sábado, 5 de dezembro de 2009

Lula, Filho do Brasil?

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net

Por Aileda de Mattos Oliveira

Chega-nos ao conhecimento mais uma demonstração de desequilíbrio psíquico do pífio representante da nação brasileira. A partir de sua ascensão, foram-se perdendo valores que cultivávamos como habituais normas de conduta. Essas mudanças são consequencias das alterações semânticas, aceitas pelos órgãos jornalísticos, hoje, também, pouco afeitos à limpidez das idéias.

Tais alterações são produtos dos erros de raciocínio e da falta de intimidade vocabular, que a incontinência verbal do senhor feudal, pela repetição, torna-as vernaculares. Tudo isso, aliado à esperteza de um espírito pusilânime, tem o poder de corromper os alicerces de todos os poderes da República.

Se a mentira passa à verdade; se o corrupto contumaz deve ser respeitado por não ser um homem comum; se uma organização terrorista, que inferniza os trabalhadores rurais, torna-se uma instituição lutadora em defesa dos direitos dos sem-terra, é transformar os antônimos negativos em palavras representativas de uma nova ética em curso.

Para que se consuma o novo dicionário da sordidez política brasileira, necessário se torna conhecer, a fundo, em todas as dimensões, o seu autor, personagem central de sua própria propaganda político-eleitoreira. O autoendeusamento torna-o réu confesso do desequilíbrio de que acima nos referimos. Considerar-se a si próprio Filho do Brasil, é exigir a legítima paternidade, a um país que já sofreu todos os vexames do filho que não passa de um bastardo.

Como se não bastassem as ofensas de sua diplomacia, ofende-se mais ainda a nação, anunciando a sordidez de cobrar do país a herança que acredita ter direito e pretende obtê-la, através da delegação de poderes de seus iguais, nas urnas em 2010. É mais uma indenização cobrada ao país, considerado culpado pelo filho ilegítimo, pela tendência inata de sua família, de não ter vocação para o trabalho. O filme que ilustra a vida do responsável pela obra de estropiamento da língua, “coincidentemente” será levado à exibição em 1º de janeiro de 2010.

Regredimos ao populismo desenfreado do brizolismo e percebemos, claramente, a existência de dois Brasis: o que trabalha e estuda para o desenvolvimento nacional e o que vive de estelionato político, sorvendo os impostos pagos pelo primeiro dos Brasis.

Em toda imoralidade, encontra-se a logomarca da Globo, que não pode perder dividendos, mesmo que seja patrocinando um retorno aos filmes da velha fase macunaímica da miséria colorida. Não há outro digno representante desse (para mim) repugnante personagem (Macunaíma) da baixa estima brasileira, criação de Mário de Andrade, que o etílico Lula.

Alguém da escória da personagem do filme em questão deve ter sido o idealizador do título e da narrativa. O embriagado de álcool e de poder tomou posse do Brasil e está alijando, aos poucos, a parte consciente da sociedade, mas ainda sonolenta, para os esconsos vãos que se tornarão guetos dentro em pouco, se não tomarmos uma veemente atitude.

Já imagino esse filmeco sendo veiculado no agreste, nos sertões, arrebanhando os ingênuos e estimulando-os ao analfabetismo, à bebida e à rebelião. A pressão para um conflito entre brasileiros está se fazendo prenunciar no horizonte.

Esta indecencia de filme, se consentirmos, se não reagirmos, se não clamarmos contra a mídia que lhe dará vida, poderá servir de estopim para tomadas de posição sérias que não vão deixar de fora a guarda particular do ébrio presidente: o MST.

Como dizem os traficantes do Rio, "está tudo dominado". Eles sabem o que dizem, infelizmente. Tudo está dominado, porque está corrompido pelo dinheiro fácil em troca da traição e da sabotagem.

Apenas por patriotismo, sem levarmos nenhuma vantagem, porque pertencemos a outro grupamento ético, que não leu o glossário lulista, sabotemos o filmeco do "palhaço de Garanhuns", desde já, para que, no ato da divulgação, caia no ridículo o Filho bastardo do Brasil, que bem poderia ser o Filho de outra coisa que já sabemos o que é.

Embora não pareça, o caldeirão da divisão de classes já começou a esquentar. Como não tem a coragem de seu comparsa Chávez e é um poltrão como o Zelaya, usa desses artifícios ultrapassados, mas que caem como uma luva sobre a multidão de ignorantes do interior do país.

Aileda de Mattos Oliveira é Prof.ª Dr.ª de Língua Portuguesa na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

10 comentários:

Anônimo disse...

Obrigado pela contribuição. O texto é muito lúcido e adequado ao atual momento que vivemos. Esse texto deveria ser discutido em sala de aula.Parabens!!!

Indignada.com, disse disse...

Esse aí??? Filho do Brasil??? Está mais pra filho da .... Deixa pra lá...

Paulo Figueiredo disse...

Prezada Prof. Aileda,
Difícil saber o que é pior: a corrupção ou o cinismo? O duro é saber que os dois andam sempre juntos.

A situação é tudo que foi escrito e mais muita coisa. Só há uma constatação tenebrosa e que muitos insistem em não ver e outros em negar. No Brasil o que não presta é o povo e Lula é seu legitimo representante. Se concorresse novamente, novamente e novamente; seria reeleito, reeleito e reeleito. Os políticos parecem ser um pouco piores, mas não o são. Os políticos são, apenas, os extratos concentrados deste povo. São a essência da canalhice, da bronquice, da hipocrisia e do cinismo. Ingredientes naturais brasilianos.

Em quaisquer eleições, em quaisquer níveis, os escolhidos são sempre os piores dentre os concorrentes. O próprio povo se encarrega de alijar da política os dignos e austeros. Não se parecem com ele. Portanto, Lula é sim “filho do brasil”.

Anônimo disse...

Ditadura da toga X Democracia de banana


Por Adriana Vandoni


Ontem o senador Geraldo Mesquita Júnior, do PMDB do Acre, fez um relato revoltado com a prisão do jornalista Antônio Raimundo Ferreira Muniz, baseada na Lei da Imprensa. Sim, senhores, o jornalista foi preso com base nos artigos 22 e 23 da extinta Lei de Imprensa, num processo movido pelo senador Tião Viana, do PT. Perceba, a Lei está extinta. E o jornalista está preso.


O senador Mesquita se disse envergonhado que em sua terra a famigerada Lei da Imprensa ainda não tenha caído, como já caiu no Supremo. Mesquita conclamou a todos os senadores presentes, que denunciem e não permitam que, “em nosso país, existam pressões contra profissionais da imprensa e órgãos de comunicação, para que só seja dito aquilo que interessa ao soberano”, pois isso, disse o senador Mesquita, “é algo insuportável, porque vai ao cerne daquilo que é fundamental para o povo brasileiro, que é manter uma democracia viva, que é manter as instituições funcionando de forma independente, que é manter a imprensa, mesmo quando fala de forma equivocada sobre um ou outro. Mas ela deve ser mantida falando”.


Nessa hora o representante de Mato Grosso, o suplente de senador Osvaldo Sobrinho (PTB/MT), pediu para fazer uso da palavra. E fez. Protestou toda sua solidariedade ao jornalista acreano. Sobrinho estava indignado por saber que a Lei de Imprensa não foi extinta no Acre. Um absurdo! Sobrinho falou do “homem democrático, aquele sempre ligado às causas da liberdade e aos direitos fundamentais do cidadão”. Ele, escandalizado, disse que “tem-se de gritar mesmo, de falar, de contestar, de mostrar que não se está calmo com esse tipo de coisa”.


Osvaldo Sobrinho falou em nome de Mato Grosso, o mesmo Mato Grosso onde o juiz Pedro Sakamoto determinou censura prévia a dois blogs desde o dia 13 de novembro. Censura prévia ratificada no dia 02 de dezembro pelo desembargador Carlos Eduardo da Rocha, que achou consistência nas razões do juiz. Mesmo após o Ministro Celso de Mello, do STF, ter afirmado que “o texto da Constituição da República assegura o direito de expender crítica, ainda que desfavorável e mesmo que em tom contundente, contra quaisquer pessoas ou autoridades”.


Todos - o juiz, o desembargador e o senador - são de Mato Grosso, mas de certo senador ainda não saiba o que o Brasil já sabe, ou quem sabe, o Mato Grosso que o senador está a representar não é o mesmo Mato Grosso onde a censura prévia ainda existe, mesmo à revelia da Constituição Federal.


O jornalista Antônio Raimundo Ferreira Muniz, do Acre, merece toda a solidariedade. Sua prisão merece o repúdio e indignação de toda a sociedade brasileira, pois é uma aberração aos princípios democráticos e uma insubordinação às regras constitucionais. O Brasil não pode aceitar que jornalistas sejam trancafiados nos porões de prisões, simplesmente por praticarem o jornalismo. Democracia não se restringe ao voto, ela é acima de tudo, ou, antes de tudo, a liberdade e o direito do cidadão de exercer o contraditório.


É chegada a hora do Brasil decidir se quer ser uma democracia de verdade ou vai prosseguir com esta democracia de banana, onde homens usam suas togas à revelia da constituição.


Já em Mato Grosso, felizmente a liberdade de imprensa ainda pode contar com a defesa de dois representantes: Arthur Virgílio do Amazonas e Alvaro Dias do Paraná.


O senador Mesquita que é do Acre, disse se sentir envergonhado do seu estado. Osvaldo Sobrinho, que é de Mato Grosso, disse se sentir envergonhado com a vergonha do estado de Mesquita. Eu me senti envergonhada. Por ambos estados.


www.prosaepolitica.com.br


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Anônimo disse...

Continuação de “Os Anjos de Michelângelo":

O brilhante filósofo espanhol José Ortega y Gasset já disse que “A ‘alma’ do povo se revela em cada eleição”, como se esta retratasse a sua própria essência de povo. O sucesso do emprego das ciências humanas, como a inteligência emocional ou neurolinguística, na esfera eleitoral, faz um candidato conseguir influenciar e obter o tão desejado “apoio das massas”, e o ganha graças a uma boa manipulação da própria incredulidade nos partidos políticos atuais do País, que gera no eleitor um afastamento e desânimo crescente ao “universo político” – pela ineficiência e desonestidade dos políticos –, e, para inverter os fatos, a campanha faz vasto uso do “espaço” da mídia às propagandas políticas (pagas ou não), pois "As massas sucumbem a uma mentira grande com mais facilidade do que a uma pequena.” (“Mein Kampf” - Adolf Hitler), ou, melhor adaptando: “Uma mentira repetida mil vezes (e bem divulgada), acaba por tornar-se verdade!”, principalmente quando 70% do eleitorado tem muito pouca cultura, ou os 30% que ganham uma “bolsa qualquer-coisa”!). É o que induz ao chamado “voto candidato” (ou será “eleitor-cativo”?), que é votar só pela figura do candidato e não pela sua cor partidária, “retocando” a sua imagem, escamoteando os seus defeitos e transformando estes em verdadeiras “virtudes”, apregoadas à exaustão.

Também se deve observar que o poder do dinheiro do candidato contribui para decidir o voto do eleitorado, afinal, bons “marqueteiros” custam caro (e é complicado mandar o pagamento para os “paraísos fiscais”!. Não é, “cumpanhêros”????).

O “candidato bom de voto”, no jargão político brasileiro, é aquele que consegue induzir o eleitor a uma unidade emocional, isto é, a ter uma interação com ele. Muitas vezes o eleitor escolhe o candidato cuja imagem lhe foi passada pela mídia como o mais insuspeito e capaz, justamente pela subjetiva vinculação que o mesmo lhe despertou durante a campanha, ou até escolhe por razões insondáveis da psicologia humana, como a simpatia pessoal, o chamado “carisma”, mas que o bom “marqueteiro” sabe identificar e explorar o fato junto à população, pois, o “mistério”, que são os “predicados” do eleitor brasileiro, antes expostos, já foi desvendado!

Tudo isto, somado, é o que tem mostrado um maior percentual de eficiência e, tem sido assim o “segredo do sucesso” dos “marqueteiros tupiniquins”. Por aí se vê que fazer política não é “apenasmente” fazer o bem. “O povo que se ‘lixe’”! – como diria Odorico Paraguassú, “o bem amado Coronel”, na sua sabedoria de velha “raposa felpuda”. Se tivéssemos o voto facultativo, com certeza teríamos menos eleitores “chateados” ou arrependidos, menos votos a computar.... e também menos “milagres econômicos”.... e menos corrupção!!!

Acordaaaaa Brasiiiiilllllll!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Continuação de "Os Anjos de Michelangêlo" - parte 2.

Hoje, saber “sentir” o emocional do “povão” e o “lapidar” com a “arte do ilusionismo” é o “caminho das pedras”, que “fabricou” os gurus da “modelagem” dos nossos “grandes vencedores”, que sabem inverter a imagem verdadeira dos “demônios de Dante” para autênticos “Anjos de Michelângelo”. Mudam até a roupa do seu contratante (que passam a vestir “Armani”!.... Não é, Duda???).

O brilhante filósofo espanhol José Ortega y Gasset já disse...
(Continua)

Gilson disse...

Não discordo da posição da Aileda, mas o ensaio publicado neste blog é apenas uma sequencia de vitupérios--todos eles merecidos--contra Lula e o emporcalhamento do estado brasileiro. Também estou enojado com a idéia daquele filme que, propositalmente, só vai servir para cegar ainda mais nossos ignorantes eleitores.
No entanto, considerando a especialidade acadêmica de Aileda, tão adequada para analisar o discurso de Lula e ajudar a derrubar aquele falastrão perigoso, esperava alguma coisa muito mais pungente, muito mais objetiva e, consequentemente, muito mais agressiva e capaz de ser usada como uma arma eficaz no combate à demagogia que ora nos assola. Isto sem falar no estilo empolado da escrita.
Assim não iremos à frente. Aileda escreve para seus pares ou para o seu próprio diário.
Pelo menos nesse ensaio, ela se revelou uma pessoa politicamente incompetente.

Unknown disse...

Seu "português" é realmente muito bom Prof. Aileda. Mas é impossível negar (até porque fatos não podem ser negados, salvo se por mentirosos conscientes) de que a senhora com toda a sua verborréia ácida é professora... E ele, mesmo "sem estudo" (porque diploma de curso técnico não deva valer de nada, imagino eu) e falando em um "português" sibilante... É PRESIDENTE DA NAÇÃO.
Se "todos os comentários devem ser aprovados pelo autor do blog" imagino que o meu seja censurado. Até porque o conteúdo do artigo é tão direitista, que ficaria estranha a ausência da censura, tão íntima desta vertente política.

Unknown disse...

Seu "português" é realmente muito bom Prof. Aileda. Mas é impossível negar (até porque fatos não podem ser negados, salvo se por mentirosos conscientes) de que a senhora com toda a sua verborréia ácida é professora... E ele, mesmo "sem estudo" (porque diploma de curso técnico não deva valer de nada, imagino eu) e falando em um "português" sibilante... É PRESIDENTE DA NAÇÃO.
Se "todos os comentários devem ser aprovados pelo autor do blog" imagino que o meu seja censurado. Até porque o conteúdo do artigo é tão direitista, que ficaria estranha a ausência da censura, tão íntima desta vertente política.

Bereci Macedo disse...

A Senhora Aileda, apesar de professora, demonstrou não ser em nada melhor do que o Lula. É por essa arrogância que cada vez mais perdemos espaços no eleitorado. Os nossos eleitos são o retrato da maioria dos eleitores brasileiros. Negar isso é também ser analfabeto.