domingo, 6 de janeiro de 2008

Defenda já sua Liberdade de Expressão!

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com/

Por Jorge Serrão

Só existe um sujeito capaz de assegurar seu direito à liberdade de expressão: Você mesmo! Por isso, o Alerta Total te recomenda que fique esperto. Começa a crescer o número de aparentes “poderosos” que alimentam o desejo de calar veladamente, controlar direta ou indiretamente, censurar econômica ou judicialmente e corromper (ideológica ou financeiramente) os cidadãos ou os veículos alternativos que ousam exercer a plena liberdade de informar ou ser informado no Brasil.

A sociedade brasileira não pode aceitar que a imprensa e os cidadãos sejam calados, censurados ou corrompidos. Alguns sujeitos politicamente hediondos, que não têm o menor respeito pelos princípios democráticos, mais uma vez, se movimentam no submundo de instituições arcaicas e autoritárias com o objetivo criminoso de assassinar as liberdades de informação e de expressão no Brasil. Você, leitor, será conivente com tal crime? Deixe sua consciência responder livremente. E tome uma atitude, antes que seja tarde. A turma do Boi quer te levar para o brejo. Você vai se quiser!

Os meios de comunicação de massa no Brasil abusam de sua liberdade de expressão e manifestação. A mídia usa qualquer artifício para (se) vender mais que a concorrência ou obter mais audiência. As relações de interesse (pessoal dos chefes de redação ou de uma determinada empresa de comunicação) se colocam sempre acima da ética, da moral e do bem-comum. Tal mídia idiota (e imbecilizante) distorce a realidade conforme lhe convém ou é conveniente aos interesses de seus “patrões” ou financiadores.

Em tese, todo cidadão tem o direito humano de informar e ser informado. Acontece que, em nosso País, a liberdade de informação é relativa. Pode-se afirmar que o mesmo acontece no mundo todo. Por aqui, o livre desempenho da atividade de imprensa e a liberdade de expressão são afetados por cinco fatores adversos:

1) Os interesses de classe, políticos e econômicos dos controladores dos meios de produção e difusão de informação que filtram e só divulgam o que lhes dá lucro e poder;

2) A falta de uma visão clara da importância essencial das liberdades de informação e de expressão como princípios para o pleno desenvolvimento de fatores da vida e da paz social;

3) A ausência prática de percepção do verdadeiro papel cidadão dos profissionais de imprensa, que os torna, ao mesmo tempo, reféns dos controladores da mídia e reprodutores da opressão do mesmo sistema que os remunera e combate a liberdade de informar;

4) A visão política distorcida da oligarquia tupiniquim (nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário), que manipula a informação como princípio de auto-sobrevivência e controle social;

5) A corrupção de valores inerente ao tradicional sistema político, que trata a informação como uma moeda de troca para a conquista e controle do poder, sem compromisso com a verdadeira democracia.

O artigo de fim de ano deste Alerta Total sobre o “Pica-Pau” cutucou a consciência de muita gente de bem. Não dá mais para suportar a situação sem atacar o mal pela raiz. E a decisão de agir é individual. Não se pode conviver e aceitar, impunemente, uma mídia oportunista, desonesta, promotora, anti-patriótica e reprodutora da ignorância nacional. Ninguém agüenta mais uma mídia que parece um mero espaço de barganha, de troca de favores, privilégios, concessões e, sobretudo, muita vaidade. Uma mídia que age assim não tem como ser a fiscal do poder público e a observadora isenta da sociedade.

“A mídia independente desempenha quatro papéis vitais em uma democracia. Primeiro, vigia os poderosos, fazendo com que prestem contas à população. Segundo, dá destaque às questões que pedem atenção. Terceiro, informa os cidadãos para que possam fazer escolhas políticas. Quarto, conecta as pessoas, ajudando a criar a ‘cola’ social que une a sociedade civil”. Quem escreveu tal lição foi a diretora do Centro de Mídia e Sociedade da Universidade de Massachusetts, em Boston, Ellen Hume, no artigo “Liberdade de Imprensa”, encontrável em sites da Internet sobre o tema. Pena que não tenhamos mídia assim no Brasil.

Reflita com toda sinceridade: Você se sente livre, de verdade, para expressar seu ponto de vista publicamente? Pense também seriamente em outra questão básica: Você tem a mesma liberdade (de imprensa) que os grandes grupos da nossa multimídia – geralmente financiados por interesses anti-brasileiros e sustentados por generosas verbas oficiais dos governos do crime organizado? Pense e aja depressa. Sua liberdade de expressão nunca esteve tão ameaçada no Brasil.

Membros do atual desgoverno ainda defendem, na surdina, a proposta de controle da difusão de informações via Internet, via criação de um cadastro nacional de e-mails. Nem o camarada Stalin – se no tempo dele já existisse a web – seria capaz de propor tal controle. Mas seus herdeiros ideológicos, bem próximos do fascismo original que o mundo já condenou anos atrás, mas cujo germe hediondo insiste em sobreviver e se reproduzir na sociedade atual, insistem na tese de um Big Brother eletrônico para controlar a vida dos cidadãos. Como é duro aturar pretensos marxistas e ignorantes em democracia que sequer leram Karl Marx. O velho escreveu: “A imprensa livre é o olhar onipotente do povo. A imprensa livre é o espelho intelectual no qual o povo se vê e a visão a si mesmo é a primeira condição da sabedoria”.

Nós, cidadãos, devemos rechaçar tais intenções obscurantistas e antidemocráticas dos aprendizes de ditadores. Temos o dever de combater a ignorância, os despotismos, os preconceitos, as censuras e os erros. Precisamos observar e lembrar, a todo instante, que a verdade e a justiça precisam ser glorificados como princípios humanos. Do contrário, vamos caminhar para as trevas. Sejamos, cidadãos, guardiões da Luz. Jornalistas – ou simples mortais -, eis a nossa bandeira moral. Resistir é preciso!

Sejamos “idiotas da objetividade” jornalística, como nos recomendaria o imortal Nelson Rodrigues. Os poderosos de plantão - governantes, os magistrados e os políticos em geral - não aceitam críticas vindas da imprensa tradicional, emitidas por meios alternativos ou por qualquer mortal cidadão. Ultimamente, eles têm agido de forma reativa e reacionária. Veículos de comunicação (jornais, rádios e tevês tradicionais) são alvos recentes de covardes ataques, principalmente via judiciário.

Os poderosos insistem em agir contra a liberdade de informação e de expressão, impondo à imprensa censuras diretas ou veladas. Políticos, magistrados, promotores, policiais, religiosos, empresários, donos de veículos de comunicação e outros sujeitos menos votados, inclusive alguns jornalistas idiotas ou bem remunerados, nenhum deles têm o direito legítimo e positivo de assassinar a liberdade de informação ou de expressão, sob qualquer pretexto. Piores que eles são os sujeitos coniventes e lenientes com tais crimes. Ou têm medo de reagir ou ignoram que existem armas legais para enfrentar os anti-democratas.

No Brasil, a regra é clara. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição. Está escrito na Constituição Federal de 1988. Ou não vale mais o que está escrito lá? No Art. 5º está anotado: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

O mesmo artigo se lê: IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;

Nosso texto constitucional (ainda em vigor, até prova em contrário), em seu Capítulo V (Da Comunicação Social) deixa claro em seu Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição. No § 1º, está escrito: Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado o disposto no art. 5º, IV, V, X, XIII e XIV. No § 2º: É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística. No § 5º: Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio. E no § 6º A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade.

Nossa Constituição é violentada, brutalmente, toda vez que qualquer ação autoritária é praticada não só contra a imprensa, mas contra qualquer cidadão que queira exercer seu direito humano de informar e ser informado. Mas já existe jurisprudência para assegurar, ao menos, a liberdade de imprensa (não confundir com a liberdade de expressão). "A liberdade de imprensa, enquanto projeção da liberdade de manifestação de pensamento e de comunicação, reveste-se de conteúdo abrangente, por compreender, dentre outras prerrogativas relevantes que lhe são inerentes, (a) o direito de informar, (b) o direito de buscar a informação, (c) o direito de opinar e (d) o direito de criticar".

Assim decidiu o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, em 22 de agosto de 2005, quando arquivou o pedido (Petição 3486-4) do advogado Celso Marques Araújo para que fosse instaurado procedimento penal contra os jornalistas Marcelo Carneiro e Diogo Mainardi, da revista Veja, por matérias publicadas na sua edição nº 1916 (de 3/8/2005). Só é bom que fique claro que tal decisão não dá à imprensa o poder de agir contra outros direitos fundamentais do cidadão, apenas sob a alegação de praticar a “liberdade de imprensa”.

As Nações desenvolvidas do Primeiro Mundo têm mecanismos sociais para resolver tais conflitos entre a imprensa e a sociedade. Nos Estados Unidos, o principal redator da Declaração de Independência de 1776, Thomas Jefferson, insistiu para que fossem incluídos na Constituição do país os direitos da sociedade civil de reunião, liberdade de expressão e liberdade de imprensa. È dele a famosa frase, escrita em um artigo de 1787: “Se me fosse dado decidir se deveríamos ter um governo sem jornais ou jornais sem um governo, não hesitaria um momento sequer em preferir o último. Mas insistiria em que todo homem recebesse esses jornais e os soubesse ler".

A Inglaterra dispõe de um Conselho de Reclamações contra a Imprensa e um sistema judicial que concede indenizações altíssimas a vítimas de calúnia ou de invasão de privacidade. O direito de resposta e a reparação por danos morais e materiais inflingidos pela mídia são essenciais ao regime democrático. Aqui no Brasil, nosso Código Civil tem mecanismos para cumprir tal papel. Só não pode ser usado como ferramenta econômico-jurídica para coibir a liberdade de expressão.

Aliás, a doutrina é clara e precisa sempre ser reafirmada no Brasil. Uma liberdade é uma liberdade. Ou se tem, e ela é exercida - mesmo que de forma relativa, nas contradições inerentes à democracia - ou não existe. O cidadão de bem precisa resistir e exercer sua liberdade democrática. Afinal, Democracia é a prática da Segurança do Direito Natural, através do exercício da razão pública.

A liberdade de expressão é um bem da sociedade, antes mesmo de ser um direito de profissionais e de empresas ligadas a essa atividade e por sua própria natureza. Tal liberdade exige mobilização constante, vigilância permanente e firme posicionamento diante de fatos que representam ameaça ou que efetivamente atinjam este direito humano que tem até data para ser festejado mundialmente. O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa é comemorado pela ONU em 3 de maio. Mas a data precisa ser celebrada e efetivada, na prática, todos os dias.

Outra doutrina fundamental – que dedico direto aos críticos anônimos que se manifestam no Alerta Total sempre que pegamos pesado contra o Governo do Crime Organizado é: Jornalismo político, econômico e de assuntos estratégicos deve ser crítico e de oposição. Do contrário, como nos bem ensinou Millôr Fernandes, o jornalismo vira uma “quitanda de secos e molhados”. Já chega termos de aturar os “supermercados” da comunicação brasileiros. Jornalistas não podem ser bananas vendidas a quilograma nos balcões espúrios de negociação da informação.

Mas que fique bem claro! Jornalista não deve ser “banana”. Mas também não é santo. Não há redação no céu – embora alguns jornalistas (sobretudo na televisão) pareçam ser “estrelas” de vaidosa magnitude e magnânima estultice humana e política. Acontece que também não existe redação no inferno, embora, às vezes, pareça o contrário. Somos humanos, e profissionais falíveis.

Acertamos mais que erramos. Ou não? Tentamos! O Alerta Total polemiza. E aposta na inteligência dos leitores – mesmo os que discordam do que escrevemos e nos rotulam de “direita” – para alimentar a polêmica democrática. Este blog não censura assuntos, ideologias ou indivíduos. Tal liberdade nos custa caro. Mas pagamos o preço, felizes, de algumas incompreensões.

Afinal, devemos ser livres e praticar a liberdade de informar. Eis é a nossa missão básica. Já a sagrada liberdade de expressão – é bom repetir – quem exerce é você. E mais ninguém! Faça sua parte. Já fez a sua hoje? Pergunte para sua consciência. Melhor o “toc-toc” do Pica-Pau atormentando-a que o “top-top” dos membros do governo do crime organizado infernizando sua vida.

Aliás, vida que segue. Porque o 2008 marciano só começa depois do Carnaval. E Deus salve o Corinthians do Lula, porque ao Flamengo só resta vencer a Libertadores e ser Campeão do Mundo. Ave atque vale!

Jorge Serrão, jornalista radialista e publicitário, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

16 comentários:

Anônimo disse...

A verdadeira mídia independente tem de ser feita por nós todos, cidadãos, em casa, na rua, no trabalho, na internet. Não se pode ficar esperando ou acreditando que a tal "grande mídia" vai cumprir seu utópico papel de apresentar os vários lados da verdade.
Abraços,
Carlos
Liberdade de Expressão

Anônimo disse...

O Brasil acabou!
Tenha sido "mal descoberto", "pessimamente colonizado", "ridiculamente desenvolvido", os sociólogos que avaliem. Deu no que deu: estipaiz!
Cabe-nos refundar o Brasil, promover o desenvolvimento, distribuir o progresso e a ordem...
Lindas palavras, frases feitas porém, tudo isto se tornará viável, se formos um povo. Estamos distantes de sê-lo!

Anônimo disse...

Caro Serrão, todo dia passeio muitas horas pela internet em busca de informação, pois faço parte, informalmente, da Oposição de uma determinada região, onde o único jornal local de grande porte foi explodido (literalmnte, com bomba mesmo) e comprado por um determinado grupo ligado a deterinadas figuras que são ou eram investigadas pela PF em determinadas Operações (várias, que se cruzavam). Imagine o atraso, o medo de represálias etc. dos cidadãos daqui (aliás, os poucos informados, porque eles apostam na burrice coletiva com suas notícias manipuladas).
O que é o seu blog, então? Uma luz no fim do túnel, para que possamos fazer conexões importantes e entender a realidade de manipulação em que vivemos.
A resolução de procurar informação nasceu em mim quando um político de alto escalão da minha região, que exerce o trabalho profissional no mesmo estbelecimento que eu, jogou na cara de todos os profissionais do local que nós, simples ciddãos, não sabíamos de nada da realidade política da região: a verdadeira realidade, disse ele, são os conchavos, é o que acontece nos bastidores e isso não é dado a conhecer ao cidadão comum. Gostou?
Na minha opinião, só você e o Reinaldo de Azevedo analisam verdadeiramente os fatos em sua magnitude. Leio também com muito prazer o blog da Adriana Vandoni, maravilhoso e completo, aliás, blog do qual tomei conhecimento aqui no alertatotal.
A imprensa amestrada, como você chama, também leio, mas sempre tentanto ver por trás dos acontecimentos as interpretações a que diariamente tenho acesso aqui, no Reinaldo e na Adriana.
Desculpe se me alonguei, se participo com pseudônimo, mas queria que você soubesse, no início deste ano novo, o quanto você é importante, pois nós, de lugares longínquos e atrasados, também lemos você e somos muito perseguidos. Aliás, o Reinaldão, como ele escreveu, a Dona Reinalda e as Reinaldinhas estiveram de férias num local na mata atlântica e se admiraram de quantos leitores do lugar o liam e o parabenizaram.
Gostaria de tê-lo encontrado e venha você também nos conhecer, que você ficará admirado do quanto precisamos d informação para, em 2008 darmos uma virada nesta roubalheira que impera em todos os lugares.

Paulo Figueiredo disse...

Prezado Serrão, magistral o seu artigo. Não existe jornalismo na grande mídia, mas um execrável e manifesto comércio de notícias. O verdadeiro jornalismo só é praticado na “semi clandestinidade”, através de meios alternativos. E o falso jornalismo começa já na faculdade, onde o profissional é moldado para não muito raciocinar, culminado com o grilhão em forma de diploma.

Quando se exige diploma de jornalismo, está se fazendo muito mais do que tentar regulamentar uma profissão. Antes qualquer profissional de qualquer área de atuação podia exercer a atividade jornalística e não é por acaso que os maiores jornalistas não tinham qualquer formação acadêmica em jornalismo. Não é possível que uma faculdade de jornalismo tenha capacidade, tempo e espaço para esmerar um profissional em onisciente. Pelo visto passa-se a falsa impressão de que o jornalista acadêmico tem pleno domínio de qualquer assunto. Balela. A verdadeira intenção é fazer o feliz proprietário de um diploma de jornalismo torna-se refém de sua profissão e sujeitar-se aos mandos e desmandos dos donos das redações e fazer exatamente o que lhes é proposto, sem contestações para não perder o seu emprego ou ter o diploma cassado. Assim o jornalista profissional, e diplomado, é pago, e mal, para não raciocinar sobre o que está fazendo, ou seja, fica só nas conseqüências. Esta exigência, do diploma, foi uma forma de cativar as mentes e trabalhos jornalísticos. E é muito antiga. Veja o que está num polêmico documento que veio a público há mais de cem anos:


“””Com a imprensa, agiremos do seguinte modo. Que papel desempenha agora a imprensa? Serve para acender as paixões ou conservar o egoísmo dos partidos. Ela é vã, injusta e mentirosa e a maioria das pessoas não compreende absolutamente para que serve. Nós lhe poremos sela e fortes rédeas, fazendo o mesmo com todas as obras..........

........Nada será comunicado à sociedade sem nosso controle. Esse resultado já foi alcançado em nossos dias, porque todas as notícias são recebidas por diversas agências, que as centralizam de toda a parte do mundo. Essas agências estarão, então, inteiramente em nossas mãos e só publicarão o que consentirmos.

“Quem quer que deseje ser editor, bibliotecário ou impressor, será obrigado a obter um diploma, o qual, no caso de seu possuidor se tornar culpado dum malefício qualquer, será imediatamente confiscado. Com tais medidas, o instrumento do pensamento se tornará um meio de educação nas mãos de nosso governo, o qual não permitirá mais as massas populares divagarem sobre os benefícios do progresso. Quem é que, entre nós, não sabe que esses benefícios ilusórios levam diretamente a sonhos absurdos? Desses sonhos se originaram as relações anárquicas dos homens entre si e com o poder, porque o progresso, ou melhor, a idéia do progresso foi que deu a idéia de todas as emancipações, sem fixar os seus limites. Todos aqueles que chamamos liberais são anarquistas, senão de fato, pelo menos de pensamento. Cada qual deles busca as ilusões da liberdade e cai na anarquia, protestando pelo simples prazer de protestar.”””



Enfim, ao que parece, diploma de jornalismo não é alforria é grilhão. E o curso de jornalismo dá apenas a forma e não o conteúdo. O que está errado, enfim, é o diploma? Penso que não, mas o uso que se dá a ele. O curso de jornalismo não deveria ser acadêmico puro. Poderia se pensar como extensão de outra formação qualquer, assim seu feliz outorgado não seria seu extremo dependente, porque apenas aprendeu a dar forma ao conteúdo que trouxera de sua outra formação específica. Ou até mesmo da vida cotidiana. O jornalista, neste caso, pode, muito bem, ser um orientador social, por ser um amplo observador e livre para manifestá-la. Mas se dependerem do trabalho assalariado em grandes órgãos de imprensa, serão, como dito, “retratistas” de conseqüências, seguros na tênue garantia de manutenção do diploma.

As pessoas que trabalham nos órgãos de imprensa, como “ganha pão”, só observam as superficialidades; só as conseqüências têm valor profissional e funcional, porque assim lhes é ensinado. Pouco se dá importância às causas porque assim é exigido. O profissional de jornalismo não é pago para analisar ou buscar causas; sua atuação profissional limita-se às conseqüências; somente aos “âncoras” são permitidos alguns “devaneios” causais. Se falar em analisar as causas já é altamente perigoso e problemático, imagine o pânico que pode causar se algum incauto meter-se em tentar analisar as origens das causas para entender as causas e poder, em seguida, e seguramente, explicar as conseqüências, ou fatos. Onde está a essência da busca da verdade quando se verifica apenas o fato seco e frio? Já, a estrutura da mídia em seu âmago, nas necessidades e interesses, não; a análise das origens das causas está permanentemente em pauta. Mas ao público, à plebe rude e até aos profissionais de linha de frente, origens das causas é tabu intransponível. E o bloqueio já está seguro nas causas não analisadas.

"Quem" (personagem), "O quê" (fato) , "Onde" (local) , "Quando" (tempo) , e "Como" são os únicos utilizados. Já os: "Por quê?" e “porque” (causas indagadas e afirmadas), raramente. E o “Por quê do porque?” (origem da causa), jamais. A maioria nem sabe que isso existe.

Noticiar os fatos secos, embaçados e frios podem conter inúmeros enganos e equívocos. O que dá sustentação ao fato é saber, ao menos, porque tal fato ocorreu, quais suas motivações, quais os interesses envolvidos. Se a observação for complementada com desdobramentos maiores como: quais as origens das motivações e as origens dos interesses? Aí está o grande perigo para os mandatários: Profissionais do jornalismo entendendo os meandros do poder e fazendo o leitor pensar. Como bem disse Friedrich Wilhelm Nietzsche : “Os fatos não existem, o que existem são as interpretações dos fatos”. Assim, o que vemos hoje são órgãos de imprensa passando ao público, simplesmente, o que não existe de fato. E alguns defendendo, sem o quê e nem porque, apenas repetindo o que atavios filósofos bradam inexplicavelmente. É chique.

BRAGA disse...

É Serrão. Você tem razão. Aposta na informação e conscientização do povo. O desgoverno, na “cocaína” da desinformação e “burrificação” do povo, principalmente, a rede do do plim-plim (a gente se vê por aqui), que investe pesado nao maus costumes, violência, prostituição e detonação da família; o populacho desgovernado vai ao orgasmo mental e, quem sabe, outros!
Acorda minha gente. Vamos SER ao invés de ESTAR!
Um grande abraço Serrão.
Braga

Arlindo Montenegro disse...

Este senso de liberdade é o que diferencia os seres humanos, dos apenas homens. È característica de maturidade e sensibilidade em busca das verdades, alheias ao dogmatismo e fanatismo que a tal "grande midia", impinge todos os dias aos desavisados.
A nossa vigilância e ação conjunta grita por reforços continuados enquanto falham as tentativas brutais para calar os defensores da verdade em todos os seus aspectos e da vida.

Anônimo disse...

Saudações.


Lula - O Presidente do Povo

http://germanocwb.wordpress.com/2007/11/03/quinzeperguntas/

03 DE NOVEMBRO DE 2007
QUINZE PERGUNTAS EXTREMAMENTE DIFÍCEIS DE SEREM RESPONDIDAS.
PROCURA-SE UMA MENTE SUPERIOR CAPAZ DE RESPONDÊ-LAS.
1. Por que o presidente do povo usa terno Armani?
2. Por que o presidente do povo pode ter ensino fundamental incompleto e um gari necessita de ensino fundamental completo?
3. Por que o presidente do povo acumula aposentadoria por invalidez, aposentadoria de dep. federal, pensão vitalícia de “perseguido político” isenta de Imposto de Renda, salário de presidente de honra do PT e salário de presidente da república?
4. Por que o presidente do povo é perseguido político, sendo que passou apenas UMA noite no DOPS?
5. Por que o presidente do povo comprou um avião da concorrente da Embraer?
6. Por que o presidente do povo se aposentou por invalidez apenas por ter um dedo a menos e hoje trabalha como presidente do Brasil?
7. Por que o presidente do povo protege seus amigos comprovadamente corruptos e nunca aconteceu nada com ele?
8. Por que o presidente do povo se vangloria de não ter estudo e ser filho de mãe analfabeta e acha normal ter filhos estudando fora do Brasil?
9. Por que o presidente do povo quando do seu mandato de Dep. Federal, não participou da vida parlamentar do Congresso?
10. Por que o partido do presidente do povo tem ligação com a FARC e ninguém comenta isto?
11. Por que a mulher do presidente do povo não faz absolutamente nada?
12. Por que o presidente do povo não sofreu “impeachment” como o Collor sofreu?
13. Por que a candidata Heloísa Helena foi expulsa do PT e o José Dirceu (dep.cassado) e Antonio Palocci (indiciado por quebra ilegal de
sigilo bancário e outros crimes) não o foram?
14. Por que o presidente do povo nunca soube das coisas do partido e do governo dele, MAS SABE DE TUDO SOBRE OS GOVERNOS ANTERIORES?
15. Finalmente, a pergunta mais difícil de todas: Por que tantos intelectuais, cientistas, professores universitários, reitores e outros membros da nata do país, continuam apoiando o presidente do povo?
Alguém sabe pelo menos uma das respostas?
************************************

NOTA:

NA PERGUNTA 15 EU ACRESCENTARIA TAMBÉM ......OS JORNALISTAS E OS MILITARES !!!



Atenciosamente.

Manoel Vigas

Anônimo disse...

www.coturnonoturno.blogspot.com

veja aqui, o resultado:

http://bp1.blogger.com/_2HFE9v9JMGY/R4FaLGCybUI/AAAAAAAAAu8/DnDANRhRBUY/s1600-h/Tabela+Cart%C3%B5es+1.gif



Domingo, 6 de Janeiro de 2008


Programa de Aceleração dos Cartões: 129% a mais em 2007.


Fechou a conta: o Governo Lula gastou R$ 75.656.353,91 nos cartões corporativos em 2007.

Um aumento de 129% em relação a 2006. É isso aí: mais do que dobrou em relação ao último ano.


As despesas da Secretaria de Administração da Presidência da República , em 2007, foram de R$ 15.901.996,12, uma média mensal de R$ 1.339.660,34, uma média diária de R$ 44.655,34.

Já aquelas contas da Presidência cuja divulgação é protegida por lei alcançaram R$ 3.704.764,41, uma média mensal de R$ 308.730,36 mensais, uma média diária de R$ 10.191,01.


Que gastos seriam estes, de um Gabinete Presidencial, que totalizariam R$ 10 mil por dia, sem prestação contas? Não são despesas de segurança ou de inteligência, pois estas estão dentro da ABIN, totalizando R$ 11,6 milhões. Não são grandes compras, pois estas são feitas através de licitação. Não são aquelas comprinhas de última hora, a quitanda, o mercadinho, pois estas consumiram R$ 350 mil no ano, cerca de R$ 30 mil por mês, R$ 1 mil por dia.


O que existe por detrás destes R$ 3,7 milhões, que não pode ser revelado? Quem são os usuários destes cartões? Quantos cartões são? O que existe dentro desta verdadeira caixa preta?

Anônimo disse...

Lula, Chavez e Morales estão num avião. O avião cai.

Quem se salva?

Por óbvio, O CONTINENTE!

Anônimo disse...

A mídia somos nós que lemos, vemos ou ouvimos. Hoje, com o advento da Internet, o jornalismo convencional e castro perde seu poder maligno, pois o fato, de domínio público, pode e deve ser passado limpo, sem a intermediação das editorias que viciam a notícia de acordo com os interesses dos seus patrões. Assim a mentira fica mais distante dos enganadores. Esse jornalismo verdadeiro e democrático amedronta os homens de má-fé e está sob o olho da censura, mas a liberdade é uma dádiva de DEUS e jamais aqueles que tentam subvertê-la terão sucesso.
"O preço da liberdade é a eterna vigilância"

Toth disse...

Parabéns pelo artigo.
O único governo que respeitou seriamente a liberdade de imprensa no Brasil foi o governo do imperador d Pedro II. Por isto mesmo foi deposto por essa canalha que a partir de então passou a adotar a censura e a truculência como arma para se manter no poder.
O problema do Brasil não é simplesmente a ameaça totalitária da esquerda. Vai além disso e exige um exame mais profundo de consciências. Está na própria raiz do regime republicano.
Na República mergulhamos num verdadeiro inferno de sombras. O Brasil, que no Império era admirado pelos Estados Unidos tendo inclusive uma conotação maior, mergulhou numa fossa profunda que parece não ter fim.
Um breve resumo do que foi o regime republicano até agora:

17 atos institucionais;
6 dissoluções do Congresso;
12 estados de sitio;
19 rebeliões militares;
3 renúncias presidenciais;
3 presidentes impedidos de tomar posse;
4 presidentes depostos;
7 constituições diferentes;
2 longos períodos ditatoriais;
9 governos autoritários;
diversas tentativas de revolução socialista ...

... e um sem-número de cassações, banimentos, exílios, intervenções nos sindicatos e universidades, censura à imprensa e outras arbitrariedades.


Vivemos um regime de terror desde que a República foi instaurada no país. De lá para cá o país, um dos mais privilegiados em termos de extensões territoriais e beneces naturais, chafurda na mediocridade e na insignificância.
É muita ingenuidade supor que uma constituição escrita por comunistas (e a verdade é essa) pudesse em algum momento ser usada por "burgueses" para garantir as suas liberdades. A Constituição de 1988 cumpriu o seu papel de dar à esquerda toda a liberdade de expressão e de ação que ela necessitava num determinado momento para poder ascender ao poder. Hoje ela não faz mais sentido algum, uma vez que a própria esquerda tornou-se a lei e a ordem instauradas.

Anônimo disse...

Todo brasileiro deve ter direito à liberdade de falar, escrever e divulgar suas idéas, sendo jornalista ou não.
Ess é a verdadeira DEMOCRACIA, e não a falsa democracia do PT e de seus seguidores mal intencionados.
Annibal Corce Coré .'.
core1940@oi.com.br

Anônimo disse...

Todo brasileiro deve ser livre para expressar sua opinião, independentemente de ser jornalista ou não.
Fora disso não a DEMOCRACIA.
Coré .'.

Anônimo disse...

Olá Jorge
Parabéns pelo seu trabalho.
Sou editor do blog GermanoCWB (antigo blog do germano)e seu blog está em meu blogroll... e não sai tão cedo.
Sei que vc é muito ocupado, mas gostaria de pedir uma gentileza.
Estou transferindo todo o conteúdo do meu blog para outro servidor, e gostaria que o link para meu blog que aparece no comentário de um leitor seu (anônimo) às 7:13, fosse atualizado para o novo endereço: http://www.germanocwb.byethost13.com/2007/11/03/quinzeperguntas/
É o mesmo artigo, mas no novo endereço.
Agradeço muito se puder fazer isso.
Obrigado por hora e desculpe a chatice.
Abs
Germano
www.germanocwb.byethost13.com
germanocwb@gmail.com

Anônimo disse...

Olá Serrão,
Insisto que a população brasileira está sendo induzida há se sentir impotente.E o pior é que estão conseguindo! Apenas mais um comentário referente à afirmativa de Paulo Figueredo:" as faculdades de Jornalismo não ensinam o pensamento ficar ao vento; apenas mostram que a imprensa - no geral - tem a sua política interna, limitando as informações, conforme os seus interesses políticos".
Não desistamos!Vou propor mais uma coisa:" a corrente continua e SE necessário, troquemos nossos telefones pessoais para enviar notícias"
abraços e força

Anônimo disse...

A poupança dos Brasileiros é coisa sagrada que deve ter segurança e rentabilidade, pois para muitas pessoas, que não são Grandes Empresários ou altos funcionários públicos com seus grandes salários e aposentadorias integrais garantidas pelo estado, essa poupança suada que para ter um pouco de segurança é depositada em renda Fixa (poupança, CDB da caixa ou Banco do Brasil.)está sendo ameaça pelo PT e o presidente LULA. Vejamos:
De vez em quando o presidente LULA afirma:- "Quem tem dinheiro sobrando que aplique em qualquer coisa e corra riscos."
- "Não é possivel que pessoas que não geram emprego possam ter lucro algum." Acho que ele pensa que todo mundo pode transforma-se em empresário.
O que podemos perceber é que o presidente LULA acha que quem tem poupança, para ele, é considerado especulador, pessoa que não gera emprego. Acho que ele quer que todo mundo que não é Grande Empresário ou alto funcionário público, que não tem emprego garantido quando fica mais velho e aposentadoria integral, não tenha o direito de fazer poupança segura sendo obrigado a arriscar seu dinheiro nos diversos fundos financeiros vendidos pelos Bancos, inclusive Bancos Federais, que não dão nenhuma segurança ao poupador (e que são chamados de aplicações no setor produtivo).
Acho que o PT e LULA não se preocupam com quem faz poupança e quer ver essas pessoas na miséria para que fiquem dependentes de programas como Bolsa Família e Bolsa escola etc, fazendo parte daqueles que passam a depender dos políticos para que eles mantenham o unico meio de sobrevivencia que lhes restou que são esses programas anteriormente citados.
Atualmento LULA e o PT só incentivam as pessoas a consumirem para aumentar o faturamento e o lucro das empresas. Não se fala em poupança. O problema é que quando vem a crise o lucro gerado pelo consumo dos trabalhadores que foi transformado em lucro de empresários e impostos do governo para, pagar altos salários de funcionarios públicos, não garantem o emprego e a vida de quem consumiu e não fez poupança ou que teve a sua poupança dilapidada pelas politicas do governo.
Quando vem a crise no setor publico os seus funcionários públicos tem seus empregos garantidos até conseguem reajustes salarias. Os Grandes empresários são socorridos pelo governo. Mas...
O trabalhador do setor privado que não fez poupança ou aplicou a sua nesses fundos sugeridos pelo governo como aplicações no setor produtivo, esses ficam na miseria esquecidos por todos e se tiverem mais de 40 anos então...
A Ministra Dilma como possivel sucessora do Presidente LULA apenas dara continuidade a essa Pilitica praticada pelo PT.