domingo, 18 de outubro de 2009

Por que Stalinácio, nu, não merece a cueca vermelha?

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net
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Por Jorge Serrão

Sabrina Sato, símbolo quase-sexual do humor televisivo, preciso que me faça uma graça, urgente. Empresta-me aquela cueca vermelha que você seduziu o senador petista Eduardo Suplicy a usar, sobre o terno, especialmente para a “reportagem” que o “Pânico na TV!” vai exibir neste domingo à noite. Por sorte, o decoro (paralamentar) não foi quebrado. Sabrina não deixou Suplicy nu. No máximo, o deixou excitado...

Querida Sabrina, se você não puder me satisfazer, serei obrigado a apelar ao meu amigo Athaíde. Antes que pensem mal de mim, esclareço. Ele é dono da mais tradicional loja de cuecas do Rio de Janeiro, subindo a escada rolante e virando à direita no segundo piso do famoso Edifício Avenida Central. Lá o Athaíde vende uma cuecona vermelha que tem bolso com fechecler. Além de proteger o “documento”, a vestimenta (na coloração ideológico-petista) é ideal para mensaleiros: serve para guardar dólares...

Embora só viva duro, vou logo avisando que a cueca vermelha não serve para mim. Preciso dela, com a máxima urgência, para emprestar ao Stalinácio. Ele talvez não saiba, mas foi submetido a uma situação comprometedora. Um de seus mais íntimos conselheiros o deixou completamente nu. Só não viu quem não quis. Meninos, eu vi. E detestei. Lamento que Stalinácio tenha ficado inteiramente impotente em seus atos de marketagem econômica. Quem botou Stalinácio nu foi o Antônio. Delfim Netto, você abusou do chefão! Foi sem querer querendo?

Nosso mais notório socialista Fabiano – a quem dizem que Lula dá ouvidos de vez em quando -, simplesmente desnudou uma das maiores mentiras fabricadas pelo Presidente da Luz Vermelha. Em entrevista à revista “Dinheiro” de semana passada – nada repercutida pela mídia amestrada pela grana cafetizante do Bolcheviquepropadandaminister -, o eterno czar Delfim deu fim da cascata lulista do pré-sal.

Aos 81 anos, revigorado por dois stents colocados no coração, o conselheiro Antônio foi duro com a política do pobre Stalinácio. Agora, talvez nem as cuecas da Sabrina ou do meu amigo Athaíde possam salvá-lo. Stalinácio está completamente nu - e com a mão no bolso do contribuinte que ainda não recebeu a restituição do imposto de renda, conforme de direito. Stalinácio só não está desprevenido, porque recebeu o dele, logo no primeiro lote, alegando que foi beneficiado porque tem mais de 70 anos...

Na entrevista à “Dinheiro” (edição 627), Delfim não tocou diretamente em Lula! Mas seus comentários macroeconômicos produziram um efeito proctopolítico no chefão de todos nós. Economista estudioso, Delfim dedou aquele que é um dos pontos mais inconsistentes e perigosos do farsante modelo econômico que Lula vem construindo, em continuidade à obra de seu amigo-rival FHC. Delfim enfiou o pré-sal no saco! Será que Lula sentiu o golpe?

Se Lula ouve mesmo os conselhos de Antônio Delfim Netto, deve botar suas barbas de molho. Delfim advertiu: “O pré-sal não pode ser a concentração de todos os nossos investimentos”. O ex-ministro da Fazenda e do Planejamento dos governos militares explica o motivo de tal preocupação com um conceito objetivo: “A agenda do futuro é a da transformação energética. Uma boa parte da energia fóssil será substituída pela renovável”.

Em resumo, o professor Antônio alertou que o pré-sal é a agenda do século 20, não do 21: “Se nós usarmos só o pré-sal, vamos ficar no século 20. Se formos capazes de compreender a nova agenda, entraremos no século 21 com os quatro motores ligados”. Além de indicar – sem criticar diretamente – que a marketagem de Lula em torno do pré-sal nos conduz ao atraso econômico, Delfim enfiou seu roliço dedo no vício estatizante do esquema petista. Na entrevista à “Dnheiro”, o eterno czar Delfim não poupou críticas ao modelo estatal da turma do Stalinácio: “Estado que presta é o Estado indutor. Estado produtor é uma porcaria. Ponto”.

Na entrevista, Delfim lembrou um valioso ensinamento sobre o real significado de Nação Potência. Referindo-se aos EUA, Delfim explicou: “Potência tem que ter três atributos: autonomia alimentar, autonomia energética e autonomia militar. Qual é o único país que pode reunir as três condições? Só eles (os EUA). Veja a Rússia. Tem autonomia energética, uma autonomia militar meia-boca e não tem autossuficiência alimentar. A China está bem no campo militar e tem limitações nas outras duas áreas. A Europa não tem mais nada”.

Eis que o repórter Leonardo Attuch provoca Delfim: “E o Brasil?”. Antônio responde, de bate pronto: “Apesar da limitação militar, o Brasil está na dianteira em duas frentes: a de alimentos e a de energia. E não deve perder isso por conta do pré-sal. A idade da pedra não acabou por falta de pedra. E a idade do petróleo não vai acabar por falta de petróleo”.

Avançando além das filosofias Delfinianas, fica evidente que o modelo marketeiramente vendido por Stalinácio nos conduz ao atraso econômico e pode comprometer a chance única de transformar o Brasil em uma verdadeira potência – e não numa mera neocolônia de exploração, mantida artificialmente na miséria por poderes globalitários de uma Oligarquia Financeira Transnacional.

E olha que Delfim nem tocou em nosso outro pecado do modelo – que sustenta um crescimento de anão – não na produção -, mas sim na abundância de crédito gerada pelo conluio entre um governo perdulário e um sistema financeiro que sustenta um Estado esbanjador, via política de juros estratosféricos.

Revendo minha intenção pudica do terceiro parágrafo, Stalinácio não merece vestir a sensual cueca da Sabrina Sato ou a sagrada cueca mensaleira do meu amigo Athaíde! É necessário deixá-lo ainda mais nu do que já está! Ele e seus “neobolcheviques” não desejam o verdadeiro desenvolvimento do Brasil. Apenas ocupam o poder como meros fantoches do Poder Real Mundial. Assim conduzem o Brasil ao inexorável abismo do atraso - embora o discurso de marketing deles tente vender o contrário para a iludida e desinformada massa eleitoral.

O reizinho Stalinácio está nu! Por enquanto, a maioria não está vendo. Ou finge que não vê. Talvez, quando virem, já seja tarde demais... Tomara que não...

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Outubro de 2009.

3 comentários:

Anônimo disse...

MINHA PLATAFORMA PARA SALVAR MEU PAÍS
I
Certa vez fiz um artigo propondo minha candidatura para Presidente da República.

Na verdade foi uma intencional provocação para um General se tocar e perceber que o país estava - e ainda está - precisando de sua ousadia e coragem que o fizeram um dos mais brilhantes oficiais do Exército brasileiro.

Tive duas surpresas.

A primeira é que recebi centenas de e-mails me apoiando em minha própria candidatura o que denuncia a Patologia da Covardia que assumiu a vida de centenas de brasileiros dignos e honrados, que têm posição social e prestígio muito maiores do que o meu para assumir de peitos abertos uma candidatura alternativa e simplesmente nada fazem, por serem acometidos pelo silêncio dos covardes: estão seguindo o dogma do mais sórdido etílico-político de nossa história, aquele que nada sabe ou nada vê ou nada ouve.

Recebi até um e-mail preocupado de um partido sensibilizado pelo risco de realmente minha proposta tomar as ruas.

Ficaram preocupados!

Fala sério, politicagem canalha!

A segunda foi uma absoluta ausência de resposta direta do meu “ídolo” das Forças Armadas, melhor dizendo, meu antigo guru do patriotismo esquecido, que me induziu a confundir a onça segura em sua mão com sua aparente coragem e destemor patriótico.

Esse senhor nas poucas referências indiretas por meio de terceiros às minhas críticas à postura servil de oficiais, se colocou em sua defesa, quando, na verdade, é o país que precisava e precisa ser urgentemente defendido dos canalhas do petismo enquanto as Forças Armadas continuam arriando suas calças e pedindo desculpas por estarem de costas – à exceção de ou outro oficial mais ousado ou patriota e do pessoal da reserva que se sente mais à vontade para demonstrar alguma coragem ou alguma força de cidadania remanescente.

Torno a afirmar que as Forças Armadas por covardia, ou por qualquer outro motivo político-estratégico, estão de calças arriadas aceitando ordens de gente comprometida com o comuno sindicalismo que está obtendo sua vitória e se encaminhado para se tornar onipotente a partir de 2010 colocando na presidência a terrorista Estela.

Nos meus próximos artigos vou definir claramente minha plataforma para a próxima eleição presidencial e se tiver algum partido sério neste país serei convidado a me candidatar pelo mesmo, ou simplesmente aceitarei o convite de homens e mulheres de bem para liderar uma revolução no nosso país, revolução essa que precisa ser feita com inteligência para colocar no paredão da vergonha os canalhas do petismo e os fraudadores da abertura democrática, não importando o tempo que demorar, até gritarmos nossa explosão de vitória.

Se ninguém se tocar, e eu continuar na minha ilha de solidão patriótica não importa.

A biografia suja dos canalhas e as linhas da história no futuro, relatando a Patologia da Covardia da sociedade brasileira contemporânea, irão contar para as próximas gerações o tamanho da covardia que tomou conta da sociedade a que irão pertencer e, certamente, odiar.
Geraldo Almendra
18/outubro/2009


http://resistenciademocraticabr.blogspot.com/2009/10/minha-plataforma-para-salvar-meu-pais.html

Anônimo disse...

O Poder do Ilusionismo

Os marqueteiros mandrakes ilusionistas fizeram um milagre em 2002: Transformaram Merdha em Ouro. Agora tentam um novo milagre: Transformar uma Jararaca numa Borboleta....Conseguirão???
Fitzcarraldo Silva

celsoJ disse...

Grande Geraldo! Até que enfim um pepino e não um chuchu. Mas não é de costas e sim agachados que os militares estão.