quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Rapidinhas Políticas e Econômicas

Edição de Quinta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Jorge Serrão

Aos sindicatos, tudo

As críticas a uma possível ingerência política do PMDB no fundo de pensão dos funcionários de Furnas causou desconforto no gabinete presidencial.

Houve forte pressão nos últimos dias dos sindicatos ligados às estatais do setor energético para evitar a substituição do atual comando do fundo.

Por isso, o chefão Lula da Silva determinou o adiamento de qualquer mudança na direção da Fundação Real Grandeza.

Toda a briga é por causa de gestão de um patrimônio de R$ 6,3 bilhões gerido pelo fundo, que tem 12.500 filiados, sendo 6.500 aposentados e pensionistas.

Lobão aloprou

Horas antes da decisão de Lula, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB) defendera a mudança no fundo e fizera pesadas acusações à atual diretoria:

Isso é uma bandidagem completa. Eles (a atual diretoria do fundo) fizeram uma alteração no estatuto para ampliar o mandato por um ano. Além disso, eles podiam ser reeleitos, mas os próximos não poderiam? Isso é uma bandidagem completa! O que eles querem é fazer uma grande safadeza. Que coisa é essa? Por isso, tem que ter a mudança”.

Mais tarde, após a reunião com Lula, Lobão alegou que a decisão de adiar a mudança no comando do fundo foi tomada para que haja tranquilidade para examinar os fundamentos tanto da diretoria de Furnas como dos funcionários.
Sérgio Wilson Fontes continua na presidência da Fundação Real Grandeza.

Negar é preciso...

Em Nova York, onde passou o Carnaval, o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apontado pela Associação dos Aposentados de Furnas como um dos possíveis interessados na troca da direção do fundo de pensão da estatal, garantiu ontem que não faz qualquer tipo de indicação na empresa e que não atua nas decisões do conselho deliberativo.

O peemedebista admitiu que participou, "com muita honra", da nomeação do ex-presidente de Furnas Luiz Paulo Conde.

Mas Cunha alega que, a partir daí, não teve influência sobre as mudanças e discussões dentro da estatal:

Não tenho absolutamente nada a ver com fundo de pensão. Não indiquei ninguém e não conheço quem está indo e quem está saindo. Se o atual presidente quer trocar, deve ter seus motivos, e a pergunta deve ser feita a ele, não a mim. Não tenho nada a ver com fundação, zero. Não indiquei um funcionário. Participei da indicação do Conde com muita honra. Era um quadro excelente da bancada do PMDB. Furnas tem sede no Rio, e nada mais justo do que colocar um quadro do Rio para ocupar a empresa A partir daí, não indiquei ninguém”.

Deu em nada

A Fundação real grandeza foi investigada pela CPI dos Correios, em 2005, por suspeita de integrar um esquema de caixa dois.

O fundo de pensão de Furnas sofreu prejuízos também em novembro de 2004, com a quebra do Banco Santos, de cerca de R$ 153 milhões.

Depois dos baques nas gestões anteriores, a atual administração sustenta que alcançou, em 2008, um superávit de R$ 1,2 bilhão, contra apenas R$ 2 milhões em agosto de 2005.

Saia justa da Embraer

O presidente da Embraer, Frederico Curado, e três diretores da empresa tiveram de comparecer ontem ao Palácio do Planalto para uma audiência com o chefão Lula da Silva e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do Desenvolvimento, Miguel Jorge.

A Embraer confirmou a demissão de 4.270 funcionários e disse que não planeja recontratar nos próximos dois ou três anos.

A companhia avaliou que a situação econômica continuará ruim no período, sem retomada de encomendas, e que não era viável adotar medidas menos drásticas como férias coletivas.

Quietinho agora

Lula, que reclamou das dispensas na semana passada, ontem não se manifestou.

Alegando efeitos de "crise sem precedentes", a Embraer alegou que se tornou "inevitável" reduzir sua folha de pagamentos e refazer suas previsões de receita e investimentos para este ano.

Segundo a fabricante de aviões, as demissões, que devem atingir cerca de 20% da força de trabalho de 21.362 funcionários, são uma adequação necessária às novas condições de demanda internacional, de onde vem 90% da receita da empresa.

Vida que segue...

Ave atque vale!

Fiquem com Deus!

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Fevereiro de 2009.

2 comentários:

Anônimo disse...

Lobão mostrou a sua cara.. Isso é briga de máfia, briga para marcação de território. O Brasil foi tomado de assalto por esses cachorros e vai ser difícil sair dessa. É nisso que dá um desgoverno conivente com a bandidagem e com a corrupção.. O lulla adiou, para disfarçar.. Na velha tática de recuar para depois avançar. Sabe de uma : quero que se estraçalhem brigando pela carniça..

Anônimo disse...

Demissões Embraer : esta ceninha armada pelo lulla já é conhecida. Ontem, na reunião, a Embraer disse o óbvio, coisa que o imbecil já sabia e se fingiu de surpreso. Contrariedade ? Tudo jogo de cena. lulla está se lixando para os desempregados. lulla só pensa nelle mesmo e no "pudê".. Vai te catar energúmeno..