domingo, 4 de janeiro de 2009

Estado Capimunista, coveiro da liberdade

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Arlindo Montenegro

À primeira vista, as Leis parecem atentar para a igualdade e reciprocidade no trato com os cidadãos. Mas as pessoas são diferentes, pensam diferente. Assim o que é bom para uns, não serve para outros. E os conceitos de justiça e liberdade vão tomando a forma que os poderosos desejam. Os modelos institucionais conhecidos concentram a formulação de leis e normas nas mãos de uns poucos.

Feridas e cicatrizes de traumas como a tortura física e mental circunstancial são curadas ou amenizadas com o passar do tempo. Mas os traumas da violência cotidiana, os medos e dúvidas, a falta de fé no ser humano que o ambiente proporciona a cada pessoa, instala frustrações e dores tão mais profundas e permanentes que as feridas materiais.

Anulam a capacidade de pensar. E nesta guerra permanente em que todos sobrevivemos, as sujeiras cotidianas superam a sujeira de todas as guerras. O estado assumiu o controle dos cidadãos em cada município mais distante.

Financiado pelos que se apoderaram do controle de toda a riqueza produzida pelo engenho e pelo trabalho humano, indica que antes de acreditar na proteção das instituições, devem os mortais comuns confiar no poder de um político, de um partido ou de um grupo de narcotraficantes mais bem armados que as forças policiais.

As verdadeiras intenções dos que se dizem democratas ou comunistas, permanecem esotéricas ou mal assimiladas. O norte, o porto seguro, não fica claro em nenhum momento. Formam-se galeras, torcidas, ativistas treinados para distorcer os fatos e preservar o culto à mentira.

As pessoas pensam em trabalho e felicidade, bem estar e ambiente harmônico para a criação dos filhos. São encurraladas em ilhas da violência. Impedidas de viver de outro modo. E a propaganda, instrumento de manutenção do poder faz acreditar na condução de uma política humanista, indulgente, principalmente para com os criminosos ou para com iludidas e confundidas minorias pagas com cestas básicas para sobreviver miseráveis. Educação e instrumentos de trabalho são negados. É a ideologia semeada entre os crédulos.

O estado reúne a maior renca de criminosos, até prova em contrário, exime-se da responsabilidade que tem sobre o extermínio de toda uma juventude sem escolhas, sem oportunidades, sem educação, sem perspectivas de futuro, sem família, sem valores. O estado divulga a crença numa genética do crime, explorada pelo tráfico de drogas e a baderna. Omite que guarda em seu próprio seio os controladores deste comércio bestial.

O estado e sua máquina de economia perversa, proclama um novo Brasil – já viram a propaganda na tv? Os brasileiros nestas últimas gerações foram empurrados para os currais do “não pensar”. São induzidos para praticar a esperteza contra a honra, como indivíduos isolados e sem rumo, nadando contra a maré da violência, presas fáceis de qualquer solução lotérica ou discurso populista.

Acima dos radicais extremistas no comando deste desgoverno, que desejam uma solução institucional de ditadura totalitária, estão controladores desconhecidos pelos brasileiros. É muito remota e até improvável a idéia de que o mundo globalizado suporte a instalação de ditaduras tão cruéis como as começaram a fingir amenidades após a queda do muro de Berlim.

O estado e a ideologia do poder, de direita ou de esquerda, parecem reunir pessoas em situação permanente de alucinação, criando mitos para livrar-se da responsabilidade. Isto com a ajuda da imprensa “livre”! Com a ajuda dos vícios plantados nos três poderes, principalmente no parlamento mantido no cabresto e nas prefeituras, que longe de atuar como células vivas da nação, dependem das transfusões de sangue da federação de mentira.

Como se pode conviver com governantes que repetem lugares comuns à propaganda, ouvindo somente a própria voz, surdos para a argumentação geral e bloqueados para a autocrítica e para as reformas que possam restabelecer a força dos municípios, a força de uma federação de verdade?

Surdez parece ser uma doença endêmica entre os políticos de direita ou de esquerda. Enquanto isto, as populações como gado, são conduzidas a aplaudir seus ídolos, arriscar a sorte nas loterias, cair na farra e seguir para os redutos da impotência e do conformismo, os campos do deixa pra lá... fazer o quê?

É hora de pensar Brasil e iniciar a mobilização massiva para o aprimoramento institucional. Esta é uma ação de cidadania positiva é urgente.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

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