segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Rapidinhas do Alerta Total


Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Reservas em segurança?

Alegando questões de “sigilo bancário”, o Banco Central guarda um estranho segredo: o nome das seis instituições financeiras que gerenciam, de forma terceirizada, cerca de US$ 2 bilhões de um total de mais de US$ 200 bilhões das “reservas internacionais” do Brasil.

O Banco Central alega que o dinheiro é investido por assets managements – instituições que operam sem ligação com o patrimônio dos bancos, agora afetados pela atual crise internacional.

Acontece que nada impede que os tais “administradores de recursos” sejam geridos por empresas ligadas a fundos – e que hoje correm risco de grandes perdas.

Além de descobrir o nome das empresas, seria muito interessante saber se alguém leva comissão (dentro da lei) por tais investimentos...

Perde e ganha especulativo

No início de janeiro, os fundos de pensão tinham aplicados R$ 160 bilhões em renda variável.

Se for levada em consideração a queda acumulada no ano de 20,3% no IBrX-50, um dos índices que compõem a Bolsa de Valores de São Paulo, a perda com tal aplicação chega a R$ 32,5 bilhões.

No entanto, o lucro de R$ 25,4 bilhões em rendas fixas e outros ativos reduzem o prejuízo do setor para algo em torno de R$ 7 bilhões.

Como os ganhos com renda fixa até o final de setembro ainda não foram divulgados, as perdas acumuladas, na prática, podem ser mais baixas.

A ponderação é da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

Preju da Previ

A poderosa Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) registrou R$ 10 bilhões de prejuízo.

A Abrapp adverte que os fundos de previdência complementar estão preparados para enfrentar a desvalorização das ações porque, na média, aplica pouco nas bolsas de valores.

Atualmente, a Previ, fundo que complementa as aposentadorias e as pensões dos funcionários do Banco do Brasil, tem 65% do patrimônio investido no mercado de renda variável (ações).

A média dos fundos de pensão nacionais, no entanto, não passa de 37,7%, de acordo com a Abrapp.

Nervosismo

O desgoverno fará pressão sobre a Anatel para que seja aprovada, o mais depressa possível, a mudança do Plano Geral de Outorgas, que permitiria a venda do controle da Brasil Telecom (BrT) para a Oi.

Todos os envolvidos na operação (Daniel Dantas, os fundos de pensão, o Palácio do Planalto, e a Telefônica de Espanha) andam muito preocupados com o desfecho do mega-negócio.

O desgoverno Lula já demonstrou aprovação à união das operadoras e monitora de perto os trâmites que precisam ser seguidos para sancionar a criação da chamada “supertele” nacional.

Socorro urgente

A crise financeira norte-americana fez mais duas vítimas na Europa.

O governo britânico vai nacionalizar o Bradford & Bingley, um dos grandes credores hipotecários do país, e negocia a venda da carteira de poupança e outros ativos para o Santander, o HSBC e o Barclays.

O Bradford & Bingley, fundado em 1964, foi muito afetado pela crise hipotecária iniciada nos Estados Unidos e viu suas ações caírem quase 90% desde o início deste ano.

Na sexta-feira, os papéis bateram recorde de baixa e o banco demitiu 370 funcionários.

O Tesouro britânico, responsável pela operação de salvamento do banco, anuncia hoje o que fará com o Bradford & Bingley.

Outro pendurado

O grupo bancário de seguros belga Fortis vai receber uma injeção de dinheiro público de 7 bilhões de euros.

Além da injeção, o Fortis vai vender os ativos do ABN Amro, que adquiriu no ano passado por 10 bilhões de euros.

O holandês ING deve absorver os ativos do ABN.

O negócio central do Fortis está localizado no Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo), mas o banco tem presença em mais de 50 países e figura entre as 20 maiores entidades da Europa.

Engolindo os outros

O Goldman Sachs quer se transformar em banco comercial comprando até US$ 50 bilhões em ativos de bancos norte-americanos em apuros.

Ao concordarem em se transformar em holdings, sujeitando-se assim a regulamentos mais severos do Fed (o Banco Central americano), os bancos Goldman Sachs e o Morgan Stanley tentam fugir do caminho que levou ao colapso seus rivais, derrubados pela pior crise financeira dos EUA desde a Grande Depressão.

Há duas semanas, o Lehman Brothers quebrou e o Merrill Lynch foi vendido para o Bank of America.

O Bear Stearns já tinha falido no início do ano.

Mega acordo político

Republicanos, democratas e o Tesouro dos Estados Unidos celebraram ontem um acordo sobre o pacote de socorro de US$ 700 bilhões a Wall Street.

A salvação prevê a participação do governo nas empresas socorridas, desembolsos parcelados e restrições aos vultosos salários pagos aos executivos.

A Câmara deve aprovar o projeto hoje, e o Senado deverá apreciá-lo na quarta-feira.

Índio em apuros

A ONG Conselho Indígena de Roraima (Cir), controlada pelo índio macuxi Jacir José de Souza, tomou quase R$ 52 milhões da Funasa e não presta contas.

Jacir é “parceiro” das ONGs inglesas Survival e Cafod, que financiam freqüentes viagens do cacique à Europa para ele falar mal do Brasil.

A ONG inglesa Cafod fez do Conselho Indígena de Roraima a ponta-de-lança na defesa da demarcação contínua na Serra do Sol.

Bancando todos

Até agora, a poderosa empreiteira OAS já investiu R$ 1 milhão e 500 mil reais nas campanhas à Prefeitura carioca.

Receberam a generosa ajudinha da construtora os candidatos Jandira Feghali, Eduardo Paes, Marcelo Crivella, Solange Amaral, Fernando Gabeira e Alessandro Molon.

No jargão do Jogo do Bicho, isso significa “cercar por todos os lados” para ganhar no final da eleição, seja qual for o resultado...

Tudo dominado

A Polícia Civil e a Federal sabem que o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa paulista, já se tornou o maior fornecedor de cocaína para o Estado do Rio.

Sabem que o PCC abastece de drogas comprovadamente seis morros cariocas dominados pelo Comando Vermelho (CV), além de fornecer armas e munição.

Sabem que os traficantes paulistas chegaram a movimentar em média R$ 1,1 milhão por mês com a venda de cocaína para o Comando Vermelho nas favelas de Vigário Geral,
Mangueira, Andaraí, Borel, Nova Holanda e Madureira, no Rio, além da cidade de Magé, na Baixada Fluminense.

Se sabem de tudo, porque demoram tanto a agir contra as facções criminosas?

Drogas prosperando na crise

A valorização do euro fez os traficantes de drogam reforçarem seus negócios na Europa, onde obtêm grandes lucros com a cocaína paga em dólares, vendida na moeda européia, cujo consumo está em alta.

Por isso, o narcotráfico concentra seus principais negócios na Europa, onde o consumo, "que em uma semana abrange 2 milhões de europeus", ameaça se transformar em um grave problema e "entrar na economia".

No Peru, um dos maiores produtores mundiais da planta, 70% de sua cocaína vai para a Europa e apenas 10% para os Estados Unidos.

A denúncia é do presidente da Comissão Nacional para Desenvolvimento e Vida sem Drogas do Peru (Devida), Rómulo Pizarro.

Basta de bosta

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirma que o aparato policial do Estado está fora de controle.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, reclamou que o grampo do qual foi vítima serviu para alertar os Poderes da atual situação do País.

"O aparato policial do Estado hoje está fora do controle" e que grampo em diálogo serviu para criar uma "reação" e mostrar que país atingiu limite em que "é preciso dizer basta"

Reforma Política como?

O presidente do STF também deu dois recados na entrevista amestrada:

“É urgente uma reforma política”.

"Não sou favorável a uma miniconstituinte. O texto constitucional não comporta esse tipo de aventura".

Imprensa imprensada

O jornal Extra, que pertence às organizações Globo, não circulou domingo na Baixada Fluminense, por causa de operação político mafiosa.

Grupos armados obrigaram jornaleiros a venderem todos os exemplares no centro de distribuição de jornais em Belford Roxo.

A corrida para comprar o jornal foi por causa da manchete “Deputados em campanha mentem para garantir salário de R$ 13 mil”.

A quem interessa?

A reportagem relacionada à manchete denunciou que os candidatos Marcelo Simão (PHS), Rodrigo Neves (PT) e Alessandro Calazans (PMN), todos deputados, faltaram a sessões da Alerj e inventaram compromissos para ter as faltas abonadas e garantir o salário integral de R$ 13 mil.

Marcelo Simão é candidato a prefeito em São João de Meriti.

Rodrigo Neves, em Niterói.

E Alessandro Calazans, em Nilópolis.

Filhotes da dita-dura

Apenas por ironia da história, a guerrilheira aposentada Dilma Rousseff é a coordenadora do grupo de trabalho que discute o futuro das informações militares.

O ministro Paulo Vannuchi (Secretaria de Direitos Humanos) critica as Forças Armadas por não responderem aos pedidos de documentos feitos pela comissão que analisa o processo.

O grupo espera que o ministro Nelson Jobim (Defesa) participe do debate a fim de apresentar à sociedade maior transparência sobre os documentos militares.

Sabotagem prevista

Os Ministros do Supremo Tribunal Federal precisam tomar conhecimento deste vídeo.

Ronaldo Schlichting lembra que se passaram cinco anos da sabotagem ao nosso terceiro VLS (Veículo Lançador de Satélites) que redundou na trágica perda dos já esquecidos 21 mártires de Alcântara.

Schlichting recorda que, exatamente um ano antes da tragédia, o Coronel Ex. Art. de fato, General por direito, Roberto Monteiro de Oliveira, "profetizou" sobre o mortal evento.

http://br.youtube.com/watch?v=oV3FsOc80Uk

Desafio do coronel

Aos 57 anos de idade, Hiram Reis e Silva (Eng 1975), Coronel da reserva e professor de matemática do Colégio Militar de Porto Alegre, inicia dia 1º de dezembro uma nova expedição à Amazônia.

No Projeto-Aventura Desafiando o Rio-Mar, o coronel vai descer toda a extensão brasileira do Rio Solimões, a bordo de um caiaque, levado por apenas duas forças: a da correnteza, e a dos braços.

No total, serão 1,8 mil quilômetros, pelo Solimões e seus afluentes.

Acordo ortográfico

O chefão Lula da Silva assina hoje o decreto com o cronograma de implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no país.

A festinha acontece na sede da ABL (Academia Brasileira de Letras), no Rio.

A escolha da data e local foi uma homenagem ao escritor Machado de Assis, que completa 100 anos de morte.

Vale tudo

O Brasil será o primeiro país a implementar as regras oficialmente, marcada para acontecer em 1º de janeiro de 2009, com um prazo para concluir até o início de 2013.

O decreto determina que nos quatro anos de transição sejam aceitas as duas formas.

A reforma ortográfica vem sendo discutida desde 1990 pelos países que integram a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa): Brasil, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.

Moleza para o rico

"As chances de se colocar na cadeia criminosos engravatados sempre foram mínimas no Brasil".

A reclamação foi do ministro do Controle e da Transparência, Jorge Hage, que criticou duramente, a "benevolência" da atual legislação criminal.

Segundo ele, em geral, banqueiros, investidores e agentes públicos não vêem a cor das grades.

De acordo com o ministro, essas pessoas são favorecidas porque dispõem de recursos para pagar bons advogados, enquanto o cidadão comum corriqueiramente enfrenta o rigor da lei.

Rigor para o pobre

Ildelson Sobral da Hora, de 50 anos, foi preso em flagrante na tarde deste sábado ao tentar roubar 32 quilos de carne bovina do supermercado Guanabara da Avenida Brás de Pina 201, na Penha, na pacata Cidade Maravilhosa de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Policiais da 22ª DP (Penha), onde o caso foi registrado, informaram que Ildelson colocou a mercadoria na parte de baixo do carrinho, e passou pelo caixa com outros produtos, não pagando pela carne.

Os seguranças do supermercado perceberam a ação e pediram apoio de policiais do 16º BPM (Olaria), que fizeram a prisão. Ildelson, que disse ser comerciante, já teve outras passagens pela polícia.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Inteligente, inovador, fortemente analítico e propositivo, utilizando as mais modernas tecnologias para transmissão instantânea e eletrônica de informação privilegiada e análise estratégica, junto com a difusão de novos conhecimentos voltados para a construção e consolidação de novos valores humanos.

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Solicitamos uma notificação sobre a publicação para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Setembro de 2008.

8 comentários:

Anônimo disse...

Só para relembrar que é o CIR


A verdadeira face e intenção do CIR



02-Jul-2008
J. R. Rodrigues
Quem ainda tinha dúvida sobre as reais intenções da ONG – Conselho Indígena de Roraima - CIR, não mais enfrenta esse dilema.
Fundada por um grupo de estrangeiros e religiosos, a maioria de católicos que cooptaram indígenas e suas lideranças reais e bem intencionadas e os transformaram em soldados da segregação.
Mais que um movimento em defesa dos direitos dos indígenas, usando farta somas de recursos, dólares de origem suspeita o CIR agigantou-se e hoje desafia tudo, todos inclusive o bom senso.
Alimentado por dinheiro sujo captado por outras ONG's mal intencionadas, que por sua vez arrecadaram muita grana em fontes diversas, uma delas o cartel das grandes mineradoras mundiais e as chamadas sete irmãs, que dominam a exploração mundial de diamantes, o CIR - alimentado por essa montanha de dinheiro, tripudia de todos e ataca ferozmente todas as instituições estaduais e nacionais, mas nunca tinha ido tão longe, como agora, quando zomba, faz pouco caso e faz ameaças ao STF, a mais alta corte de Justiça do país, uma das poucas instituições nacionais sobre a qual não existe nenhuma mancha.
A primeira providência das duas lideranças do CIR na Europa foi levantar suspeita sobre a atitude dos ministros do STF e rapidamente encontraram um ex-dirigente da ONU, atualmente dono de uma ONG que ameaçou de forma escancarada de levar o caso RSS do Sol a uma Corte Internacional de Justiça, caso o STF decidisse desfavoravelmente as ONG's.
Nos dias em que estiveram hospedados em hotéis de luxo, bebendo os bons vinhos e champagne européias, os líderes do CIR não pouparam críticas a todos aqueles que ainda vêem o Brasil, sobretudo a Amazônia, como parte de uma nação única.
Sabemos quem pagou as milionárias contas do pessoal do CIR, sabemos os reais interesses do CIR e das ONG's e instituições que financiam a divisão do país, mas o presidente Lula, mais preocupado em fazer duas doações sociais, parece não enxergar nada.
Em nenhum momento da história do país, nossa soberania foi tão achincalhada e dessa vez de forma gratuita. Quando o Brasil é negligente em relação a crimes ambientais e de direitos humanos, até torcemos para que receba um puxão de orelha dos órgãos internacionais, mas agora a questão é outra, estão confundindo direitos humanos e direitos justos e até desrespeitados dos povos indígenas, com uma campanha clara para transformar essas comunidades indígenas em novas nações.
Eu não sou pago por nenhuma ONG's para defender a divisão do meu país. Nunca fiz viagens ao exterior, cursos, pós graduação, etc. pagos com dinheiro sujo de ONG's, por isso sei o risco que o país corre se não houver uma forte reação dos brasileiros.
Pouca coisa mudou no discurso radical e descabido dos líderes "europeus" do CIR, mas pelo menos eles pararam de falar que são apenas seis arrozeiros e já disseram que lutam pela retiradas dos colonos brancos.
Quando eu li: "Estamos em uma missão diplomática. Queremos que o papa Bento XVI conheça nossa situação e possa nos dar apoio", da coordenadora da Organização de Professores Indígenas de Roraima, Pierlangela Nascimento da Cunha, me lembrei de um fato interessante foi o Papa Pio XII que bateu o martelo e entregou de vez quase 2 milhões de hectares de terras que pertenciam ao Brasil para a Inglaterra, só que naquela época não tínhamos um sentimento de brasilidade que temos hoje, não havia as Forças Armadas comprometidas com a perseverança de manter o Brasil como um país unido e não tínhamos um Supremo Tribunal Federal, que certamente não se curvará diante de nenhuma ONG que sonham em construir novas ricas nações na América do Sul.
Certamente a profecia maligna do ex-relator da ONU para os Direitos Humanos dos Povos Indígenas Rodolfo Stavenhagen, não se concretizará e qualquer que seja a decisão do STF ela não será motivo de mais achincalhe internacional, afinal o STF não é apenas guardião da Constituição, guarda mais que isso, mantém sob seu vigilante olhar a unidade da pátria e os nossos sonhos de continuarmos tendo o Brasil como uma nação única e forte.
* Jornalista ( jotar@technet.com.br )



ar quem é o CIR...

Anônimo disse...

A farra com dinheiro público que sai através da FUNASA é antiga, é muita grana, dizem que a cada $100,00 que é destinado aos índios, se chegar R$1,00 é muito. A CPI das ONGs deve provar isso, só não sei porque não se faz concurso público para ocupar essa mão de obra na FUNASA? E na FUNAI que há muito não se ouve falar em concurso público, ou melhor nunca houve, o que se constata e muito é a presença de ongueiros viciados e antropólogos vendidos.

Anônimo disse...

Gostaria de relembrar que outra reserva no Estado de Roraima a IANOMAMI, tem mais de NOVE MILHÕES DE HECTARES, fica na fronteira com a Venezuela, e o processo de demarcação foi tramado nos mesmos moldes da RSS, inclusive com índio do CIR mentindo indo fazer turnêr na Europa financiado pelas famigeradas ONGs estrangeiras.

Anônimo disse...

Grupo bonzinho esse que levou os jornais, simplesmente poderia levar tudo sem pagar já que estavam armados, ou ir se queixar na delegacia do consumidor poruqe o dono da mercadoria não queria vender. me cheira a armação dos dois lados.

Anônimo disse...

Uma Teocracia na Amazônia
As discussões sobre a preservação do índio esquecem uma questão essencial: o rico subsolo amazônico

Nas últimas discussões sobre a questão indígena no Brasil, geralmente omite-se apenas um item, nada menos que o essencial. O cerne do problema não é a preservação do índio e suas tradições. Nenhuma ONG (Organização Não-Governamental) se preocuparia com as culturas hutu ou tutsi, em Ruanda, ou com a dos miskitos na Nicarágua. Ocorre que os índios brasileiros vivem sobre um subsolo riquíssimo.
Quando os defensores incondicionais das culturas nativas falam em waimiri-atroaari, leia-se cassiterita. E, quando se lê cassiterita, leia-se Paranapanema. Quando se fala em reserva ianomâmi leia-se cassiterita, mais ouro e fosfato. Cabe ainda lembrar que os ianomâmis não são autóctones, mas migrantes do Caribe. Perde o sentido a argumentação dos antropólogos a serviço da Funai sobre "terras imemoriais". Macuxis, podemos traduzir por diamantes. A demarcação das terras indígenas pela Funai (Fundação Nacional do Índio) é sempre precedida pela descoberta de jazidas minerais.
Uma das raras denúncias desta estratégia na grande imprensa foi feita em janeiro passado, por Marcos Losekan, no "Jornal Nacional" da Rede Globo: "Os índios da Amazônia se tornaram os maiores latifundiários do mundo. As reservas dessa região ocupam um terço do território da Amazônia. A reserva dos Waimiri-Atroari no Amazonas, rica em cassiterita, dobrou do tamanho nos últimos anos. A reserva dos macuxis, em Roraima, recheada de diamante, aumentou duas vezes. A reserva dos ianomâmis no norte do Amazonas, rica em ouro, cassiterita e fosfato, cresceu cinco vezes. Em 1979 eram dois milhões de hectares. Em 85 passou para sete milhões e na demarcação definitiva em 1990 atingiu quase dez milhões de hectares. Hoje, a reserva ianomâmi é do tamanho de Portugal.
No caso da cassiterita, uma rápida cronologia é elucidativa. Em 1957, chegam à região ianomâmi os missionários da Missão Evangélica da Amazônia (MEV). Em 1975, é descoberta a ocorrência de cassiterita em Surucucus. No ano seguinte, uma portaria da Funai fecha o garimpo. Em 1977, através de outra portaria, são criadas quatro áreas ianomâmis.
Em 1978, nova portaria cria nove reservas ianomâmis e seis no Amazonas, uma extensão das "ilhas", segundo a proposta oficial. Em 1979, é formada a Comissão pela Criação do Parque Yanomâmi (CCPY), presidida pela fotógrafa suíça (embora o nome soe estranho para suíça, esta nacionalidade é significativa, como veremos). Em julho do mesmo ano, a CCPY apresenta proposta para a criação do Parque Yanomâmi, pedindo ao governo nada menos que 5,5 milhões de hectares, em Roraima e na Amazônia.
Em setembro de 1979, a CCPY assume a responsabilidade de dirigir a política indígena na região. A Funai contrata para atuar na área ianomâmi Kenneth Taylor, antropólogo norte-americano que incentiva a criação de reservas. Em 1980, a mesma entidade cria um grupo de trabalho para reestudar a área ianomâmi, com a participação de Cláudia Andujar, que analisa a proposta oficial ilhas e da CCPY -área contínua. É aprovada no entanto uma terceira proposta, que implica o bloqueio de nada menos que nove milhões de hectares.
"Para aumentar as reservas", diz Losekan, "a Funai sempre alegou a descoberta de malocas nos pontos mais distantes da Amazônia. Mas, segundo os geólogos, coincidência ou não, na última expansão nos limites da reserva ianomâmi, por exemplo, foram parar em cima de três reservas minerais: ouro, fosfato e cassiterita".
Não bastasse missionários e antropólogos estrangeiros estarem cortando o país em pedaços, sob o olhar conivente de Brasília, o Christian Church World Council produziu um documento revelador da arrogância européia em relação à América Latina, publicado na revista "Afinal" (11/04/80). Em julho de 81, em Genebra -não por acaso Andujar tem passaporte suíço- a entidade organiza o "1º Simpósio Mundial sobre Divergências Inter-étnicas na América do Sul". O movimento é liderado pelo Comité Internacional de la Défense de l’Amazonie, Inter-American Indian Institute, International Ethnical Survival, International Cultural Survival, Workgroup for Indigenous Affairs e Berna-Geneve Ethnical Institute.
O encontro elabora diretrizes específicas para a Venezuela, Colômbia, Peru, Brasil e demais países da América do Sul. O documento dirigido às organizações missionárias no Brasil intitulado "Diretrizes Brasil nº 4 - Ano 0", examina o conceito de Amazônia Total, "cuja maior área fica no Brasil, mas compreendendo também parte dos territórios venezuelano, colombiano e peruano".
Os participantes do simpósio a consideram patrimônio da humanidade. "A posse dessa imensa área pelos países mencionados é meramente circunstancial, não só por decisão de todos os organismos presentes ao Simpósio como também por decisão filosófica dos mais de mil membros que compõem os Conselhos de Defesa dos Índios e do Meio Ambiente".
Ou seja, um grupo de europeus e norte-americanos decide, na Suíça, que os seres que habitam a Amazônia são patrimônio da humanidade "e não patrimônio dos países cujos territórios, pretensamente, dizem lhes pertencer". Imbuem-se do dever de impedir em qualquer caso "a agressão contra toda a área amazônica, quando essa se caracterizar pela construção de estradas, campos de pouso, principalmente quando destinados a atividades de garimpo, barragens de qualquer tipo ou tamanho, obras de fronteira, civis ou militares, tais como quartéis, estradas, limpeza de faixas, campos de pouso militares e outros que signifiquem a tentativa de modificações ou do que a civilização chama de progresso".
Tornam-se assim claras as motivações das ONGS na luta contra qualquer tentativa de exploração econômica da Amazônia por parte do governo brasileiro. Em 1991, oito senadores norte-americanos entre eles Al Gore, o atual vice-presidente dos EUA, enviaram carta ao presidente George Bush, pedindo que o governo americano pressione o governo brasileiro para demarcar o Parque Ianomâmi.
Ainda no mesmo ano, ao voltar dos Estados Unidos, Fernando Collor de Mello, através de um decreto sem número, torna sem efeito a demarcação administrativa das "ilhas", vai a Surucucus e dinamita várias pistas de garimpo.
As entidades reunidas em Genebra atribuem-se ainda o dever de "manter a floresta amazônica e os seres que nela vivem, como os índios, os animais silvestres e os elementos ecológicos, no estado em que a natureza os deixou antes da chegada dos europeus. Para tanto, é nosso dever evitar a formação de pastagens, fazendas, plantações e culturas de qualquer tipo que possam ser consideradas como agressão ao meio".
O documento reivindica uma forma jurídica para tais áreas, incluindo a propriedade da terra, "que deverá compreender o solo, o subsolo e tudo que neles existir, tanto em forma de recursos naturais renováveis como não-renováveis. É nosso dever preservar e evitar, em caráter de urgência, até que as novas nações estejam estruturadas, ações de mineração, garimpagem, construção de estradas, formação de vilas, fazendas, plantações de qualquer natureza".
Outro item da declaração é bastante esclarecedor: "É nosso dever conseguir o mais rápido possível emendas constitucionais no Brasil, Venezuela e Colômbia, para que os objetivos destas diretrizes sejam garantidas por preceitos constitucionais". Adiante: "É nosso dever garantir a preservação do território da Amazônia e de seus habitantes aborígenes, para o seu desfrute pelas grandes civilizações européias, cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico".
Para o cumprimento destas diretrizes, deve-se angariar o apoio de "pessoas ilustres, como é o caso de Gilberto Freyre no Brasil, bem como principalmente entre políticos, sociólogos, antropólogos, geólogos, autoridades governamentais, indigenistas e outros de importante influência, como é o caso de jornalistas e seus veículos de imprensa".
Tempera-se tudo isto com uma boa dose de luta de classes. Deve-se alfabetizar os povos indígenas em suas línguas maternas, "incutindo-lhes coragem, determinação, audácia, valentia e até um pouco de espírito agressivo, para que aprendam a defender os seus direitos, é preciso levar em consideração que os indígenas desses países são apáticos, subnutridos e preguiçosos. É preciso que eles vejam o homem branco como um inimigo permanente, não somente dele, índio, mas também do sistema ecológico da Amazônia. É preciso despertar algum orgulho que o índio tenha dentro de si. É preciso que o índio veja e tenha consciência de que o missionário é a única salvação".
Nada melhor que uma boa dose de racismo, como combustível para acelerar a luta de classes: "É preciso insistir no conceito de etnia, para que desse modo seja despertado o instinto natural de segregação, do orgulho de pertencer a uma nobreza étnica, da consciência de ser melhor que o homem branco".
Na hora de mapear as nações dos indígenas, deve-se maximizar as áreas, "sempre pedindo três ou quatro vezes mais, sempre reivindicando a devolução da terra do índio, pois tudo pertencia a ele". E, para que não haja dúvidas sobre o objetivo maior desta "defesa" das minorias étnicas: "Dentro dos territórios dos índios deverão permanecer todos os recursos que provoquem o desmatamento, buracos, a presença de máquinas pertencentes ao homem branco. Dentre esses recursos, os mais importantes são riquezas minerais que devem ser consideradas como reservas estratégicas das nações, a serem exploradas oportunamente".
Em 1987, este documento passou pelas mãos do presidente José Sarney e de seus ministros militares. Brasília deve tê-lo considerado como uma espécie de inocente "war game", pois nenhum dos agentes da desintegração territorial do Brasil foi expulso do país, embora autoridades civis e militares há muito venham emitindo alertas sobre este risco.
Em 91, Jarbas Passarinho, então ministro da Justiça, denunciava no "Jornal do Brasil" a entrada de missões religiosas na Amazônia que, com o pretexto de preservar a população indígena, promoviam a internacionalização da região. "Já foi localizado um padre que, ao invés da Bíblia, carregava uma magnetômetro", disse Passarinho.
Não bastasse esta troca de um instrumento de dominação antigo por outro mais moderno, na década de 70, chega a Roraima o bispo italiano Aldo Mongiani, da Ordem Missionária da Consolata. Adepto da sedizente Teologia da Libertação, dom Aldo vinha de Moçambique, onde trabalhava dando apoio à guerrilha de esquerda.
Começaram então os conflitos entre índios e brancos em Roraima, onde ocorreria, em 1993, segundo a Funai, o famoso massacre que não houve, a "chacina dos ianômamis".
Em maio de 93, o bispo italiano oferece recursos internacionais, inclusive da Itália, ao então ministro da Justiça, Maurício Corrêa, para a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol. Em vez das etnias macuxi, ingaricó e lauperang, leia-se ouro e diamante. Corrêa: "Eu não aceitei a proposta de dom Aldo", disse.
Resumo da ópera: a "Res Publica Christiana" européia planeja uma república teocrática na América do Sul, construída pelos cleros europeus e norte-americano, cortando territórios do Brasil, Peru, Colômbia e Guiana. A hipótese pode parecer literatura de antecipação. Mas o projeto está no papel há mais de década. Capital estrangeiro e militantes para tocá-lo adiante é o que não falta. Dom Aldo Mongiano, o bispo corrido de Moçambique, tem gordas contas em bancos no exterior para construir sua teocracia.
Se Brasília não tomar uma atitude imediata, o mais rico subsolo da América Latina ficará em posse não dos indígenas, mera massa de manobra do clero cristão, e sim dos Estados Unidos e países europeus.

Janer Cristaldo
Especial para a Folha de São Paulo

Anônimo disse...

O Conselho Indigenista Missionário é financiado pela mesma oligarquia financeira internacional que quer dominar um estado independente,na fatia do Brasil - Ianomami + Raposa - onde estão as jazidas mirerais mais ricas do planeta (ainda inexploradas), incluindo o niobio.
Já levaram indios para estudar fora do Brasil, que falam e até acompanham ritos religiosos neste idioma.
A imprensa brasileira vai se posicionar fortemente quando se consolidar a entrega, que os petistas defendem, sob proteção da ONU.
Roraima sabe disso! Uns poucos brasileiros sabem disso. O resto, vai votar no pt para garantir o bolsa família.

Anônimo disse...

ONG´s transformam em moda pedir ajuda na Europa a índios brasileiros

Da Redação




A campanha a favor da demarcação de terras indígenas no Mato Grosso do Sul está chegando à Europa. Cópias de um abaixo-assinado intitulado Basta de Genocídio: Pela Terra e Vida do Povo Kaiowá Guarani já começaram a circular na Espanha e devem chegar logo a outros países europeus.

Com o apoio do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e de ONGs, o documento já corre o Brasil e outros países da América Latina. Ele deve ser entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro.

O texto enfatiza que \"a voracidade da monocultura do agronegócio\" provocou o confinamento de 40 mil índios guaranis numa área de 20 mil hectares, em péssimas condições de vida. Citando casos de mortes de crianças por desnutrição, suicídios entre jovens e homicídio nas áreas indígenas, o texto conclui que existe \"um quadro de genocídio\" na região.

O documento lembra que o Brasil é signatário da Declaração dos Direitos Indígenas da ONU e da Convenção 169 da OIT, mas não cumpre os termos desses acordos.

Os índios e as ONGs também vão fazer uma campanha de esclarecimento entre a população do Estado. Seria uma forma de se opor ao \"ódio contra os povos indígenas\" que estaria sendo estimulado por \"setores políticos e econômicos\".

Por conta de desgoverno, a coisa esta virando cabaré.

Anônimo disse...

A conquista Espanhola da América:

O sangrento massacre de uma civização

(...)Os espanhóis entravam nas vilas,burgos e aldeias não poupando nem as crianças e velhos, nem mulheres grávidas e parturientes e lhes abriam o ventre e faziam em pedaços(...)sempre matando, incendiando queimando, torrando índios e lançando-os aos cães(...) e assasinaram tantas nações que muitos idiomas chegaram a desaparecer por não haver ficado quem os falasse(...) e no etanto ali teriam podido viver como num paraíso terrestre, se disso não tivessem sido indignos...

Livro: O paraíso destruído
Autor: Frei Bartolomé de Las Casas

A sangrenta história da conquista da América espanhola

PS. é duro, né? e índio brasileiro vai a Europa tipo marionete subservir a interesses desses mesmos europeus.