quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

STF gasta R$ 380 mil em proteção criptografada contra grampos, mas continua vulnerável a escutas ilegais

Edição de Quinta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Especialistas em segurança contra escutas telefônicas ilegais advertem que é completamente inútil e antieconômica a aqusição, pelo Supremo Tribunal Federal, de 55 telefones criptografados. Os 11 ministros do STF só não terão suas conversas interceptadas se a ligação ocorrer entre dois telefones criptografados. Ninguém estará protegido se fizer ligação para telefones comuns.

Mesmo gastando R$ 380 mil na suposta segurança telefônica, nenhum ministro do STF está imune a ação dos sofisticados grampeadores ilegais. Por isso, especialistas advertem que o STF jogou dinheiro fora na compra de 20 celulares da marca HCT e de 35 aparelhos fixos da marca Phonecrypt Prestige. Foram vendidos pela TLS Informática, de São Paulo, a um preço unitário de R$ 5 mil (os móveis) e R$ 8 mil (os fixos). A operação foi revelada pelo site Contas Abertas.

Especialistas aconselham que, mais fácil que comprar os aparelhos fabricados pela alemã SecurStar, melhor seria não falar assuntos sérios ao telefone. Conversar assuntos indiscretos com namorado ou namorada, por exemplo, é o maior perigo em Brasília, onde todos são vítimas passíveis das “arapongagens” públicas ou privadas.

Proteção suprema?

Nos últimos meses, o STF tem tomado uma série de medidas para aumentar a segurança de seus integrantes.

Além dos telefones criptografados, o tribunal tem alugado carros blindados para transportar seus ministros em cidades consideradas perigosas, como Rio de Janeiro e São Paulo.

Releia: Segurança suprema: STF marca licitação dia 14 para gastar R$ 93 mil com aluguel de carros de luxo blindados

O que os ministros do STF ignoram é que "proteção suprema" só existe uma: a garantida por Deus...

Contra Arapongagem

Em setembro, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também é presidido por Gilmar Mendes, presidente do STF, aprovou regras para disciplinar as decisões judiciais que determinam escutas telefônicas.

Na época, foi divulgado que os objetivos da medida eram garantir que apenas serão grampeadas as pessoas citadas nas decisões judiciais, manter em sigilo as informações resultantes das interceptações e identificar responsáveis por eventuais vazamentos.

Pelas novas regras, os juízes passaram a ter de informar todos os meses às corregedorias dos tribunais quantas interceptações telefônicas existem e o número de ofícios expedidos às operadoras.

Leia, abaixo, as Rapidinhas Políticas e, mais abaixo, as Rapidinhas Econômicas

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 08 de Janeiro de 2009.

8 comentários:

Anônimo disse...

Considero o blog Alerta Total um excelente veiculo de informações,independente do clima asfixiante e asqueroso do noticiário manipulado pela usina de deturpação do pensamento sádio e democratico praticado pela canalha comuno esquerdista. Vamos em frente!Pòis, os patriotas brasileiros, sem duvidas, saberão superar, para o bem do Brasil,
esse periodo de mistificação imposto pelos esquerdistas entreguistas. Brasil, Sempre!É o grito de guerra dos Homens Livres! Abraços e saudações nacionalistas. Rômulo Fontes, Advogado.

Anônimo disse...

Os caras deitam e rolam. A gente constata depois que é roubado e o cidadão não tem como se defender, nem como cobrar dos "representantes" um paradeiro para a safadagem.

Anônimo disse...

Os caras deitam e rolam. A gente constata depois que é roubado e o cidadão não tem como se defender, nem como cobrar dos "representantes" um paradeiro para a safadagem.

Anônimo disse...

Este é o verdadeiro brasileiro.

Recebi por email.


O CARNÊ E OS DEPUTADOS

Duas notícias, dois contrastes, dois países. Um repórter da Globo estava cobrindo o desastre do morro do Baú. Para quem ainda não sabe, o morro do Baú ficava no município de Ilhota, em Santa Catarina. Ficava, não fica mais. Simplesmente desapareceu com as enxurradas do final de novembro, que arrastaram para o oceano suas árvores, suas terras, suas pedras e tudo o mais que faziam do Baú um morro como todos os demais. A natureza, que levou milhões de anos para construí-lo, aplainou-o em minutos.

Mas, como eu ia contando, um repórter da Globo estava naquilo que um dia fora o morro. Entrevistava um capitão do exército em roupas camufladas, que lhe relatava um episódio comovente. Poucas horas antes, um velho morador do morro do Baú, um senhor de 80 anos, havia implorado ao capitão que o deixasse retornar ao que um dia havia sido sua casa. O velho homem não queria vasculhar os escombros em busca dos seus pertences. Não queria resgatar nada que pudesse lembrá-lo da mansa vida que levava. Pretendia tão somente procurar um carnê.
Isto mesmo, um prosaico carnê, com as prestações de uma motocicleta que havia dado ao seu neto.

O capitão, apesar dos riscos envolvidos, acedeu e levou o velho homem de volta ao morro. De volta ao que um dia se pareceu com uma casa. Sua casa. O velho entrou debaixo de um monte de madeiras e de telhas e saiu de lá com um sorriso no rosto: encontrara o seu carnê! Quanto à motocicleta, bem, esta descera com a enxurrada, como todo o resto. Agora não importava mais, o carnê era só do que o velho precisava para não ficar com o seu nome sujo na praça. Isto mesmo. Ele não queria conspurcar seu bom e honrado nome deixando de pagar uma dívida, mesmo que o bem que a representava não existisse mais.

O capitão relatou o episódio ao repórter com a voz embargada.
Ele, um experiente militar, que já deve ter participado de calamidades ou perigos tão ou mais indescritíveis do que este. Confesso que também fiquei emocionado. E pensei: que país é este, que me faz ficar emocionado com algo tão banal como a demonstração de uma atitude honesta?

Há algo de podre e de fundamentalmente errado em uma sociedade que se impressiona com a honestidade.

Logo em seguida pude entender o motivo da minha emoção com a história do velho homem e do seu carnê. O âncora do telejornal anunciou que a Comissão de Ética (sic) da Câmara dos Deputados acabara de absolver o deputado Paulinho das acusações de malversação de dinheiro público. Por um estrondoso escore de 14 votos a 4, suas excelências, assim mesmo, com "e" minúsculo, entenderam que todas as provas coligidas pelo Ministério Público eram insuficientes para comprovar a má conduta do deputado sindicalista.
Enxuguei as lágrimas e voltei à realidade. Este é mesmo o meu país, não resta a menor dúvida.

Anônimo disse...

380 mil ? Nossa, tudo isso ? Não sairia mais barato guardar esses segredos dentro de um cofre?? Esses juízes tem medo do que?? kkkk

Anônimo disse...

Gostaria de saber onde encontrar e como pesquisar para encontrar documentos que comprovam que o STF adquiriu estas linhas criptografadas da TLS/phonecrypt. Podem ajudar?
balmesns@gmail.com

Anônimo disse...

pode informar onde encontro documentos que comprovam esta compra de telefones criptografados pelo stj?

Anônimo disse...

Curioso o STF ter comprado a "solucao" de critografia de um criminoso convicto, que ja deu prejuizo a empresa de telecomunicacao Alema, nos anos 90, pessoa afeita a delitos e a criar "pêlo em ovo" para lucrar com isto.
http://jcconcursos.uol.com.br/arquivos/pdf/STF_Inclusao_de_candidato_sub_judice_-_anexo_I_14728.pdf