quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Diversão e diversionismo

Edição de Artigos de Quarta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Arlindo Montenegro

Na grande festa da esquerda mundial reunida no Pará, fala-se de cidadania planetária em contraposição ao globalitarismo econômico, como se o mundo não fosse extremamente diversificado: religiões, costumes, culturas, interesses locais específicos, abusos de toda natureza contra o bicho homem, xenofobia, formas de estado; como se a economia não fosse resultante do trabalho em busca do bem estar, como se os controladores financeiros não fossem os verdadeiros beneficiários de todos estes movimentos que, são financiados por eles e objetivam apenas mudar o foco de atenção sobre o processo de dominação totalitária.

Fala-se na carta de princípios que o “Fórum Social Mundial é um espaço aberto de encontro para (...) o debate democrático de idéias, a formulação de propostas”, “um espaço plural e diversificado, não confessional, não governamental e não partidário”, isto é, apolítico. Será?

”(...) é um processo de caráter mundial. Todos os encontros (...) têm dimensão internacional.” (...) “contrapõem-se à globalização comandada pelas grandes corporações multinacionais e pelos governos e instituições internacionais a serviço de seus interesses, com a cumplicidade de governos nacionais. “

Os pontos 6 e 7, deixam inferir outro aspecto da natureza submersa desta organização globálitaria financiada por governos e organizações dependentes dos controladores financeiros do globalitarismo econômico. Um espaço livre onde os que pagam a festa vão colher informações sobre as organizações de esquerda e suas articulações com outros movimentos.

Um espaço para observar a ingenuidade, a paixão irrefletida, o romantismo e a desinformação da juventude. Para mapear onde e como os donos do mundo vão poder explorar, financiando e direcionando as oposições radicais e até a rede do comércio de drogas que financiam o terrorismo e, em última instância, associam-se aos traficantes de armas e diversas máfias do banditismo internacional.

De posse desses dados vão planejar a manipulação destes movimentos: planejar as novas guerras, crises, protestos violentos e todo o arsenal historicamente utilizado para perturbar e amedrontar as populações, reduzindo as liberdades. ”Não deverão participar do Fórum representações partidárias nem organizações militares.” Que mentira irônica!

Dizem orientar-se para “centrar a atividade econômica e a ação política no atendimento das necessidades do ser humano e no respeito à natureza, no presente e para as futuras gerações. (...) tanto na esfera da vida pública como da vida privada...” Taí! Os apolíticos confessam com todas as letras o objetivo de interferir na vida política, pública e privada! Dizem ainda articular-se contra o neoliberalismo e empenhar-se na construção de uma sociedade planetária. Dirigida por quem? Com que modelo econômico?

Proclamam que "um outro mundo é possível". Estamos de acordo. Mas as alternativas deveriam contemplar soluções alternativas à organização econômica e política marxista. No final das contas, no frigir dos ovos, esta é uma metodologia que não atende – como a história tem comprovado – os anseios diferentes dos grupos de pessoas sobreviventes no planeta.

Como está provado o conteúdo objetivo na cabeça dos poderosos, sejam capitalistas ou marxistas e o mesmo: dominação, submissão total, pensamento e ação a serviço do Estado controlador. O FSM objetiva a internacionalização econômica ou cultural. Seus movimentos são financiados em ultima instância pelos institutos, governos e bancos dependentes de Davos.

Seus jovens participantes são objetos úteis, cruzados a serviço da destruição e anulação de diferentes culturas, pensamentos, crenças, comportamentos, escolhas e decisões locais. Ampliam os alicerces dos currais de pessoas miseráveis a serviço de minorias opulentas. Desvalorizam as crenças, a família e acenam com o retorno ao tempo das cavernas. Repetição programada para resultados já conhecidos pelos que conhecem a historia da humanidade.

Na relação de organizadores e facilitadores deste encontro global estão listados (CUT, UNE, MST, FARC...) não há nenhuma organização “conservadora”, ou de “direita”. Se o evento fosse organizado por "democratas", os antagonistas estariam presentes, massivamente! Entre os financiadores (apolíticos!) estão Caixa Econômica, Banco do Brasil, Petrobrás, Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, Governo (petista) do Pará, Governo (petista) Federal.

Os governantes, ministros, políticos, professores e conferencistas convidados são todos identificados com partidos e ideologias socializantes, mais ou menos radicais, todos defensores da violência de guerrilheiros, terroristas e produtores de cocaína, maconha, ópio... Todos comovidos com a humanidade de bandidos qualquer laia, contra a humanidade de trabalhadores contribuintes, crianças, famílias tradicionalmente nunca ouvidas, tratadas como estatística, dependentes, mão de obra de reserva.

LuLu vai levar 12 ministros e as ongs que deviam prestar contas já estão todas liberadas para receber mais doações. Sob este aspecto, “nada de novo na face da terra”. Bush, Barak, LuLu, Chavez, Elizabeth, Putim... são como rótulos de uma mesma cervejaria. Nas garrafas, o conteúdo é igual, similar, pouco diferente: preta ou loira gelada.

A propaganda escolhe e o sujeito enfia goela abaixo. Quando não tem gelo vai quente mesmo. Quando o nome é trocado, engole-se o conteúdo, quente ou frio, sempre com mesmo. O gosto pode ser mais ou menos amargo dependendo da origem da água, se é das geleiras nórdicas ou de fontes tropicais.

Que alternativas conhecemos? Sabemos o que queremos? Temos algum líder confiável neste panorama pernicioso? Se alguém tem fé, é bom lembrar que: a fé, sem as obras é morta. É bom lembrar que, quem cala consente e que de grão em grão a galinha enche o papo.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

5 comentários:

Anônimo disse...

Daqui há pouco essa gente começará a usar drogas como os hippies dos anos 70.

Anônimo disse...

Índios ocupam prédio da Funai e mantêm administrador refém


Os índios armaram-se com arcos, flechas e burdunas (pedaços de madeira)


VANESSA LIMA

Cerca de 200 índios contrários à demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol em área contínua invadiram na tarde de ontem a sede da Fundação Nacional do Índio (Funai) e fizeram refém Petrônio Laranjeira, administrador substituto do órgão.

Os indígenas são ligados à Sociedade de Defesa dos Índios Unidos do Norte de Roraima (Sodiurr), que defende a convivência de índios e não-índios na reserva, além da permanência dos arrozeiros.

Há uma semana o grupo está acampado na Praça do Centro Cívico, pleiteando uma audiência com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que devem dar a palavra final em fevereiro quanto à legalidade da demarcação.

Eles chegaram ao prédio da Funai por volta das 15h30, em ônibus. Estavam armados com arcos, flechas e burdunas (pedaços de madeira). Ao tomar o prédio, eles esvaziaram as salas, mas mantiveram Laranjeira em cárcere privado por seis horas. A ideia era encarcerar o administrador Gonçalo Teixeira, que está de férias.

Logo que chegaram, os indígenas impuseram suas condições. Exigiram que o administrador substituto entrasse em contato com a presidência da Funai, em Brasília, e informasse a situação de invasão. Ao mesmo tempo, condicionaram a liberdade de Laranjeira a 60 passagens áreas com destino à Capital Federal.

“Estamos insatisfeitos com os votos dos ministros do Supremo. Só sairemos daqui [Funai] depois que recebermos nossas passagens. O nosso povo está sofrendo e estamos em busca dos nossos direitos”, disse o presidente da Sodiurr, o índio macuxi Sílvio da Silva, por telefone a servidores da Funai, em Brasília.

Com autorização dos índios, a imprensa entrou no prédio e conversou com Laranjeira. Tentando manter a tranquilidade, ele disse aos jornalistas e aos cerca de 30 índios que o vigiavam em sua sala - inclusive armados com arco e flecha – que a Funai não tem como atender ao pedido de imediato por uma questão orçamentária.

Foto:Charles Bispo

Cerca de 50 policiais atuaram na solução do caso


Polícia Federal cercou o prédio durante negociações

Aproximadamente uma hora depois da invasão, cerca de cinquenta policiais federais, entre agentes da Operação Upatakon III e da Superintendência Regional da PF e vinte soldados da Força Nacional de Segurança chegaram ao local. O Corpo de Bombeiro foi chamado para atuar em qualquer imprevisto. Havia viaturas do Resgate Urbano a Acidentados (RUA) e caminhões de busca e salvamento.

Os policiais portavam equipamentos letais e não letais e estavam com materiais de controle de distúrbio – capacetes, escudos e bastões. Eles isolaram o local, afastaram os curiosos e tentaram dialogar com os índios em vários momentos.

Os indígenas entoaram cânticos e danças tradicionais, fixaram faixas pedindo ao Governo Federal solução para o impasse e trouxeram caixões de madeira para lembrar a morte de crianças indígenas por falta de políticas públicas.

Impedidos de entrar no prédio, os responsáveis pela operação, os delegados Marco Ronquem e Nelson Kneip, em todo momento estabeleceram diálogo com os manifestantes. Informaram a eles que estavam cometendo crimes de invasão a prédio público e cárcere privado.

O delegado Ronquem foi autorizado a entrar no prédio para levar um remédio para o administrador substituto, que sofre de problemas cardíacos e passava mal. Aproveitando a presença do delegado, os indígenas redigiram um documento com todas suas reivindicações.

Depois de seis horas de negociação intensa, Petrônio Laranjeira foi liberado por volta das 22h, acompanhado de policiais. Emocionado, ele foi recebido por familiares e não quis falar com a imprensa. Ele aparentava cansaço e disse que estava se sentindo mal. Por estar com a pressão alta, o administrador substituto recebeu atendimento em uma ambulância do Resgate Urbano a Acidentados (RUA) e depois foi levado para o hospital.

Aflitos, familiares do administrador acompanharam a manifestação

Durante todo o tempo em que o administrador substituto esteve em cárcere privado, filhos, esposa e amigos de Petrônio Laranjeira acompanhavam as negociações entre a polícia e os índios para a sua liberação.

“Estamos muito preocupados com ele. Se pudéssemos, faríamos algo para conter essa invasão. Não entendemos, eles tiveram tanto tempo para resolver isso, porque só agora vão fazer essa invasão, só agora que vão querer fazer reféns para que suas vontades sejam atendidas?”, lamentou Fábio Barbosa, filho de Laranjeira.

OUTROS FATOS – Dois motoqueiros foram abordados ao tentar furar o bloqueio feito pela PF em torno da sede da Funai. O dono de uma das motos tinha placa fria e ao ser identificado como assaltante, foi preso pela Polícia Militar. O outro estava fugindo do bloqueio da PM quando se deparou com o isolamento da PF. O condutor foi levado para averiguação.

Índios mantêm invasão por prazo indeterminado

Mesmo com a liberação de Petrônio Laranjeira, os indígenas continuam ocupando parte do interior da Funai. A sede permanecerá fechada até o impasse ser resolvido.

De acordo com o superintende em exercício da Polícia Federal, Hebert Gasparine de Magalhães, que comandou as negociações, a operação foi considerada um sucesso.

“As negociações terminaram com a liberação do refém, não tem mais nenhum servidor da Funai no prédio. Mas as lideranças continuam no local e logo mais iremos recomeçar as negociações para tratar dessa permanência”, disse.

Ainda segundo informações, um documento foi redigido pelos indígenas onde constam pedidos de passagens e hospedagem em Brasília, além de audiências com o presidente do Supremo, o ministro Gilmar Mendes; com o ministro da Justiça Tarso Genro e com o presidente Luís Inácio Lula da Silva. A pauta foi encaminhada para a Casa Civil da Presidência da República e para a presidência da Funai.

Além dos pedidos feitos através do documento, Gasparine afirma que os manifestantes pedem apoio para que as reivindicações contrárias à demarcação em área contínua sejam levadas ao Supremo, alegando que apenas o Conselho Indígena de Roraima (Cir) é amparado pela Funai.

“Viemos para cobrar nossos direitos, fechamos aqui [Funai] para chamar a atenção porque isso era necessário. Estamos revoltados e não aceitamos essa demarcação. Foi feita uma negociação, e se não houvesse esse acordo não liberaríamos ele [Laranjeira]. Enquanto não houver a decisão para irmos até Brasília ficaremos na sede”, garantiu Sílvio da Silva.
fonte: folhabv.com.br

Anônimo disse...

RAPOSA SERRA DO SOL
Quartiero diz que não desistiu da luta contra homologação contínua


Fonte: a A A A

Foto:


Quartiero diz que não tem perspectivas para produção em Roraima este ano WILLAME SOUSA

O rizicultor Paulo César Quartiero disse, em entrevista ao programa Agenda da Semana, da Rádio Folha (AM 1020), apresentado na manhã de ontem pelo administrador Marcelo Nunes, que apesar das pretensões de plantar na Venezuela, não desistiu de lutar contra a homologação em forma contínua da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol.

“Não desistiremos nunca, simplesmente, estamos procurando uma válvula de escape para não termos que paralisar totalmente a nossa produção”, afirma. Quartiero informou, no início da semana, que foi convidado pelo governo venezuelano para produzir alimentos no país vizinho e este foi o foco da entrevista.

Segundo ele, esta não é a primeira vez que a Venezuela convida produtores do estado para plantar, porém, devido ao momento vivido pelos grandes agricultores instalados na Raposa Serra do Sol, o convite está sendo analisado e tudo indica que, a exemplo do que ocorreu com outros produtores, o empresário plantará naquela região. Contudo, há outros fatores que contribuem para tal decisão.

“Devido a esta situação, se tornou quase que impossível produzir em Roraima. Nós tivemos contato com o Ministério da Segurança Alimentar da Venezuela. Há uma preocupação, porque aquele país não é um produtor de alimentos. Caso haja um bloqueio americano, a segurança alimentar de lá pode ser comprometida. Então, o governo venezuelano tem planos de produzir os alimentos indispensáveis à manutenção da vida da população”, diz, reafirmando que cultivará milho e soja, que são a base alimentar do povo do país vizinho.

A expectativa é que, em junho, período chuvoso na Venezuela, seja iniciado os plantios. Para isto, Quartiero já visitou o Vale de la Páscoa e Maturim, que são regiões propícias à agricultura e que tem o objetivo de fazer uma nova visita àquele país.

Questionado sobre quais as perspectivas para produção dele este ano em Roraima, Quartiero disse não ser possível responder, embora diga que não está abandonando a causa pela qual luta desde a homologação da terra indígena. “Vamos continuar a plantar. O fato de irmos para Venezuela não significa que desistimos de Roraima”, esclarece.

Porém, ele diz que a luta para não ‘perder a Amazônia’ não deve se limitar a um grupo reduzido de pessoas. Quartiero acrescenta ainda que o Brasil está perdendo a maior floresta tropical do mundo em virtude das políticas adotadas nos últimos anos, com homologações de terras indígenas e destinações de grandes áreas à proteção ambiental. Por isso, a necessidade de reverter a situação da Raposa Serra do Sol, algo no qual o produtor afirmar ainda ser possível, é essencial.

“A questão tem que necessariamente ser revertida. Estão tirando todas as possibilidades das pessoas sobreviverem economicamente e de produzir na Amazônia. Isto dará duas alternativas ao cidadão, ou ele vai ser extinto ou vai embora. A Amazônia estará perdida se não houver reação”, opina.

Anônimo disse...

Essa gente vai acabar se enchendo de LSD, tal qual os "hippies" fizeram no passado.

Anônimo disse...

A tchurma se diverte e os chefes traçam os planos. No fim a galera aplaude e os militantes vão cumprir as palavras de ordem.