sexta-feira, 14 de março de 2008

Que droga: Lula terá de extraditar traficante Abadia para os EUA contra vontade do Foro de São Paulo



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Por Jorge Serrão

O chefão Lula da Silva será submetido ao mais duro teste de fidelidade ao Foro de São Paulo - entidade que ajudou a fundar em 1990. A prova de fogo foi imposta ontem a Lula pelo Supremo Tribunal Federal. O STF autorizou, por unanimidade, a extradição do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia para os Estados Unidos. Agora, caberá ao presidente brasileiro autorizar ou não a extradição. A foto da Reuters, ao lado da Condie Rice, ilustra bem a situação de Lula.

Seus aliados do Foro – como Hugo Chávez – são contra. Mas Lula foi ligeiramente pressionado ontem pela visita da Secretária de Estado Condoleezza Rice a entregar Abadia aos norte-americanos. Na justiça dos EUA, o traficante colombiano responde por lavagem de dinheiro, conspiração para o tráfico internacional de cocaína e homicídio Abadía é acusado de matar 15 pessoas nos Estados Unidos e 300 na Colômbia. Abadia era um dos grandes negociadores de drogas com as FARC – grupo guerrilheiro que é membro do Foro de São Paulo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou, por unanimidade, a extradição do traficante colombiano Juan Carlos Ramirez Abadia para os Estados Unidos. Oito ministros do STF participaram da sessão, que durou apenas 20 minutos. Certamente, o clima da visita de Condie Rice ao Brasil deve ter inspirado bastante a decisão rápida dos nossos magistrados. Ou, então, tudo foi apenas uma mera coincidência.

O relator do processo foi o ministro Eros Grau. Todos os ministros do supremo seguiram o parecer favorável do Procurador Geral da República. Antonio Fernando Souza argumentou que os crimes de Abadia têm correspondência na lei brasileira, não prescreveram e não têm caráter político. A condição dada pelo STF para autorizar a extradição é que os Estados Unidos não apliquem a pena de morte ou a prisão perpétua, limitando o tempo máximo de pena em 30 anos.

Novo endereço

Juan Carlos Ramirez Abadía foi detido no dia 7 de agosto do ano passado em sua mansão em Aldeia da Serra, na Grande São Paulo, durante a Operação Farrapos, realizada pela Polícia Federal.

A casinha humilde (leiloada em janeiro), no condomínio Morada dos Lagos, tem área total de 639 metros quadrados, cinco quartos, quatro banheiros, quatro salas, piscina e academia de ginástica.

O traficante, que foi levado para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, também responde a processos no Brasil, na 6ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de São Paulo.

Os crimes são lavagem de dinheiro, corrupção ativa, formação de quadrilha e uso de documento falso.

Sem acordo

Abadia tentou um acordo de delação premiada com a Justiça brasileira.

O traficante abriria mão de algumas exigências, como ser transferido para um presídio nos Estados Unidos, em troca da redução da pena e a anistia pelos crimes cometidos pela mulher.

O traficante voltou a propor delatar comparsas e entregar US$ 40 milhões que teria no País.

Para lavar tanto dinheiro, Abadía tinha várias empresas no Brasil, em nome de laranjas, e comprava e vendia imóveis, carros e lanchas.

Recado de Condie

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, reafirmou ontem em Brasília, a preocupação dos Estados Unidos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

As fronteiras não podem ser usadas como esconderijo de para terroristas que depois vão matar civis inocentes”.

O duro recado de Condie foi dado em entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty, depois do encontro oficial que ela teve com o grande líder do Foro de São Paulo, Lula da Silva.

Sem discriminação

Condoleezza comentou ontem que os EUA têm contatos com líderes de esquerda e direita, sem discriminação.

A secretária citou a presidente do Chile, Michelle Bachelet, e o presidente Lula, com quem esteve mais cedo no Palácio do Planalto, como os líderes esquerdistas.

Só falta agora marcar uma festinha com Hugo Chávez, Evo Moralles, Rafael Correa e o moribundo Fidel Castro para confirmar a tese.

Volta Triunfal

Retorna deportada ao Brasil nesta sexta-feira a garota de programa Andreia Schwartz, que colaborou com a justiça norte-americana nas investigações que destronaram do poder o governador de Nova York.

Deve seguir para a casa da mãe, Elsa Dias, que vive em Vila Velha, no Espírito Santo.

Dona Elsa não vê a agora famosa filha há dois anos.


No Brasil, a Andréia seria um bom nome para reforçar o Big Brother Brasil, o balcão de entrevistadas ilustres da Luciana Gimenes ou qualquer cargo importante lá na Ilha da Fatasia.

Só podia ser brasileira...

A garota de programa brasileira teria sido "fonte confidencial" do FBI no caso que obrigou o governador de Nova York, Eliot Spitzer, a renunciar.

Andreia Schwartz, que já havia sido detida pelas autoridades dos EUA por cafetinagem, teria trabalhado na casa de prostituição da qual o político era cliente, a Emperors Club VIP, antes de se tornar cafetina.

Spitzer, identificado nas investigações como "cliente número nove", caiu depois de ter gasto, nos últimos quatro meses, mais de US$ 80 mil em encontros com prostitutas - entre elas Ashley Alexandra Dupré – a famosa ""Kristen".

Bem sucedida

Andreia Schwartz, que foi condenada por porte de drogas e prostituição, confessou ter trabalhado no Emperor's Club.

A brasileira teve tanto sucesso que chegou a abrir o seu próprio negócio, num apartamento da Rua 58, onde passou a agenciar outras garotas de programa.

Entre seus clientes, estava Wayne Pace, chefe do departamento financeiro da Time Warner.

Ela foi presa por um policial que se passou por cliente em junho de 2006, acusada de comandar um negócio de prostituição em Nova York.

Exploradora

Andreia Schwartz explorava outras brasileiras, que levava aos EUA para curta temporada de trabalho, em seu luxuoso apartamento nas proximidades do Central Park.

Andreia cobrava de US$ 700 a US$ 1.500 por uma hora com as garotas, embolsando metade da tarifa.

Quando ela própria era a preferida por um cliente, o preço subia para US$ 2 mil.

Crime compensa mesmo

A polícia calcula que Andreia Schwartz teria faturado US$ 1,5 milhão.

Com um grupo de italianos, ela estaria investindo na compra de um andar inteiro no prédio onde funcionava o Hotel Plaza, que está sendo reformado para se tornar um condomínio de luxo.

O investimento seria de US$ 350 milhões, mas o advogado de Andreia, Anthony Lombardino, nega a operação.

Acordo sem sacanagem

Após ser presa, Andreia Schwartz reconheceu sua culpa e fez acordo com os promotores para esperar o processo de deportação em liberdade.

Em troca, ela passaria a prestar informações ao FBI sobre os clientes dos serviços de prostituição para os quais havia trabalhado.

A brasileira recebeu sua sentença de deportação no dia 5 de março, mas a volta ao Brasil foi adiada devido às investigações do caso Spitzer.

Andreia está incomunicável, sob a guarda do serviço de imigração de Nova York.

Colegas se ferraram

Outras duas brasileiras que trabalhavam com Andreia também foram presas.

Marta Nobrega, de 37 anos, e Cláudia de Castro, de 25 anos, tinham entrado nos EUA com visto de turista.

As duas serão deportadas após cumprir um ano de prisão por prostituição, se forem condenadas.

Pilantropia pura

Cerca de 60 instituições - entre hospitais e faculdades - são investigadas pela Polícia Federal.

Todas suspeitas de distribuir títulos de filantropia em troca de propina.

Ontem, após quatro a nos de investigações, seis pessoas ligadas ao Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) foram presas pela Operação Fariseu, acusadas de envolvimento na fraude.

Esquema perfeito

Segundo a PF, o esquema da quadrilha funcionava da seguinte maneira:

Os advogados das entidades pleiteavam o Certificado de Entidade de Assistência Social (CEAS), ou a sua renovação

Depois, faziam contato com os conselheiros e até ditavam, por telefone, trechos do parecer favorável aos seus clientes.

Mentirinha para variar

O ministro da Previdência Social, Luiz Marinho, classificou apenas como coincidência o fato de o desgoverno anunciar a alteração no funcionamento do CNAS na véspera da operação da PF:

Não sabia que essa operação estava em curso”.

Mas, no final da entrevista coletiva que concedeu para falar do caso, Marinho caiu em contradição.

Ouvi um disse-me-disse e tomei conhecimento que a PF estava investigando”.

Pilantragem oficial

O procurador da República Pedro Antônio Machado criticou o projeto do governo por mudar apenas parcialmente as regras de concessão de títulos de filantropia para ONGs de interesse público.

Para ele, a simples transferência de competência do CNAS para os ministérios não terá impacto nos esquemas de corrupção que envolvem falsas entidades filantrópicas.

Esse projeto do governo é muito ruim. Os ministérios da Educação e da Saúde não têm condições de analisar as informações fornecidas pelas entidades. Quem teria que fazer isso é a Receita”.

Machado acha que os ministérios não têm estrutura para analisar as informações e fiscalizar a atuação das entidades.

Perfeito para nós

O novo governador de Nova York é David Alexander Peterson.

Trata-se do primeiro negro a governar NY e também o primeiro governador cego dos EUA.

Sem discriminação (por favor, me perdoem os portadores de deficiência visual honestos), mas alguém realmente privado da visão é o dirigente perfeito para o Brasil, lugar onde os políticos sempre negam ver tudo que acontece de errado à volta deles.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!


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4 comentários:

Anônimo disse...

Jorge,

Gostei da sugestão de mandar esse vagabunda para o Big BOSTA Brasil e ser entrevistada pela concorrente, porque aqui nesse bananão puta vira celebridade.

blogdolobao disse...

Os US tem que ter uma posição mais firme em relação ao Foro do Terror, preferencialmente antes que algum democrata patético e ideologicamente comprometido arrebate a eleição e nos ponha definitivamente nas garras dos cães raivosos da URSAL...

Anônimo disse...

Eu também aposto que ele vai sugerir que esse traficante - funcionário das FARC - fique por aqui numa prisão de proteção máxima.

Assim, ele poderá continuar gerindo seus "negócios" sem que nenhum policial apareça para lhe extorquir.

Anônimo disse...

A questao e muito simples de ser esclarecida;
Vamos simplesmente perguntar ao governador de Sao Paulo se ele sabe quem e o Abadia, quanto tempo ele, o traficante, ficou na cidade de Sao Paulo, quantas campanhas eleitorais promoveu para a tucanalha do psdb, quanto dinheiro deu para os policiais da repressao ao trafico de drogas etc.
A policia federal vai extraditar esse bandido e nao a policia paulista. A policia federal e a policia do chefe de governo que por sua vez e o chefe do poder executivo e comandante em chefe das forcas armadas e que se chama Luiz Ignacio Lula da Silva presidente eleito com mais de 60 % dos votos contra dois candidatos tucanos. Agora que o psdb de Sao Paulo perdeu o finaciamento do traficante quer repassar o problema para o governo federal e quer que a populacao nao esclarecida ache que o fernando henrique cardoso o serra e o resto da tucanalha nao estao enlameados e mais sujos do que pau de galinheiro. Muito pouca gente hoje em dia acredita em papai noel...