sábado, 16 de maio de 2009

O Estado contra o Povo

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://www.alertatotal.blogspot.com

Adicione nosso blog e podcast aos seus favoritos.

Por Arlindo Montenegro

O mundo, a vida é mais complexa que a certeza dos governantes e seus cientistas, economistas, políticos que odeiam o debate e vivem distanciados da realidade nua e crua. Para eles o mundo se resume a reservas estratégicas, estatísticas, juros e estruturas sociais controladas, obedientes ao Estado. São os arrogantes senhores da guerra continuada: o Estado contra o povo!

Em todas as épocas os governantes agem como que destituídos de consciência. A consciência sobre os atos gera as ações obrigatórias de interesse primordial para o bem comum. A estrutura do poder ignora realidades complexas e diversas. Ignora a consciência que move os homens para as obrigações de proteção da família e do território donde retira o sustento e onde enterra seus mortos.

A educação para a liberdade lúcida e comprometida com o semelhante é atirada ao lixo sempre que a solução prestigia os guerrilheiros urbanos que espalham terror, o racismo e o ódio entre grupos. A incompetência grosseira escolheu deixar matar com tiro ou bomba, morrer em filas de ambulatórios, nas cadeias, de frio ou fome nas ruas ou em trabalhos forçados.

Criam justificativas teóricas e filosóficas na esteira de Marx, Engels e seus seguidores, capazes de malabarismos mentais para decidir por todos sem considerar a liberdade, sem atentar para os deveres de consciência ativa, apropriados nas pessoas que ocupam cargos administrativos duma nação.

Das "grandes civilizações" européias, vieram nossos primeiros colonizadores - portugueses, franceses, holandeses, ingleses - e mais tarde, por questões geopolíticas e econômicas a influência dos EUA foi culturalmente preponderante, mascarando uma Oligarquia Financeira Transnacional que sempre agiu de forma oculta para explorar o Brasil. Todos formaram seus grupos locais em defesa dos interesses coloniais. Ensinaram como fazer. Criaram os sonhos tutelados. E assim é feito até hoje.

Que "humanidade" é esta que apregoam aos quatro ventos? Entre nós, desta nação brasileira, os poderosos se têm revelado predadores e mentirosos. Praticam o furto continuado. Roubam. Impõem as regras e agem como jagunços numa terra de ninguém. Decidem na surdina dos palácios e decretam: cumpra-se! Defenda-se quem puder! A lei é o Estado. O Estado contra o Povo!

As “grandes civilizações” colonialistas, modificaram os fundamentos da civilização cristã ocidental. Conceberam o comunismo, o nazismo, o fascismo e as "legiões estrangeiras" (francesa e espanhola, primorosos exércitos mercenários que atuam pelo mundo afora), para manter o poder e submeter as nações. Também conceberam no mundo abstrato, nas artes, uma respeitável e marcante página para a história da humanidade.

Pilharam tesouros universais em guerras devastadoras. Não puderam transportar as pirâmides, o Taj Majal, os templos budistas espalhados pela Ásia, as pirâmides mexicanas ou os monumentos da civilização andina. Mas o que foi possível transportar, marcos significativos da espiritualidade e contato dos homens com seus deuses, estão nos museus em Londres e Paris. São testemunhos de costumes, trabalho árduo, amor, respeito humano, veneração, agradecimento e até mesmo sacrifícios sangrentos.

As guerras são decididas por aquelas minorias poderosas e executadas por minorias obedientes. Os dominadores de todas as épocas são incapazes de tolerar ações e iniciativas individuais, são incapazes de tolerar a liberdade das pessoas. E desarmam quem tenta defender-se dos “humanos bandidos”.

São incapazes de conviver com grupos produtivos estruturados em liberdade, à margem de seu controle totalitário. Incluem todos numa linha de produção onde o racionalismo material se sobrepõe ao espírito, ao saber, ao pensamento livre. Atuam como se tudo estivesse pronto e resolvido nos marcos de uma estrutura social pré determinada.

Os ditadores ideológicos pelo mundo afora, responsáveis pelos genocídios mais cruéis, espalharam a guerra assimétrica, selvagem, sangrenta, diária. O terrorismo assimilou todas e expressão de banditismo a serviço de interesses totalitários. As vítimas fazem malabarismos para sobreviver. Os que tombam figuram como estatísticas de “problemas sociais insolúveis”.

Napalm, bombas atômicas e biológicas, foram decisões civilizadas? Não são contadas como atos de genocídio? China, Vietnam, Laos, o extermínio de povos na África, culturas esmagadas, história mentirosa, são decisões civilizadas?

EUA e Rússia controlam 90% dos arsenais atômicos do mundo. Guardam ogivas nucleares e artefatos secretos em número desconhecido, intactos à espera de um desmiolado qualquer. Os “civilizados” impõem que os “selvagens” se desarmem.

Na realidade, os que trabalham 8 horas por dia e mais, não dão a mínima atenção para estes detalhes ou para os “exemplos morais” desta ditadura que se diz democrática. Quando muito, bocejando, ouvem as notícias do mundo maravilhoso que esta por vir, conforme as promessas repetidas pelos mesmíssimos políticos, jornalistas, economistas e outros arquitetos das estruturas sociais de poder.

A gente, que paga impostos para alimentar essas estruturas de poder, espera a recompensa em dias melhores. Tem consciência da vida ameaçada. A maioria tem uma crença e agradece a Deus, da maneira como o concebe, encontrando o conforto espiritual necessário para manter a esperança de cada dia.

Outrora a recompensa estava ligada aos prazeres simples como o riso, a família, amor, flor, música, dança, contar histórias para os menores, colecionar retratos... Hoje se impõe a satisfação material imediata que antecede qualquer dever. A corrida por direitos antes das obrigações, implanta a irresponsabilidade.

As pessoas ficam feias, mecânicas, impessoais e perdem a noção do tempo, presas no agora: o Estado todo poderoso decidindo tudo. Isto está longe de ser uma estrutura amável, humana, civilizada ou democrática de direito responsável.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

7 comentários:

Anônimo disse...

Jorge: Parece-me que a mídia dos Australianos estão um passo a frente de nossa famigerada imprensa vendida...

http://dahrjamailiraq.com/gallery/main.php?g2_itemId=11676

Anônimo disse...

Serrão
Poxa essa sua reflexão foi um soco no estomâgo de quem tem carater, é uma que entra a l00 e sai a 200 p/h nos ouvidos dos grandes governantes, principalmente no Brasil, onde povo também tem a sua culpa, porque a UNIÃO É TÃO GRANDE PARA O FUTEBOL E CARNAVAL, então quando somos lesados TODOS OS DIAS PELOS SUPOSTOS GOVERNANTES, ninguém faz nada, só sabem pedir a DEUS.
DEUS JÁ FEZ SUA PARTE , NOS DEU UM BRASIL RICO, BELO, CHEIO DE VIDA, PARA NÓS VIVERMOS, E VÊ SE O POVO AMOR A PATRÍA, NÃO ENTÃO TAMBÉM TEMOS UMA PARCELA DE CULPA SIM. DEVERIAMOS COMEÇAR A COBRAR DE IMPRENSA (AQUELA QUE RECEBE A BOLSA MÍDIA) E DEPOIS SIM DOS GOVERNOS.

Esperança disse...

Sábado, Maio 16, 2009
Amorim coloca COI sob suspeita.

Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores do Brasil, vetou, junto com Lula, a indicação do brasileiro Márcio Barbosa para o cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), onde já é diretor-adjunto. Os dois gênios da diplomacia global preferiam apoiar o egípcio anti-semita Farouk Hosni. Amorim revelou que a decisão do Brasil tem a ver com as Olimpíadas de 2016 irem ou não para o Rio. Afirmou que abrindo mão da candidatura na UNESCO, o Brasil levaria a Rio 2016. É uma afronta ao Comitê Olímpico Internacional. Uma verdadeira ofensa. Se as olimpíadas vierem para o Rio, todo o processo de escolha estará sob suspeita. Tudo em função da habilidade da diplomacia do pequeno rato e do velho boi.
Postado por Coronel / Coturno Noturno 16.05.09

Anônimo disse...

SERRÃO...DEIXEA LEGIÃO DE FORA DISTO !

BRAGA disse...

Gostaria de fazer um reparo. O artigo em foco é de autoria do sr. ARLINDO MONTENEGRO (apicultor).
É um cidadão de alta estirpe, assim como o Serrão, de quem admiro a saga e o espírito lutador.
Arlindo, excelente esse seu artigo "O Estado contra o Povo".
O Lula, há muito deixou de existir, para dar lugar a Dom Luiz Inacio I e único, o "posudo", imitação "barata" de Chavez. Dom Luiz Inácio não assume que também quer ser presidente até morrer.

UHQ disse...

Caro Serrão:

Ontem li uma reportagem em um jornal carioca que o governo do Sr. Lula já gastou nada + nada - do que 6.8 bilhões em publicidade governamental, que na verdade deveria ter sido aplicado em saúde e educação.

Não desejo o mal para ninguém mas devo expor minha opinião; O lado triste disso tudo é que esse desperdício de verbas públicas me faz lembrar uma reportagem sobre a senhora carioca de 84 anos sofrendo de cancêr que enfrentou várias filas e não recebeu atendimento nos hospitais do Rio e alem do mais teve que ser levada de carro "por conta da ajuda de bons samaritanos" a procura de tratamento, sabe lá aonde estaría ela nesse momento.

Hoje quando vejo a Sra. Dilma Rousseff segurando a peruca na base aérea vejo que o Karma que ela terá que enfrentar vai ser barra pesada, pois aqui se faz, aqui se paga.

Imaginem que a Sra. Ministra Dilma Rousseff terá que enfrentar alem da doença, jornalista e políticos ferozes que torcem para que o vento leve sua peruca explorando o constrangimento de uma doente careca, candidata a presidencia de um país que tambem enfrenta um cancêr político sem precedentes.

Dilma Rousseff jamais saberá o que é enfrentar uma fila do SUS para receber um tratamento pelo menos digno da pessoa humana, contribuinte e acima de tudo uma cidadã Brasileira, como aquela senhora deitada em uma maca a espera do atendimento.

O cancêr não discrimina, mas a política SIM!

Anônimo disse...

Aff, que rocambole!
Tá mais pro livreco que Hugo Chavez deu a Onama do que o manual do perfeito idiota latino-americano.

Francamente,mal consegue disfarçar o discurso que já vi e ouvi de tanto esquerdopata...