sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Inteligência das Forças Armadas denuncia que ações marginais no RJ são treinamento de terror revolucionário

Edição de Sexta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Em relatórios e comunicados reservados A1A (informação precisa, de fonte altamente qualificada), os serviços de inteligência das Forças Armadas, advertem que ações terroristas, com objetivos de ensaio para futuros movimentos revolucionários, são os verdadeiros objetivos das recentes ações armadas de traficantes no Rio de Janeiro. Análises de Inteligência avaliam que os incêndios a ônibus, arrastões e “bondes” (comboios de veículos roubados) para assaltos simples, contra a população carente, são instrumentos de terror psicossocial.

A doutrina sobre o funcionamento do crime organizado é bem clara. A narcoguerrilha, as milícias e as máfias, que são atividades criminosas financiadas e auto-financiáveis, formam o que se chama de “Aparelho Terrorista”. Essas chamadas “Forças Subterrâneas”, também conhecidas doutrinariamente como “Quarto Elemento” promovem ações de guerrilha em regiões urbanas ou rurais.

Atrás das atividades criminosas, se escondem grupos ideológicos que defendem os nobres princípios da “Justiça e Paz”. Não por coincidência, "Justiça e Paz" é o slogan do Comando Vermelho e do Primeiro Comando da Capital – facções criminosas, bem organizadas administrativamente, no Rio de Janeiro e São Paulo.

Ontem, em ação típica de treinamento de guerrilha urbana, com objetivo de gerar terror, mais de 50 pessoas foram vítimas de arrastão que durou 16 hora e meia na Zona Norte do Rio de Janeiro. Três homens armados, num Corsa prata, percorreram pelo menos três bairros, aterrorizando pedestres. O arrastão começou às 15h de quarta-feira e só terminou às 7h30m de quinta-feira, quando os bandidos foram finalmente avistados por PMs na Rua Diamante, em Rocha Miranda.

Houve perseguição e troca de tiros. Após o carro derrapar e rodar duas vezes, os ladrões foram presos. O trio roubou, entre outros itens, celulares, documentos, dinheiro, roupas, Bíblias, biscoitos e até uma marmita. A ação dos marginais não foi meramente criminosa. Tinha claras intenções de efeito psicossocial, para que a população se sinta refém absoluta da face armada do crime organizado.

Os serviços de inteligência do Exército e da Marinha infiltraram agentes no movimento dos marginais do Rio de Janeiro, e acompanham, de perto, o que acontece. A Agência Brasileira de Inteligência emitirá um relatório em breve sobre a situação. Mas o teor do documento ficará guardado a sete chaves no Palácio do Planalto, onde os ex-participantes da luta armada detestam comentar a atuação dos atuais companheiros insuflados pelos Comandos Vermelhos e PCCs da vida.

Denúncia

Em Davos, onde participa como ilustre convidado do Fórum Econômico Mundial, o governador Sérgio Cabral denunciou ontem que traficantes montaram "uma estratégia para gerar o vício do crack na meninada das favelas".

Segundo ele, os criminosos passaram a agir dessa forma porque o crack é uma droga mais barata:

"O crack é uma droga assassina. Está matando crianças e adolescentes. Foram criminosos de outros estados que trouxeram este consumo para o Rio de Janeiro. Nossa polícia já apreendeu grandes quantidades desta droga".

Por trás da Vitrine

Em suas reuniões com empresários globais ontem, o governador cita como exemplos de ação do poder público nas comunidades as ocupações policiais e sociais em andamento nas favelas do Batan, Dona Marta e Cidade de Deus.

Entre os dias 14 e 16 de abril, ele espera mostrar o mesmo aos participantes do Fórum Econômico para a América Latina, que acontecerá no Rio.

A quem interessa vender a ilusão de que o poder estatal consegue conter as estratégias do “Quarto Elemento”?

Leia abaixo as Rapidinhas Políticas, e, mais abaixo, as Rapidinhas Econômicas

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Janeiro de 2009.

4 comentários:

Anônimo disse...

Comentário recente do jornalismo da tv bandeirantes informava que: da totalidade de drogas produzidas, 85% chega aos consumidores. Somente 15% é o que aparece como presa das batidas policiais.
É como se parte da população, desde a infância, fosse alimentado com água envenenada, propria para destruir parte das funções neuronais ou áreas do cérebro que ativam a auto censura. Assim, de longe, os poderosos podem até calcular quantos vão morrer e em quanto tempo.
Este é o quadro imposto pela destruição de valores culturais, carro chefe destas politicas institucionais abertas para o caos.

Anônimo disse...

Nenhuma surpresa nesta notícia. CV, PCC, MST, CUT, UNE e outros ditos "movimentos sociais" nada mais são que milícias da petralhada.

Anônimo disse...

Não me parece "terror revolucionário", mas sim ações com o objetivo de demonstrar a incapacidade estatal de controlar a violência, alimentando o argumento da "necessidade" de serem formadas "milicias" de autodefesa. Na Colômbia foi assim e nossas lideranças, mesmo as criminosas, não são capazes de criar nada. E ainda achamos que os paraguaios é que são os mestres na pirataria!!

Alerta Total disse...

Faz parte do terror revolucionário a criação dos "comissários do povo", hoje representados pelos chefes de milícias, que combinam ações de segurança com engajamento político.