domingo, 20 de setembro de 2009

Tudo que eu queria era saber por quê...

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Por Jorge Serrão


Não dá para ter respeito por um sujeito que finge um discurso “nacionalista”, mas que age, nos bastidores, como um gerente-marionete da Oligarquia Financeira Transnacional que nos coloniza. Impossível falar bem de um mitomaníaco auto-mutilado (sobretudo intelectual) que governa à base de mentiras repetidas – aceitas pelos desinformados midiotas tupiniquins. Fica complicado ser tolerante com um sujeito que proclama, o tempo todo, “verdades midiáticas” manipuladas por um Bolcheviquepropagandaminister.

O aparente sucesso de Lula se sustenta em uma farsa econômica. O Brasil pratica uma política econômica ultra-ortodoxa, troglodita do ponto de vista desenvolvimentista, sob comando do banqueiro-presidente Henrique Meirelles. O atual timoneiro do BC do B é o “plano B” para suceder Lula. Pelo menos se a Mãe Dilma não emplacar. E tem tudo para não emplacar. Mesmo propagandeando ilusões econômicas – como nas entrevistas amestradas que os jornais publicam neste fim de semana.

A economia brasileira cresce com base na ilusão do crédito (nada fácil) – e não na lógica produtiva que gera emprego, renda e prosperidade estrutural de verdade. A grande massa faz compras, e fica feliz com Lula, embora seu poder de compra seja ilusório. Mas a mágica é possível porque os bancos são sócios do desgoverno. A política monetária permite que eles liberem o crédito. Os banqueiros ganham com os juros altos que nós - os que acreditam ou não em Lula – pagamos. O "lucro" é: os que acreditam em Lula, lhe creditam cada vez mais... Eis o preço de sua popularidade invejada pelos opositores.

O sistema alimenta-se por si mesmo. O risco seria um crescente calote. Mas até nisto os geniais banqueiros sabem se antecipar ao problema. Os bancos se uniram para formar uma poderosa organização, para ampliar os lucros, as articulações políticas e socorrer o sistema em caso de crises conjunturais ou empresariais. Foi montado, oficialmente, o Fundo Garantidor de Créditos. O FGC parece fundo. Mas é um “clube” dos bancos – no formato de associação civil. Amanhã falamos disso.

Quem enxerga tantas sacanagens por trás de nosso processo de poder tem a obrigação ética e moral de botar o reizinho pelado na Praça dos Três Poderes. Mas botar o rei nu não é tão fácil. Ele tem mil roupas por baixo. Todas cuidadosamente costuradas ao longo de sua biografia politicamente biônica. O costureiro culpado de tudo chama-se Golbery do Couro e Silva. O “gênio da raça” – na definição do falecido cineasta Glauber Rocha – inventou Lula nos tempos da dita-dura. Hoje não é mole aguentar o “cara”.

Se o caudilho Leonel de Moura Brizola fosse vivo, certamente denunciaria Lula como um grande entreguista – pelos seus recentes negócios armados em torno do pré-sal, pela compra de armamentos para as sucateadas Forças Armadas e pelo (nada) estranho aumento de capital estrangeiro no Banco do Brazil. No entanto, embora entregue o Brasil ao esquema dos financistas, Lula “é vendido” (Ops!) por sua máquina de propaganda nazipetralha como “um nacionalista”, um cara que ultrapassou Getúlio Vargas. Imagem mais falsa, impossível!

Na realidade, Lula é um mitomaníaco. Doença gravíssima, a mitomania é a tendência patológica mais ou menos voluntária e consciente para a mentira. A literatura psiquiátrica ensina que o mitômano sempre sabe no fundo que o que ele diz não é totalmente verdadeiro. Mas ele também sabe que isso se torna verdadeiro, pelo menos na sua cabeça, para que lhe garanta um equilíbrio interior suficiente.

O político mitomaníaco dificilmente tem cura. A politicagem viabiliza seu mundo de ilusões, falsas promessas e “verdades” subjetivas. Se o mitômaníaco cai no gosto popular, via processos de marketagem ou propaganda intensivos, se transforma em um fenômeno de massas. Lula é precisamente este engodo mitomaníaco. Só que com um agravante: o mentiroso é sustentado pelo esquema de poder da Oligarquia Financeira Transnacional.

Os donos do mundo fazem festinha para ele nesta segunda-feira, às 19h 30min, seguida de jantar, às 20h 15min, no monumental no Waldorf-Astoria Hotel, em Nova York. O Brazil Institute - órgão criado pelo Woodrow Wilson International Center for Scholars do Smithsonian Institution -, homenageia o entreguista Luiz Inácio Lula da Silva. O regabofe será comandado pelos presidentes do Grupo EBX, Eike Batista, e do ExxonMobil, Rex W. Tillerson, além dos co-presidentes do Brazil Institute, Alain J. P. Belda, e embaixador Anthony Harrington, entre outras autoridades.

Talvez a homenagem a Lula e sua popularidade semam explicadas, perfeitamente, pelo enredo da famosa musiquinha “Você Não Vale Nada Mas Eu Gosto De Você”, super-bem-interpretada pelos forrozeiros do Batom na Cueca. A letra da composição de Dorgival Dantas vale uma profunda reflexão. Basta interpretá-la nas entrelinhas, associando-a ao nosso contexto político. Leia e interprete o original da composição:

Você não vale nada,
Mas eu gosto de você!
Você não vale nada,
Mas eu gosto de você!
Tudo que eu queria
Era saber porquê?!?
Tudo que eu queria
Era saber porquê?!?

Você brincou comigo,

Bagunçou a minha vida.
E esse meu sofrimento
Não tem explicação.
Já fiz de quase tudo tentando te esquecer.
Vendo a hora morrer
Não posso me acabar na mão.
Seu sangue é de barata,
A boca é de vampiro.
Um dia eu lhe tiro
De vez meu coração.
Aí não mais te quero
Amor não dê ouvidos
Por favor me perdoa
Tô morrendo de paixão...

Eu quero ver você sofrer

Só pra deixar de ser ruim
Eu vou fazer você chorar, se humilhar
Ficar correndo atrás de mim....(2x)

Você não vale nada,

Mas eu gosto de você!
Você não vale nada,
Mas eu gosto de você!
Tudo que eu queria
Era saber porquê?!?
Tudo que eu queria
Era saber porquê?!?

Quem quiser ler e ouvir, vá no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=oPQrm9h9HnA

A popular canção – que foi tema da Norminha tradidora da recente novela das nove global - é perfeita para mostrar a relação da maioria do eleitorado brasileiro com os políticos que ajuda a eleger de dois em dois anos. O político pode não valer nada. Mas o eleitor gosta dele. E o eleitor midiotizado, ainda pergunta a si mesmo: “Tudo que eu queria é saber por quê”. Como a preguiça mental não deixa responder ao porquê, o sujeito segue apostando em quem não vale nada.

É por isso que mau gosto não se discute. Se lamenta! Mas em vez de lamuriar, recomendo a leitura do artigo de Alberto Carlos de Almeida: A longa permanência no poder. O pesquisador fala da inadequação do discurso da oposição para um contexto político e social. Segundo ele, oposição fica por longos anos defendendo aquilo em que acredita, mas não necessariamente é o que conquista o voto da maioria.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Setembro de 2009.

2 comentários:

Anônimo disse...

Quero ver a cabeça do lula numa bandeja de prata, ops... de lata !!!

Anônimo disse...

Getúlio Vargas, o caudilho, o ditador, o pai dos pobres, o que importou leis trabalhistas do fascismo italiano, tinha luz propria e atuou no passado remoto, num mundo diferente, num Brasil onde a fé e a liberdade responsável, o respeito humano, a ética, a opinião intelectual - eram verdadeiras e essenciais em contraponto com as mazelas da burrocracia política.
Gostaria de saber porque esta gente busca sempre comparar-se com políticos do passado...
Será por que são vazios, apagados, e sem vontade propria. Será por que são bonecos de ventrílocos poderosos, intelectuais medíocres e marqueteiros ambiciosos?