segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Bancos privados reagem a ataques públicos e radicalizam investigações contra pessoas politicamente expostas

Edição de Segunda-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Parentes, amigos e sócios ocultos ou não de políticos (principalmente os da base aliada do desgoverno) devem ficar mais espertos que nunca. Os bancos privados – que viraram alvos de ataques políticos por causa dos spreads elevados, resolveram radicalizar no cumprimento de uma circular do Banco Central que exige um acompanhamento das movimentações financeiras de “pessoas politicamente expostas”. Não será surpresa se vazarem na mídia amestrada denúncias contra os recentes adversários dos banqueiros.

A circular 3.339 do Banco Central, que vigora desde 19 de dezembro de 2006, obriga os bancos a fazerem um “pente fino” nas contas correntes, aplicações ou movimentações de parentes e ocupantes de cargos públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário em todo o Brasil. O rigor de acompanhamento também acontece nas contas de executivos de estatais e autarquias, além de assessores de alto escalão. È verificada, com todo cuidado, a veracidade de dados cadastrais fornecidos pelos clientes.

O acompanhamento tem cinco anos de duração em bancos múltiplos, bancos comerciais, caixas econômicas, cooperativas de crédito e associações de poupança e empréstimo. Atinge aqueles que são considerados familiares de políticos: os parentes, na linha direta, até o primeiro grau, o cônjuge, o companheiro, a companheira, o enteado e a enteada.

Um dos objetivos do acompanhamento é identificar a origem dos fundos envolvidos nas transações dos clientes identificados como pessoas politicamente expostas, podendo ser considerada a compatibilidade das operações com o patrimônio constante dos cadastros respectivos.

Os bancos devem dedicar especial atenção a propostas de início de relacionamento e a operações com pessoas politicamente expostas oriundas de países com os quais o Brasil possua elevado número de transações financeiras e comerciais, fronteiras comuns ou proximidade étnica, lingüística ou política.

Todo o acompanhamento tem base legal no artigo 52 da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção. Seu cumprimento e execução no Brasil foram determinados pelo Decreto nº 5.687, de 31 de janeiro de 2006.

Imoral da História

Pode não cair o Spread (diferença entre o custo de captação do banco e o juro que cobra do consumidor).

Mas pode cair em desgraça o parente de muito político que resolveu comprar briga com os banqueiros em pleno caldeirão da crise global.

O recado já foi dado: se a marketagem de guerra oficial contra o spread não der uma trégua, as vítimas podem ser os parentes que não têm como explicar tanto dinheiro que passa por suas contas correntes ou dos laranjas mais próximos...

Alvo do franciscano

Na sexta-feira passada, em sessão quase solitária no plenário do Senado, o franciscano Pedro Simon (PMDB-RS) resolveu sentar o verbo no presidente Henrique Meirelles.

O senador Simon lembrou que, em agosto de 2007, Meirelles era acusado de envio ilegal de dinheiro para o exterior e crime eleitoral.

Simon recordou que Meirelles era processado em instâncias inferiores no judiciário, e quando Lula transformou seu cargo de presidente do BC em status de ministro o processo foi remetido ao STF, e acabou arquivado, seguindo orientação do procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza.

Dos tempos tucanos ao sonho imediato

Em 2004, os procuradores da República no Distrito Federal Luiz Francisco de Souza e Lauro Pinto Cardoso Neto pediram à Receita Federal a abertura de procedimento administrativo fiscal contra Henrique Meirelles.

Deputado federal eleito pelo PSDB de Goiás, mas obrigado a renunciar, porque a Oligarquia Financeira Transnacional o nomeou para o Banco Central do Brasil, antes mesmo de Lula assumir, o político Meirelles foi investigado por ter declarado um domicílio à Receita e outro à Justiça Eleitoral, em 2002.

Ex-presidente mundial do BankBoston, Meirelles declarou ao Leão que morava nos Estados Unidos e informou à Justiça Eleitoral que sua residência era em Goiás, para poder se candidatar pelo Estado que o elegeu com expressivos 183.046 votos.

Atualmente, o sonho de Meirelles é largar o Banco Central, assim que puder, e ser candidato a governador de Goiás ou até Presidente da República em 2010, se deixarem...

Leia, abaixo, as Rapidinhas Políticas e Econômicas

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Fevereiro de 2009.

3 comentários:

Anônimo disse...

Uma fonte muito bem informada me disse que o LuLu já dispõe de uma caixinha com 5 bilhões de dólares e o Dirceu 2 bilhões.
Crise econômica? Ou contribuição das máfias?

Anônimo disse...

Ajoelhou, tem que rezar. Espero que seja pra valer e não só uma "marolinha" dos bancos.

DO disse...

A verdade é que os bancos aprenderam rapidamente a se posicionar ,quem sabe até a integrar, as quadrilhas criminosas de colarinho branco.
É tudo o mesmo embuste!!

E,aproveitando o comentario aqui publicado,tbem já ouvi,de ótima fonte,que o Lula está BILIONÁRIO !!!!

Abraços!!