domingo, 18 de janeiro de 2009

Intenções, verdades e mentiras

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

Adicione nosso blog e podcast aos seus favoritos.

Por Arlindo Montenegro

Se a voz dos pastores de uma determinada igreja e seus ritos beneficiam dezenas, centenas ou milhões de pessoas; se pacífica, harmoniza o espírito e orienta fundamenta vidas produtivas e construtivas, é bom para aquele conjunto. Seja hebraica, cristã, islamita, budista ou outra entre tanta variedade de crenças espirituais - as mesmas que originaram os códigos e leis para a convivência entre homens e nações.

Isto não isenta um ou mais seguidores de praticar atos lesivos, contrários às leis naturais que regem o universo. Ações intencionais, premeditadas para ampliar o espaço de influência, dominação, poder.

Instituições acreditadas influenciam nações, conduzem pessoas ou grupos que, de modo insano, incoerente e insensato são enviadas às guerras. Em nome de deuses e de ideologias, toda a história da humanidade documenta genocídios, fratricídios e divisões preconceituosas.

Os objetivos finais estão mal descritos ou contêm acordos secretos que dificultam o entendimento coerente. As narrativas históricas escondem aspectos que parecem esotéricos sem esclarecer com propriedade por que ou por quem se mata ou morre, quem o que mobiliza o soldado: paixão, crença, ódio, preconceito, razão?

Fosse crença em qualquer das faces de Deus, cuja presença invisível para uns e fortemente sentida por outros, (não obstante as escrituras, documentos de fé colhidos de relatos e interpretações diversas de particulares visões humanas) regente das decisões humanas, a força da vida que perpassa toda a criação determinaria ações sensatas continuadas, criativas na direção da maturidade e renovação em harmonia.

A percepção da vida que preenche cada átomo da natureza tem mobilizado homens estudiosos para a observação, para entender, descobrir, encontrar, conquistar, dominar. Domínio supõe poder. Quem tem o conhecimento tem o poder. Decidir como utilizar é o nó!

O poder é utilizado, para a vantagem individual ou compartida com uns poucos homens, mais que para render homenagem à divindade. Quase nunca para curvar-se humildemente e agradecer pelo milagre da vida. Ou para promover o Bem Comum - independentemente de intenções políticas, ideológicas ou religiosas.

O fato verdadeiro é que Deus - seja qual for a maneira como cada pessoa o concebe ou ignora - está presente nas cogitações humanas, fortalecendo e mobilizando os grandes contingentes humanos, mas os líderes institucionais associam-no ao poder do conhecimento para confundir mentes, para dominar e submeter milhões de criaturas.

Alguns cientistas e teólogos buscam explicar esta presença inalcançável para os sentidos físicos. Esta força presente em tudo e em todas as épocas, amada ou temida, venerada ou desprezada, recebe a gratidão de milhões de criaturas pelas pequenas graças de cada dia, como o pão que produzem. É a maioria do gênero humano, com mente refrigerada para pensar, organizada para agir naturalmente e agradecer particularmente, nos cultos, nas romarias.

O que parece estar distante, inalcançável e desconhecido, esta bem presente, em cada célula, em cada átomo de energia, os mesmos átomos que produzem o choque, que modifica a estrutura de qualquer forma natural ou o encontro complementar para produzir uma forma de vida qualquer.

Quando milhões de pessoas seguem a voz dos ativistas de um partido político cujos líderes mentem, enganam sistematicamente, enfraquecem a crença intuitiva essencial e perturbam o equilíbrio das forças naturais, acirrando paixões e preconceitos. Parte essencial da vida natural é destruída em benefício de estruturas normativas que beneficiam uns poucos em detrimento de muitos, de muitas vidas.

Cada povo, com sua crença particular no poder de “deidades protetoras”, tem como objetivo a vida, o lar, a criação dos filhos, as colheitas, manifestações artísticas, comemorações, o trabalho continuado e garantidor da tranqüilidade material. Se alguém crê em Deus supõe-se que viva em harmonia com a natureza que é perpassada pela crença. A maioria dos humanos ensaia viver assim, mas a maioria dos governantes ignora.

Todos os governantes ou influentes líderes institucionais – é o que se traduz da história da humanidade – têm ignorado o conteúdo universal das crenças, têm desprezando as idéias. Confundem crenças e idéias com ideologias e fanatismos para mobilizar os negócios guerreiros. Para tanger boiadas por veredas inóspitas. Para perpetuar o poder hegemônico.

Até quando a estupidez vai superar o espírito? Até quando as distorções da propaganda vão transformar asnos em guias santificados? Até quando a mentira vai prevalecer sobre a verdade?

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Um comentário:

Ildomar Marques disse...

Não existem respostas genéricas no momento. No momento cada indivíduo (individualmente) conseguirá superar a estupidez, perceber os asnos-guias santificados e prevalecer contra a mentira na medida em que ele estiver submisso à Jesus Cristo (o Único Deus); pois ele conhecerá a verdade e a Verdade (que é Jesus) o libertará e irá submeter-se à Deus e, então, poderá resistir ao diabo, e este fugirá dele; mas, um dia (que ninguém sabe a hora e a data-só Deus), Jesus Cristo voltará, e toda a terra irá se lamentar, pois virá de surpresa (apesar da profecia já ter sido escrita a milhares de anos), então haverá a resposta genérica e cabal que destruirá a “estupidez”, os “falsos guias” e a “mentira”. GOSTO MUITO DOS TEUS ARTIGOS. Um dia talvez me torne um “apicultor”, por enquanto sou um “pescador”.Abraços, Ildo Gaúcho.