terça-feira, 25 de setembro de 2007

Não ao desmembramento do Brasil

Edição de Artigos de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Adriano Benayon

Tem tido repercussão – embora a mídia não toque no assunto - matéria publicada pelo Movimento de Solidariedade Ibero-Americana (MSIA), em 19 do corrente, sobre preparativos do ministro da Defesa para expulsar brasileiros não-índios da região da Raposa Serra do Sol, em Roraima, situada junto às fronteiras com a Guiana e a Venezuela.

A ação da Polícia Federal seria para este mês, com a participação de 500 agentes federais, prevendo-se resistência armada da população local. Trata-se de operação de natureza militar inexeqüível sem a participação das Forças Armadas.

Ora, não pode estar de acordo com tal violência quem quer que respeite seu País, como é o caso do general Maynard Santa Rosa. Ele declarou que o Exército não recomenda a invasão. Foi, por isso, demitido do cargo de secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa. Em 04 de setembro, O Globo publicara declarações do General de que as Forças Armadas resistem em dar apoio à Polícia Federal para a retirada dos brasileiros.

Também foi demitido de importante cargo no Ministério da Defesa o general Rômulo Bini Pereira. Além disso, na ABIN foram afastados o Diretor-Geral, Marcos Buzanelli, e o gerente em Roraima, Cel. Gélio Fregapani, todos por serem contrários à intervenção na Raposa do Sol.

A matéria do MSIA alude à inquietação que se aprofunda nas Forças Armadas brasileiras, sendo iminente grave crise institucional se a presidência da República insistir em atribuir-lhes a desonrosa missão. É o caso de evocar a petição do Marechal Deodoro à Princesa Isabel de que liberasse o Exército da inglória tarefa de capitão do mato na perseguição a escravos foragidos.

Hoje querem envolver as Forças Armadas em ação de guerra contra brasileiros que defendem o direito de ficar nas terras em que vivem e trabalham legalmente há dezenas de anos. É difícil conceber afronta mais grave ao povo brasileiro e deslustre maior para as Forças Armadas.

Os índios da Serra do Sol são aculturados, muitos têm cartão de identidade e título de eleitor. Alto percentual, e majoritário entre os macuxis, a principal etnia, é contrário à separação do território. Esta é imposta por entidades estrangeiras a serviço dos donos do poder mundial, ávidos por monopolizar a fabulosa riqueza mineral do subsolo da área. É de notar, que, em abril de 2005, a retirada da população “não-índia” por agentes federais foi obstada por índios.
Expulsar moradores de suas terras, porque não são índios, constitui crime de tipo nazista. É agir em conformidade com o princípio racista. É violência combinada com discriminação racial, além de odiosa, inacreditável em razão da grande mestiçagem.

Que pretendem fazer? Como vão definir quem é índio? Fazendo exames de DNA? Ou julgando não-índios os que se consideram brasileiros?

Aí está. Querem que o Exército faça derramar muito sangue para separar do território nacional mais uma região estratégica. Ora, isso é crime tipificado no Código Penal Militar. Diz o art. 142 do CPM: “Tentar: III – internacionalizar, por qualquer meio, região ou parte do território nacional. Pena – reclusão, de quinze a trinta anos, para os cabeças; de dez a vinte anos para os demais agentes.”

Os envolvidos na preparação do genocídio e os desinformados alegam que não há cessão de território e que a Constituição prevê reservas indígenas. Mas só não vê a ação de potências hegemônicas na região quem não se quer informar. Há farta documentação sobre as atividades de ONGs e de outras entidades que desviam para o exterior preciosos recursos minerais em várias partes da Amazônia. Fazem-no antes mesmo de se acabar oficialmente com a jurisdição brasileira sobre os territórios saqueados.

Uma das razões de não se evitar a pilhagem é a míngua de recursos do Orçamento para as FFAA. Mais de 2 trilhões de reais, em valor atualizado, desde 1988, foram gastos com o serviço da dívida pública formada pela capitalização de juros absurdamente altos. Ver: http://paginas.terra.com.br/educacao/adrianobenayon/

Para quê, senão para assegurar em definitivo a continuidade da pirataria, demarcar, em faixa contínua, mais uma reserva “indígena”, exatamente sobre subsolo dos mais ricos do Planeta, numa área cujo tamanho está em gritante desproporção com a diminuta população indígena?

A Raposa do Sol tem 1.747.000 hectares, ou seja, 17,5 mil km2 quadrados, e 18.700 índios: um por km2. No pretenso território ianomâmi, destinaram-se a 8 mil índios, em Roraima e no Amazonas, 9,4 milhões de hectares (94 mil km2), formando, com a área contígua da Venezuela, um território de 180 mil km2. Cometeram também o crime cominado pelo Código Penal Militar os responsáveis pela portaria, no governo Collor, que criou a reserva “ianomâmi.”

Como informou Sebastião Nery (Tribuna da Imprensa 24.06.2006), há um "governo ianomâmi no exílio, presidido por um norte-americano de Massachusetts, com Parlamento de 18 membros, sob a presidência de um alemão; do tal governo, faz parte um índio, dito brasileiro, chamado Iacota”. E: “O saudoso embaixador Geraldo Nascimento e Silva ‘localizou em Londres um escritório que coletava recursos em nome dos ianomâmis, recém-emancipados (sic), para promover a causa indígena’ ".

Agora, em 12 de setembro de 2007, a Assembléia-Geral das Nações Unidas aprovou a Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas, adotada em 26.06.2006 pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU.

A Declaração diz, no art. 3º, que “os povos indígenas tem direito à autodeterminação e, assim, a determinar o seu status político”. Isso implica que podem escolher fazer parte do Estado que quiserem e/ou declarar sua independência formal, outro modo de anexação de fato por potências hegemônicas.

Que outras áreas “indígenas” já tenham sido criadas, não desonera os responsáveis pela demarcação da Raposa do Sol. Ao contrário, o crime é ainda mais grave. Por duas razões. A primeira é que a repetição consolida o abandono da soberania nacional, princípio basilar da Constituição.

A segunda razão é que a entrega não ocorrerá sem o emprego das Forças Armadas do País contra seus próprios nacionais. Pergunta-se: é legítimo cumprir ordem contrária às bases da existência nacional, como a soberania, a integridade do território e a dignidade das Forças Armadas?

Adriano Benayon é Doutor em Economia. Autor de “Globalização versus Desenvolvimento”. Editora Escrituras: www.escrituras.com.br

2 comentários:

Anônimo disse...

E nossas Forças Armadas?????????


MUITO GRAVE : BRASIL, AMANHÃ MENOR ?

Há pouco tempo, e segundo orgãos de Inteligência, teria sido sob pressão de Hugo Chavez, que Lula decretou a imensa e despropositada reserva Raposa-Serra do Sol em Roraima, tomando descabidamente grande parte do estado, contrariando toda a população lesada, a orientação estratégica de nossos militares e até dos próprios ambientalistas. Resultou numa verdadeira invasão de estrangeiros na área da reserva.



EM VERMELHO:RESERVAS DANDO LIVRE ACESSO LEGAL AO PAÍS.


Lula teria permitido que se divulgasse livremente o conceito de Nação Yanomami, ou seja, um Estado dentro do Estado, sob pressão da Venezuela e de ONGs suspeitas infiltradas.

Esse fato possibilita em tese, que haja uma intervenção militar estrangeira legal em Roraima, sob alegação fictícia de ajuda humanitária ou de defesa da floresta, com o apoio de toda comunidade internacional.

Para se ter uma idéia, a "Nação Yanomami" já possui bandeira própria, hino nacional e escritório em Paris (a Guiana Francesa é vizinha, com professores franceses ensinando a sua língua aos índios brasileiros, dentro de nosso país).

Lula não permitiu a existência de uma faixa de exclusão que salvaguardasse nossa fronteira, conforme solicitado por nossas FFAA.

Por quê ? Hoje articula-se claramente o motivo.

Hugo Chavez, companheiro vermelho de Lula, tem todo o interesse em que Roraima seja terra de ninguém, pois é conhecida a sua pretensão de anexação daquelas terras e as da Guiana, ao território venezuelano.

- Agora começamos a entender, o porque das crescentes e descaradas invasões da nossa "ainda" Roraima, por militares da Venezuela, e, ordenando que nossas tropas naquela área nada fizessem para coibir o abuso.

Órgãos militares brasileiros e da Interpol, já divulgaram informes sobre as doações de milhões de dólares feitas por Chavez ao PT, apoiando as eleições de Lula, bem como, de 3 milhões de dólares também doados pelas FARC, em apoio nas últimas eleições presidenciais, cujos representantes guerrilheiros circulam livremente no Brasil, no Foro de S. Paulo, sob apoio e assistência de representantes de nosso governo, como o "MAG", o homem do "top-top" no acidente da TAM, que ocupa hoje uma sala ao lado do gabinete de Lula, em Brasília.

- Agora entendemos o porque da inércia e da submissão desse governo aos abusos de Chavez e Evo Morales, e o porque da negativa de Lula em aprovar o aumento de tropas brasileiras em Roraima, pedido pelo nosso Exército.

Quem teria recebido dinheiro ilegal do exterior, teria o rabo preso para sempre, e quem doou esses recursos, sabidamente elimina os que não cumprem sua parte no trato.
É o modus operandi de Chavez e das FARC.

Ou alguém acha que todo esse dinheiro veio só pela falida ideologia, e não há cobrança sobre o mesmo?

- Agora entendemos o grande esforço desse governo, no desarmamento dos cidadãos brasileiros, como que obedecendo ordens do exterior.

- Agora entendemos o porque do atraso no rearmamento geral do Brasil, e melhoria salarial de nossos militares. Ambos são odiados pelos esquerdistas, que não toleram que um país não tenha um governo e sistema totalitários como o cubano, chinês ou albanês.

- Agora enxergamos uma possível origem do dinheiro do Mensalão, que pretendia corroer e sabotar as Instituições do Estado brasileiro, e perpetuar a elite marxista no poder. E também da malograda manobra de Lula, em tentar subverter e sindicalizar os sargentos do Controle de Tráfego Aéreo, quebrando a hierarquia militar de um setor estratégico à defesa nacional.

-E também dá para entender o porque de Lula nunca ter expressado uma mensagem oficial de condolências às famílias dos policiais mortos pelo PCC, sabidamente uma organização de orientação socialista e com relações com as FARC narcotraficante.

Diante disso, ainda poderemos passar a sentir o maior dos medos, além de perdermos Roraima :

O da eventual possibilidade de oficiais superiores em nossas forças armadas e policiais, estarem gradualmente sendo corrompidos por dinheiro e favores escusos; sob ameaças pessoais e familiares, ou, sendo substituídos por elementos sabotadores, comprometidos com a malfadada causa vermelha, disseminando-a aos escalões inferiores.

Aí sim, nosso destino estará somente em nossas mãos...
http://www.averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=651

Anônimo disse...

Jorge Serrão, dá uma força
Obrigada
Esperança

URGENTE

Precisamos de ajuda para pagar as despesas da Passeata pela Democracia.
Qualquer valor é bem vindo.
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=73071&tid=2555966663921575112&na=4

Instruções: COMUNIDADE FORA LULA

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=73071&tid=2555606232340354589&start=1