quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ali e Acolá

Edição de Artigos de Quarta-feira do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

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Por Arlindo Montenegro

Logo ali, a algumas léguas de beiço, no maior município do planeta, os madeireiros se matam que nem mosca. A polícia sabe quem são os homicidas. Mas não tem meios, gente preparada, poder de persuasão, nem veículos suficientes, para buscar os matadores entocados nas matas, onde as áreas devolutas são disputadas para a extração ilegal de madeiras nobres.

A população silencia temendo conseqüências. O Ibama e o Meio Ambiente nem ligam. Mas Ibama, Meio Ambiente, Funai, Cir, ongs, estão presentes em Boa Vista, garantindo 1.700.000 hectares de terra para cinco etnias que não chegam a somar 19.000 aborígenes. A lei e a ordem estão garantidas com a presença dos ninjas da Polícia Federal. A ajuda financeira, transportes e as bolsas família estão asseguradas.

Os índios podem circular livremente nas cidades e na capital. Mas os outros brasileiros caboclos, negros, pardos, amarelos, branquelos estão proibidos de entrar no que faz parte das áreas denominadas Territórios da Cidadania. Isto é, quem não for aborígene não é considerado cidadão naquelas terras, onde por mais de meio século se instalaram, titulados pelo governo, migrantes que ocuparam várzeas em território devoluto, hoje expulsos e considerados bandidos invasores.

Como os “cidadãos aborígenes” são incapazes para gerenciar empresas produtivas, como faziam os agora “não cidadãos” expulsos, que plantavam arroz, criavam rebanhos e davam empregos a muitos aborígenes, estes querem e têm prometida a ajuda da Funai, do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Social, da Agricultura e claro, da Rainha da Inglaterra. Já tem até convênio firmado com a Embrapa. Têm até bandeira para sua nação! E mesmo a assessoria dos “brancos” do mst. Aí pode! É “branco” companheiro!

No interesse da Rainha da Inglaterra, do Conselho Indigenista Missionário, das ongs e dos “caras” de Brasília, fala o internacional aborígene Dionito José de Souza, que tem o título de presidente local do CIR: “Não queremos migalhas! Precisamos desenvolvimento”. E aponta o caminho: os aborígenes firmam acordo com empresas de mineração para a extração de ouro, nióbio e outros minerais. Aí sim, podem entrar os brancos de olhos azuis e os aborígenes vão ganhar a participação nos lucros das mineradoras estrangeiras, claro.

A grana está liberada para garantir estudos, transporte, hospedagem, diárias técnicas. Para garantir o inicio da exploração da maior jazida de nióbio do planeta como já estava escrito há mais de dez anos nas diretrizes do Cir, “para usufruto das civilizações européias” e dos Estados Unidos também.

Os donos do mundo dominam as tecnologias de ponta dependentes de nióbio, um metal nobre que está nos instrumentais cirúrgicos, nas naves e estações espaciais, nos satélites e sondas e na construção de um anel tubular de quilômetros, que os controladores do mundo construíram, associados, para experiências nucleares na Europa.

Mas isto acontece tão distante do nosso cotidiano! Algumas dezenas de anos e poucos dos que hoje são jovens, vão sentir uma fisgada de contrariedade, talvez de vergonha, lendo os sobre os futuros escândalos, roubos, desvios, enriquecimento ilícito de autoridades acima das leis. Como hoje, as grandes negociatas são feitas por baixo do pano, ninguém sabe, ninguém viu e quem havia de falar, sumiu. Não existem “provas”, diria um ministro muito “justo” e defensor da nova ordem internacional.

Os “nossos” governantes são amigos do sujeito que prega publicamente o extermínio de uma nação criada a partir da ONU, por um brasileiro chamado Oswaldo Aranha. O amigo do Lula e da sua corte, tendo à frente dona Dilma, o ilustre futuro Ministro da Defesa, extinguiu a liberdade de expressão no Irã, onde as mulheres são apedrejadas e o estado executa homossexuais.

Vamos assistir tudo pela televisão. Nenhum cidadão pode mesmo recorrer contra os políticos que fazem leilão do território, rotulam cidadãos por categorias, roubam e fazem leis em seu interesse. Todos são associados de ditadores sanguinários que exaltam como heróis exemplares.

Isto é a “nossa democracia”, sem liberdade, sem igualdade, com direito assegurado apenas para quem é do lado do partido do governo. Como em Cuba, como no Irã, a justiça imperante aqui obedece ao ódio fundamentalista de esquerda radical. Quer mais?

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Um comentário:

Anônimo disse...

Territórios da cidadania onde o cidadão não pode entrar.

Isso me lembra o MINIAMOR (Ministério do Amor), MINIVER (da verdade), do livro 1984 onde eles tinham o sentido oposto do nome.

Qualquer semelhança é mera realidade.