sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Rapidinhas Econômicas

Edição de Sexta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Estatal de conveniência

Quando é para receber recursos do Tesouro Nacional, a Petrobrás é uma empresa estatal.
Mas para respeitar a lei de licitações públicas, conforme exige o Tribunal de Contas da União, a Petrobras deixa de ser estatal.
O mais curioso é que tal casuísmo foi alimentado por uma liminar concedida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal.

Gilmar autorizou que a Petrobras não fique submetida à Lei de Licitações, por ser uma sociedade de economia mista que atua em regime de concorrência.

Tudo que é sólido...

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, comentou ontem que considera natural que a Petrobras faça um empréstimo junto ao BNDES para investimento na exploração do pré-sal.

Segundo Lobão, antes a estatal captava empréstimos de instituições internacionais, mas, com a crise financeira internacional, esses recursos se tornaram escassos.

A Petrobras vai anunciar o seu plano de investimentos e vai precisar de algum dinheiro para a exploração do pré-sal. Isso é absolutamente natural. Até porque, antes, a Petrobras tinha acesso a linhas de crédito no exterior. Mas a crise financeira dificultou o acesso ao crédito”.

Lobão ressaltou que a situação financeira da Petrobras é muito boa, mas é preciso capital de giro para fazer algum investimento.

Paulistas vão chiar

O ministro Lobão avisou que a exploração do pré-sal deve começar pelo litoral do Espírito Santo.

Justificou a escolha pelo fato de os poços capixabas serem mais próximos do litoral.

Mas afirmou que a exploração da Bacia de Santos também será feita ao longo desses cinco anos. Para isso, lembrou, já foram encomendadas sondas e plataformas.

Dia de festa

Os novos investimentos da Petrobrás serão anunciados logo mais, no Palácio do Planalto.

O chefão Lula vai divulgar o resultado da festiva reunião do Conselho de Administração da Petrobrás.

Quem comanda o espetáculo é Dilma Rousseff.

Dinheiro mágico

Pela primeira vez na história, o Tesouro Nacional fará uma transferência direta tão elevada de dinheiro para o setor empresarial.

O BNDES receberá um aporte de R$ 100 bilhões em títulos públicos e transferência de superávit financeiro do Tesouro.

Uma parcela de 70% dos R$ 100 bilhões terá custo para o BNDES de TJLP (6,25%) mais 2,5%, o que resulta em juro de 8,75% ao ano.
Os outros 30% pagarão custo equivalente ao de captações no exterior.

Mãe BNDES

Com essa capitalização, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) elevará seu orçamento a R$ 166 bilhões.

Questionado se grande parte deste dinheiro seria destinado a financiar a Petrobras, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou que a estatal terá sim todo o financiamento necessário.

Mantega, no entanto, negou que o fato de parte dos R$ 100 bilhões do BNDES irem para a Petrobras seja um sinal de intervenção na economia para salvar empresas em dificuldade.

Vale gás

A Vale informou ontem que negocia com a Woodside para adquirir metade da participação da empresa em um consórcio na bacia de Santos para a exploração de gás natural.

A aquisição ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a Vale, o consórcio abriga o poço exploratório de Panoramix, onde foram encontrados indícios de hidrocarbonetos.

Formam o consórcio atualmente a Repsol YPF, com 40 por cento de participação, a Petrobras, com 35 por cento, e a Woodside, com 25 por cento.

Ajuda, Tesouro

O grupo Camargo Corrêa está disposto a exerceu direito de preferência e comprar 14,2% das ações da Votorantim na CPFL e aumentar sua fatia no bloco de controle da elétrica paulista.

Para viabilizar a operação, está negociando apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Além da Votorantim e Camargo, unidos na VBC, estão no bloco de controle os fundos de pensão Previ e Sistel, com 31,1% e 12,7% das ações.

Marketagem creditícia

Em reunião ontem com os dirigentes de Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Banco do Nordeste (BNB) e Banco da Amazônia, o chefão Lula exigiu que os bancos estatais dessem o exemplo, reduzindo os seus spreads (diferença entre taxas de captação e de empréstimo).

Contra a vontade do chefão, técnicos admitem que dificilmente os bancos públicos conseguirão forçar a redução generalizada das taxas.

No máximo, seguirão a queda da Selic o que significará uma redução de apenas 0,08 ponto percentual, em média, nas taxas mensais de crédito.

Sem ação

Os recentes programas de recompras de ações de empresas de capital aberto vêm estreitando a base acionária das companhias.

Algumas já têm menos de 25% de seus papéis em circulação no mercado.

Já se preparam para uma nova legislação que vai limitar o tamanho das composições acionárias prestes a ser aprovada pelo Senado.

Empreiteiras agradecem

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, prometeu ontem que o governo quer construir um milhão de casas populares neste ano.

A idéia é combater o problema histórico de habitação e, ao mesmo tempo, amenizar outros problemas decorrentes da crise.

A meta deve ser anunciada no bojo do pacote de incentivos à construção civil, nos próximos dias.

Em véspera da ano eleitoral e em tempos bicudos de crise, um pacotinho desses será muito bem vindo para os empreiteiros – generosos parceiros dos políticos.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 23 de Janeiro de 2009.

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