segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Segurança suprema: STF marca licitação dia 14 para gastar R$ 93 mil com aluguel de carros de luxo blindados

Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão


Zelar pela Constituição – violada a toda hora em nosso estado de insegurança do Direito – requer segurança suprema – ou melhor, blindada. Deve ser por isso que o Supremo Tribunal Federal fará uma licitação, via pregão eletrônico, no próximo dia 14, para o aluguel de carros de luxo blindados que serão usados exclusivamente para transportar os 11 ministros da Corte em perigosas viagens ou deslocamentos ao Rio de Janeiro e a São Paulo.

Até o fim deste ano, o STF planeja gastar R$ 93 mil no aluguel de blindados. Em 2008, o STF gastou pelo menos R$ 26,7 mil com esta “segurança suprema”, usando a pouco recomendada dispensa de licitação pública. A segurança do STF passou a usar blindados nas viagens de seus 11 ministros vitalícios, depois que sua então presidente, Ellen Gracie, e o sucessor, Gilmar Mendes, foram vítimas de um arrastão na Linha Vermelha, em dezembro de 2006.

Em 2008, o STF gastou pelo menos R$ 26,7 mil com esta “segurança suprema”, usando a pouco recomendada dispensa de licitação pública. A segurança do STF passou a usar blindados nas viagens de seus 11 ministros vitalícios, depois que sua então presidente, Ellen Gracie, e o sucessor, Gilmar Mendes, foram vítimas de um arrastão na Linha Vermelha, em dezembro de 2006.

As exigências da licitação são rigorosas. A blindagem tem de ser suficiente para deixar os ministros imunes a tiros disparados de revólveres, pistolas automáticas e até submetralhadoras Uzi. O STF prevê o pagamento de diárias de aluguel dos carros no valor de R$ 1.005 no Rio de Janeiro, contra R$ 870 em São Paulo. Foi estimado um total de 50 dias de aluguel em cada cidade ao longo de 2009. O tempo previsto obrigaria o tribunal a desembolsar R$ 93,75 mil com o aluguel dos carros.

Os carros alugados devem ser da categoria sedan executivo, com bancos de couro e potência máxima do motor superior a 161 cavalos. São admitidos apenas sete modelos, entre eles o Citröen C5 Exclusive, o Ford Fusion Honda Accord e o GM Omega. Não serão aceitos veículos com mais de dois anos de fabricação ou mais de 40 mil quilômetros rodados.

Leia, abaixo, as Rapidinhas Políticas

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 05 de Janeiro de 2009.

4 comentários:

julio disse...

Serrão todos os santos dia venho aqui e sempre concordo com tudo que escreve...

Ma steria tempo para participar de outro movimento muito Sério?
Gostaria que vc participasse desse movimento de objetivos largos e muito sérios
http://www.novaaguia.blogspot.com/
fraterno abraço
Júlio

Anônimo disse...

Por falar em segurança e blindagem, no dia 2 de janeiro um celerado matou, covardemente, dois PM’s que estavam de serviço e que foram chamados para conter o “bicho” que ameaçava outras pessoas, em briga por causa de vaga de trânsito, em Rio das Ostras – RJ. Descaradamente a mídia, principalmente as Organizações Globo, está protegendo o facínora, talvez porque seja conhecido no meio artístico. O que espanta é que quando qualquer PM comete crimes ou erros a mídia explora o assunto à exaustão.
Não é a primeira vez que a Globo protege os seus enquanto escracha os outros.
Este é o exemplo de jornalismo no Brasil.

Anônimo disse...

GANDHI E A PALESTINA

Adonias Mangueira Fernandes
São Paulo - SP


Manifesto de Gandhi sobre os judeus na Palestina*



M. K. Gandhi

Harijan, 26 de novembro de 1938


In M.K.Gandhi, My Non-Violence

Editado por Sailesh K. Bandopadhaya

Navajivan Publishing House

Ahmedabad, 1960


Recebi muitas cartas solicitando a minha opinião sobre a questão judaico-palestina e sobre a perseguição aos judeus na Alemanha. Não é sem hesitação que ouso expor o meu ponto-de-vista.(1)

Na Alemanha as minhas simpatias estão todas com os judeus. Eu os conheci intimamente na África do Sul. Alguns deles se tornaram grandes amigos. Através destes amigos aprendi muito sobre as perseguições que sofreram. Eles têm sido os "intocáveis" do cristianismo; há um paralelo entre eles, e os "intocáveis" dos hindus. Sanções religiosas foram invocadas nos dois casos para justificar o tratamento dispensado a eles. Afora as amizades, há a mais universal razão para a minha simpatia pelos judeus. No entanto, a minha simpatia não me cega para a necessidade de Justiça.

O pedido por um lar nacional para os judeus não me convence.

Por quê eles não fazem, como qualquer outro dos povos do planeta, que vivem no país onde nasceram e fizeram dele o seu lar?(2)

A Palestina pertence aos palestinos, da mesma forma que a Inglaterra pertence aos ingleses, ou a França aos franceses.

É errado e desumano impor os judeus aos árabes. O que está acontecendo na Palestina não é justificável por nenhuma moralidade ou código de ética. Os mandatos não têm valor. Certamente, seria um crime contra a humanidade reduzir o orgulho árabe para que a Palestina fosse entregue aos judeus parcialmente ou totalmente como o lar nacional judaico.

O caminho mais nobre seria insistir num tratamento justo para os judeus em qualquer parte do mundo em que eles nascessem ou vivessem. Os judeus nascidos na França são franceses, da mesma forma que os cristãos nascidos na França são franceses.

Se os judeus não têm um lar senão a Palestina, eles apreciariam a idéia de serem forçados a deixar as outras partes do mundo onde estão assentados? Ou eles querem um lar duplo onde possam ficar à vontade?(3)

Este pedido por um lar nacional oferece várias justificativas para a expulsão dos judeus da Alemanha. Mas a perseguição dos alemães aos judeus parece não ter paralelo na História. Os antigos tiranos nunca foram tão loucos quanto Hitler parece ser.

E ele está fazendo isso com zelo religioso. Ele está propondo uma nova religião de exclusivo e militante nacionalismo em nome do qual, qualquer atrocidade se transforma em um ato de humanidade a ser recompensado aqui e no futuro. Os crimes de um homem desorientado e intrépido, estão sendo observados sob o olhar da sua raça, com uma ferocidade inacreditável.(4)

Se houver sempre uma guerra justificável em nome da humanidade, a guerra contra a Alemanha para prevenir a perseguição desumana contra uma raça inteira seria totalmente justificável. Mas eu não acredito em guerra nenhuma. A discussão sobre a conveniência ou inconveniência de uma guerra está, portanto, fora do meu horizonte. Mas se não pode haver guerra contra a Alemanha, mesmo por crimes que estão sendo cometidos contra os judeus, certamente não pode haver aliança com a Alemanha. Como pode haver aliança entre duas nações que clamam por justiça e democracia e uma se declara inimiga da outra? Ou a Inglaterra está se inclinando para uma ditadura armada, e o que isso significa?

A Alemanha está mostrando ao mundo como a violência pode ser eficientemente trabalhada quando não é dissimulada por nenhuma hipocrisia ou fraqueza mascarada de humanitarismo; está mostrando como é hediondo, terrível e assustador quando isso aparece às claras, sem disfarces. Os judeus podem resistir a esta organizada e desavergonhada perseguição? Existe uma maneira de preservar a sua auto-estima e não se sentirem indefesos, abandonados e infelizes? Eu acredito que sim. Ninguém que tenha fé em Deus precisa se sentir indefeso, ou infeliz. O Jeová dos judeus é um Deus mais pessoal que o Deus dos cristãos, muçulmanos ou hindus, embora realmente, em sua essência, Ele seja comum a todos. Mas como os judeus atribuem personalidade a Deus e acreditam que Ele regula cada ação deles, estes não se sentiriam desamparados.

Se eu fosse judeu e tivesse nascido na Alemanha e merecido a minha subsistência lá, eu reivindicaria a Alemanha como o meu lar, do mesmo modo que um "genuíno" alemão o faria, e desafiaria qualquer um a me jogar na masmorra; eu me recusaria a ser expulso ou a sofrer discriminação. E fazendo isso, não deveria esperar por outros judeus me seguindo em uma resistência civil, mas teria confiança que no final estariam compelidos a seguir o meu exemplo.

E agora uma palavra aos judeus na Palestina:

Não tenho dúvidas de que os judeus estão indo pelo caminho errado. A Palestina, na concepção bíblica, não é um tratado geográfico. Ela está em seus corações. Mas se eles devem olhar a Palestina pela geografia como sua pátria mãe, está errado aceitá-la sob a sombra do belicismo britânico. Um ato religioso não pode acontecer com a ajuda da baioneta ou da bomba. Eles poderiam estabelecer-se na Palestina somente pela boa vontade dos palestinos. Eles deveriam procurar convencer o coração palestino. O mesmo Deus que rege o coração árabe, rege o coração judeu. Só assim eles teriam a opinião mundial favorável às suas aspirações religiosas. Há centenas de caminhos para uma solução com os árabes, se descartarem a ajuda da baioneta britânica.

Como está acontecendo, os judeus são responsáveis e cúmplices com outros países, em arruinar um povo que não fez nada de errado com eles.

Eu não estou defendendo as reações dos palestinos. Eu desejaria que tivessem escolhido o caminho da não-violência a resistir ao que eles, corretamente, consideraram como invasão de seu país por estrangeiros. Porém, de acordo com os cânones aceitos de certo e errado, nada pode ser dito contra a resistência árabe face aos esmagadores acontecimentos.(5)

Deixemos os judeus, que clamam serem os Escolhidos por Deus, provar o seu título escolhendo o caminho da não-violência para reclamar a sua posição na Terra. Todos os países são o lar deles, incluindo a Palestina, não por agressão mas por culto ao amor.

Um amigo judeu me mandou um livro chamado A contribuição judaica para a civilização(6), de Cecil Roth. O livro nos dá uma idéia do que os judeus fizeram para enriquecer a literatura, a arte, a música, o drama, a ciência, a medicina, a agricultura etc., no mundo. Determinada a vontade, os judeus podem se recusar a serem tratados como os párias do Ocidente, de serem desprezados ou tratados com condescendência.

Eles podiam chamar a atenção e o respeito do mundo por serem a criação escolhida de Deus, em vez de se afundarem naquela brutalidade sem limites.(7) Eles podiam somar às suas várias contribuições, a contribuição da ação da não-violência.

Anônimo disse...

Esse País tem jeito?
Você tem razão. Protejer a constituição, tão aviltada nesses dias, nem pensar.
Ô raça!