quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Segredo de Justiça protege “ilustres e poderosos” que investiam dólares com Daniel Dantas nas Ilhas Virgens

Edição de Quarta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

A Operação Satyagraha tem tudo para se transformar em mais um exemplo de impunidade político-econômica – a exemplo do que ocorre com o escândalo do mensalão. Ontem, circulava nos bastidores do Senado a informação de que o tradicional “rigor seletivo” (pune os inimigos e alivia os amigos) opera a pleno vapor nas investigações que correm em “segredo de Justiça”.

Conforme o “informe”, um senador muito respeitável, da base governista, foi convidado a dar explicações por que havia US$ 6,4 milhões de dólares numa conta em seu nome, aberta em 2002, nas Ilhas Virgens, através de intermediação do Banco Opportunity, de Daniel Valente Dantas. O senador alegou que a grana nada tinha de ilícita, pois vinha de “bens de família”.

O marido estrangeiro de uma famosa política também teve de explicar por que tinha pouco mais de US$ 3 milhões de dólares guardados em uma conta também apanhada nas investigações não divulgáveis da Satyagraha. A ilustre figura, com seu sotaque portenho e porte gaulês, alegou que o dinheiro foi resultante da venda de um apartamento em Paris, entre os anos 2000 e 2001.

As duas historinhas ficarão devidamente abafadas junto com outras que envolvem personalidades de peso da República Sindicalista. No fim da história, quem deve acabar como grande vilão é o delegado federal Protógenes Queiroz. A não ser que o fato de saber demais lhe garanta alguma “promoção” - a exemplo do que já ocorreu com o delegado Paulo Lacerda, um experiente homem de informações, ligadíssimo ao senador Romeu Tuma e muito próximo do chefão Lula da Silva.

E a grana da presidenta?

Se viessem à tona os fatos reais, a Operação Satyagraha renderia até um incidente diplomático.

As investigações rastrearam um depósito de US$ 11 milhões na conta de uma amiga muito recente do quase falecido democrata cubano Fidel Castro.

A poderosa figura e seu maridão também eram clientes ilustres do banqueiro DVD.

Leia, abaixo, as Rapidinhas Político-econômicas

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Janeiro de 2009.

4 comentários:

Tibiriçá Ramaglio disse...

E um segredo de estado é o envolvimento de Luiz Eduardo Greenhalgh com essa e muitas outras histórias escabrosas que nunca antes na história deste país ocorreram com tanta freqüência.

Anônimo disse...

E sobre o Shopping Center em Paris, a Operação não detectou nada?

Bem rentável essa profissão do marido estrangeiro.

Anônimo disse...

DIRCEU NO NOBLAT: "Toda discussão é legitima, assim como toda cobertura que a imprensa brasileira está dando ao caso, apesar do apoio velado de alguns veículos de comunicação à posição italiana, um apoio compreensível, mais pela posição ideológica comum, ou pelo simples desejo de não perder a oportunidade de fazer oposição ao governo Lula." O MINO CARTA NÃO TEM ESSA VISÃO, HONORÁVEL SENHOR DIRCEU.

Anônimo disse...

Eu quero que isso se torne numa guerra de escorpiões e todos acabem se ferroando... uma hora os 2 bilhões de USD que Mulla roubou do país deverão aparecer através da língua de alguém! Gostaria de saber onde estão para a língua a denunciar isso fosse a minha!