terça-feira, 22 de setembro de 2009

Cobrança de tarifas pelo uso de programas de relacionamento de cartões de crédito é investigada

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Por Jorge Serrão

Se não for mais uma peça de teatro do João Minhoca – para iludir a opinião pública fingindo que ataca o sistema financeiro -, o governo lança uma ofensiva para verificar se cartões de créditos administrados por bancos e financeiras cometem abusos contra os consumidores. A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda descobriu que os bancos inventaram de cobrar tarifas pelo uso de programas de relacionamento de cartões de crédito.

A Seae verificou outro esquema de “venda” casada indevida: os usuários ganham isenção de anuidade, desde que aceitem pagar para participar de promoções. Tais cobranças estariam fora das regras definidas para os serviços bancários, em 2007. Além de eventuais ganhos com cartões, os bancos reajustaram alguns serviços para cima, nos últimos 18 meses: cobrança de ficha cadastral (93%), manutenção de cartão de débito e saque (20%) e concessão de cheque especial (79%).

Mas um levantamento da Seae sobre o comportamento das tarifas bancárias indica que houve poucos aumentos desde o começo de 2008. Ficaram mais caras apenas quatro das 32 tarifas que foram padronizadas – e que só podem sofrer reajustes semestrais. As poucas que subiram aumentaram demais: 313% para a confecção de cadastro, 104% para a renovação de cadastro, 34% para a exclusão do cadastro de emitentes de cheques sem fundo e 25% para a concessão de adiantamento.

Os bancos também podem ter compensado as restrições no segmento da pessoa física com reajustes no segmento da pessoa jurídica. De 82 tarifas divulgadas periodicamente pelo Banco Central, 46 sofreram elevação para empresas, desde o começo de 2008. Nos últimos 18 meses, foram registrados aumentos em serviços como cobrança de ficha cadastral (93%), manutenção de cartão de débito e saque (20%) e concessão de cheque especial (79%).

Conclusão: no banqueirismo tupiniquim nada se perde, tudo se ganha e tudo se transforma em lucros.

Mais poderosos e maiores

A concentração bancária no Brasil aumentou 11% depois da crise da marolinha.

Dados do BC do B revelam que subiu de 66% para 77% a fatia dos cinco maiores bancosdo País, em relação aos ativos totais do setor.

Só os 10 maiores bancos dominam 89% dos ativos no mercado.

Ilusionismo

Embora se fale em marolinha, os bancos tiveram uma queda de 24% nos lucros no primeiro semestre, na comparação com o ano passado.

Só que o percentual – avaliado no geral – pode não refletir a realidade e indicar que os bancos “tiveram perdas” ou “deixaram de ganhar muito” – com de costume.

As fusões e aquisições, junto com as mudanças contábeis, podem ter produzido a ilusão de “lucros menores”.

Mensaleiros punidos?

Instituições financeiras responsáveis pelo financiamento do esquema petralha do mensalão, os bancos Rural e BMG sofreram as primeiras condenações administrativas impostas pelo Banco Central do Brasil.

Se a decisão for confirmada, 13 dirigentes do Rural e quatro do BMG ficarão inabilitados, por períodos de um a oito anos, para o exercício de cargos de direção na administração ou gerência em instituições fiscalizadas pelo BC do B.

Mas como os processos ainda pendentes de julgamento no Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, pode ser que os 13 envolvidos consigam se salvar – como de costume.

Minissérie com Lula

O épico cinematográfico “Lula, o filho do Brasil” – que chega aos cinemas no começo de 2010 - também vai parar na televisão, em outro formato.

O diretor Fábio Barreto já negocia com emissoras, mas adverte que a minissérie só deve ir ao ar depois das eleições de outubro/novembro.

Quem quiser patrocinar a novelinha de quatro capítulos – que deve custar os mesmos R$ 15 milhões do filme na telona – já pode se habilitar com Barreto.

Ele não aprende...

Comentário do genial Stalinácio à colunista Mônica Bérgamo, durante o casamento da filha de seu compadre Roberto Teixeira, sábado passado:

Alguns dos maiores cientistas do mundo foram péssimos alunos, tiraram nota zero na escola. Os jogadores de futebol mais brilhantes do mundo foram rejeitados por uns 30 clubes antes de serem contratados”.

Foi com tal argumento que Lula classificou de “bobagem, tudo bobagem” os questionamentos que a mídia faz à indicação de José Antônio Dias Toffoli para o cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal.

Leia o artigo de Maria Lucia Barbosa: Somos todos libertinos

Fake do dia sem carro

O prefeito Eduardo Paes fez a média de aderir ao marketing ilusionista do Dia sem Carro no Rio de Janeiro.

De bicicleta, saiu da residência oficial da Gávea Pequena às 5h 39min e chegou ao Palácio da Cidade, em Botafogo, às 7h 04min.

O Globo on Line dedurou que Eduardo, por duas vezes, pedalou pela calçada e na contramão, em trechos das ruas Humaitá e São Clemente.

Em tempo: no dia sem carro as ruas do Rio amanheceram engarrafadas, como de costume.

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Setembro de 2009.

Um comentário:

Anônimo disse...

O País do “Cara” e os Outros países

Nos países onde a Crise Global foi mais sentida, o crescimento anual do PIB será o seguinte: China 7% , Índia 5%, Rússia 4%. Enquanto isso, no Paraíso Terrestre dos Petistas, no País da Marolinha, no País do “Cara” que tem 350% de aprovação nas pesquisas Photoshop, o crescimento será negativo.....é moollee??:??Qual o nome disso?? Das Propaganda, mein liebe....

Fitzcarraldo Silva