segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Governo se envolve até em batida de Ferrari do empresário que é parceiro do filho e do genro de Lula

Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

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Por Jorge Serrão

A Ferrari quase teve problemas nos bastidores para confirmar o título de campeão mundial do finlandês Kimi Raikkonen na Fórmula 1. Na semana passada, a tropa de elite do Palácio do Planalto precisou agir, politicamente, nos bastidores da imprensa amestrada e do meio policial, para evitar que rendesse problemas para a família do presidente um simples acidente com uma Ferrari S-430, na Zona Sul de São Paulo. O carrão vermelho de luxo - sonho de consumo de 11 em cada 10 exibicionistas - pertence a um grande empresário do ABC que é parceiro de negócios do primeiro-filho Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, e do primeiro-genro, Marcelo Satto, casado com a filha Lurian.

O escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos precisou colocar seu “pace car” na pista resolver o problema. O “piloto” daquela Ferrari que vale R$ 1 milhão e 300 mil reais, João Luís Raiza Filho, de 27 anos, foi acusado de agredir o cinegrafista da TV Bandeirantes Fábio Tanaka – que levou seis pontos na boca e registrou boletim de ocorrência por agressão. Para complicar ainda mais o caso do acidente, os dois policiais militares que estiveram no local cometeram a falha de liberar Raiza Filho, sem encaminhar o caso para registro na Polícia Civil. Os dois são investigados pela Corregedoria da PM.

A dúvida é se os PMs levaram alguma propina. Ou, então, se ambos se sentiram “intimidados” pelo poder de fogo do dono do carro, que é amigo e sócio dos mandarins da República Sindicalista do PT. A Ferrari S-430, placa FJL-0430, está registrada em nome de João Luiz Raiza. Importante empresário no ABC paulista, João é diretor-regional do Sindicato da Indústria de Construção Civil. Autorizado pelos policiais, Raiza Filho deixou o local do acidente em um Renault Clio dirigido por um colega. Depois, compareceu ao 35º DP (Jabaquara), às 4h45min. O influente pai dele já estava lá, esperando. O rapaz assinou um termo circunstanciado e foi liberado.

O carrão foi comprado na Via Itália, poucos meses atrás. A Ferrari 2007 tinha só 6 mil quilômetros rodados. O acidente aconteceu por volta das 2h de sexta-feira, na avenida Professor Abraão de Morais, perto do viaduto Aliomar Baleeiro, na pista sentido Imigrantes. A Ferrari bateu em uma defensa e rodopiou. Na batida, perdeu uma roda e teve parte traseira direita bastante danificada. Como o carro é vermelho, da cor do PT, o comentário maldoso nos meios políticos de Brasília é que o acidente produziu um PT: “Prejuízo Total”.

Outros “pilotos” famosos

A bocuda oposição ao poderoso Lula chegou a espalhar o boato de que a Ferrari pertenceria ao genro Marcelo Satto, embora estivesse registrado no nome do próspero empreiteiro.

Mas tem fofoqueiro jurando que o bólido vermelho foi comprado para ser pilotado por amigos e parceiros importantes do empreiteiro do ABC.

Afinal, para que serve um carro que vale de R$ 1,3 a 1,5 milhão?

Vagabundagem remunerada

O Correio Braziliense de hoje denuncia que nenhum parlamentar trabalha mais às quintas-feiras na Câmara dos Deputados.

Das 38 quintas-feiras desta legislatura, em nove as votações foram adiadas por falta de quorum, e em 11, elas sequer foram agendadas.

Para não sofrerem desconto pelas faltas, os espertos deputados vão cedinho, registram presença e correm para o Aeroporto JK.

Corrida maluca

O governo já tem um mapa de cada voto no Senado, em todos os partidos.

Os desesperados do Palácio do Planalto usarão essa contabilidade para correr atrás, individualmente, dos votos necessários para fechar a conta a favor da renovação da CPMF até 2011.

Agora, o governo admite que não tem os votos necessários para vencer.

Para aprovar uma emenda constitucional, é preciso o voto de 49 dos 81 senadores.

Na base aliada, ele só tem hoje 46 votos.

Terra da especulação

Com a queda do dólar e a isenção de Imposto de Renda e CPMF dada pelo governo Lula (que insiste em cobrar da gente a CPMF), os “investidores” estrangeiros ganham rios de dinheiro com as aplicações em títulos públicos brasileiros.

Os especuladores já chegam a acumular rentabilidade líquida próxima de 90% de fevereiro de 2006 para cá.

Até setembro passado, a inflação medida pelo IPCA ficou em 5,6%.

Roubo do roubo

Os governos estaduais armam novas arapucas com as carteiras de crédito consignado.

Alguns Estados simplesmente descontam os recursos da folha de pagamento dos servidores e não repassam o dinheiro aos bancos.

A armação ocorreu em Alagoas, Piauí e Rio de Janeiro, nos últimos meses de mandato dos governadores em 2006.

Volta, papai

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) deve reaparecer esta semana no Congresso

O retorno é para intensificar as articulações a fim de tentar salvar o seu mandato.

Renan também quer garantir a participação na articulação para indicar seu sucessor, caso tenha que renunciar à presidência definitivamente.

Volta logo

O presidente da Cisco Brasil, Pedro Ripper, foi solto ao final do prazo da prisão temporária de que foi alvo na Operação Persona.

Em nota, a Cisco informa que "aguarda pelo retorno de Pedro Ripper às suas funções".

O porta-voz John Noh esclarece que “a empresa ainda tenta conseguir entender o caso”.

Genética do crime

Duas pessoas morreram e oito ficaram feridas durante confronto entre trabalhadores rurais sem-terra e seguranças na fazenda experimental da multinacional Syngenta Seeds, em Santa Tereza do Oeste (540 km de Curitiba-PR).

A fazenda foi invadida na manhã de ontem por aproximadamente 200 integrantes da Via Campesina e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

No local, ocorrem experiências com material geneticamente modificado.

Homem de Gelo

O finlandês Kimi Raikkonen passou rapidinho de azarão a campeão da temporada 2007 da Fórmula 1.

O piloto da Ferrari venceu o Grande Prêmio do Brasil e faturou o título ao contar com os erros do inglês Lewis Hamilton, da McLaren.

Mas decisiva mesmo foi a ajuda de Felipe Massa, que ficou em segundo, na frente do espanhol Fernando Alonso.

Nazareno milagroso

O Flamengo segue atrás do sonho de disputar a Libertadores.

Já é o sexto colocado do Brasileirão, com 49 pontos, depois da vitória de ontem por 2 a zero contra o Grêmio, no Maracanã.

Nazareno Joel Santana merece mesmo a canonização.

Vida que segue...

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

9 comentários:

DINHEIRO. Eu já tive um dia. disse...

A imprensa vive dizendo que o brasileiro tem memória curta, mas a própria imprensa é que sofre do mal de Alzheimer..... não se fala mais em um monte de escandalos que este governo esta envolvido...

Anônimo disse...

Cesar Maia em seu ex-blog, avisa Aécio Neves.


Cautela Governador,

TARSO BÉRIA , INICIOU A CAÇADA

Anônimo disse...

Por acaso, estava assistindo o programa do Datena na TV Bandeirantes qdo estava passando esta reportagem sobre a agressão desse playboy ao cinegrafista da Band.

O Datena estava indignado e disse inclusive, que se ele fosse da direção da Band, colocaria todo o corpo jurídico em cima desse caso.

Hoje vou fazer questão de assistir o seu programa para ver até onde vai sua "valentia".

Anônimo disse...

Datena?


tão somente mais um dos idiotas da Band

Anônimo disse...

Caro Serrão,

Sou capaz de apostar como esse tal de João Luís Raiza é "dono" de uma empreiteira de obras de S. Bernardo, chamada EMPARSANCO, que é muito "competente", pois "ganha" todas as "concorrências" das obras de prefeituras administradas pelos petralhas.

Anônimo disse...

- Ferrari vermelha, importada: 1,3 milhão de reais

- Conserto do muro de proteção da avenida: algumas centenas de reais

- Indenização por dar uma de machão agredindo estupidamente um cinegrafista: alguns milhares de reais

* VER UM MAURICINHO MIMADO COM CARA DE TACHO NO JORNAL, DEPOIS DA BARBEIRAGEM DE DE TER AMASSADO A FERRARI DO PAPAI: NÃO TEM PREÇO.

BOM SENSO, MATURIDADE, RESPONSABILIDADE E EDUCAÇÃO - NEM O CARTÃO DE CRÉDITO DO PAPAI COMPRA

Anônimo disse...

Parece que o Datena está com amnésia.
Não disse uma palavra a respeito deste acidente com a Ferrari.

Anônimo disse...

Achei tão absurdo este assunto, que merece muita repercussão para ver se o abortista retrocede em sua decisão.

A vitória dos enlatados
Governo troca mistura nutricional consagrada há décadas por produtos industrializados
HUGO MARQUES

PIONEIRA Há mais de três décadas Clara Brandão criou um composto alimentar que revolucionou a nutrição infantil

A cena foi comovente. O vice-presidente José Alencar preparava-se para plantar uma árvore em Brasília quando foi abordado por uma nissei de 65 anos e 1,60 m de altura. Era manhã da quinta-feira 6. A mulher começou a mostrar fotografias de crianças esqueléticas, brasileiros com silhueta de etíopes, mas que tinham sido recuperadas com uma farinha barata e acessível, batizada de “multimistura”. Alencar marejou os olhos. Pobre na infância no interior de Minas, o vice não conseguiu soltar uma palavra sequer. Apenas deu um longo e apertado abraço naquela mulher, a pediatra Clara Takaki Brandão. Foi ela quem criou a multimistura, composto de farelos de arroz e trigo, folha de mandioca e sementes de abóbora e gergelim. Foi esta fórmula que, nas últimas três décadas, revolucionou o trabalho da Pastoral da Criança, reduzindo as taxas de mortalidade infantil no País e ajudando o Brasil a cumprir as Metas do Milênio. E o que a pediatra foi pedir ao vicepresidente? Que não deixasse o governo tirar a multimistura da merenda das crianças. Mais do que isso, ela pediu que o composto fosse adotado oficialmente pelo governo. Clara já tinha feito o mesmo pedido ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão – mas ele optou pelos compostos das multinacionais, bem mais caros. “O Temporão disse que não é obrigado a adotar a multimistura”, lamenta Clara.

Há duas semanas a energia elétrica da sala de Clara dentro do prédio do Ministério da Saúde foi cortada. Hoje, ela trabalha no escuro. “Já me avisaram que agora eu estou clandestina dentro do governo”, ironiza a pediatra. Mas ela nem sempre viveu na escuridão. Prova disso é que, na semana passada, o governo comemorou a redução de 13% nos óbitos de crianças entre os anos de 1999 e 2004 – período em que a multimistura tinha se propagado para todo o País.

Desde 1973, quando chegou à fórmula do composto, Clara já levou sua multimistura para quase todos os municípios brasileiros, com a ajuda da Pastoral da Criança, reduto do PT. Os compostos da multimistura têm até 20 vezes mais ferro e vitaminas C e B1 em relação à comida que se distribui nas merendas escolares de municípios que optaram por comprar produtos industrializados. Sem contar a economia: “Fica até 121% mais caro dar o lanche de marca”, compara Clara.

Quando ela começou a distribuir a multimistura em Santarém, no Pará, 70% das crianças estavam subnutridas e os agricultores da região usavam o farelo de arroz como adubo para as plantas e como comida para engordar porco. Em 1984, o Unicef constatou aumento de 220% no padrão de crescimento dos subnutridos. Dessa época, Clara guarda o diário de Joice, uma garotinha de dois anos e três meses que não sorria, não andava, não falava. Com a multimistura, um mês depois Joice começou a sorrir e a bater palmas. Hoje, a multimistura é adotada por 15 países. No Brasil só se transformou em política pública em Tocantins.

Clara acredita que enfrenta adversários poderosos. Segundo ela, no governo, a multimistura começou a ser excluída da merenda escolar para abrir espaço para o Mucilon, da Nestlé, e a farinha láctea, cujo mercado é dividido entre a Nestlé e a Procter & Gamble. “É uma política genocida substituir a multimistura pela comida industrializada”, ataca a pediatra. A coordenadora nacional da Pastoral da Criança, Zilda Arns, reconhece que a multimistura foi importante para diminuir os índices de desnutrição infantil. “A multimistura ajudou muito”, diz. “Mas só ela não é capaz de dizimar a anemia; também se deve dar importância ao aleitamento materno.” ISTOÉ procurou as autoridades do Ministério da Saúde ao longo de toda a semana, mas nenhuma delas quis se pronunciar. “O multimistura é um programa que não existe mais”, limitou-se a informar a assessoria de imprensa.

http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/1977/artigo61436-1.htm

Unknown disse...

http://ensaiossobrecegueira.blogspot.com.br/


da uma olhada usei seu atigo