segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Candidato Jobim tenta seduzir militares com promessas de salário, reaparelhamento e defesa da Amazônia

Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

Preocupado em viabilizar sua candidatura à sucessão de Lula, depois de quase sair queimado em três incidentes militares e na operação de guerra nos bastidores para salvar o aliado Renan Calheiros , Nelson Jobim parte para uma nova ofensiva contra as Forças Armadas. Mas a tática do Ministro da Defesa é atacar com a sedução aos fardados carentes de verbas, recursos e salários. Muitos oficiais generais das três forças já se encantam com o discurso de Jobim por reajuste salarial, reaparelhamento da tropa e defesa da Amazônia.

Os comandantes militares assistem às manobras de Jobim com pragmatismo. Querem mais recursos e salários mais altos. Jobim agora só vai falar do que eles querem ouvir. O ministro da Defesa resolveu que não dará ouvidos para os ataques dos militares da reserva, por mais duros que eles sejam. Nelson Jobim vai manter seu estilo de “autoridade”, pois constatou que ele agrada aos militares que a ele se subordinam por força da estrutura burocrática. Jobim descobriu que as legiões acreditam em seu “prestígio” para dobrar a cúpula do governo Lula que nunca vê os militares com bons olhos.

Esta semana Jobim ataca com mais um de seus factóides. Ao lado dos comandantes do Exército e da Aeronáutica – General Enzo Peri e Brigadeiro Juniti Saito -, o “genérico” Jobim (não se sabe ainda se com sua polêmica farda camuflada de quatro estrelas) vai visitar áreas militares nas fronteiras da região Norte, sobretudo com a Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia. No passeio, Jobim quer avaliar a situação de cada batalhão de fronteira e promete traçar um novo plano de defesa para o espaço aéreo brasileiro sobre a Amazônia. Hoje, a vigilância de 12 mil quilômetros de fronteira depende de apenas 25 mil homens e poucos aviões ultrapassados tecnologicamente.

Para alegria dos chefes militares, Jobim promete mais verbas para que isto aconteça. Jobim joga para a platéia com o fato de que, em dois meses no cargo, conseguiu “aumentar” em quase 50% o orçamento do ministério. Na promessa, a verba da Defesa saltará dos R$ 6 bilhões e 500 milhões deste ano para a também merreca de R$ 10 bilhões, em 2008. Mas o que seduz mesmo as legiões é a promessa de reajuste salarial de 14%.

Assim Jobim espera conter focos de insatisfação ao seu estilo imperial de administrar. Além disso, já tendo o apoio dos banqueiros nacionais e internacionais, Jobim agora só deseja conseguir o importante e discreto apoio das legiões para sua candidatura presidencial em 2010.

Esqueçam as crises

A ordem de Jobim é para que os militares esqueçam as três crises que ele conseguiu produzir em menos de dois meses de ministério.

Jobim quase exonerou o comandante do Exército, Enzo Peri, e o chefe do Estado maior da Força, Luiz Edmundo Maia de Carvalho, por causa da reação ao livro “Direito à Memória e à Verdade” – obra patrocinada pela Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos do Ministério da Justiça, para classificar os militares de torturadores e assassinos durante o regime militar (1964-1985).

Jobim também irritou os militares porque o governo resolveu não recorrer da sentença judicial que determinou a reabertura dos arquivos sobre a Guerrilha do Araguaia e a indenização milionária paga à família do ex-capitão do Exército Carlos Lamarca, que desertou para se incorporar à luta armada.

Jobim também revoltou as legiões com a exoneração de três oficiais que se opunham, no Ministério da Defesa, a uma eventual operação militar para retirar produtores de arroz da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Empreiteiras x militares

Os empreiteiros resolveram declarar guerra ao emprego oficial dos batalhões de engenharia do Exército em obras do Programa de Aceleração do Crescimento.

As construtoras criticam o custo elevado do concreto usado pelos militares nas obras de recuperação da Br-101.

Os críticos só esquecem que a qualidade da obra pode durar muito mais e que o gasto do pessoal militar é bem menor que o deles.

Além disso, o Batalhão de Engenharia do Exército não repassa contribuição para campanhas eleitorais – como fazem outras generosas empreiteiras.

Briga no ar

Os controladores de tráfego aéreo entram amanhã na Procuradoria Geral da República com uma denúncia-crime contra o comandante da Aeronáutica.

O brigadeiro Juniti Saito será acusado de ter posto em risco a segurança do transporte aéreo.

Tudo porque Saito mandou prender quem participasse do motim de 30 de março.

Frente contra Renan

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) lança hoje uma frente contra Renan Calheiros:

Precisamos de uma ação articulada para enfrentar Renan. A desmoralização do Congresso não pode se perpetuar. O Senado já foi ao fundo do poço. Se já estava fedendo há algum tempo, agora virou uma podridão. E isso não pode ser transformado numa luta de oposição contra governo, porque a situação envolve a todos”.

Jarbas se reúne hoje com o senador Pedro Simon (PMDB-RS) para decidir se ambos aceitam a oferta do PSDB e do PDT, que ofereceram aos peemedebistas as vagas na Comissão de Constituição de Justiça.

Jarbas e Simon foram detonados do cargo por ordem do presidente Renan Calheiros, que manda no PMDB.

Mentiu para amante

A jornalista Mônica Veloso jura que seu relacionamento com Renan Calheiros só existiu porque o senador “disse que estava separado da mulher”.

Segundo Mônica, ela só soube que Calheiros ainda vivia com a família, no final de 2003, meses depois do início do namoro.

Foi o que a capa da Playboy deste mês alegou ao programa “Shopping Business”, na Rede TV!, em entrevista exibida ontem.

O amor é lindo

Mônica afirmou os dois saíam juntos para eventos públicos, restaurantes e até jantares do PMDB, em Brasília.

Mônica garantiu que não terminou o relacionamento com Renan porque estava “completamente apaixonada”:

Se pequei, pequei por amar demais”.

PT autofágico

O grupo Mensagem lançou a candidatura do deputado José Eduardo Cardozo (SP) para disputar a presidência nacional do PT, nas eleições marcadas para dezembro próximo.

A candidatura de Cardozo foi lançada pelo ministro Tarso Genro e contra a vontade do Palácio do Planalto:

Nossa candidatura representa uma retomada dos princípios que formaram o surgimento do PT. É uma candidatura que afirma, de maneira irrestrita, o nosso apoio ao governo do presidente Lula, propõe políticas significativas para o próximo período (do novo presidente do partido) e sustenta a necessidade de renovação profunda do partido”.

Cardozo vai concorrer com o atual presidente da legenda, o deputado Ricardo Berzoini (SP), da corrente Construindo um Novo Brasil, ex-Campo Majoritário.

Mensaleiros na disputa

Além de Cardozo e Berzoini, concorrem à presidência do PT, na eleição de 2 de dezembro, Valter Pomar (Articulação de Esquerda) e Gilmar Tatto (Lutas de Massas).

A corrente Construindo um Novo Brasil, que detém a maioria no PT, deve indicar pelo menos três nomes envolvidos no escândalo do mensalão para concorrer a vaga no Diretório Nacional do partido.

Os escolhidos são os deputados João Paulo Cunha (SP), Josias Gomes (BA) e Paulo Rocha (PR).

Bom pra cachorro?

Três anos e oito meses depois de protagonizar o primeiro grande escândalo do governo Lula, o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz aparece como responsável pela área financeira de uma fábrica de ração e produtos para animais instalada em Goiânia.

O curioso é que, para a Receita Federal, Waldomiro é um fantasma e não poderia aparecer como funcionário de tal empresa.

O amigo de José Dirceu não apresenta declarações de renda desde 2005 e está com o CPF cancelado.

Terceirizando mais

Os gastos do governo Lula com terceirização na administração federal aumentaram em relação ao segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.

Em 2006, as despesas de custeio da União com terceirização atingiram R$ 12,9 bilhões.

Foi um aumento de 11% em relação aos R$ 11,7 bilhões em 2002, último ano do governo de Fernando Henrique.

No total do primeiro mandato de Lula, os gastos de custeio com terceirização atingiram R$ 43,1 bilhões, ou 4% a mais do que R$ 41,4 bilhões dos últimos quatro anos do governo tucano.

PT entreguista

O governo abandonou o discurso contra as privatizações do PT e deve repassar ao setor privado 66 projetos de infra-estrutura, no valor de R$ 48 bilhões, até o fim de 2008.

Amanhã, está previsto o leilão de sete trechos de importantes rodovias.

Será um marco no pacote de privatizações do PT, comandados pela futura candidata do partido à presidência, Dilma Rousseff.

O pacotão petista inclui ferrovias, portos, aeroportos e linha de transmissão de energia.

Exemplo de administrador

Computadores do traficante Juan Carlos Ramirez Abadia, o Chupeta, apreendidos na Colômbia revelam que, escondido aqui no Brasil, ele tinha total controle sobre as atividades do cartel de cocaína do Vale do Norte.

Documentos mostram que, de São Paulo, Abadia administrava os negócios ilegais na Colômbia: do estoque da droga à liberação de dinheiro para subornar autoridades.

Durante os três anos de esconderijo no Brasil, Abadia arrecadou US$ 70 milhões por mês.

O traficante deve ter pago “mensalão” para muita gente boa na República...

Crime nos trilhos

Integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) tentaram invadir ontem a Estrada de Ferro Carajás, na localidade de Vila dos Palmares 2, distrito próximo ao município de Parauapeba, no sudeste do Pará.

A manifestação criminosa tinha o objetivo o objetivo de chamar a atenção para o anúncio do resultado do plebiscito da manifestação que ficou conhecida como "Grito dos Excluídos".

O balanço será divulgado hoje, em Brasília, pelo coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile.

Chip da luz investigado

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) proibiu a instalação de novos chips eletrônicos — que medem o consumo de energia elétrica — até que os aparelhos sejam testados e aprovados.

A medida vale desde o dia 1º, quando foram publicados no Diário Oficial da União padrões para os testes da nova tecnologia.

O Inmetro levará aproximadamente três meses para testar todos os modelos.

O Bispo na estante

A Editora Larousse bota nas livrarias, no próximo dia 15, o livro: “O Bispo: A História Revelada de Edir Macedo”.

Com tiragem recorde de 700 mil exemplares e escrita pelo diretor de jornalismo da Record, Douglas Tavolaro, a obra tem 283 páginas e trata de assuntos polêmicos, sua intimidade e todos os episódios marcantes vividos por ele nos últimos anos.

A capa traz a foto de Macedo lendo a Bíblia em uma cela do 91º DP, em São Paulo, quando, em 1992, foi preso sob acusação de charlatanismo e curandeirismo.

Derrapagens

E o Flamengo perdeu de dois a zero para o Fluminense...

Deu uma de Lewis Hamilton no GP da China, cantando vitória antes do tempo.

O Rubro-negro e o Negrão derraparam na pretensa auto-suficiência.

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

6 comentários:

david santos disse...

Hoje estou a passar pelo Brasil, não para fazer comentários, mas para deixar um alerta:
Se amais vossos filhos, pais de todo mundo, não os percam de vista; nem por um segundo!

Mais uma criança assassinada.

Anônimo disse...

Até quando Renan calará o Brasil?
A luta desigual como símbolo e metáfora da condição humana


MENDONÇA NETO - mendoncanetoal@uol.com.br

"Quem tem dinheiro no mundo
Quanto mais tem,quer ganhar
E a gente que não tem nada
Fica pior do que está.
Seu moço,tenha vergonha
Acabe a descaração.
Deixe o dinheiro do pobre
E roube outro ladrão"

Gilberto Gil


"Palavrão não é f da p.
Palavrão é Renan Calheiros"
.

Carlos Vereza
Programa do Jô/ 2/10



Estou sendo citado em processo de que é autor o senador Renan Calheiros e que pretende receber de mim uma indenização POR DANOS MORAIS, pelas crônicas que escrevo no jornal EXTRA ALAGOAS. Quer mais dinheiro do que já conseguiu coletar com sua carreira repugnante.Além de delinqüir, quer extorquir . Além das fazendas, dos bois, das mansões, dos dólares e euros, quer que eu seja condenado a lhe pagar uma vultosa quantia PORQUE COBRO A SUA PUNIÇÂO, como cobra a imensa maioria do povo brasileiro. Quero ver, cara a cara, na audiência de conciliação ( e não vale mandar preposto) se Renan está preparado para ouvir o que eu tenho a dizer, se terá coragem de repelir as acusações da imprensa, da Policia Fe-deral e do Conselho de Ética do Senado da República, que serão lidas e arroladas no processo.

Vá, senador, munido de paciência e tempo, porque para responder se quero ou não conciliar-me, pretendo - com a permissão do juiz- expor TODOS OS FATOS e utilizar-me, caso não haja conciliação, da exceção da verdade, para levar as provas e as testemunhas de que disponho. Será um julgamento educativo, e estou convencido, memorável para a Justiça e o povo alagoanos.Afinal, quem, sabe, não será o Fórum de Maceió, por onde passam todos os dias, advogados lutadores, juizes e promotores íntegros, fiscais e aplicadores da lei, o me-lhor ambiente para nos defrontarmos: você com sua história recente de tenebrosas acusações e eu , modestamente, como porta voz do libelo do povo brasileiro contra sua conduta.Iremos ficar frente a frente, e quero lhe avisar que não tenho medo de cara feia nem de ameaça. Vá sozinho, com seu advogado. Não leve os jagunços de suas fazendas de grilagem. Estarei lá esperando por você.

Na luta desigual entre um pequeno semanário e um jornalista que não possui o estrépito do poder econômico, político e da violência, para abrir-lhe caminho, o direito e o dever de não calar, apesar de processos, chantagens e ameaças, serve como símbolo e metáfora da condição humana. O homem que luta para que a justiça sobreviva e que luta contra os criminosos mais poderosos, aqueles que se tornam ricos e corruptos para tentar calar com sua força, os que tentam lhe embargar o caminho com a palavra e a voz, e que, diante do espanto quase diário, permanente, dos brasileiros com os braços poderosos da deso-nestidade triunfante, serve como o grito de São João Batista que clama: " Eu sou uma voz que brada no deserto". Este deserto de homens e idéias, de que falava o gaúcho Osvaldo Ara-nha ou este deserto de aves de rapina, que espreitam a morte dos miseráveis para roubar-lhes os últimos despojos.

Vivemos num tempo de iniqüidades amplamente toleradas pelos que detém o poder. Lula é hoje uma marionete das iniqüidades e , parece, que este papel escolheu o escravo certo para algemar e conduzir na senda da proteção ao crime e à impunidade dos seus iguais. Mas a metáfora denunciada nos que não se calam, na solidão atrevida de sua luta em defesa do povo e da justiça, é símbolo que muitos adotam e serve para uni-lo a quem grita, para gritar também a sua decisão de não aceitar que os homúnculos do Senado, sejam cúmplices de Renan ou de qualquer outro que enlameie a representação popular com suas condutas criminosas.

O processo que Renan move contra mim, também é metáfora e é símbolo da inversão de valores, onde o criminoso não admite pagar pelos seus crimes e pretende a suprema audácia, invertendo os papéis, de tentar extorquir vantagem financeira de quem o acusa, da voz de onde parte o libelo contra seus crimes. Renan ganhou dinheiro fácil dos bois, das cervejas, das empreiteiras, das rádios laranjas, e, ainda descontente, quer que a Justiça seja manipulada para condenar não o crime, mas a notícia do crime. Quer matar a liberdade da imprensa, das poucas conquistas que ainda restam à cambaleante democracia brasileira.

Evidente que não me intimida. Antes, me impele a dizer mais, inclusive no processo, para o qual arrolarei testemunhas de todo o Brasil que já o conhecem com sua vil esperteza e virão, certamente, depor sobre ele , na Justiça das Alagoas. Renan me concede uma oportunidade imperdível , frente a frente, para eu lhe dizer o que penso dele.

Como o poeta português Sidonio Muralha, que viveu e morreu, em Curitiba, em 1982, disse no seu poema Roteiro: " Parar.Parar não paro/ Se caráter custa caro/pago o preço. Pago embora seja raro/mas homem não tem avesso e o peso da pedra eu comparo/à força do arremesso. Um rio,só se for claro/correr, sim, mas sem tropeço/mas se tropeçar, não paro- não paro nem mereço. E que ninguém me dê amparo/ nem me pergunte se padeço. Não sou nem serei avaro/se caráter custa caro, pago o preço."

Somos uma geração que vive hoje contra o muro, na bela expressão de Camus. Viver contra o muro, esta estupenda parede de violência e corrupção que governa o mundo e o Brasil, é um desafio alucinante. Mas o que seria do mundo sem os loucos, os poetas e os guerreiros? " Choraste diante da morte, covarde meu filho não és, não descende o fraco do forte", era o desabafo do velho índio na voz de Gonçalves Dias.
Quanto a mim, senador, fique certo de que parar, não paro.
Renan Calheiros pode dominar os fracos, os pusilânimes e os covardes.
Mas nunca irá dominar o Brasil.
" O Brasil que não cede, o Brasil que não se acomoda,o Brasil que não se acovarda, o Brasil que nasceu para viver com decência, com verticalidade moral e com inflexível dignidade cívica", nesta bela frase de Tancredo Neves.

CURIANGO disse...

O Jobim tem que se convencer que é apenas um ícone administrativo entre o Comandante Supremo e às FFAA. Esse negócio de machão, falastrão, etc, só se for na ANAC e na área administrativa do MD (órgão criado para dar emprego, quero dizer, pagar favores aos amiguinhos). Dos que passaram pelo MD, pelo que demonstraram, não sabe nada sobre a vida da caserna. Acho até que, quando se alistaram para o Serviço Militar, se é que alistarem, devem ter recebido, de imediato, um CI (Certificado de Isenção) enquadrado no inciso 1), Parágrafo 2º do Artigo 165 do Regulamento da Lei do Serviço Militar (... distúrbio mental grave) ou se não, estão refratários até esta data.

Unknown disse...

Ainda bem Serrão que vc manda seus leitores ficarem com Deus, pelas notícias parece que estamos no Portal do inferno.

Anônimo disse...

DE GENÉRICO A ORNINTORRINCO

Desde sua criação, no governo FHC, o Ministério da Defesa tem servido de instrumento para o Presidente da República tentar expor os militares ao ridículo perante a nação.
A idéia jamais foi a de colocar os militares sob a subordinação civil, até porque o papel destinado as Forças Armadas está bem definido na Constituição de 1988, independentemente de seu titular.
Não se trata de quem esteja exercendo a pasta de Ministro da Defesa, mas, apenas, humilhar os militares, numa demonstração velada de revanchismo inconseqüente.
O governo dos senhores FHC e, agora, Lula da Silva, jamais teve a intenção de fortalecer as Forças Armadas como instituição de sustentação do país e do estado brasileiro.
A pasta de Ministro da Defesa já foi ocupada por figuras das mais exóticas.
Primeiro foi o ex-senador Élcio Álvares que não tinha nenhuma relação com os temas de defesa. Determinou que as Forças Armadas participassem, diretamente, do combate ao narcotráfico e ao crime organizado, embora seu escritório de advocacia continuasse defendendo narcotraficantes.
Foi substituído pelo Advogado Geral da União, Geraldo Quintão, outro peixe fora d’água.
Já, no governo Lula, o terceiro ministro foi um embaixador, José Viegas Filho, que acabou numa crise política com o próprio presidente da República.
Para substitui-lo foi nomeado o vice-presidente da República, que não podia ser demitido, por motivos óbvios, e que, também, lá esteve de passagem.
Em seu lugar foi nomeado o ex-governador Waldir Pires, um morto vivo, que acabou se envolvendo num dos fatos mais picarescos, do atual governo. Reuniu-se com sargentos para tratar de greve dos controladores de vôo, como se fosse um líder sindical, abalando os dois pilares mais sagrados de sustentação das instituições militares, a hierarquia e a disciplina.
Ao ser passado o atestado de óbito ao Ministro Waldir Pires o presidente, em mais uma afronta às Forças Armadas, nomeia outro Ornitorrinco para ocupar o cargo de Ministro da Defesa.
O atual Ministro da Defesa, Nelson Jobim, tão logo assumiu o cargo, publicamente fez uma ameaça aos militares, creditando a si poderes que a Constituição não lhe outorga. Na cerimônia de posse foi desrespeitoso com seu antecessor, ao qualificá-lo como incompetente. Fantasiou-se de General de Exército, como se estivesse num baile à fantasias, e arrota ser o comandante das Forças Armadas. Sua última peripécia foi afirmar que levará os militares, mesmo da reserva, a depor sobre a Guerrilha do Araguaia.
Na realidade os dois governos apenas criaram Ministros da Defesa e um séqüito de cargos, ocupados por amigos e “amigas íntimas”, para prestar assessoramento e exercer funções de chefia, sem apresentarem nenhuma qualificação ou comprometimento com o papel das Forças Armadas.
Desde a criação do Ministério da Defesa, em 1999, ficou claro que o governo jamais teve como objetivo fortalecer as Forças Armadas para integrá-las como instrumento de sustentação do estado brasileiro e capacitá-las às exigências de uma concepção política moderna.
O ressentimento amargo que tem se constituído em barreira para uma integração perfeita entre Forças Armadas e Governo, deve-se a pessoas do próprio governo e nomeadas pelo presidente Lula com o único objetivo de reacender um revanchismo insano e inconseqüente.
De 1999 para cá as Forças Armadas vêm sendo sucateadas. Os militares, hoje, recebem os menores salários da administração pública.
Um servidor público de nível superior, ao ingressar na carreira, recebe remuneração superior à dos oficiais superiores das Forças Armadas com mais de 25 anos de serviço.
A verdade, que precisa ser mostrada à nação, é que o atual governo não vai investir nas Forças Armadas e não vai melhorar, adequadamente, os salários dos militares .
A seqüência de Ornitorrincos nomeados para exercerem o cargo de Ministro da Defesa deixa clara essa afirmação.
De 1985 para cá, quando o último presidente militar, João Figueiredo, entregou o cargo a José Sarney, os militares têm dado provas de sua capacidade disciplinar e de estarem completamente integrados à democracia.
Têm dado constantes demonstrações do entendimento de sua missão e têm sobejamente trabalhado, lado a lado, com os governos eleitos. Não fazem greve, não cruzam os braços, não paralisam suas atividades e não criam problemas ao governo.
Por isso gozam de um índice de aprovação e de credibilidade de 73% junto à população brasileira..
O governo está acendendo um estopim, muito curto, junto a um barril de pólvora e torce por uma explosão.
Mas, afinal para que serve um Ornitorrinco?

Nota do autor:
O ornitorrinco é o mamífero menos parecido com os mamíferos existentes. Provavelmente, é também o bicho mais esquisito sobre a face da terra. Dizem que a existência desse animal confuso é a prova de que Deus tem senso de humor! Veja por que: o ornitorrinco vive na água, tem um bico parecido com o do pato, bota ovos, é mamífero e ainda por cima, venenoso!

Por www.ternuma.com.br

Anônimo disse...

Lamarca foi na vardade um verdadeiro traidor ,que deveria ser apagado de nossas memorias ,pois alem de ter desertado do exercito matou muitos brasileiras na covardia quando dormião para roubar-lhes os fisís e começar a"revolução" de seu proprio interesse!