domingo, 7 de setembro de 2008

A Independência do Brasil

Edição Ideal de 7 de Setembro do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Canto XII

VIII - Mas não, Musa do céu, não desanimes
Que não serão teus cantos repelidos
Quando desses feitos não julgarem crimes
Cidadãos ao passado agradecidos
E forem deste feito heróis sublimes
No porvir, d’invejosos protegidos
Serão por Brasileiros ilustrados
Meus hinos patrióticos cantados
............
LII - Esta obra de teu ânimo soberano
Pôs-lhe a Glória o remate: está perfeita!
Nem haverá no mundo esforço humano
Que a graça anule, que por Deus foi feita!
Baldo se agita o despotismo insano
Se premedita, e anela a ver desfeita
Nunca! do Novo Mundo a gente brava
Jamais arrastará grilhões d’escrava!

(Antonio Gonsalves Teixeira e Souza – 1855)

Um comentário:

Anônimo disse...

Lembro o final d'O Navio Negreiro, de Castro Alves, que decorei e declamei, como trabalho escolar, aos 10 anos:
"Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...
Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!"
Naquele tempo prezava a liberdade, hoje me sinto acorrentado como os negros arrancados de sua pátria africana.