segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Brasil entra de gaiato na batalha oculta da Oligarquia Globalitária para impedir que a Itália abandone o Euro

Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

O Brasil está no meio de uma oculta guerra de interesses econômicos entre a França e a Itália. Na verdade, o conflito é patrocinado pela Oligarquia Financeira Transnacional que usa os políticos como marionetes para manter a situação vigente e obter sempre o que deseja: poder. As confusões diplomáticas do Caso Battisti servem de mera encenação para impedir um duro golpe político-econômico contra a União Européia: o risco de os italianos romperem com o tratado do Euro.

Silenciosamente, os italianos defendem a tese de que as economias nacionais, dependentes das decisões do bloco, ficam mais fragilizadas em crises como a atual. Caso a Itália reveja sua adesão à moeda única será o mais duro golpe contra o modelo multilateral defendido pela Oligarquia Financeira Transnacional – que é a patrocinadora do Euro e da União Européia. Por isso a Itália virou alvo de “ataques” políticos, diplomáticos ou econômicos.

Uma das mais sérias ofensivas contra os italianos foi a possibilidade de a Itália ser alijada do G-7, junto com o Canadá, para a entrada no clube dos sete mais ricos de Brasil, China, ìndia e Rússia. Tal proposta já foi defendida por um dos expoentes da Oligarquia Financeira Transnacional: Mohamed El-Erian, diretor-executivo da Pimco, uma das maiores administradoras de recursos do mundo globalitário em crise induzida.

A defesa dos franceses para que o Brasil confirme o asilo político ao terrorista Cesare Battisti foi um mero teatrinho para confundir os italianos e gerar mais oposição contra o presidente Giorgio Napolitano e o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi. O chefão Lula está sendo usado na briga alimentada pela radicalização ideológica do ministro da Justiça Tarso Genro, que alegou “fundado temor de perseguição por opinião política” para proteger o escritor Cesare Battisti.

O direito de negar

A primeira-dama da França, Carla Bruni, negou ontem ter pedido ao governo brasileiro que não extraditasse o terrorista italiano Cesar Battisti.

Em programa de TV da RAI na Itália, a cantora e ex-modelo francesa jurou ter ficado "surpresa" com as especulações de que tenha interferido na questão:

Nunca ousaria fazer algo assim. Primeiro porque não é minha ideologia. Nunca tentei defender Cesare Battisti. A esposa do presidente da República jamais iria falar com Lula sobre algo que nada tem a ver com a França”.

Antecedentes

A primeira-dama francesa já enfrentou críticas por sua simpatia para com a ex-guerrilheira das Brigadas Vermelhas Marina Petrella.

Quando o governo francês recusou a extradição de Petrella no ano passado, Bruni foi pessoalmente ao hospital em que ela estava internada dar-lhe a notícia.

Já Battisti, antes de se refugiar no Brasil, ficou exilado na França.

O italiano foi condenado à prisão perpétua por sua participação em quatro homicídios quando fazia parte do grupo guerrilheiro Proletários Armados pelo Comunismo (cuja sigla é PAC).

Novo ataque

O subsercretário de Relações Exteriores da Itália, Alfredo Mantica, acusa o presidente francês Nicolas Sarkozy e sua bela esposa Carla Bruni de terem pressionado o Brasil a conceder status de refugiado a Cesare Battisti.

Mantica adverte que o caso “abre uma fratura muito grande entre os dois países, e a carta enviada por Lula ao governo italiano é ofensiva ao povo de lá”.

Lula deveria tomar cuidado, porque sua mulher Marisa Letícia e os filhos dela são cidadãos ítalo-brasileiros e podem precisar, um dia, de algum favor dos italianos...

No Fórum Mundial de Juízes...

Em Belém do Pará, o do juiz e Procurador da República em Roma Giancarlo Capaldo, reclamou que a concessão de refúgio ao escritor italiano Cesare Battisti pode ser comparada à falta de colaboração da Justiça brasileira com a investigação sobre o desaparecimento de cidadãos italianos durante a Operação Condor:

Ele foi condenado na Itália com todas as garantias constitucionais. O processo garantiu 100% de legalidade, ele pode se defender. É injusto que uma pessoa seja tutelada por outro Estado para não pagar por crimes que cometeu. Foram atrocidades contra o Estado e contras as pessoas”.

Giancarlo Capaldo é conhecido pela defesa de presos políticos italianos na América do Sul.

A turma revanchista próxima a Lula adorou a declaração do magistrado italiano...

Leia, abaixo, as Rapidinhas Políticas e, mais abaixo, as Rapidinhas Econômicas

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Janeiro de 2009.

2 comentários:

Anônimo disse...

As tramas de bastidores em alto nível, os blefes dos controladores financeiros, excluem figuras como esta que muitos pensam comandar o governo brasileiro. A boiada brasileira é estocada e reage seguindo o carro na direção que os ricos indicam. O boi de canga chefe obedece e recebe afagos e rações extras de capim verdinho.

Unknown disse...

Na boa...nosso presidente Barbudo Nove Dedos Lulla escória petista de merda não passa de um cachorrinho na mão dos outros....E quanto à essa estória de não extraditar o terrorista italiano, ele faz isso porquê tem medo de que um dia o povo daqui vai acordar e caçá-lo como o animal que ele é....e nessa brincadeira é bom ir pra um país que não vai extraditá-lo tbem....coisas de petista fdp....