domingo, 18 de outubro de 2009

Guerra Econômica - IV

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Pedro Chaves

A principal função de um general é identificar o inimigo real. Tão logo tome conhecimento de um ataque ou uma ameaça, o general deve procurar conhecer e analisar as suas causas e consequências. É sua obrigação distinguir uma provocação, uma cilada ou um ataque de grandes proporções.Na guerra econômica (ou de quinta geração) a maior ameaça é desestabilização da economia de um país através da imposição de barreiras comerciais, da pirataria e da manipulação da taxa de cambio por parte de especuladores estrangeiros ou de traidores dentro do próprio governo.

Exemplo de provocações são o confisco (disfarçado de nacionalização) de ativos no exterior, (tanto privados como públicos) e a tentativa de não cumprir tratados internacionais que regulam as atividades de uma empresa binacional. Cai numa cilada o país cujo o governo interfere nos assuntos internos de outro, por sugestão (ou imposição) de terceiros. Já um ataque de grandes proporções é a tentativa de submeter a soberania nacional ao controle de alguma entidade supranacional (disfarçada ou não).

O Brasil é um país privilegiado. Sua grandeza territorial, suas riquezas agrícolas, hídricas e minerais lhe possibilitam uma vida totalmente autárquica. Com pequenas obras de infraestrutura (em comparação com a fabulosa riqueza do país) poderemos nos converter de fato em garantidores da segurança alimentar do mundo. Por este motivo não estamos sujeitos a um ataque nuclear de outras potencias. Uma invasão convencional também seria mal sucedida, pelas dimensões continentais do Brasil; para rechaçá-la bastaria utilizar a mesma tática dos russos contra Napoleão e Hitler.

Resta aos verdadeiros inimigos do Brasil (a Oligarquia Financeira Internacional e os que cobiçam nossas riquezas) tentar dividir o país, fomentando para tanto, as diferenças étnicas, regionais, religiosas, etc. Tentam, também, cooptar a classe política, com benesses que pouco lhe custam (por exemplo: conceder-lhe o direito de manter incólumes em seus bancos, o fruto de seus ataques aos cofres públicos, com a promessa de que não serão molestados pelos juízes amestrados, enquanto votar medidas de seu interesse, principalmente as que ferem a soberania nacional).

Leia os artigos anteriores: Guerra Econômica - I, Guerra Econômica - II e Guerra Econômica - III

Pedro R. M. Chaves Neto é Advogado. Publicado no Jornal Inconfidência - 30 de setembro de 2009 – página 23

Um comentário:

celsoJ disse...

Pena não termos o inverno da Rússia...