sábado, 30 de maio de 2009

Teologia da Libertação e Jesuítas

Edição de Artigos de Sábado do Alerta Total http://www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

Ninguém em sã consciência vai negar o papel dos jesuítas catequizando povos aqui e alhures. Entre nós, as Missões e a fundação de São Paulo, são exemplares. Em 1550 a ordem jesuíta ainda não o poder político e econômico que desenvolveu a posteriori.

O poder amesquinhou a pureza moral de alguns, bem diferentes dos que vieram ao Brasil. Nóbrega e Anchieta, apóstolos da ordem sem posses, acreditavam numa fraternidade cândida entre os homens. Prevalecia o elemento espiritual diferente do partidarismo secular imperante hoje. Era outro mundo!

Em 1935 chegou ao Brasil a Ação Católica para mobilizar os leigos nos serviços da igreja que eram exclusivos dos padres. Centenas de milhares de estudantes e trabalhadores, neste País que se proclamava cristão e católico, militavam nas “juventudes” – estudantil, operária, universitária, desde o nascedouro infiltradas por integralistas ou jovens de tendência marxista.

Do Concilio Vaticano II, 1962, saiu o documento “Gaudium et Spes”, em que o socialismo é indicado como “possibilidade” para a solução das desigualdades sociais. As obras do Jesuíta Theillard de Chardin, ainda proibidas pelo Vaticano, eram devoradas pelos militantes da Ação Popular, que alguns anos depois se proclamaria “Ação Popular Marxista Leninista” (AP-ML).

O teólogo Clademilson F.P. da Silva, indica que Teilhard de Chardin é influente “de muitas formas em muitas teologias, inclusive para alguns teólogos da chamada teologia da libertação. Em 1922, suas manifestações pouco ortodoxas, negando o dogma do pecado original, obrigou-o a abandonar a Europa e embarcar para a China. Foi-lhe permitido trabalhar em pesquisas científicas, mas proibido de escrever sobre temas eclesiais e teológicos. Mas ele continuou, na moita e era publicado e lido por acadêmicos ingleses e franceses.

Antes de Chardin, outro jesuíta francês, De Lubec fazia palestras aos seus alunos, desenvolvendo o ceticismo, a heresia e a fantasia que nada tinham a ver com o gigantismo do pensamento de Inácio de Loyola.

As fontes teóricas da Teologia da Libertação, que orientou o trabalho das Comissões Eclesiais de Base, berço do PT, estavam na obra do jesuíta espanhol Ignácio Ellacuría. Os fundamentos estão em “Mysterium Liberationis” – Conceitos Fundamentais da Teologia da Libertação, publicada pelo mesmo Ellacuría.

Em Nanã, Peru, em 1971, o que ainda era um movimento intelectual e elitista, associando católicos e protestantes na “luta política”, foi batizado como Teologia da Libertação. Dois anos depois, Gustavo Gutiérrez, um peruano seguidor do jesuíta Ellacuría, que inspirou as comunidades cristãs de base da Guatemala e de El Salvador (CEBs no Brasil), publicou sua “Teologia da Libertação”, condenando “a opressão econômica e política do povo”.

Como temos sido tradicionais importadores de toda a subversão intelectual com certidão de nascimento europeu, em 1993, os irmãos Boff, Frei Leonardo e Clodovis, lançaram pela editora Vozes seu livro “Como fazer teologia da libertação”, aparecendo na mídia como os grandes teóricos nacionais.

O que todos estes “insubordinados” têm em comum é um plano de guerra para virar a fé em instrumento de transformação e esse plano tem permanecido através dos séculos, sinalizando uma religião única, idioma, idéia, governo, como querem os das Nações Unidas em desrespeito às variedades culturais.

O pastor J. Wright, da igreja freqüentada por Barak Obama, trilhou o mesmo caminho fazendo uma transposição da Teologia da Libertação aplicada aos negros e minorias norte americanas. Uma teologia da libertação negra que é pouco conhecida, mas que surgiu na mesma época em que Gutierrez e Ellacuría estavam ativos na América Central. Deus ao lado dos “oprimidos” e o resto... chicote, cadeia, eliminação!

Nessa nova visão da realidade social, os “eleitos” são exclusivamente os pobres e iletrados, os marginalizados, incluindo-se aí os bandidos e drogados. Para esses é apresentada a necessidade de mudanças para banir a “opressão” com direitos que antecedem os deveres. A “opressão” é praticada pelas “elites exploradoras”.

A vida em sociedade tem disso: observamos os movimentos dos outros, escolhemos nossa posição e nos responsabilizamos pelas conseqüências. Qualquer pessoa pode admirar, adotar ou descartar crenças ou idéias políticas, modismos ou vícios. A propaganda, aberta ou subliminar bagunça a razão.

O essencial é que mantenhamos a consciência racional de aprendizes da vida, certos de que, futucando qualquer assunto, até no lixo se podem encontrar preciosidades essenciais. O contrário é ficar mosqueando em cima do muro. Ou assumir a posição de “sabe tudo” recolhido numa redoma intocável, dogmática. Quando se trata da concepção de Deus, o sentido espiritual conflita com o racional. A fé não é discutível, nem justificável. É um dom.

Um indignado comentarista, em defesa da pureza dos jesuítas, afirma que a Teologia da Libertação foi “engendrada” pelos protestantes. Sobre este comentário, um estudante, Vinicius, indaga: “Como imaginar que os jesuítas que conheço um dia foram assim? Na universidade que estudo, quando os jesuítas celebram, o que podemos perceber é um show de doutrinação TL. ... pregam que Jesus não fez milagres, mas que todo o seu ministério era baseado em atitudes meramente sociais; Criticam Roma e a Igreja...”

A Teologia modernista do Jesuíta De Lubac foi confirmada no Concilio Vaticano II, oferecendo ao “gênero humano a colaboração sincera da Igreja para o restabelecimento de uma fraternidade universal”. Fonte inspiradora das campanhas da fraternidade da CNBB, instrumentada pela Teologia da Libertação. Os cristãos são convidados a ler os anais do Concílio Vaticano II que inspirou a nova visão da igreja sobre o mundo, confundindo espírito com matéria.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

12 comentários:

Anônimo disse...

B-B-B-B-B-boring
i u kiku

Anônimo disse...

Senhor Arlindo, quando eu disse que a teologia da aberração surgiu no protestantismo americano, é claro que ela não surgiu de uma vez só!

Só um louco vai achar que está ''teologia'' surgiu do nada.

Antes gostaria de mostrrar para o senhor a contribuição dos protestante no Concílio do Vaticano II, o mesmo concílio que permitiu chamar os inimigos da Santa Igreja Católica de ''irmãos separados:

http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cartas&subsecao=doutrina&artigo=20051221112932&lang=bra

É típico do mundo ''moderno'' de hoje querer simplificar um assunto bastante amplo!

O ex-pastor Rubem Alves (presbiteriano) escreveu o livro de ''teologia'', Da Esperança (Teologia da Esperança Humana), que mais tarde seria a teologia da libertação.

Impressiionante como isso passou despercebido do senhor Arlindo!

Mais acontece que nós podemos voltar mais no passado senhor Arlindo, e chegar onde essa teologia se formou:

Nascimento

A Teologia da Libertação nasceu da influência de três frentes de pensamento: o Evangelho Social das igrejas norte-americanas, trazido ao Brasil pelo missionário e teólogo presbiteriano Richard Shaull; a Teologia da Esperança, do teólogo reformado Jürgen Moltmann; e a teologia política que tinha como seus grandes expoentes o teólogo católico Johann Baptist Metz, na Europa, e o teólogo batista Harvey Cox, nos EUA.

Há uma série de eventos que precederam o nascimento da Teologia da Libertação:

1952: O missionário presbiteriano Richard Shaull chega ao Brasil trazendo o Evangelho Social e cria uma estreita relação com os pastores presbiterianos Rubem Alves e Jaime Wright;
1964: O teólogo reformado Jürgen Moltmann publica sua obra Teologia da Esperança;
1965: O teólogo batista Harvey Cox publica A Cidade Secular;
1967: O teólogo católico Johann Baptist Metz pronuncia a conferência Sobre a Teologia do Mundo;
O marco do nascedouro da Teologia da Libertação está na publicação da obra Da Esperança, de Rubem Alves, que tinha o título de Teologia da Libertação, criticando a teologia metafísica de uma forma geral e propondo o nascimento de novas comunidades de cristãos animados por uma visão e por uma paixão pela libertação humana e cuja linguagem teológica se tornava histórica.

A primeira participação católica no lançamento da Teologia da Libertação foi a publicação da Teologia da Revolução, em 1970, pelo teólogo belga radicado no Brasil José Comblin. Em 1971, Gustavo Gutiérrez publicou Teologia da Libertação. Somente em 1972, Leonardo Boff surge no cenário teológico com a publicação de Jesus Cristo Libertador. Como Rubem Alves estava asilado nos EUA neste período, Boff passou a ser o mais conhecido representante desta corrente teológica que vivia no Brasil, devido à proteção recebida pela ordem dos franciscanos, à qual ele pertencia[carece de fontes?].

O método destas teologias é indutivo[4] : não parte da Revelação e da Tradição eclesial para fazer interpretações teológicas e aplicá-las à realidade, mas partem da interpretação da realidade da pobreza e exclusão e do compromisso com a libertação para fazer a reflexão teológica e convidar à ação transformadora desta mesma realidade. Ocorre também uma crítica à teologia moderna e sua pretensão de universalidade. Consideram esta teologia eurocêntrica e desconectada da realidade dos países periféricos.


Renato

Anônimo disse...

Arlindo e Renato.

Achei fantástica a discussão do assunto por voces.

Espero que voces aprofundem mais isso.

Minha formação é em colégio Jesuita e bate com as informações prestadas pelo Arlindo. Principalmente no que diz respeito as questões de grupos de Juventude.

Na missa sempre vi uma cerimônia sem muitas diferenças a não ser pelos sermões.

A pregação pela ajuda ao necessitado sempre foi colocada para os estudantes. Inclusive havia uma parte do colégio onde os Jesuitas davam aula para os pobres, os carentes. Mas não havia a interatividade entre os carentes e o restante dos alunos do colégio. Tudo separado.

Não conheço nada dessa história mas tenho curiosidade.
Prossigam com o debate, e cheguem a uma verdade.

Obrigado.

Fernando Gonçalves

Unknown disse...

Senhor Arlindo Montenegro: O senhor é apicultor, atividade que respeito, assim como seus pensamentos. Entretanto, me permita uma retificação sobre Anchieta e Nóbrega. Essa retificação tem origem em documentos da própria Igreja Católica, em livros com o 'Imprimatur'. Agora no preciso momento não tenho como referenciar, mas indo a SPaulo, buscarei os locais documentados.

A retificação é a seguinte: Anchieta e Nóbrega não eram como habitualmente descritos, pois de acordo com documentos oficiais da Igreja, foram os introdutores da escravidão negra no Brasil, trabalhando nas duas pontas, uma em África adquirindo escravos, e aqui os revendendo, pois dominavam esse mercado. Dai veio a revolta daqueles denominados Bandeirantes, que buscando fugir ao monopólio dos religiosos, passaram a prear indígenas brasileiros. Esse monopólio, foi um dos motivos para a expulsão deles, jesuítas, daqui pelo Marques de Pombal.

Anônimo disse...

É senhor OZIMANDIAS, espero pela sua ''fonte''. Visto que está sua ''aula de história'', é típica herença dos estudos feitos pelos marxistas dentro das salas de aulas.

A prova de sua ''aula de história'' pode ser lida nesta frase:

''Esse monopólio, foi um dos motivos para a expulsão deles, jesuítas, daqui pelo Marques de Pombal.''

Não sei se você sabe, mas o Marques de Pombal era ligado a maçonaria e aos movimentos Iluministas da Europa.

Como o senhor mesmo escreveu: ''Agora no preciso momento não tenho como referenciar, mas indo a SPaulo, buscarei os locais documentados.''

Também espero pelos locais documentados (!!??) pela sua ''fonte'' de informação.
Preste atencão nestes comentários feitos aos Jesuítas:

Um dos maiores historiadores brasileiros, J. Capistrano de Abreu, disse: "uma história dos jesuítas é obra urgente; enquanto não a possuírmos será presunçoso quem quiser escrever a do Brasil". (Capítulos de história Colonial, 4ª ed., 278.)
João Mendes de Almeida escreve: "Sem diminuir o valor das diversas ordens religiosas, é lícito afirmar que o Brasil foi obra mais dos jesuítas, do que dos donatários e do governo de Portugal" (Algumas notas genealógicas, São Paulo, 1886, 52.)

A formação brasileira, em todos os seus aspectos, deve muito aos padres da Companhia. Foram eles que catequizaram, trazendo para a civilização, os grupos indígenas. Foram eles que impediram a desorganização da sociedade colonial, que até a sua chegada sofria os males da falta de guias espirituais. E muitas vezes foram eles os pacificadores das revoltas de brancos e índios.
Serafim Leite escreveu em seu livro "Páginas da História do Brasil":
"A Companhia tinha 9 anos de existência oficial, quando chegou ao Brasil em 1549. Período, portanto, que se pode chamar de expansão, caracterizado pelo espirito de iniciativa, disciplina criadora, entusiasmo que facilita a conquista. Quinze dias depois de chegarem já tinham os Jesuítas desencadeado a ofensiva contra a ignorância, contra as superstições dos Índios, e contra os abusos dos colonos.
Abriram escolas de ler e escrever: pediram a Tomé de Sousa que restituísse às suas terras os índios, injustamente cativos; iniciaram a campanha contra o hábito de comer carne humana: catequese, instrução, obras sociais, colonização. . ."".

Na educação brasileira os jesuítas foram particularmente importantes, pois foi por ela que vieram até aqui. Foi para educar e catequizar os índios que cruzaram o oceano. Foram eles os nossos civilizadores. Procuraram desde cedo reunir os índios (começaram com os curumins que eram menos resistentes) para lhes ensinar e lhes tirar de seus vícios.
Nóbrega fundou na Bahia o Colégio dos Meninos de Jesus, que se tornou o centro mais eficaz da catequese e da civilização das crianças no Brasil.
Espalharam colégios por todas as capitanias: São Vicente, Porto Seguro, Ilhéus, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, etc.
Na educação brasileira os jesuítas foram particularmente importantes, pois foi por ela que vieram até aqui. Foi para educar e catequizar os índios que cruzaram o oceano. Foram eles os nossos civilizadores. Procuraram desde cedo reunir os índios (começaram com os curumins que eram menos resistentes) para lhes ensinar e lhes tirar de seus vícios.
Nóbrega fundou na Bahia o Colégio dos Meninos de Jesus, que se tornou o centro mais eficaz da catequese e da civilização das crianças no Brasil.
Espalharam colégios por todas as capitanias: São Vicente, Porto Seguro, Ilhéus, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, etc.
Os Jesuítas foram os pioneiros na educação dos negros: tanto na África, onde já em 1605 tinham inaugurado uma escola em Luanda para os africanos e de onde saíram muitos negros, que desempenharam cargos públicos importantes, como no Brasil. Criaram também diversas escolas profissionais para eles.

Anônimo disse...

continuando...

Quanto aos pontos negativos de sua ação educatória, não é difícil encontrar críticas na historiografia moderna. Aliás, é quase só o que se encontra. Não porque tenham sido muitos os maus padres da companhia, mas porque se amplificam e se deturpam seus nomes e suas frases. É obvio que houve maus padres, já que todas as épocas e ordens os tiveram. A nossa época não sofre a falta deles. Porém, a postura oficial da Ordem e da Igreja não pode ser confundida com a de alguns de seus membros.
Hoje em dia se fazem críticas aos jesuítas do passado não tanto por causa de seus maus membros, mas por causa dos bons. Para a historiografia moderna, seu grande erro foi o fato de terem civilizado os índios. Como para o mundo de hoje tudo é relativo e não há verdade, os jesuítas teriam errado ao tentarem "impor" sua religião, suas verdades, seu modo de vestir, seus costumes aos índios, acabando assim com "sua identidade cultural".
Seria interessante porém perguntar quais dos "costumes" indígenas os jesuítas deveriam ter respeitado: o canibalismo, do qual participavam desde as crianças até os velhos? O homossexualismo, que em algumas tribos chegava a ameaçar sua continuidade? A poligamia? As crianças rejeitadas, que eram enterradas vivas? Ou as religiões idolátricas que tinham?.

Os reais valores indígenas foram conservados pelos jesuítas; aliás, toda sua cultura o foi. Foram os padres da Companhia de Jesus que compilaram as línguas dos nativos em gramáticas e glossários. A "língua geral" por eles sistematizada se tornaria, até o século XVIII, a principal forma de comunicação no Sul da Colônia, onde o português era desconhecido.
Os jesuítas extirparam apenas seus vícios. Não fizeram isso para torná-los dóceis ao trabalho dos fazendeiros, como dizem muitos. Se fosse essa a razão do trabalho dos jesuítas, não teriam eles sido expulsos do Brasil pelo Marquês de Pombal em 1758, justamente por defenderem os índios dos escravocratas. Fizeram isso por amor aos índios, pelos quais tanto se sacrificaram.

O Marquês de Pombal, conhecido maçom, usou a Inquisição contra os católicos, para favorecer a instalação de uma monarquia absoluta contrária à Igreja.

Renato

Anônimo disse...

Os jesusitas no Brasil colonial, foram expulsos do territorio colonial no Sec. 18. Os jesuitas foram apontados como "bode espiatorio" pela Coroa. Não dá para servir a "dois senhores". A Coroa ou aos pobres indios. Depois foram silenciados. A TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO tem como pais e maes: a pobreza, a miseria, a exploração, o egoismo, a falta de caridade, NAO NASCE DE ALGUM PENSADOR IDIOTA! eM TODA HISTORIA DA HUMANIDADE, MESMO AC. , SEMPRE O OPRIMIDO TENTARA SE DESOPRIMIR, E SERAR ROTULADO.
sIMPES ASSIM!!!!!!!!!!!!!!!!

Viviane disse...

É enganoso pensar que a Teologia da Libertação nasceu "do povo". Ela nasceu da cabeça de meia dúzia de freis teologicamente pervertidos, que tiveram o apoio dos intelectuais de classe média. A TL ajudou, sim, a espantar boa parte dos pobres da Igreja Católica. Eles iam à Igreja pra ouvir falar de Cristo, e só ouviam discurso político. Muitos se sentiram melhor, então, nas igrejas evangélicas que, lá do jeito torto delas, ao menos falavam de Jesus.

Pr Josias Pereira de Assis disse...

A retificação é a seguinte: Anchieta e Nóbrega não eram como habitualmente descritos, pois de acordo com documentos oficiais da Igreja, foram os introdutores da escravidão negra no Brasil, trabalhando nas duas pontas, uma em África adquirindo escravos, e aqui os revendendo, pois dominavam esse mercado. Dai veio a revolta daqueles denominados Bandeirantes, que buscando fugir ao monopólio dos religiosos, passaram a prear indígenas brasileiros. Esse monopólio, foi um dos motivos para a expulsão deles, jesuítas, daqui pelo Marques de Pombal.

concordo, essa é de fato a verdade
os jesuitas, os da teologia da libertação, são eles mesmos os criadores da escravidão no brasil envolvendo a africa que ja haviam dominados.

Pr Josias Pereira de Assis disse...

A retificação é a seguinte: Anchieta e Nóbrega não eram como habitualmente descritos, pois de acordo com documentos oficiais da Igreja, foram os introdutores da escravidão negra no Brasil, trabalhando nas duas pontas, uma em África adquirindo escravos, e aqui os revendendo, pois dominavam esse mercado. Dai veio a revolta daqueles denominados Bandeirantes, que buscando fugir ao monopólio dos religiosos, passaram a prear indígenas brasileiros. Esse monopólio, foi um dos motivos para a expulsão deles, jesuítas, daqui pelo Marques de Pombal.

concordo, essa é de fato a verdade
os jesuitas, os da teologia da libertação, são eles mesmos os criadores da escravidão no brasil envolvendo a africa que ja haviam dominados.

Anônimo disse...

A ordem dos Jesuítas também foi proibida na Europa, sob alegação de interferência no governo dos países. O Marques de Pombal seguiu uma tendência consensual européia ao proibir a ordem jesuíta em Portugal e colonias.
Nessa mesma época surgiram os iluminados da baviera (illuminatis), liderados por Adam Weishaupt, professor universitário e ex aluno de colégio jesuíta, que pretendia substituir a lacuna deixada pela proibição da ordem jesuíta pelo papa Clemente XIV.

Camilo Castelo disse...

Nossa, muito obrigado pelas informações. Conhecia um bocado sobre a TL, mas não sabia das suas raízes. Interessante que essa semana assisti a entrevista do Pe. Fábio de Melo com o Pedro Bial. Nunca tinha visto ele se expressando fora daquele contexto de "direções espirituais". Então, tudo o que eu achava é que ele era "superficial". Mas nessa entrevista, alfinetado por Bial, ele foi soltando o que realmente ele pensa. E ficou claro que a sua fé é completamente contaminada pela TL, por mais que a linguagem tente camuflar. Foi quando tanto ele, quanto Bial, que pareciam concordar em muitas coisas, disseram que tinham sua formação espiritual de base com os Jesuítas. Aí me veio a "pulga": será que foram esses malditos Jesuítas que de algum modo inspiraram esse câncer que é a TL? ... Dito e feito. Encontrei o seu texto.

Mais uma vez, grato.