de que a ruína dos Estados, a queda dos Impérios são conseqüências das desordens das finanças”.

HOJE, ESTAMOS EM 2007.
PODEMOS ENTENDER MELHOR ESSE PASSADO(1823) DEPENDENTE DA “OLIGARQUIA FINANCEIRA INTERNACIONAL”:


---- “O inglês reinava mercantilmente sobre a inépcia portuguesa”... como afirma Oliveira Martins no livro “História de Portugal”.

---- Desde os idos de 1823 até hoje 2007, o Brasil continua sendo subordinado como colônia do super-capitalismo internacional, que não tem pátria e como que obedece a leis secretas de aniquilamento de todos os povos.

---- O mundo permanece criminosamente desinformado e servil, sendo eternamente explorado pela “OLIGARQUIA FINANCEIRA INTERNACIONAL”.

CABE AOS HOMENS PATRIOTAS INFORMAR E ESCLARECER OS DESCARTÁVEIS ESCRAVOS BRASILEIROS (INCONSCIENTES) !!!

Parabéns ao corajoso Jornalista, Radialista e Publicitário, JORGE SERRÃO pelo "Quem elegeu os banqueiros para nos governar?".

Parabéns !!!

Atenciosamente.

Manoel Vigas

Gilson Raslan disse...

Jorge,
Confesso que nunca li um artigo tão lúcido quanto esse. Pelo que pude entender, ficou a impressão de que com Lula, FHC, Serra, Alckimin, Jobim, Aécio ou com qualquer outro democrata à frente do Poder Executivo, vamos continuar sendo um país governado por banqueiros.
Se é que estou correto na minha impressão, posso concluir que para nos livrarmos do governo dos banqueiros, somente um regime totalitário, com o país isolado do resto do mundo, poderá resolver esse problema!

Bagli&Blog disse...

Prezado Jorge Serrão,

Boa noite.

Muito bom, embora ainda há gente que duvide.

Hoje, no Brasil, o crime compensa porque há um valor invisível que o torna uma honraria, como constatamos nos na administração do Presidente e sua Organização Criminosa.

Abração,

bastilha disse...

Por :Prado
Grupo Guararapes



SINOPSE SOBRE A SITUAÇÃO NACIONAL

Situação econômica – o País ainda não sofreu os efeitos da grave crise imobiliária norte-americana, cujos reflexos são imprevisíveis.
Sucessão presidencial - existem fundados receios de que o presidente da República esteja obcecado por um terceiro mandato, apesar de suas declarações em contrário. O PT é um partido com correntes diversas, umas mais radicais do que outras. Pregam, todavia, unanimemente, a adoção de um regime “socialista” no Brasil, eufemismo para uma ditadura de esquerda no modelo castro-chavista. Lula acena para Aécio com a possibilidade dele ser o candidato do PMDB e de o PT não ter candidato a presidente como manobra diversiva capaz de neutralizar forte oposição do Estado de Minas Gerais. O governador Serra também aposta suas fichas numa candidatura a presidente, representando São Paulo. Estão todos sendo iludidos por Lula e pelo PT. Não é coincidência a publicidade do Banco do Brasil citando o número “cabalístico” três? Uma análise no momento leva a crer que Lula vai, em algum momento, pretender reformar a Constituição para assegurar a hipótese de um terceiro mandato.
Situação social – continua grave a situação do País em termos de saúde, educação e segurança pública.
Mídia – é desnecessário lembrar a influência comuno-petista na maior parte da mídia. Os meios de comunicação são orientados para não vincular o escândalo do mensalão ao presidente da República. A revista VEJA está sob a ameaça de uma CPI articulada pelas figuras mais desprezíveis do parlamento.
Formação de quadrilha e crime de responsabilidade – esta semana será decisiva para o julgamento dos envolvidos diretamente no mensalão. Se o Supremo Tribunal Federal acolher a denúncia de formação de quadrilha encabeçada por José Dirceu estará abrindo um flanco para que a oposição, se quiser, responsabilize o presidente da República através de crime de responsabilidade, ao menos pelo que os juristas conceituam como culpa “in vigilando”.
Situação militar – a posse do Ministro Nelson Jobim melhorou a posição do Governo Federal no seio dos militares da ativa. Há promessas de recursos fartos. Só que Jobim está mordido pela mosca azul e também pretende uma candidatura presidencial pelo PMDB. Haverá um momento de confronto com as pretensões escondidas do Palácio do Planalto.
Movimentos sociais – o MST vai receber 50 milhões de reais, a serem administrados pelo sr. Rainha, até pouco tempo atrás foragido da Justiça. As tropas de choque do comuno-petismo atacaram em Porto Alegre manifestação pacífica contrária ao Governo.
Partidos políticos – os partidos políticos tidos como de oposição ainda não aprenderam a fazê-la ou não pretendem fazê-la. O PSDB, principalmente, teme que a radicalização político-parlamentar venha permitir manifestação militar. Não se espere muito do Congresso Nacional. Frise-se também que os atuais partidos não representam segmentos ou estratos sociais definidos, não empolgam a opinião pública e nem têm lideranças com carisma adequado para o momento que vivemos.
Golpe ou levante “popular” – os estrategistas do Planalto contam com uma nova eleição do presidente, mediante reforma constitucional. Se inviabilizada a hipótese, seguramente caminharão para construir um clima de “levante popular” em favor de “reformas sociais” em favor dos “pobres e oprimidos”.

rico_fil disse...

O que vocês esperam do fim do mundo coisas boas só quando recomeçarmos do zero ai só vai ter coisas boas ate lá é lutar para não se entregar ao sistema do COMUNISMO que grande vira e se implantara e o final acontecera. TERRA VASIA ficara.

ricardo antonio filgueiras

Anônimo disse...

FOLHA ON LINE
29/08/2007
Salete Lemos critica TV Cultura e diz que foi demitida por censura
Salete Lemos está fazendo participação fixa, com cachê, no "Hebe", mas ainda não digeriu sua demissão da Cultura, em julho. Ela diz que foi dispensada após criticar os bancos e o governo. "Um banco ameaçou tirar o patrocínio se eu não me retratasse no ar. A Cultura perdeu o compromisso com a liberdade editorial", afirma Salete. A Cultura diz que a demissão dela não teve relação com o comentário.

isabellascl disse...

"Garimpando" na internet, encontrei o seu excelente artigo. Uma pena que eu não o tenha lido antes; estou atrasada, mas tenho me informado sobre a elite global que domina tudo: mentes, corações, bolsos, etc. A História precisa ser (e está sendo!) revisitada e reescrita sob nova perspectiva, sob a lente acurada de pessoas como você, que fazem jornalismo de verdade. Parabéns!