terça-feira, 9 de outubro de 2007

Banqueiros ingleses convencem brasileiros e usam Chávez de laranja para vender idéia do Banco do Sul

Edição de Terça-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

A vinda ao Brasil, no mês passado, dos dirigentes da City de Londres foi fundamental para convencer o governo brasileiro a apoiar a proposta de criação do Banco do Sul. Os banqueiros ingleses são os verdadeiros pais do projeto de criar uma instituição multilateral para financiar projetos na América Latina e Caribe. A Oligarquia Financeira Transnacional - que controla e economia mundial – usou o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, como “laranja” da proposta que ontem foi aprovada na reunião dos ministros de Estado de Economia e Finanças de sete países sul-americanos, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. A proposta de criação do banco está no obscuro plano do Acordo Multilateral de Investimentos defendido pelos europeus.

O curioso é que, no dia 10 de janeiro deste ano, o ministro da Fazenda brasileiro descartava a criação do Banco do Sul. Guido Mantega considerava complicada a criação da instituição, defendida pela Venezuela. Na opinião dele, no começo do ano, seria mais eficaz utilizar os bancos regionais já existentes. Na cabeça de Mantega, o ideal seria uma atuação conjunta do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), do argentino Banco de la Nación e do Banco de Desenvolvimento da Venezuela. Na visão dele, essas instituições já teriam uma estrutura formada e maior facilidade de viabilizar projetos, sem precisar criar um novo banco multilateral.

O projeto do Banco do Sul será enviado para os presidentes dos 12 países do continente. Os presidentes se encontrarão no dia 3 de novembro, em Caracas, na Venezuela, para discutir possíveis alterações e assinar o documento que cria a instituição que começaria a funcionar no ano que vem. A capital venezuelana deverá sediar o Banco do Sul, que terá duas sub-sedes, provavelmente em La Paz e Buenos Aires. Cada país terá direito a indicar um integrante do Conselho de Administração do novo banco. Na reunião de ontem não ficou definido o volume capital que cada país deverá aportar ou quanto tempo cada nação terá para integralizar o capital.

A safadeza histórica

Em tese, o objetivo do Banco do Sul será financiar projetos que contribuam para o desenvolvimento, o aumento de infra-estrutura, a correção de assimetrias, a promoção de empregos, o aumento da liquidez e a reativação de um círculo virtuoso de crescimento econômico na região.

Mas, na prática, o banco será mais um mecanismo de falsa promoção do desenvolvimento dos países atrasados usando empréstimos externos.

Os banqueiros internacionais serão os aplicadores do dinheiro que os países colocarão no Banco do Sul.

O mesmo dinheiro que eles vão tomar emprestado para tocar seus projetos.

Mudou de idéia rapidinho, Mr Mantega

A simples assinatura da aprovação da ata de fundação pelos ministros foi motivo de comemoração para Mantega.

“Conseguimos superar todos os obstáculos que se colocavam, com todas as arestas que se apresentavam em torno da constituição do Banco do Sul. Podemos dizer que agora o Banco do Sul já está próximo de se tornar uma realidade”.

No dia 10 de janeiro deste ano, Mantega vociferava contraa proposta do Banco do Sul.

Quem terá feito Mantega mudar de idéia em 10 meses?

Os entreguistas

Entre as obras financiadas pelo Banco do Sul estaria o gasoduto ligando a Venezuela à Argentina, que interessa aos banqueiros ingleses e aos seus magnatas do petróleo.

Ou seja, o próprio dinheiro da América do Sul vai financiar projetos que interessam àqueles que a exploram.

Além de Mantega e Cabezas, assinaram o documento o ministro da Fazenda da Bolívia, Luís Alberto Arce; o ministro da Economia e Finanças do Equador, Fausto Ortiz de la Cadena; o vice-ministro de Economia e Integração do Paraguai, Manuel Alarcon Säfstrand; o secretário de Finanças do Ministério da Economia e Produção da Argentina, Sergio Mariano Chodos; e o subsecretário do Ministério da Economia e Finanças do Uruguai.

Armações financeiras de Chávez

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aprovou ontem uma taxa de 1,5% sobre as transações financeiras de empresas, que será cobrada durante dois meses.

O tributo, semelhante à CPMF, entra em vigor em 1º de novembro e tem duração prevista até 31 de dezembro.

A "CPMF venezuelana" atingirá contas bancárias de todas as empresas e abarcará transações financeiras como cheques, transferências de dinheiro, perdão de dívidas, entre outros.

Jogada de impostura

A medida recai exclusivamente sobre empresas e excluirá órgãos governamentais e conselhos comunais.

Com a alta do petróleo, a Venezuela vinha cortando impostos e aumentando seu nível de gastos desde 2003, e agora tenta controlar o excesso de liquidez.

Para o governo Chávez, a cobrança deverá ajudar o Banco Central a conter a inflação, que alcançou 15,3% até setembro, a taxa mais alta da América do Sul.

Também elevará os impostos sobre cigarros e bebidas alcoólicas, tanto importados quanto locais.

Recado do Rato

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) - que deixa o cargo no fim do mês -, Rodrigo de Rato, adverte que o aperto de crédito é uma "crise grave" que ainda não terminou e que vai afetar o crescimento da economia mundial.

"Os formuladores de política monetária não deveriam pensar que os problemas continuarão nas mesas dos banqueiros. Os problemas passarão para o setor real e chegarão aos orçamentos".

Em entrevista ao "Financial Times", Rato endossou as preocupações européias sobre a desvalorização do dólar.

Volta da farra

Ausente do mercado de câmbio desde 14 de agosto, o BC voltou a comprar dólar ontem, dia marcado por baixa liquidez.

Pressionado, o dólar subiu 0,78%, a R$ 1,818.

O BC havia suspendido seus leilões no mercado, alegando excesso de volatilidade, em meio à crise das subprimes norte-americanas.

Mega operação bancária

O maior negócio de aquisição bancária da história está prestes a ser fechado de verdade.

Os bancos Santander, Royal Bank of Scotland (RBS) e Fortis terão até o próximo dia 12 para confirmar a aquisição do holandês ABN Amro.

O consórcio do banco espanhol, com o escocês e o belga- holandês confirmou ontem a proposta de € 71 bilhões foi aceita por 86% dos acionistas do banco holandês.

Foi uma batalha de mais de seis meses com o banco britânico Barclays, que anunciou na última sexta-feira ter desistido do negócio.

Efeito Real

Por tabela, operação mundial vai criar o segundo maior banco brasileiro.

O Santander vai incorporar o Real, que pertencia ao ABN Amro.

O novo banco vai apostar alto nos empréstimos ao varejo para financiamentos ao consumo, inclusive cartões de crédito.

Desemprego aos infiéis

Na quinta-feira, o Tribunal Superior Eleitoral deve estender a senadores, governadores e prefeitos, que são detentores de cargos majoritários, o entendimento do STF sobre fidelidade partidária.

A tendência do parecer é que a fidelidade não se restringe apenas a quem se elegeu nas proporcionais.

A decisão pode atingir também três mil vereadores que trocaram de partido.

Problema da Universo

Fiel escudeiro de Renan, o senador Wellington Salgado (PMDB-MG) é suspeito de sonegar R$ 7 milhões e 700 mil reais quando dirigia associação que controlava a Universo – uma universidade sediada em Niterói.

O senador cabeludo nega e sai com essa pérola:

"Estão querendo politizar uma questão empresarial".

Renan isolado

O presidente do Senado, Renan Calheiros, começa a ser isolado até mesmo pelo PT.

Tudo depois que seu partido expulsou Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos da Comissão de Constituição e Justiça.

Os petistas não querem que essa maldição recaia sobre eles.

Leia o artigo de Márcio Accioly: Renan faz tudo para ser cassado

Fedendo

Um senador, sem se identificar, resumiu a situação ao Estadão:

"Renan está usando a tática do gambá, espalhando mau cheiro para todo lado".

O problema é que tem muita gente que aprecia o fedor por ele espalhado.

Novo ataque

PSDB e DEM apresentam hoje à Mesa do Senado pedido de abertura de um quinto processo de cassação contra Renan Calheiros por quebra de decoro.

A representação, apoiada por senadores governistas, acusa Renan de "abuso da prerrogativa de presidente" da Casa para intervir no andamento dos processos contra ele no Conselho de Ética e de tentar espionar inimigos.

O senador Demóstenes Torres afirmou que comparecerá hoje à tribuna parlamentar para pedir pessoalmente a Calheiros que "dê as explicações necessárias a todo o Senado".

Uso da máquina

Após sofrer as primeiras denúncias de falta de decoro parlamentar, o presidente do Senado, Renan Calheiros, pediu ao diretor-geral da Casa, Agaciel da Silva Maia, cópia da prestação de contas de todos os senadores.

Nos papéis estão as despesas contraídas pelos parlamentares e as notas fiscais que em tese comprovam como foi gasta a chamada verba indenizatória.

O objetivo de Renan era descobrir gastos irregulares e pressionar colegas que ameaçam votar por sua cassação.

Defesa dele

O presidente do Senado Renan Calheiros repudia as novas acusações de que montou uma rede de espionagem com o objetivo de chantagear outros parlamentares.

"Repudio, mais uma vez, as falsas acusações de que estaria usando servidores do Senado Federal para práticas inescrupulosas, imorais e ilegais. Isso não faz parte do meu caráter".

Acredita em Renan quem quiser...

Farra do pedágio

O programa de privatização de rodovias federais será retomado hoje, após 12 anos parado.

Sete lotes de rodovias federais - 2.580 km nas regiões Sul e Sudeste - serão disputados por 29 grupos em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo.

Os lotes que devem receber mais ofertas são os que incluem as estradas Régis Bittencourt (São Paulo-Curitiba) e Fernão Dias (São Paulo-Belo Horizonte).

Pelo edital, serão investidos R$ 19 bilhões em duplicação, restauração do asfalto, ambulâncias guinchos, bases para pesagem e outros melhoramentos.

O pedágio vai variar entre R$ 2,685 e R$ 4,188

Sujeira na pista

Dados do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) mostram que, até agosto deste ano, o governo gastou apenas R$ 10.284 na manutenção dos sete trechos de rodovias federais que devem ser leiloados hoje.

No ano passado inteiro, por exemplo, foram gastos R$ 62 milhões e 180 mil nos trechos - que somam 2.600 km.

Segundo a assessoria do Dnit, o dinheiro gasto até agosto é proporcional aos serviços que essas rodovias receberam, pois os pagamentos só são feitos depois de o governo averiguar o que foi feito pelas empresas.

Multas mais caras

Congelados há sete anos, os valores das multas de trânsito serão reajustados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

As infrações não são atualizadas desde outubro de 2000, devido à extinção da Unidade de Referência Fiscal (Ufir), que estipulava quanto os condutores deveriam pagar.

Hoje, uma penalidade gravíssima não pesa menos do que R$ 191,54 no bolso dos infratores.

Bandido dos ricos

Tido pela polícia como o maior traficante de ecstasy do Rio de Janeiro, Carlos Domingos Moreira Passos Júnior, de 36 anos, o Carlão, foi preso ontem após quatro meses de investigações.

Carlão recebia carregamentos semanais de até mil compridos há pelo menos três anos dos seus fornecedores de São Paulo.

A distribuição da droga ocorria nas raves da Barra da Tijuca e de Vargem Grande e em festas na casa dele, num condomínio no Recreio dos Bandeirantes.

Recado de Niterói

O ex-blog de Cesar Maia divulga hoje uma pesquisa IBPS - telefônica com 1.100 eleitores entre os dias 3 e 5 de outubro, com eleitores de Niterói.

.1. O desempenho do Presidente Lula é reprovado por 30% que o consideram "ruim" ou "muito ruim" contra 25,9% que consideram "bom" ou "muito bom". Outros 39,9% o consideram "regular".

2. O desempenho do Governador Sérgio Cabral é aprovado por 27,5% que o consideram "bom" ou "muito bom" contra 19,3% que consideram "ruim" ou "muito ruim". Outros 40,6% o consideram "regular".

3. O desempenho do Prefeito Godofredo Pinto é reprovado por 36,5% que o consideram "ruim" ou "muito ruim" contra 22,7% que consideram "bom" ou "muito bom". Outros 31,6% o consideram "regular".

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

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Um comentário:

Anônimo disse...

Lulla, como de hábito, mentindo sobre os gastos dos governos anteriores

é isso, é o quê, heim Lulla?








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