segunda-feira, 7 de julho de 2008

Quem acredita? Desgoverno Lula promete fixar limites para a compra de terras brasileiras por estrangeiros

Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

O que levaria um órgão aparelhado ideologicamente pelos radicais bolcheviques petistas, como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, a revelar que estrangeiros detêm 5,5 milhões de hectares em todo o Brasil? O que pode existir por trás da promessa do desgoverno Lula de que vai fechar o cerco à "invasão estrangeira", com objetivo de dificultar a compra de terras por empresas brasileiras controladas por capital externo”? Qual o interesse da AGU (Advocacia Geral da União) em fixar limites para e aquisição de terras por estrangeiros – depois que a casa já foi devidamente entregue?

Ou desgoverno joga na mais pura dissimulação ou monta o esquema de criar dificuldades para vender facilidades. Afinal, todo o processo de entrega das terras brasileiras é viabilizado pela própria política econômica da Era Lula – que só aprimorou os mecanismos entreguistas dos oito anos de FHC. Os fazendeiros foram fragilizados, economicamente, pelo dólar “em baixa” (com o real artificialmente valorizado), e pela dificuldade oficial na rolagem do altíssimo endividamento do setor agropecuário. Eis por que tanto proprietário se viu forçado a vender suas terras ou arrendá-las para esquemas transnacionais que controlam a produção de alimentos (e inflacionam hoje seu preço no mercado mundial).

Atualmente, a aquisição de terras é permitida a pessoas físicas de outra nacionalidade residentes no País e a pessoas jurídicas estrangeiras autorizadas a atuar no Brasil. A lei atual restringe a aquisição ou exploração de terras por estrangeiros na chamada faixa de fronteira, faixa de 150 km de largura, paralela à linha divisória terrestre do território nacional. Acontece que uma empresa com sede no Brasil e capital estrangeiro não estaria sujeita a essas restrições desde que 51% do capital pertença a brasileiros.

A Folha de S. Paulo de hoje dá ecos à revelação oficial: “O ritmo da "estrangeirização" de terras foi medido a partir de dados do Cadastro Rural de novembro de 2007 a maio deste ano. Nesse período, estrangeiros adquiriram pelo menos 1.523 imóveis rurais no país, em uma área que soma 2.269,2 km². O levantamento não leva em conta a compra de empresas nacionais de capital estrangeiro e os que se utilizam de "laranjas" brasileiros para passar despercebidos pelos cartórios”.

O próprio Incra destaca que a compra de terras é puxada pela soja e pela pecuária, pelos incentivos oficiais à produção de etanol e biodiesel e pelo avanço do preço da terra. Locomotiva do Brasil, o Estado de São Paulo é o campeão em número de propriedades em nome de pessoas de outras nacionalidades. São 11.424 terrenos, que, somados, representam 504,7 mil hectares do território paulista. Com 1.377 propriedades espalhadas numa área de 754,7 mil hectares, Mato Grosso é o Estado que tem a maior área de terras em nome de empresas e pessoas de outros países.

Demagogia do chefão

O chefão Lula desembarca nesta terça no Japão, onde participará como um dos convidados da reunião de cúpula do G8.

Pretende repetir o discurso de que os biocombustíveis - particularmente os produzidos pelo Brasil - não são os responsáveis pelo aumento global nos preços dos alimentos e que eles podem ser uma alternativa viável para reduzir a dependência mundial do petróleo e ao mesmo tempo ajudar a combater o aquecimento global.

Há mais de dois anos que Lula aproveita toda a oportunidade que tem em encontros internacionais para propagandear os biocombustíveis, dos quais o Brasil seria, em tese, um dos principais produtores mundiais – se o negócio da produçãso do etanol já não estivesse, como está, mas mãos das transnacionais.

Mentira repetida

Na última semana, um documento do Banco Mundial publicado pelo jornal britânico The Guardian estimou em 75% a responsabilidade dos biocombustíveis no aumento dos preços globais dos alimentos.

O argumento é de que a crescente demanda por grãos, milho e cana-de-açúcar, principais matérias-primas para a produção de biocombustiveis, estaria pressionando os preços para cima.

Mentira: quem joga os preços dos alimentos para cima são as transnacionais que controlam o setor de alimentos, desde sua produção até a comercialização.

Freio nos empréstimos

Bancos resolveram botar um freio na concessão de empréstimos ao consumidor – tanto no crédito pessoal quanto para a compra de bens e veículos.

Para aprovar empréstimos, o setor reduziu em 5 pontos porcentuais a parcela máxima de renda comprometida com prestações.

O grande temor é um aumento da inadimplência (já elevadíssima) junto com o repique da inflação.

Mundo real virtual

A internet já tem um potencial de 41,5 milhões de eleitores com idade superior a 16 anos.

Esse é o número de brasileiros que acessam a web, segundo dados do Ibope/NetRatings relativos ao primeiro trimestre deste ano.

As classes C (37%) e D (13%) já representam 50% do total de usuários.

O número poderia ser maior, não fosse o alto custo da banda larga, praticamente monopolizada pelas empresas de telefonia.

Tecnologia da corrupção

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Gilson Pitta, informou que já determinou a prisão de todos os policiais flagrados pelo jornal O Globo abordando motoristas e liberando irregularmente veículos com IPVA e multas em atraso, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

A reportagem publicada ontem mostrou que policiais são suspeitos de cobrar propinas dos motoristas, depois de acessar dados do Detran, por palmtop.

Além de mostrar como a tecnologia hoje facilita o governo do crime, só faltou a reportagem lembrar que o Estado também rouba o contribuinte, diretamente, com o valor extorsivo do IPVA ou com a indústria das multas.

Nepotismo econômico

A Volo do Brasil, controladora da VarigLog, confirmou que vai apresentar à Anac como novos sócios da empresa aérea Chan Lup Wai Ohira e Petter Miller.

Naturalizada brasileira, Chan é irmã do chinês Lap Wai Chan, que representa o fundo americano Matlin Patterson.

Já Miller mora em Nova York, mas tem cidadania americana e brasileira.

Drible na lei

Por decisão da Justiça paulista, os sócios brasileiros da VarigLog (Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel) foram afastados do controle da empresa, que passou a ser administrada exclusivamente pelo fundo americano.

A mudança contraria a legislação em vigor, que limita a 20% a participação de grupos estrangeiros em empresas aéreas no Brasil.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) deu prazo até hoje para que o fundo Matlin Patterson encontre novos sócios brasileiros, de forma que 80% do capital da VarigLog sejam nacionais, sob pena de perder a concessão da empresa.

Polêmica

O juiz Jamil Rosa de Jesus Oliveira argumentou que a Anac não pode exigir mudanças no quadro societário porque ainda não há decisão final da Justiça paulista.

O Matlin Patterson garante que já tem os sócios brasileiros interessados em entrar no negócio e que os nomes serão apresentados no tempo previsto.

Segundo a Anac, mesmo que a liminar seja derrubada e a VarigLog não se ajuste à lei, as operações da empresa não serão suspensas imediatamente.

Será aberto um processo administrativo e o resultado terá de ser submetido à diretoria colegiada do órgão.

Humor longe da ditadura

Os humoristas do programa Casseta & Planeta desistiram de viajar para Pequim, para cobrir as olimpíadas.

Os humoristas do Pânico também desistiram de viajar para China.

Motivo: não conseguiriam trabalhar, pois toda gravação ou matéria jornalística no país precisa de aprovação prévia do órgão censor do governo chinês.

Na democrática Cuba, os cassetas já enfrentaram o mesmo problema...

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

5 comentários:

Anônimo disse...

FIGURAS DA REPÚBLICA
27-06-2008

Franklin Martins, o pequeno (Comunicação Social) – Homônimo de Benjamin Franklin, o grande estadista americano, que redigiu junto com Jefferson e Adams a Declaração da Independência, foi plenipotenciário de seu País na França, pesquisador científico e o inventor do pára-raios. O ministro de Lula, Franklin, o pequeno, só tem em comum com o homônimo americano o fato de implantar pára-raios no Planalto para absorver as descargas da imprensa livre. Comete o pior engano que um político ou um jornalista podem cometer: pensar que o povo brasileiro é bobo, ( só porque elegeu Lula duas vezes?).

Guido Mantega, o sem-sal (Fazenda) – Dá impressão de amadorismo, suas falas não convencem nem os entendidos nem os leigos. Impossível ouvi-lo por mais de um minuto. E tome rotacismo (“O Brrasil serrá grrande potência...), nada que uma boa fonoaudióloga não possa corrigir.

Luis Dulci, o pombinho (Secretaria Geral da Presidência) – Uma figurinha difícil. Escapista profissional, nas entrevistas e nos debates escorrega como peixe ensaboado. Nas missas do PT (reuniões, congressos) é ele que distribui os santinhos, com seu perfil de congregado mariano. Mas, cuidado, parece um pombinho, mas é um falcãozinho.

Walfrido dos Mares Guia, o “avis rara” (Relações Institucionais) _ A estranheza começa na extravagância do nome. Walfrido é nome de origem germânica. Nada mau para um caboclo mineiro. Dos Mares? Minas não tem mar. Guia? Pode ser, tem faro para muitas coisas. Empresário riquíssimo, fundador do Grupo Pitágoras, rede de ensino com 595 colégios, seis no Japão, e nove Faculdades. Tem fama de vender geladeira para esquimó e dar nó em fumaça. Veste-se com elegância clássica que trai seu formalismo de experiente cortesão. Hábil com números, seu intento é substituir o boquirrotismo retórico do meio político, pelo cálculo aritmético. Só não diz que é mais fácil esconder as coisas erradas sob os números do que sob as palavras.

Tarso Genro, o mandarim frustrado (Justiça) – Este moço loiro de Porto Alegre é movido a vaidade intelectual. Politicamente ingênuo, sem o maquiavelismo nem a malícia jurídica do antecessor, Márcio Thomaz Bastos, quando da escalada de escândalos atingindo o PT, propôs, solenemente, a “refundação” do partido. Pregou no deserto. Seus correligionários não lhe deram ouvidos e viraram-lhe as costas. Falcão do PT, mas de bico rachado.

Romero Jucá, o ilusionista (líder do governo no Congresso) – Jucá é uma raposa de La Fontaine. Artesão dos conchavos de bastidores, quando abre a boca para falar, é mestre na arte de usar as palavras para encobrir o pensamento. Tem resposta para tudo e dá a impressão de absoluta sinceridade nas suas intervenções oblíquas. Um ilusionista de feira nordestina ou nortista.

Ideli Salvatti, a carente (líder de Lula no Senado) – Totalmente carente de simpatia e de sedução, quando toma a palavra, com os olhos esbugalhados e nervos crispados, é um salve-se quem puder. Se fosse delegada de polícia, até Fernandinho Beira-Mar lhe daria o serviço completo. Sua retórica, do tipo obsessivo e agressivo, é vazia e sem o menor brilho.

Dilma Roussef, a gerentona (Casa Civil) – A ministra Dilma, ex-guerrilheira, amiga pessoal de José Dirceu, é a “russa” do governo. Personalidade desafiante, trabalha a todo vapor. Workaholic. Ambiciosa, autoritária, concentradora, sem um pingo de diplomacia. Por mais que se diga “anfíbia”, meio-técnica, meio-política, sua cabeça é blindadamente técnica, de feitio administrativo–tratorista.

Celso Amorim, o arrepiado (Relações Exteriores) – Amorim vive com os cabelos em pé, e não é para menos. Pressionado entre Lula, Chávez, Morales e Bush, apela para a linha de menor resistência. Não se inspira num plano integrado de política exterior.

Renan Calheiros, o “inucente” – Renan vive repetindo: “eu sou INUCENTE”, e o pior é que ele pode acreditar nisso. Vende a alma ao diabo e considera-se inocente. Artista da vitimização, seu caradurismo não tem limites. Mas aquele riso fixo e forçado do presidente do Senado é um pavoroso ricto cadavérico. “Vendo-me caro. Paguem meu preço e sairei da presidência.”

José Sarney, o “poeta feliz”– E agora eu lhe pergunto, senador: qual é a sua? Misto de humanista e oligarca, coronel e acadêmico, ex-presidente da República, ex-quase tudo, como é que o senhor se define debaixo de suas maneiras impecáveis e de seus escritos tão amenos? Suas crônicas na imprensa destilam o conto do politicamente correto. Mas que tipo de ser humano subsiste sob a máscara diplomática de embaixador da boa vontade e da conciliação? O senhor mostra transparência só para esconder sua opacidade e seus pontos obscuros, beirando o farisaísmo. Sua bagagem humanista, sua vocação de conciliador não conseguem disfarçar sua natureza mais autêntica, a de um camaleão da política, um comediante do poder que se julga acima do bem e do mal, e que assim passará à História. O senhor é um homem culto e quase tão inteligente quanto FHC. Poderia ter empregado suas qualidades para melhorar nosso País e o seu Maranhão (“um deserto de miseráveis”, segundo Jabor). Em uma de suas residências o senhor gravou a inscrição: “Esta é a casa de um poeta feliz.” Dante foi feliz? Camões? Baudelaire foi feliz? Por acaso, Fernando Pessoa ou Drummond? O poeta vive em luta com seu destino, dela extrai a gema de sua poesia, e não tem tempo de ser feliz. O “poeta feliz” só pode ser um poeta menor.

Gilberto de Mello Kujawski, escritor e jornalista.

COMENTÁRIO: Consta que por causa desse texto, o jornalista Gilberto Melo Kujawski foi demitido do Estadão. Sinceramente, o texto é bem humorado, mas nada que não se saiba a respeito das figuras mórbidas que ele descreveu com tanta propriedade. Vamos fazer o texto andar, para que todos saibam mais de perto quem são as figuras pífias da republiqueta.


http://reservativa.blogspot.com/

faça o texto andar!!!!

Anônimo disse...

MANIFESTO EM DEFESA DA LIBERDADE NA INTERNET, CONTRA O PROJETO DO SENADOR AZEREDO

http://samadeu.blogspot.com/2008/07/manifesto-em-defsa-da-liberdade-na.html

telefg disse...

Acho que o imbecil do anonimo se esqueceu DE:
FHC o Canalha entreguista...aquele que quiz entregar o país pros EUA.

Quercia o incopetente

Jose Serra o burro-idiota

E muitos outros imbecis que participaram do desgoverno FORA FHC e ja foi tarde...ta na hora do FORA PSDBosta e do FORA DEMônios

telefg disse...

Tenha esperança ESPERANÇA, pois esta merda que o maldito tucano quer fazer com a internet....só podia vir de um partidinho de merda como o PSDBosta...o tal de azeredo...azarado

Anônimo disse...

Opinião de Graça Salgueiro sobre Ingrid Betancourt

http://notalatina.blogspot.com/