quarta-feira, 7 de maio de 2008

Criação de Fundo Soberano Brasileiro (?) é mais um esquema para remunerar banqueiros internacionais

Edição de Quarta-feira do Alerta Total http://alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

A política econômica do Presidente Henrique Meirelles monta mais um esquema para os banqueiros nacionais e internacionais ganharem ainda mais dinheiro e poder sobre os negócios no Brasil. No embalo do “investment grade” de araque, a criação do “fundo soberano brasileiro” (?) é mais uma forma que o desgoverno Lula encontrou para colocar recursos do País sob gestão do capital financeiro transnacional. As outras maneiras de agradar os banqueiros são o pagamento de juros ou do principal das dívidas externas e a formação de elevadas reservas cambiais.

Na teoria, Fundo soberano ou Fundo de Riqueza Soberana (em inglês, Sovereign Wealth Funds - SWF) é um instrumento financeiro adotado por alguns países para fazer parte de suas reservas internacionais renderem um pouco mais. O fundo soberano brasileiro pode ter até US$ 20 bilhões em caixa e usar como fonte de financiamento parte da arrecadação de tributos, Junto com a formação do fundo, o desgoverno Lula vai abrir uma subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no exterior.

Tudo indica que a sede será no Uruguai. O sistema financeiro de lá é usado pelas grandes empresas brasileiras para lavar o dinheiro em bancos brasileiros lá sediados. O esquema uruguaio capta o recurso supostamente vindo de fora e o dinheiro aparece na conta bancária da agência do mesmo banco, no lado de cá da fronteira brasileira. Usando o fundo nada soberano de fachada, os recursos voltarão às empresas na forma de empréstimos.

O formato do fundo soberano brasileiro, que deve ser criado até junho, ainda não está oficialmente definido. Não se sabe se será gerido pelo Banco Central, pelo Tesouro Nacional ou se o novo BNDES externo será o gestor de fachada. Uma das hipóteses é o fundo adquirir papéis do BNDES emitidos no exterior e o banco, com os recursos captados, financiar empresas brasileiras que queiram se internacionalizar ou financiar projetos de infra-estrutura, sobretudo na América Latina e África.

A criação do fundo soberano permitirá que o Banco Central, o Tesouro Nacional ou o novo BNDEx (?) apliquem os recursos brasileiros em mercados de maior risco, como o de ações. Em tese, tais “investimentos” trariam retorno maior que as tradicionais aplicações em títulos públicos norte-americanos, cujas taxas de juros vêm caindo nos últimos seis meses. No fundo, o governo do presidente Henrique Meirelles (futuro governador de Goiás) e desgoverno do Chefão Lula estarão colaborando para a especulação do grande capital promovida pela Oligarquia Financeira Transnacional que comanda a economia mundial.

Caindo a máscara

Ao contrário da Standard & Poor's (S&P), a agência Moody's, de classificação de risco, negou ao Brasil a promoção ao grau de investimento.

Para a Moody´s o Brasil não é seguro para receber aplicações financeiras.

Um dos motivos para não nos dar o “investment grade” é o perdulário e descontrolado gasto público brasileiro.

Bom para lavar grana

O poderoso e popular Lula da Silva anunciará no dia 12 a criação de uma subsidiária do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no exterior, em paraíso fiscal, no âmbito da política industrial.

Na conversinha oficial, o desgoverno pretende reduzir os custos de transação em moeda estrangeira do banco para empresas brasileiras.

Para tomar recursos no exterior, hoje o BNDES emite títulos no mercado externo, capta os recursos e os internaliza.

Uma vez no país, esses recursos são repassados pelo banco às empresas que têm projetos de investimentos no exterior e remetem os recursos de volta para fora do país.

Ao cumprir todas essas etapas, o BNDES e a empresa financiada incorrem em uma série de custos tributários e administrativos.

Com uma filial fora, provavelmente no Uruguai, tanto para o banco quanto para as empresas o custo da operação será bem menor.

Tendência da globalitária

Os fundos soberanos administram as imensas quantias em dinheiro de países que viram suas reservas crescerem de forma rápida nos últimos anos.

Entre os mais importantes figuram os de Dubai, Noruega, Qatar, Cingapura e China, este criado em 2007 com aporte de 200 bilhões de dólares.

Alguns deles ajudaram a salvar bancos americanos na quebradeira da crise do mercado imobiliário

Para o Fundo Monetário Internacional,o aumento em tamanho e em número desses fundos merece atenção reforçada, diante das conseqüências potenciais que poderão ter sobre os mercados financeiros e os investimentos.

Banqueiragem

“Os banqueiros e empresários onde quer que seja, buscam maiores lucros. Ideologias, estados nacionais, misticismos, xenofobia, preconceitos, luta de classes, ignorância, guerras, ajudam mas criam instabilidades que reduzem os lucros. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Competência e fé em Deus, fazem bem”.

Leia o artigo de Arlindo Montenegro: Ares de mudança, reflexões enviesadas

Só captando

A Petrobras planeja captar US$ 5 milhões até o fim de 2008 para financiar a exploração de petróleo da camada do pré-sal.

O financiamento se dará por meio de emissão de bônus, no mercado brasileiro ou internacional.

O aviso que alegrou o mercado e os especuladores foi dado ontem pelo presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, que participou, em Houston (EUA), da Offshore Technology Conference (OCT), um dos maiores eventos do setor de petróleo e que reuniu, no ano passado, mais de 67 mil pessoas e 2.400 empresas de mais de 30 países.

Promessa é dívida...

Durante o evento em Houston, Gabrielli informou que a produção da área de Tupi, na Bacia de Santos, será antecipada de 2010 para 2009.

A empresa anunciou em novembro que pode existir na área até 8 bilhões de barris de óleo recuperável.

Quanto à área de Carioca, outro mega-poço do visconde, a Petrobras pretende começar a extrair petróleo em quatro ou cinco anos.

Imitando Hitler

Citando a boa fase da economia brasileira, o chefão Lula ontem fez uma brincadeira idêntica a que costumava fazer o democrata Adolf Hitler, em seus famosos discursos nos tempos do Nazismo alemão.

Lula comentou:

"Mulher quer ter casa; casar com um cara bonito; ter carro e computador. Bem, o marido eu não posso resolver".

Lula aproveitou o mesmo discurso para batraquear que a crítica aos biocombustíveis é "sacanagem pura".

Águia com Lula

O jornal Valor Econômica solta hoje mais um capítulo do dossiê norte-americano que revela o apoio do governo George Bush ao poderoso Lula.

A embaixada dos EUA em Brasília trabalhou ativamente em 2002 para ajudar Luiz Inácio Lula da Silva a ganhar o apoio do governo norte-americano antes de sua posse.

Essa aprovação era crucial para dissipar desconfianças que o novo presidente despertava nos investidores.

A embaixadora Donna Hrinak expôs seu plano com clareza a seus superiores ao relatar que Lula sabia que só teria a confiança dos investidores se mantivesse a política econômica de estilo conservador adotada pelo governo Fernando Henrique, mas precisava de ajuda para vencer as resistências que enfrentaria em seu partido.

Abrindo portas

Em mensagem enviada a Washington em 27 de novembro, um mês após a eleição, a embaixadora disse que o melhor que os EUA poderiam fazer naquela altura era manifestar apoio a Lula e ter paciência, evitando "prescrições insistentes de fora", que só contribuiriam para minar o esforço que o presidente eleito estava disposto a fazer.

O relatório de Donna faz parte de um conjunto de documentos liberados pelos EUA nos últimos meses.

Donna assumiu a embaixada em abril de 2002 e conversou quatro vezes com Lula durante a campanha.

Caso com o Paraguai

O governo Fernando Lugo, que toma posse em agosto no Paraguai, pretende receber anualmente US$ 1,5 bilhão pela energia elétrica que vende ao Brasil - 5,5 vezes mais do que o valor atual.

O Palácio do Planalto acena com negociação sobre o preço da energia e prepara um pacote de pelo menos 14 acordos de cooperação com o Paraguai, envolvendo projetos de infra-estrutura e investimentos de empresas brasileiras.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reafirmou que "a essência" do Tratado de Itaipu, assinado na década de 70 pelos dois países, não será negociada.

Enrolando o bispo

Celso Amorim, defendeu ontem soluções justas e realistas para o impasse envolvendo a hidrelétrica binacional Itaipu.

Uma das idéias seria estimular empresas brasileiras a investirem em território paraguaio, usando e remunerando o Paraguai pela energia utilizada.

Amorim lembrou que o Brasil já estuda, há algum tempo, medidas para ajudar o sócio do Mercosul e enfatizou que obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) podem beneficiar os paraguaios no escoamento de produtos, como a construção de uma estrada de ferro que vai de Cascavel a Foz do Iguaçu, no Paraná.

Revanchismo

A Polícia Política a serviço da República Sindicalista funcionou direitinho ontem em Roraima.

Aproveitando que o Supremo Tribunal Federal autorizou a Polícia Federal - responsável pela segurança na área da reserva Raposa do Sol - a investigar o conflito em que 10 índios foram feridos a tiros por milícia contratada por fazendeiro, o ministro da Justiça, Tarso Genro, determinou que fosse preso o líder dos arrozeiros.

Obediente, o superintendente da Polícia Federal (PF) em Roraima, José Maria Fonseca, informou que o fazendeiro Paulo César Quartiero, líder dos plantadores de arroz e prefeito de Pacaraima (RR), foi preso na tarde de ontem na fazenda Depósito.

Prefeito de Paracaima pelo DEM, Quartiero é acusado de formação de quadrilha, ocultação de armas e obstrução de estradas.

Foram encontradas em sua fazenda bombas de efeito moral e latinhas de spray de pimenta.

Radicalismo seletivo

O ministro Tarso Genro voltou a chamar os agressores dos índios instrumentalizados de “pistoleiros e terroristas”.

Data vênia, porque sua excelência, o ministro da Justiça, que foi tenente R2 do Exército Brasileiro na juventude, não dispensa o mesmo tratamento quando se tratam de invasões promovidas por Movimentos Sociais Terroristas?

Quando a baderna, a violência e o terrorismo são realizadas pelo MST, pela Via Campesina ou pela Liga dos Camponeses Pobres – aliadas do PT no Foro de São Paulo -, o ministro Tarso não abre a boca para falar nada...

Assim, o jacobino ministro pratica o radicalismo seletivo: só protesta contra seus adversários políticos e ideológicos.


Pressão na Câmara

Ontem à noite, o governador de Roraima, José Anchieta Júnior (PSDB), pediu ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que interviesse em favor de Quartiero.

O deputado petista alegou que pouco poderia fazer:

Ele me chamou, e relatou que assim que o Tarso Genro saiu (de Roraima) a Polícia Federal entrou e prendou o prefeito. E que ele havia sido algemado”.

Absolvido

O fazendeiro Vitalmiro Moura, o Bida, acusado de ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, foi absolvido em Belém, no seu segundo julgamento.

No primeiro, Bida havia sido sentenciado a 30 anos de reclusão.

O promotor Edson Cardoso prometeu recorrer da sentença.

Já Rayfran das Neves Sales, réu confesso do crime contra a religiosa americana, ocorrida em 2005, foi condenado a 28 anos.

Dia de Dilma

A ministra Dilma Rousseff depõe hoje na Comissão de Infra-Estrutura (CI) do Senado num momento em que enfrenta uma crise explosiva dentro da Casa Civil.

Caso sejam indiciados pela Polícia Federal, funcionários deslocados para montar o dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique ameaçam denunciar a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, como a responsável pelo episódio.

O chefão Lula está preocupado com o tamanho da crise que pode derrubar a número 2 de Dilma.

Bodexpiatório

Para blindar Dilma, cresce a avaliação na cúpula palaciana de que Erenice deve deixar o governo ao fim da investigação da Política Federal.

Nesse caso, a ministra poderia usar o argumento manjado de que foi traída e de que nunca determinou a elaboração de um dossiê.

A PF ganhará novo prazo da Justiça para concluir o inquérito que ainda fará estragos no Palácio do Planalto.

Paulinho prestigiado

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), determinou à Corregedoria da Casa que apure a suspeita de ligação do deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), no desvio de dinheiro do BNDES.

A procuradora da República Adriana Scordamaglia vai examinar a relação de doadoras de campanha de Paulinho na eleição de 2006.

O objetivo é o cruzamento de nomes que constam da lista declarada pelo pedetista com os alvos da investigação sobre desvio no BNDES.

Ampla defesa

Depois de quase duas horas de reunião, a Executiva do PDT acabou decidindo não tomar qualquer atitude contra o deputado Paulinho.

Ao contrário, o partido divulgou carta afirmando que está concedendo a Paulinho o "amplo direito de defesa" antes de tomar qualquer atitude.

O deputado teve seu nome citado em gravações feitas pela Polícia Federal na Operação Santa Tereza, que investiga denúncias de envolvimento em irregularidades na concessão de empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a prefeituras.

Paulinho é acusado de receber propina de R$ 325 mil por ajudar na liberação de verba.

Denúncia de fora

O Metrô de SP investigará os contratos firmados com a empresa francesa Alstom de 1995 a 2003.

Os indícios de que a companhia pagava propina para conseguir contratos no país são investigados na Europa.

A Alstom nega corrupção e diz que as suspeitas são só "especulações".

Deu no Wall Street Journal

Contratos fechados entre o Metrô de São Paulo e a francesa Alstom estão sendo investigados na Suíça por suspeita de pagamento de subornos.

Segundo reportagem do Wall Street Journal, as polícias suíça e brasileira teriam se reunido para discutir um suposto pagamento de US$ 6,8 milhões que funcionários da Alstom teriam desembolsado a título de suborno para ganhar um contrato de US$ 45 milhões para ampliação do metrô paulistano, entre 1995 e 2003.

De acordo com o jornal, a lista de investigados inclui um brasileiro, que se dizia intermediário de um político, que ofereceu apoio para o negócio com o metrô paulista em troca de uma comissão de 7,5%.

A Alstom ganhou o contrato no fim dos anos 90 e o concluiu vários anos depois.

Não há informação se a propina foi paga ou não.

Média com os endividados

A renegociação dos débitos de produtores inadimplentes e o passivo de operações com risco de crédito assumido por bancos estão fora da medida provisória sobre dívidas rurais.

O desgoverno Lula também não incluiu a concessão de carência generalizada para refinanciar dívidas de R$ 66 bilhões dos empresários rurais e de R$ 13,4 bilhões dos produtores familiares e assentados da reforma agrária.

Na última versão do texto, o governo oferece a suspensão das execuções de débitos - que atingem cerca de 3 milhões de contratos - para quem aderir à nova repactuação.

A renegociação deve custar R$ 10 bilhões ao Tesouro e aos fundos constitucionais até 2025.

Travecagem desmentida

Os travestis Andréia e Carla, que se envolveram em uma polêmica com o atacante Ronaldo, do Milan, depuseram na Polícia, se disseram arrependidos pelo caso e afirmaram que não houve sexo e consumo de drogas com o jogador.

Além de mudarem a versão apresentada anteriormente sobre Ronaldo, os transexuais também falaram ao delegado titular da 16ª DP (Barra da Tijuca), Carlos Augusto Nogueira, que não houve extorsão com Ronaldo.

Para o delegado, apesar da nova versão o inquérito não muda e o travesti André pode ser indiciado por tentativa de extorsão, mesmo depois de se mostrar arrependido.

Ronaldo vai prestar depoimento na próxima semana, assim como Veida, outra travesti envolvida no escândalo que tem tudo para acabar da melhor maneira possível.

No Brasil, quando alguém poderoso oferece 1 milhão de desculpas e a alguém aceita, tudo acaba bem...

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3 comentários:

Anônimo disse...

Caro Jorge. Será póssível que algum dia nós venhamos a conhecer as pessoas que realmente governam o mundo? Pelos nomes e funções?

Samuel Ramos disse...

Enquanto a maioria dos SOV´s formados até agora estão investindo em bens tangíveis, sobretudo acesso a recursos estratégicos (comida e energia), os gênios aqui estão cogitando usar o fundo para influenciar o câmbio acumulando mais dólares.

O País tem uns 140 bi em títulos do tesouro americano rendendo 4% ao ano (nominais, já que descontando a inflação o retorno fica negativo), então seria interessante usar essas reservas em algo produtivo, não em acumular dólares que tem um valor intrínseco de zero.

Além disso, para receber o grau de investimento, trocaram a dívida externa, mais barata, pois é em dólar e com juros menores, pela interna, com juros mais altas e em Real.

Anônimo disse...

No último artigo, com o título "Travecagem desmentida", como perguntar não ofende, gostaria que o Serrão me respondesse: no final do texto, quando afirma “No Brasil, quando alguém poderoso oferece 1 milhão de desculpas e a alguém aceita, tudo acaba bem...”, será que não houve um pequeno, digamos, engano (ou erro, mesmo!) de digitação??? Será que o mote correto, verdadeira “marca registrada” dos brasileiros, não seria assim: “No Brasil, quando alguém poderoso oferece 1 milhão em desculpas, e alguém aceita, tudo acaba bem...”?????

Fazendo uma paródia a um certo programa matutino da "Venus Platinada, podemos dizer: “Pequenos” erros... grandes “acertos”! (E, sem "inverter" nada, posso garantir: "'Pequenos acertos'... GRANDES NEGÓCIOS!!!")