terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Rapidinhas Econômicas

Edição de Terça-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Horror econômico

Mais seis empresas anunciaram ontem que vão cortar 51,5 mil postos de trabalho para sobreviver à crise financeira internacional.

A Caterpillar vai demitir 20 mil, a Sprint Nextel mandará embora 8 mil, enquanto a Home Depot fará um corte de 7 mil empregos, assim como a ING.

Já a Philips vai suprimir 6 mil vagas este ano, enquanto a siderúrgica Corus decidiu cortar 3,5 mil empregos.

Ainda bem que aqui a marolinha só mandou para a rua 130 mil empregados – apenas na poderosa indústria paulista.

Bancos nervosos

Bancos de 16 países fazem hoje uma "reunião sem precedentes, em Zurique, para examinar "soluções políticas e práticas" para que as economias emergentes, como o Brasil, possam ter fundos externos suficientes para atravessar a pior crise econômica das últimas décadas.

O International Institute of Finance (IIF), que representa os maiores bancos do mundo, patrocina o encontro e avisa que o grosso dos recursos deve vir em 2009 de fontes oficiais, como o FMI.

O IIF prevê que os empréstimos bancários para os emergentes declinarão para US$ 135 bilhões este ano, comparado a US$ 400 bilhões em 2007 e US$ 245 bilhões em 2008.

Medinho

O desgoverno está apavorado com a deterioração da balança comercial.

Tanto que determinou que será exigida a apresentação da licença de importação prévia, a famigerada LI, para quase todos os produtos que entram no País.

Com essa burocracia, as Lis podem demorar até 60 dias para serem concedidas pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento.

Empurra com a barriga

O chefão Lula da Silva adiou, sem nova data marcada, o anúncio de novas medidas para a construção civil como forma de enfrentar os efeitos da crise econômica mundial.

A decisão do presidente foi tomada na quinta-feira passada, quando em uma reunião no Palácio do Planalto lhe foi apresentado o pacote.

Lula avaliou que as medidas precisavam ser mais bem amadurecidas.

Meu mundo caiu...

A Petrobras caiu três posições em um ranking das 50 maiores empresas de energia do mundo.

Segundo o ranking PFC Energy 50, consultoria norte-americana que lista as empresas pela sua capitalização de mercado, a empresa brasileira passou da sexta posição, em 2007, para o nono lugar no ano passado.

O preço das ações da Petrobras registrou queda de 60% entre 2007 e 2008.

Outras mudanças

A PFC Energy informa que o valor combinado das 50 maiores empresas caiu 46%, de US$ 5,2 trilhões um ano atrás para US$ 2,8 trilhões.

A PetroChina, que em 2007 ocupava o primeiro lugar, caiu para segundo, ultrapassada pela americana ExxonMobil.

A russa Gazprom caiu da terceira para a 11ª colocação, e a chinesa Sinopec de quinto para 12º lugar.

Já a Royal Dutch Shell passou de quarto para terceiro lugar, a Chevron pulou de 10º para quarto, e a BP, de sétimo para quinto.

Quebradeira à vista

Pelo menos 1.500 empresas brasileiras correm o risco de entrar em insolvência este ano, principalmente pelas dificuldades no acesso ao crédito.

A previsão é da seguradora alemã Euler Hermes, subsidiária do grupo Allianz, líder mundial de seguro de crédito (o que protege contra inadimplência).

A Euler Hermes considera inevitável a desaceleração da demanda interna, diante do alto custo do crédito no País, além da baixa na atividade econômica este ano.

A seguradora adverte que os investimentos em infra-estrutura anunciados pelo chefão Lula não serão suficientes para compensar o freio na demanda individual e a baixa nas exportações.

O juro explica...

Em 2008, os investimentos estrangeiros diretos ficaram em US$ 45,06 bilhões.

Foi o maior valor desde 1947, quando começou a série histórica do Banco Central.

O valor superou a expectativa da autoridade monetária para o período que era de US$ 40 bilhões de dólares.

Comemorando o quê?

Só em dezembro de 2008, esses “investimentos” (muitas vezes especulativos) ficaram em US$ 8,117 bilhões.

Em dezembro de 2007, os IED ficaram em apenas US$ 886 milhões.

O recorde anterior em investimentos estrangeiros diretos, que era o ano de 2007, com US$ 34,5 bilhões, já havia sido batido no acumulado até o mês de outubro de 2008, quando atingiu a marca de US$ 34,7 bilhões.

Previsão de queda

O economista Carlos Langoni, ex-presidente do Banco Central, prevê que o Brasil receberá apenas US$ 20 bilhões de investimentos diretos estrangeiros em 2009, contra um recorde de US$ 45 bilhões no ano passado.

O Instituto de Finanças Internacionais espera que o fluxo para países emergentes, como um todo, cairá de US$ 500 bilhões em 2008 para US$ 150 bilhões neste ano. Apesar do Brasil estar bem, não há como negar que ele vai sofrer com a crise”.

Palavras de Langoni depois de uma palestra na inauguração da sede da Associação e do Sindicato dos Bancos do Estado do Rio de Janeiro.

Deficitária

Apesar da surpresa com o dado referente ao valor investido no País em moeda estrangeira, as contas externas brasileiras encerraram o ano com o primeiro resultado negativo anual desde 2002.

O saldo entre as ações correntes do país fechou 2008 com déficit de US$ 28,3 bilhões, bem abaixo da expectativa do Banco Central - que era de US$ 29,6 bilhões.

Só em dezembro o saldo ficou negativo em US$ 2,922 bilhões, muito acima de igual período do ano anterior, quando o déficit foi de US$ 498 milhões.

Os vilões

O que mais impactou o resultado do ano passado foram as remessas de lucros e dividendo feitas pelas multinacionais instaladas no Brasil, que somaram US$$ 33, 87 bilhões.

Pesaram os pagamentos com juros, que no ano passado somaram US$ 7,232 bilhões.

E os gastos com viagens internacionais, que foram de US$ 5,177 bilhões.

Apertando os bancos

O presidente Barack Obama planeja uma drástica reforma no sistema financeiro.

O objetivo é implantar regras mais rígidas de controle para evitar que a permanência das falhas atuais propiciem o surgimento de uma nova crise.

Segundo assessores de Obama, as operações de fundos especulativos, as dos corretores de créditos hipotecários, assim como as das agências de classificação de risco serão as mais afetadas pela iniciativa.

Solução complicada

O presidente Barack Obama encontra dificuldades para convencer o Congresso dos EUA de que um pacote de estímulo econômico de US$ 825 bilhões deve ser aprovado com urgência.

O democrata Obama não vê outra saída a não ser o governo gastar mais dinheiro para estancar a recessão e, logo em seguida, financiar a retomada do crescimento.

Os republicanos, no entanto, argumentam que isso agravaria ainda mais o déficit.

Soros avisou...

A administração Obama tem uma escolha difícil entre nacionalizar parcialmente os bancos, ou deixá-los em mãos privadas mas nacionalizando os ativos tóxicos”.

O conselho é George Soros, Socialista Fabiano que é presidente do Conselho de Administração da Soros Fund Investment, e detesta ser chamado de megaespeculador.

Soros escreveu ontem um artigo para o Financial Times: “Os modos certo e errado de ajudar o sistema financeiro”.

Duas opções

“O primeiro caminho prejudicaria bastante um segmento amplo da população – não só os detentores de participação nos bancos, como também os beneficiários de fundos de pensão. No entanto, ele limparia o ar e restabeleceria a economia”.

“O segundo caminho significaria evitar reconhecer e encarar as dolorosas realidades econômicas, mas iria colocar o sistema bancário no mesmo dilema que levou à ruína as entidades patrocinadas pelo governo – Fanie Mae e Freddie Mac”.

Soros defende que novos empréstimos concedidos pelos bancos sejam fiscalizados pelo governo, porque o interesse dos próprios bancos os levaria a se concentrar na preservação e reconstrução de seu próprio capital.

Azar dos hermanos

Os produtores de soja brasileiros apostam numa alta do produto no mercado internacional, e no aumento de exportações.

Tudo por causa da prolongada seca na Argentina que reduzirá drasticamente a produção de soja e milho.

A estiagem já custou R$ 4 bilhões aos hermanos, que deviam trocar de pai de santo...

Justiça carioca

Empresas paulistas estão escolhendo a Justiça fluminense para solucionar conflitos.

A celeridade nos julgamentos é o principal motivo.

O tempo de espera por uma decisão no Rio é a metade do de São Paulo.

De-metido?

O meia Dino Drpic corre o risco de ficar desempregado no Dínamo Zagreb, da Croácia.

Tudo por culpa de sua namorada, a modelo, cantora e ex-coelhinha da Playboy Nives Celzijus.

A gostosona, de 27 aninhos, revelou que fez sexo com o “maridão safado” (palavras dela) no centro do gramado do estádio Maksimir, dias antes da partida entre Croácia e Inglaterra pelas Eliminatórias da Eurocopa disputada no ano passado.

Segundo ela, o “bate-bola” contou com a ajuda de funcionários do clube que apagaram as luzes do estádio para deixá-lo mais aconchegante.

Se fosse aqui no Brasil, o craque da fantasia sexual seria promovido e a modelo gostosona seria convidada para o BBB.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Janeiro de 2009.

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