domingo, 20 de dezembro de 2009

A Arte de Perder a Guerra

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão


Nos bastidores políticos, cheirou muito mal a desistência da candidatura presidencial de Aécio Neves. Numa entrevista a um jornal de Sobral, no Ceará, outro que sonha ser presidenciável, Ciro Gomes, insinuou que Aecinho recebeu alguma pressão para tirar o time. Por que será que a gravata do neto de Tancredo Neves ficou vazia de pescoço? Por qual razão ele perdeu esta guerra interna no PSDB para um José Serra que agora deve levar mais flechada que São Sebastião?

Ontem já tinha tucano do alto ninho especulando que Aecinho pode renascer das cinzas para disputar o cadeirão do $talinácio. Mas lá pros lados dos Demos tinha gente confidenciando que Aécio teve 30 razões para sair da corrida presidencial. Aecinho terá de se virar nos trinta. Mais provável é que dispute mesmo o Senado em 2010. E que cuide melhor da imagem para tentar a Presidência em 2014, concorrendo, muito provavelmente, contra o chefão $talinácio que sonha em voltar com mais que tudo.

Da Central permanente de maldades do Palhaço do Planalto vem uma ordem para tirar a graça e o sono do presidenciável José Serra. A ordem é que ele seja duramente atacado por tabela. O chefão mandou detonar o José Roberto Arruda. A tática é mirar no governador do Detrito Federal e espalhar a maior merda possível para os lados da Prefeitura de São Paulo. Na lógica petralha, respingando em Gilberto Kassab alguma ligação com Arruda, acerta-se, redondo, em José Serra. Quem sobreviver verá a m...

No ataque, os petistas não estão seguros. Tanto que ontem as antenas parabólicas captavam a possibilidade de Dilma Rousseff antecipar sua saída do governo para janeiro. O objetivo é deixar a Mãe do PACo livre para fazer campanha e rodar o Brasil, sem a patrulha incômoda da fiscalização eleitoral. Henrique Meirelles é o favorito para ser o vice dela, mas só deve entrar em campo a partir de abril. Para o lugar da Dilma na Casa Civil, Lula teria duas opções: Gilberto Carvalho ou, para surpresa geral, Antônio Palocci Filho – que também é cotado para o lugar de Meirelles no BC do B (Banco Central do Brasil).

Enquanto a guerra eleitoreira come solta, desenha-se uma articulação que pode surpreender. Prepara-se uma candidatura do segmento conservador, para a Presidência da República. A intenção principal é colocar na ordem do dia assuntos realmente relevantes ao Brasil – que geralmente ficam sonegados da campanha eleitoral convencional. O candidato virá de um partido nanico, mas se prepara para fazer um estrago de gigante no esquema mensaleiro-entreguista. O Governo do Crime Organizado que se cuide!

Em meio ao cenário de batalha política, infelizmente, os especialistas em guerra, por formação profissional, caem no Conto do Blindado. $talinácio articulou com os parceiros italianos. O comandante do Exército, General Enzo Martins Peri, e a empresa Iveco (ligada à Fiat) fecharam na sexta-feira um contrato de R$ bilhões. A promessa é que, até 2030, o EB tenha 2.044 novos veículos de transporte médio blindados.

Notícia que parece boa: a Fiat-Iveco promete entregar o primeiro lote de 16 veículos em 2011 e, a partir de 2012, começa a fabricar o restante das unidades. O veículo pesa 18 toneladas, é movido a diesel, tem tração 6x6 e capacidade anfíbia, podendo transportar 11 pessoas. Em tese, seria ideal para o nosso Exército.

Informação que é muito ruim: especialistas em equipamentos bélicos advertem que o negócio é uma furada. O projeto do dito blindado italiano é da década de 80 e foi recusado por todos os paises. Se a informação for confirmada na prática, os militares darão mais uma prova de como é a arte de perder a guerra.

Será que as legiões não cansam de perder, todo dia, a guerra assimétrica de desmoralização ideológica imposta pela petralhada? Parece que não. O que leva um notório oficial de inteligência do EB lamentar, nos bastidores da caserna, a postura dos comandantes. Na visão do crítico militar, pela tropa, os chefes agem como samurais, quando decidem, de cima para baixo, largar a espada na tropa. No entanto, de baixo para cima, subservientes ao do Chefão-em-comando, os chefes se comportam como gueixas prostituídas pelos podres poderes.

Samurais ou gueixas? Que apareça algum discípulo de Sun Tzu para lhes ensinar a não perder, de forma tão patética, a arte da guerra.

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 20 de Dezembro de 2009.

5 comentários:

Martim Berto Fuchs (64) disse...

Oficializa-se finalmente a continuidade de Lullalá II (segundo mandato). Passará a ser Lullalá III. A Dilma PACote empacou de vez. Seu fiasco em Copenhagen só foi superado pelo próprio encontro o tal de Copo 51. Só podemos chamá-lo assim, depois que nosso reizinho ofereceu 100 bilhões. Pois nossa latrina maior, o Senado, iniciou o processo de manter os PTralhas com a chave do cofre. E nem podia ser diferente. O Partido dos Trambiqueiros, ex-PT, depois que foi pego com a boca na botija, distribui dinheiro pra todo mundo lá na Corte. Os outros não precisam mais fazer eleições para disputar a chave do cofre. É só ir lá e pegar. Tem para todos os "partidos políticos". Até para o antigo PFL, o novo Dinheiro Escondido na Meia, o DEM. O projeto de plebiscito iniciado no Senado, manterá todos amigos do rei garantidos nos seus lugares e mais ricos. Mudar para que ? Salve o rei.

Anônimo disse...

Serrão, conforme te "falei", aqui vai a primeira parte do "Terra.do Nunca". Como é um pouco longo, eu o dividi em dois posts. Grato.

Roberto Santiago

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A TERRA DO NUNCA

Gen. Bda. Refo. Valmir Fonseca Azevedo Pereira

“A Terra do Nunca”, sabemos, é aquela região entre o nada e o faz–de-conta, onde transitam fadas, duendes, humanos e uma galera de personagens que fazem a alegria da petizada. Lá, tudo é possível, inclusive o impossível. Imagine–se o fantástico, o inacreditável, o assombroso, lá é possível. Na verdade o cotidiano na “terra do nunca” é o improvável. Por isso, alguns, diante do estapafúrdio cotidiano da Nação, afirmam que é a “Terra do Nunca”.

E não param aí as verossimilhanças, lá tem um pirata terrível, ignóbil, trapaceiro e maneta (capitão Gancho?), aqui, um quase. Lá um bando de piratas, aqui uma quadrilha legalizada. Lá um jacaré indigesto, obcecado por papar mais um pedaço do Capitão e não lhe dá a menor trégua (gostou demais da mão do indigitado!), sempre em seu encalço, sorrateira e silenciosamente; aqui, temos as Forças Armadas (atentas???), que, inermes ou não, preocupam os piratas, por isso, nada melhor do que mantê–las acuadas.

Mas, enquanto isso, outros, cheios de dúvidas, que não acreditam que, em pleno século XXI, possa existir uma terra de tantos prodígios, ainda ousam perguntar “Que País é este?”, estupefatos diante das indignidades que maculam o nosso dia–a–dia, sem que o menor frêmito de indignação percorra o corpo exangue de sua letárgica sociedade anestesiada, para não dizer entusiasmada com tantas benesses, satisfeita por receber sem dar nada em troca. A plebe quer mais é que haja uma profusão de bolsas (aumento de 9,68% no “bolsa–família”, sem fazer força), muito futebol, muito carnaval e muita licenciosidade, muitos “reality show”, e está “se lixando” para o mar de lama que tomou conta dos nossos poderes e de suas melífluas autoridades. Portanto, qual o problema, se na república petista-comuna grassam os pecadilhos de uma criminosa máfia, e, se, naquela podridão sempre sobra algum para os parasitas profissionais?

No momento em que comprovamos o êxito da política de criação e de exacerbação dos quistos e das diferenças sociais, claros objetivos de um desgoverno decidido em fracionar a sociedade, nos resta orar para que a pandemia da falta de dignidade e a falta de pudor morram de inanição ou vítima de uma vacina que ainda será inventada.

Esta é a “Terra do Nunca”, inimaginável reino da fantasia onde convivem, livremente, o mau-caratismo e a desfaçatez, onde um movimento que não existe (MST) convenia-se com os indígenas da “reserva”(??) “Raposa - Serra do Sol”. É a terra onde o direito da propriedade é letra morta, e qualquer aventureiro pode apossar-se de sua terra acobertado por nebulosos resgates sociais. É uma terra sem dono, onde qualquer um dispõe, assomando–se acima de qualquer Tratado, e assume posturas em nome da Nação, desabridamente, como se a terra fosse sua.

(CONTINUA)

Anônimo disse...

Serrão, e aqui vai a segunda (e final) parte do "Terra do Nunca"

Obrigado!

Roberto Santiago (Belém-PA)

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Hoje, a “Terra do Nunca” está à matroca, e sem-terra, sem-teto, sem-emprego, sem–vergonha. Delinqüentes adolescentes sem-responsabilidade, quilombolas, índios, gays e lésbicas, ex–terroristas e um punhado de deserdados enfileiram-se esperando a sua parte no butim. Lamentamos, e temos dúvidas se haverá bolo para todos.

Alegremente, tal qual em Sodoma e Gomorra, o populacho dedica-se à lascívia do consumo desenfreado, com o incentivo de seu falso guru. Felizes, deleitam–se nos benefícios de uma crise financeira que, segundo os economistas nativos, chegou para projetar a pujança do País. Que desalento para os 16% de insatisfeitos terem, no futuro próximo, de escolher entre o Serra e a Dilma. Triste sina a de optarmos entre o verme e a bactéria, entre o amebóide e a sarna, entre o dilúvio e a praga.

As perdas para a Nação causadas pelo governo petista são flagrantes, os prejuízos, incalculáveis, e os danos à dignidade, irrecuperáveis. Não bastam as perdas morais, num cenário onde tudo podem os crápulas e seus aliados, desde que atendidos os nebulosos interesses do desgoverno. Somam–se àquelas, as perdas da soberania e da dignidade pela cumplicidade do atual governo brasileiro aos líderes de países vizinhos, beneficiados, gratuitamente, em claro detrimento aos interesses nacionais por interesses ideológicos.

Sem compostura, nos ajoelhamos e trememos perante o cocaleiro Evo; bajulamos e facilitamos a vida do Chávez; ante o Correa, amarelamos; no MERCOSUL, cotidianamente, nos submetemos aos caprichos dos Kirchner, e, agora, “sem vaselina”, apenas para impedir a “perda da governabilidade” do “bispo” prevaricador, rasgamos Tratados, não negociamos e, graciosamente, cedemos, e simplesmente, assumimos encargos escorchantes, só para facilitar a vida de um “cumpanhêro”, conforme a cartilha elaborada no “Foro de São Paulo” com certeza muito mais pétrea e importante do que a nossa própria Carta Magna.

A construção de uma Nação demanda anos, décadas, séculos. E a desconstrução? Logo, saberemos.

Anônimo disse...

A TERRA DO NUNCA

Gen. Bda. Refo. Valmir Fonseca Azevedo Pereira

“A Terra do Nunca”, sabemos, é aquela região entre o nada e o faz–de-conta, onde transitam fadas, duendes, humanos e uma galera de personagens que fazem a alegria da petizada. Lá, tudo é possível, inclusive o impossível. Imagine–se o fantástico, o inacreditável, o assombroso, lá é possível. Na verdade o cotidiano na “terra do nunca” é o improvável. Por isso, alguns, diante do estapafúrdio cotidiano da Nação, afirmam que é a “Terra do Nunca”.

E não param aí as verossimilhanças, lá tem um pirata terrível, ignóbil, trapaceiro e maneta (capitão Gancho?), aqui, um quase. Lá um bando de piratas, aqui uma quadrilha legalizada. Lá um jacaré indigesto, obcecado por papar mais um pedaço do Capitão e não lhe dá a menor trégua (gostou demais da mão do indigitado!), sempre em seu encalço, sorrateira e silenciosamente; aqui, temos as Forças Armadas (atentas???), que, inermes ou não, preocupam os piratas, por isso, nada melhor do que mantê–las acuadas.

Mas, enquanto isso, outros, cheios de dúvidas, que não acreditam que, em pleno século XXI, possa existir uma terra de tantos prodígios, ainda ousam perguntar “Que País é este?”, estupefatos diante das indignidades que maculam o nosso dia–a–dia, sem que o menor frêmito de indignação percorra o corpo exangue de sua letárgica sociedade anestesiada, para não dizer entusiasmada com tantas benesses, satisfeita por receber sem dar nada em troca. A plebe quer mais é que haja uma profusão de bolsas (aumento de 9,68% no “bolsa–família”, sem fazer força), muito futebol, muito carnaval e muita licenciosidade, muitos “reality show”, e está “se lixando” para o mar de lama que tomou conta dos nossos poderes e de suas melífluas autoridades. Portanto, qual o problema, se na república petista-comuna grassam os pecadilhos de uma criminosa máfia, e, se, naquela podridão sempre sobra algum para os parasitas profissionais?

No momento em que comprovamos o êxito da política de criação e de exacerbação dos quistos e das diferenças sociais, claros objetivos de um desgoverno decidido em fracionar a sociedade, nos resta orar para que a pandemia da falta de dignidade e a falta de pudor morram de inanição ou vítima de uma vacina que ainda será inventada.

Esta é a “Terra do Nunca”, inimaginável reino da fantasia onde convivem, livremente, o mau-caratismo e a desfaçatez, onde um movimento que não existe (MST) convenia-se com os indígenas da “reserva”(??) “Raposa - Serra do Sol”. É a terra onde o direito da propriedade é letra morta, e qualquer aventureiro pode apossar-se de sua terra acobertado por nebulosos resgates sociais. É uma terra sem dono, onde qualquer um dispõe, assomando–se acima de qualquer Tratado, e assume posturas em nome da Nação, desabridamente, como se a terra fosse sua.

(CONTINUA, pois é extenso, Roberto Santiago)

Anônimo disse...

LOIRA MÁ:

Pois é "Seu Jorge", o alto comando da nação em todas as suas variações está nú.Completamente nú e ninguém se vê ! Pobre de nós outros!