domingo, 17 de maio de 2009

Até quando seremos tão babacas?

Edição de Artigos de Domingo do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

Adicione nosso blog e podcast aos seus favoritos.

Por Jorge Serrão

O ministro Joaquim Barbosa promete acelerar o julgamento do “mensalão petista” – que ninguém arrisca uma data para terminar, punindo ou não alguém. Barbosa ameaça denunciar um fato gravíssimo no plenário do Supremo Tribunal Federal: as várias chicanas jurídicas praticadas por réus e testemunhas para embolar o caso. As armações defensivas dos 39 réus incluem endereços inexistentes de testemunhas, inclusive que se mudaram para o exterior, recusas a prestar depoimento e contestação de perícias.

Barbosa tomou recentemente uma decisão que merecia mais destaque na mídia que sua briga com Gilmar Mendes. Desmembrou o inquérito do “mensalão tucano”, que até agora tem 42 volumes. E decidiu que apenas o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), por ter foro privilegiado, será julgado pelo STF. Os outros 14 réus vão enfrentar tribunais de primeira instância. É mais um problema para Marcos Valério Fernandes de Souza. O publicitário é réu tanto no escândalo petista quanto no tucano. Mas os mensaleiros sabem que tudo vai dar em nada - como é de costume por aqui.

Para consagrar a impunidade reinante no Brasil, nada melhor que saber que agora vive em Paris o cirurgião plástico Hosmany Ramos – condenado há 57 anos de prisão e foragido da Justiça. Hosmany revelou que fugiu do Brasil, com documentos falsos, embarcando em um vôo regular da Air France. Breve, lançará seu livro “O Goleador”, pela Geração Editorial, depois de avisar a amigos que não fugiu da prisão, mas que “retomou a liberdade que merecia”. Mais um retrato perfeito de um País em que o crime compensa, e muito.

Retomando o mensalão, Joaquim Barbosa resolveu empurrar um pepino para frente. Só vai decidir, no ano que vem, se o chefão Lula da Silva prestará depoimento de defesa solicitado por Roberto Jefferson. Em plena campanha eleitoral de 2010, Barbosa vai eletrizar o País com sua decisão. Como presidente, Lula tem a prerrogativa de marcar data, hora e local para ser ouvido. O duro é que - conforme promessa solene de toda testemunha - ele não poderá mentir... O que não será tarefa fácil...

Voltando ao Joaquim Barbosa, o ministro anda preocupado com o desgaste da imagem do Judiciário. A preocupação vai muito além das conseqüências de sua guerra de vaidades com o presidente Gilmar Mendes. A imprensa em geral deu pouquíssimo destaque a uma reportagem do Estadão, de 10 de maio, denunciando que o STF sofre de uma doença muito comum ao Congresso Nacional: a falta de presença em dias de trabalho. De 24 sessões plenárias, apenas seis tiveram as presenças de todos os 11 ministros – que ganham os salários mais altos do poder público.

Honra aos cinco ministros que cumpriram a obrigação de ir a todas as sessões do STF: Carlos Alberto Direito, Ricardo Lewandovski, Carmem Lúcia, Ayres Britto e Marco Aurélio de Mello. Já o ranking de faltas é liderado, com nove faltas cada um, pelos ministros Celso de Mello e Ellen Gracie (há muito tempo priorizando sua indicação para a Corte de Apelação da Organização Mundial do Comércio). Barbosa faltou 4 vezes. Gilmar, seu desafeto, três. Eros Grau duas vezes e Cezar Peluzzo, uma.

Outro fato gravíssimo mereceu pífia atenção da mídia amestrada. Eros Grau acabou condenado culpado em um processo de violação contra a lei de licitações. O processo era bem antigo. Foi aberto bem antes de Eros ser indicado por Lula para o STF. A situação é assustadora. Afinal, só pode atuar na suprema corte quem tem reputação comprovadamente ilibada. E quem tinha processo antes de ir para lá sequer deveria ter ido para lá. E agora, José? Inês é morta? Se for, que a terra lhe seja leve!

Outro desgaste imenso para o Judiciário tupiniquim pode ter desdobramentos graves. O corregedor-geral do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargador André Nabarrete, alimentou uma guerra interna no TRF3. Tudo porque abriu procedimento administrativo contra 134 magistrados que subscreveram o histórico manifesto pela independência da toga. O documento, de apoio ao juiz Fausto Martin De Sanctis, foi divulgado em julho de 2008, em meio à crise institucional contra Gilmar Mendes, em função da Operação Satyagraha, contra o banqueiro-amigo Daniel Dantas e companhia limitada.

O inferno do Judiciário não acaba. Pegou muito mal a notícia de que a poderosa Federação dos Bancos pagou passagens, hospedagens e refeições para que um grupo de 42 juízes do trabalho e ministros do Tribunal Superior do Trabalho participassem do “16º Ciclo de Estudos de Direito do Trabalho” da Febraban. O evento, fechado ao público profano, foi promovido pelos banqueiros, no feriadão de 21 de abril, em um luxuoso resort cinco estrelas na Praia do Forte, na Bahia. As diárias do lugar variam de R$ 718 a R$ 1.277.

Por que os banqueiros só convidaram a cúpula da Justiça trabalhista para o congresso? O pagamento destas despesas dos magistrados não poderia ser considerada uma remuneração indireta? Será que proximidade entre juízes e advogados trabalhistas dos bancos é boa para a imagem do Judiciário? As perguntas têm respostas tão delicadas que a Associação nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra) preferiu nem comentar a presença de ministros, desembargadores e juízes no evento dos banqueiros.

O Globo deste domingo informa que uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), prevista para entrar em vigor nos próximos dias, determina que carros oficiais não podem ser usados para passear, apenas para trabalhar. Magistrados de todo o país deverão estacionar esses veículos em uma garagem diariamente, ao fim do expediente, e em feriados e fins de semana. A medida foi criada para evitar abusos - como fazer viagens ou levar crianças para a escola. Será que a nova regra vai pegar?

Quer mais fogo no inferno do Judiciário, então vamos falar da maldição dos precatórios. Eis uma vergonha nacional que comprova os prejuízos para os cidadãos da total insegurança do direito no Brasil. A Justiça reconhece e manda pagar créditos reclamados por cidadãos e empresas contra o poder público. Acontece que o Executivo não paga. Governadores, prefeitos, empresas públicas se lixam para o contribuinte. E fica tudo por isto mesmo. Quem tem direito a receber o precatório vai reclamar com quem?

Agora, o calote oficial tem chance de ser consagrado com a Proposta de Emenda Constitucional PEC 12/2006 do Senado, que virou a PEC 351/2009 na Câmara. A Ordem dos Advogados do Brasil tem gritado, no vento, contra a armação. Deputados e senadores fazem uma legislação contra o cidadão-eleitor-contribuinte, desrespeitando as decisões do Judiciário, em favor do Executivo historicamente desonesto e que reina impune.

Cadê a Justiça? Agora, o desgoverno capimunista e neolibertino vai botar de novo na poupança do brasileiro, e, certamente, ninguém fará nada! Quem ganha menos vai pagar ainda mais importo com a incidência do Imposto de Renda sobre a soma anual da renda do contribuinte. A metida que a equipe econômica fará na poupança é inconstitucional. O amestrado Congresso deve aprovar, mesmo que a contragosto. E a Justiça não fará nada?

Trata-se de O Estado contra o Povo – como escreveu ontem, aqui nesta Alerta Total, o apicultor Arlindo Montenegro, um cabra cansado de ser ferrado pelo Estado Capumunista, enquanto cuida de suas amáveis abelhas. E tem gênio com coragem e sem intelecto para afirmar que não vivemos uma crise institucional no Brasil. Até quando seremos tão babacas para deixar tudo errado do jeito que sempre esteve?

O que falta para institucionalizarmos o totalitarismo no Brasil? A democradura em vigor ainda pode produzir mais estragos? Por que os segmentos esclarecidos da sociedade ficam tão intimidados ou sentindo-se impotentes de reagir contra a reinante sacanagem generalizada? Imprensa, cadê você para denunciar os erros e pressionar os podres poderosos? Ministério Público, cadê você para denunciar os erros e exigir que se faça Justiça?

Temos de soltar o grito de Democracia. Passou da hora de botar ordem no caos. Ou partimos para um aprimoramento institucional, com base na segurança do Direito Natural, ou o totalitarismo vai reinar, absoluto, com seus esquemas de corrupção e terror que ajudam a manter nosso rico Brasil artificialmente na miséria – política, financeira e ética.

Jorge Serrão, Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor, é Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. http://alertatotal.blogspot.com/ e http://podcast.br.inter.net/podcast/alertatotal

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 17 de Maio de 2009.

12 comentários:

Anônimo disse...

Na formatação das políticas globais, grandes interesses trabalham para esvaziar as iniciativas democráticas dos "colonizados". No ambiente doméstico, os que declaram querer o bem do Brasil, desfigurando a nação e prestigiando o estado dos petistas, estão como os guerrilheiros terroristas no poder, preocupados em se dar bem.
Quem vai mudar a lei e restaurar as instituições para a democracia de direito? Quem vai votar uma reforma institucional de fato? Os cargos políticos neste ambiente são empregos vitalícios bem distanciados da vontade da nação.

Diretoria Executiva da ORDEM disse...

Após a leitura deste bombástico artigo do jornalista Serrão, que desmoraliza a imprensa engajada, ou amestrada, quem ainda está acreditando que este país um dia vai dar certo, pode procurar com urgência um bom psiquiatra. Realmente, e duvido quem possa contestar, está tudo podre nos apelidados Très Poderes desta devassa republiqueta de bananas. A única e derradeira saida para sairmos do caos é aquela atribuida aos generais romanos: "Em situação de emergência suprema a decisão mais ousada é, certamente, a mais segura" Avante, Avante.....

Blog de um Brasileiro disse...

Jorge;
Sua capacidade de análise é algo invejável. Parabéns por isso.
Estamos todos cansados. Falamos tanto, que no final ficamos mudos.
Mas como iniciar uma reforma institucional, se as partes responsáveis por isso não se interessam?? Como seria essa mobilização popular, se não temos mais representatividade adequada para isso?
Não estou sendo irônico não, apenas com dúvidas mesmo.
Qual seria a forma da população exigir a reforma do judiciário, parlamentar, etc?? O que o cidadão comum pode fazer?

Uma das respostas seria votar correto. Mas essa não vale, pois enquanto reinar a ignorância políticos malignos estarão no governo.

Como incendiar o povão para exigirmos reformas?

Desculpe mas eu não sei.

Paulo Figueiredo disse...

O Brasil já está inviabilizado como nação. Com esta estirpe de governantes e esta plebe rude e ignara, não dá para melhorar o vaticínio.

A amoralidade no Brasil atingiu o ápice do cinismo.
A mídia transformada em comércio de noticias.
A justiça deu lugar à zombaria e galhofa.
A oposição está acanhada ou comprada.
O povo imbecilizado e entorpecido.
A lei virou instrumento de asco.

Isto é reflexo dos tempos que vivemos no Brasil, quando o valorizado é a insignificância, a inutilidade, a fraqueza, o fracasso, a ignorância, a mediocridade, a incapacidade, a rudeza, a bronquice, a boçalidade, a descortesia, a obtusidade, o complexo, a desonestidade, a hipocrisia, o cinismo e outros que refletem as baixas qualidades do “homem”.

“Nunca antes na história deste País” se pensou e se agiu tão mal e pequeno quanto agora.

Mas o povo gosta é disso. Se parece com ele. Um povo bronco e idiota.

Não há arrecadação de impostos. O que há é roubo, escorcha e pilhagem. E, pior, sem nenhuma contrapartida do desgoverno ao setor produtivo. O dinheiro arrecadado alimenta bancos, corrupção deslavada e esmola para compra de votos.

A classe média produtiva, digna e honrada está sendo pilhada, ultrajada, extorquida e assassinada por desgovernos desvairados, populistas e celerados. Ainda usam aumentos sucessivos de impostos para fazer política de cabresto, estimulando a malandragem e a bandidagem. Estes desgovernos são os verdadeiros criminosos. Roubam-nos o dinheiro, a vida e a dignidade. Esta situação não é espontânea é deliberada para estabelecer o caos e a barbárie. Pesquisem sobre a teoria da conspiração.

Nenhuma nação resiste a tantos desmandos e agressões. Primeiro, 8 anos de FHC com alta traição e entreguismo sórdido. Depois, mais 8 anos de Lula com empulhações, mentiras e corrupção deslavada. Ambos criados e tutelados pelo mesmo poder econômico mundial; protegidos pela mesma mídia e, consequentemente, agraciados por votações expressivas de um mesmo povo que não merece o país que tem. Infeliz Brasil.

Anônimo disse...

Desculpem-me a expressão: Eu estou de saco cheio!

Saco cheio dos canalhas que usurparam o poder e venderam um pedaço do nosso país.

Saco cheio do tal de "politicamente correto".

Saco cheio dos que dizem
"precisamos fazer alguma coisa".

Saco cheio de esperar por aqueles que deviam fazer alguma coisa, pois esta é a sua obrigação constitucional > Defender o país de ameaças externas e internas.

Saco cheio da cara de pau dos pinguços, ladrões e canalhas em todos os poderes.

Quer saber? Tô de saco cheio. Nem adianta ir embora para Passargada, pois é fugura poética e não existe. E se existisse, o Rei já tinha feito acordo com o Lula.

Tamufú!

Anônimo disse...

Para quem já acreditou tanto no ministro Barbosa, o que gosta das ruas, do seu som, deve ser dolorosa a decepção, um tanto tardia, é verdade, mas é que a gente precisava acreditar em algo, em alguém, diferente.....
Deu no que deu!!!!!!

Anônimo disse...

Jorge, além de nossas fronteiras, estás ciente desta situação de dominação do Islamismo?
http://www.youtube.com/watch?v=CM9qSe3IbSM&feature=player_embedded

Anônimo disse...

Pois é! O Ministro Barbosa! Eu tb. acreditei nele na época do Mensalão. Depois, ele soltou o silvinho. Genoíno e Marcos Valério. É PIaDA, NÉ?. Em quem acreditar em se tratando dos 3 poders? Em ninguém. Na época do Mensalão estavam só nos iudindo. E, o que dizer do PGR. ANtônio Fernando de Souza? Tá até dando Parecer favorável a não extradição do assassino italiano. Ninguém merece. O ano q. vem votarei nulo. É o único caminho que encontro. Um abraço e meus pêsames, aliás, p/ todos nós!

Anônimo disse...

Este esquema de coisas, apoia-se no setor produtivo.
Sabemos que bancos nao produzem nada.
Intermediarios intermediam, não produzem nada.

Quem esta gerando esta riqueza que temos? De quem é este Pais. Sao perguntas que temos que responder e reafirmar diarimente , para anular o MANTRAN desagregador que eles cantam sem parar.

Ora, a riqueza é gerada pela classe produtiva, os que acreditam no trabalho, e nao somos poucos, e nem mal organizados. O Brasil é rico sim, e tem muita gente valiosa e lutadora.

A luz tem que mostrar quem sao os espectros que estão esganiçando , escondidos por tras de ternos novos e brilhantes.

Ha meios de deixar os vampiros morrer de fome? Claro que há.

Para este estado totalitario , Nova Barbarie Mundial, que pregam como se fosse o unico caminho para todos, so ha uma maneira de se defender.

Escolher a cada momento , o contrario do que eles querem para a humanidade. escolher a Ordem, a Justiça, Bradar, Gritar, chutar o balde destes marginais legalizados, comunicar-se, falar, denunciar, informar-se, ajudar os mais fracos, ensinar o que se sabe, e unirmo-nos em torno do ideal de uma Nação Soberana chamada Brasil e de nossa Constituição que serve para isso mesmo.

Eles so entendem quando perdem o que ganharam com seus jogos sujos de poder e suas mão cheias de sangue inocente. O objetivo deles é aterrador, mas eles sao fracos.

Vamos dar nome aos bois e depois marca-los com ferro quente. Fica mais fácil de trabalhar com eles.

Os traidores não podem ser perdoados. Nao pode haver perdão para quem quer escravizar o povo brasileiro e roubar suas riquezas.

Basta de tolerancia com esta corja.

Paulo Tarso disse...

O Sr Paulo Figueiredo parece sofrer de intenso complexo de viralatas.
Fala do seu povo na terceira pessoa, como não fosse parte dele.
De que adianta este rico vocabulário, se o pensamento é tão raso.
Parece a oposição, perdida, sem rumo de propostas e idéias repetindo uma cantilena improdutiva sem fim.
Pobre imbecil.
Sugiro como tratamento um aeroporto, com uma passagem de ida para qualquer país que ele considere dentro de seus padrões.
O Brasil precisa de cidadãos que amem este país que amem ser BRASILEIRO.
Em tempo: NÃO SOU LULA, NÃO SOU PT. SOU BRASIL!!!!

Paulo Figueiredo disse...

Prezado Serrão, desculpe desviar do foco que são comentários sobre as matérias:

Em resposta ao ataque pessoal.

Há muitas maneiras de discordar das idéias sem ser agressivo pessoalmente, mas para isso é necessário um pouco de inteligência. Os tolos discutem pessoas, os inteligentes discutem fatos e os sábios discutem idéias, já se dizia.

Certas pessoas têm muitas dificuldades em interpretar a realidade, simplesmente, porque não têm consciências de suas próprias realidades. Acostumadas em receberem e assimilarem as realidades alheias, principalmente das elites econômicas e políticas, como verdades (ou realidades) finais e acabadas em si mesmas. Assim, estas pessoas não desenvolvem os seus próprios sentimentos eficazes sobre elas e ficam só repetindo o que vêem nos programas de entretenimento das TVs, como o “big brothers”.

A realidade pura e absoluta, categoricamente, não existe na nossa capacidade interpretativa. Ela pertence ao “Princípio Supremo”. O que existe em nossa dimensão são as inúmeras "realidades" emanadas de cada um de nós. E o somatório destas "realidades" infindáveis é que fazem os esboços das grandes realidades comuns, mas não ainda a “absoluta”. Mas, quanto mais "realidades" individuais e diversas contribuírem para estas tais realidades comuns, mais próximas da realidade absoluta estas estarão.

Se apenas algumas poucas "realidades" contribuírem na formação das realidades comuns, impondo-se sobre as demais, por atos despóticos destas ou por omissões das outras, as realidades comuns serão tortas, débeis, injustas e mentirosas. E o debate sério, limpo e civilizado contribui, e muito, para a exposição destes somatórios e interpretações das verdades, buscando um extrato mais próximo da realidade total.

Os detratores das pessoas com idéias diferentes das suas denotam uma tendência frenopática, exatamente, pela dificuldade em interpretar a própria realidade pessoal, impedindo de confrontá-las com as “realidades” que lhes estão sendo apresentadas. Assim, voltando ao início da descrição, a realidade fica torta, como querem os interesses ocultos. E os ignóbeis partem para ataques pessoais, mesmo não conhecendo os apresentadores das idéias rechaçadas. Confundem, lamentavelmente, idéias com pessoas.

Não lhe responderei mais, dar trelas à insensatez é a melhor maneira de se obter grande fonte de aborrecimentos inócuos, fúteis e inúteis.

Anônimo disse...

o povo brasileiro é muito desinformado,e não busca mudanças,vota em bandidos, e ainda os defendem,a corrupçaõ tomou conta do pais ha muito tempo,mudar so se for na força bruta.