sábado, 31 de outubro de 2009

Terrorismo em Honduras

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Ernesto Caruso

As ameaças se concretizam? Do palanque de Zelaya montado na Embaixada do Brasil, apoiado acintosamente pelo governo Lula/Dilma/Amorim, se ouviu uma sucessão de discursos com imposição de prazos e bravatas. O hóspede não respeita a casa que o acolhe como ditam as normas de boa educação, nem cumpre as regras internacionais do asilado político que demonstra ser com todas as letras, a despeito de já estar no exterior, retornar e ganhar o rótulo de perseguido político pela artimanha lulopetista e esquerda afim.

Zelaya abusa da “hospitalidade” incitando protestos, insurgência com prejuízos na ordem pública, danos ao patrimônio e falta de segurança. Eis que o pequeno país, com o respaldo dos Poderes lá constituídos, denunciou o Brasil na Corte Internacional de Haia por ingerência em seus assuntos internos, mais do que sobejamente comprovados pelas imagens nem sempre acompanhadas de comentários isentos da mídia amestrada.

Em contrapartida os comentários de integrantes do governo Lula afrontam o povo hondurenho e não propriamente ao governo de Micheletti como se fosse terra de ninguém, sem símbolo, pátria, bandeira e soberania. Nítido descumprimento do princípio da não intervenção. Tratamento bem diferente diante da invasão das forças bélicas de Evo Morales nas dependências da Petrobrás em território boliviano.

Os efeitos já se fazem presentes. O sobrinho do presidente Micheletti, Enzo Micheletti, e o coronel Concepción Jiménez, chefe da Indústria Militar do país, foram assassinados, o primeiro juntamente com outro jovem no norte de Honduras e o segundo em Tegucigalpa, atacado a tiros em frente à sua casa. Notícia que muito levemente perambulou pela mídia.

De início, a incitação, seguida de distúrbios civis, ajudou a retumbância pretendida, reforçada com os mártires produzidos, típicos dos movimentos revolucionários comunistas no mundo e também no Brasil.

Nesses dias o governador José Serra, em entrevista pela TV, abordando a questão das invasões do MST, em resposta ao jornalista, lembrou dos mártires que o movimento visa a produzir. Claro, que o governador conhece bem o assunto, pois os vários contendores de hoje, estudaram na mesma cartilha. Vale lembrar que os protetores das crianças e dos adolescentes não dão muita importância quando crianças de colo são levadas para o enfrentamento com a polícia nas ações de reintegração de posse, nem os responsáveis por tais fatos são presos. Querem a aplicação do ECA só para filhos que ajudam os pais em atividades primárias na luta pela sobrevivência.

O governo Lula que estava em fase de observação sobre a questão Zelaya, recuando estrategicamente e gerando outras evidências midiáticas para camuflar o hóspede irrequieto, agora retorna ao cenário mundial provocado pela nação que teima em manter a alternância no poder como dogma da democracia. Cobra do Brasil responsabilidades sobre os malefícios advindos das nefastas ações do trio Lula, Amorim e MAG.

Além da pressão interna — distúrbios civis, mártires, assassinatos de chefias militares e parentes de Micheletti — o mecanismo internacional, só aceita um acordo, desde que Zelaya volte à presidência.

Com o reforço norte-americano, e, desqualificando a decisão da corte suprema de Honduras que afastara o presidente infrator, impõe uma nova afronta ao Judiciário, ao administrar uma composição com as partes envolvidas, de modo que uma votação no parlamento seja o fiel da balança para a reassunção de Zelaya.

Pobre Davi a enfrentar os vários Golias vermelhos.

Ernesto Caruso é Coronel da Reserva do EB.

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