sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Cidadãos reféns de um Estado de bandidos

Edição de Artigos de Sexta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

Por Márcio Accioly


Numa viagem que fez a Moscou (2005), uma das centenas já efetuadas no alegre jato presidencial (outras centenas virão), o presidente Dom Luiz Inácio (PT-SP) assistiu ao filme “2 Filhos de Francisco” numa cópia pirata. Inacreditável!

Só mesmo um governo corrupto, voltado para a ilegalidade, poderia utilizar tal expediente. O mais “engraçado” de tudo, porém, ainda de acordo com o noticiário do período, foi sua excelência mandar recado para os cantores Zezé Di Camargo & Luciano, expressando o seguinte:

“Diz pros meninos pra não ficarem chateados. Eu nem vi o DVD todo. Dormi no meio.”

Depois disso aí, o Brasil ainda testemunhou o indiciamento de 40 figuras de projeção na gestão petista, acusadas de peculato e formação de quadrilha, entre outros incontáveis crimes.

O então ministro-chefe da Casa Civil, Zé Dirceu (PT-SP), foi obrigado a renunciar, teve o mandato de deputado federal cassado (pelo plenário da Câmara), mas continua dando cartas numa “administração” onde roubalheira e desvios de recursos públicos têm sido uma constante.

No escândalo do momento (outros se encontram em gestação), o TCU – Tribunal de Contas da União -, “detectou 27 notas frias na prestação de contas de aluguel de veículos que o Planalto fez com os cartões corporativos”.

A notícia saiu na primeira página da Folha de S. Paulo da quinta-feira (14), com outro dado: o Planalto exibiu nota fiscal no valor de R$ 206.000,00 (duzentos e seis mil reais), na locação de veículos em Ponta Porã (MS), em 2003, mas, na realidade, pagou apenas R$ 40.000,00 (quarenta mil reais).

Existem vários casos de notas fiscais calçadas: o valor cobrado na primeira via é um e, o efetivamente pago nas demais vias, é outro. As penalidades para tal crime só estão alcançando o simples mortal. Quem trabalha e sustenta essa pouca-vergonha.

Diante de tudo isso, de um presidente que “dorme” durante a exibição de cópia pirata no avião presidencial, supremo mandatário que nada vê ou enxerga, não são compreendidas as razões de não ter sido iniciado, ainda, o processo de impeachment de sua excelência.

Dom Luiz Inácio, visivelmente, aposta no confronto. Na distribuição de bolsas-esmolas, criadas na gestão entreguista FHC (1995-2003), para conter movimento que objetive dar um basta nas quadrilhas que instalou no poder.

O País se encontra inteiramente dividido. “Garantido” por banqueiros, fazendo a farra em lucros estratosféricos, na doação de nossas reservas minerais, através da criação de reservas indígenas e no apoio da maioria esmagadora de miseráveis, os quais recebem ajuda mensal em valores retirados da saúde, educação e serviços públicos.

O presidente das notas frias, segundo o TCU, consumindo milhões de reais em bebidas alcoólicas no jato presidencial, além de gastar mais de R$ 70.000,00 (setenta mil reais), mensais, na compra de ternos e sapatos, nada percebe.

Conta com beneplácito de oposição tão comprometida quanto, num país perplexo que não encontra alternativa ou saída. Não é denunciar apenas por denunciar, torcendo por final desastroso, pois a nação inteira será prejudicada.

Nossas instituições não funcionam. Estamos revertendo à barbárie. Os exemplos são os piores possíveis, pois o Estado se mostra dominado por castas criminosas. Este cenário tende a piorar sensivelmente, antes de qualquer medida de contenção.

Márcio Accioly é Jornalista.

2 comentários:

Anônimo disse...

Estive assistindo à TV Senado e fiquei impressionada com a cultura de alguns senadores. VÊ-SE a indiscutível liderança do Senador Pedro Simon, o que me dixou feliz, pois já havia ouvido sobre sua atuação íntegra na política. O senador Pedro Simon fazia alusões ao senador Mão Santa, o qual também fez discursos e muitos apartes. Sendo assim, não sei qual dos dois citou o ex-Presidente Itamar Franco que se comunicou com eles dizendo que tem uma filha que nunca teve seguranças e os ternos do início do mandato foram os mesmos do término, além de seus bens que não tiveram aumento após o mandato. O único grande erro foi ir aquela vez no Carnaval do Rio de Janeiro...

Anônimo disse...

Estive assistindo à TV Senado e fiquei impressionada com a cultura de alguns senadores. VÊ-SE a indiscutível liderança do Senador Pedro Simon, o que me dixou feliz, pois já havia ouvido sobre sua atuação íntegra na política. O senador Pedro Simon fazia alusões ao senador Mão Santa, o qual também fez discursos e muitos apartes. Sendo assim, não sei qual dos dois citou o ex-Presidente Itamar Franco que se comunicou com eles dizendo que tem uma filha que nunca teve seguranças e os ternos do início do mandato foram os mesmos do término, além de seus bens que não tiveram aumento após o mandato. O único grande erro foi ir aquela vez no Carnaval do Rio de Janeiro...