sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Rudolph Giuliani é contratado por US$ 12 milhões para liderar uma radical reengenharia nas Polícias do Rio

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Por Jorge Serrão


Por US$ 12 milhões/ano, o Governo do Rio de Janeiro contratou o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani como consultor na área de segurança. Giuliani não vai aplicar apenas seus programas "tolerância zero" e "choque de ordem" como medida preventiva para os grandes eventos esportivos que o Rio sediará de 2001 até 2016. Giuliani tem a missão quase impossível de liderar uma radical reengenharia na Polícia (Civil e Militar) do RJ.

No acordo fechado com Sérgio Cabral Filho, Rudolph Giuliani e sua equipe de consultores terão carta branca para uma operação de “limpeza” no aparelho policial. A intenção é redesenhar a carreira policial. A primeira medida de impacto seria afastar imediatamente do serviço público qualquer policial envolvido em irregularidades ou crimes. Depois da limpeza, seriam atacados os salários, que seriam aumentados, com base em uma política de resultados, através de programas de qualidade. Pode ocorrer até uma fusão entre as polícias no RJ.

Dentro de um mês, Giuliani deverá apresentar uma proposta concreta de consultoria a ser contratada. Rudolph Giuliani deu uma ligeira pista do que pretende fazer, após encontro ontem com autoridades fluminenses: "Quando se quebra uma janela ela deve ser consertada antes que quebrem a segunda. Essa é a lógica do delito”. Nos próximos anos, o Rio vai sediar os Jogos Mundiais Militares (2011), a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016)"

Bons exemplos

Rudolph Giuliani governou Nova Iorque de 1994 a 2002 e ficou conhecido em todo mundo por sua política de "tolerância zero" que reduziu em 57% os índices de criminalidade e 65% os de assassinato na cidade, considerada uma das cidades mais segura e com maior qualidade de vida dos Estados Unidos.

Giuliani mudou o sistema de educação pública de Nova Iorque, criando o Fundo de Aperfeiçoamento das Escolas para ajudar escolas na compra de equipamento e instalações, introduzindo novos programas de instrução de leitura, universalizando o acesso dos estudantes a computadores, restaurando a educação artística no currículo escolar, instalando bibliotecas nas salas de aula e marcando aulas nos fins de semana.

Outras medidas de sucesso de Giuliani foram limpar o metrô e os espaços públicos de Nova Iorque.

Resta esperar para ver se o Rio de Janeiro será capaz de adotar medidas corretas a serem propostas por Rudolph Giuliani.

Mensalão tucano

O Supremo Tribunal Federal aceitou ontem, por cinco votos a três, denúncia contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), por crimes de lavagem de dinheiro e peculato.

O Senador é acusado de arrecadação ilegal de recursos na campanha para sua reeleição ao governo de Minas Gerais em 1998.

O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, considerou a denúncia, elaborada pelo então procurador-geral da República Antonio Fernando Souza, clara e direta.

O senador voltou a negar as acusações e disse que a ação será oportuna para comprovar sua "correção como agente público".

Indícios fortes

Barbosa reiterou seu voto a favor do recebimento da denúncia.

No caso do mensalão (do PT) nós recebemos a denúncia contra um dos acusados em que havia indícios muito mais tênues do que neste caso”.

Marco Aurélio Mello acompanhou o argumento de Barbosa.

A situação concreta é muito mais favorável ao recebimento da denúncia do que o caso do mensalão”.

A votação

Acompanharam o relator os ministros Carlos Ayres Britto, Cezar Peluso, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski.

Não votaram os ministros Celso de Melo, Cármen Lúcia e Ellen Gracie.

Já os ministros Toffoli e o presidente do STF, Gilmar Mendes, rejeitaram a denúncia.

O rolo

Pela denúncia apresentada em 2007, foram desviados R$ 3,5 milhões por meio de contratos de publicidade entre a agência SMPB e as estatais Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge).

A SMPB é do empresário Marcos Valério, considerado o operador do mensalão mineiro e o suposto esquema mantido pelo governo para pagar propina a parlamentares em troca de apoio em votações importantes no Congresso Nacional.

Os recursos seriam destinados a eventos esportivos, mas teriam ido parar na campanha eleitoral de Azeredo.

Justiça comum

O empresário Marcos Valério e outros 13 envolvidos no caso mineiro foram encaminhados à Justiça comum.

Apenas o senador, por ter foro privilegiado, tem a denúncia analisada pelo Supremo.

O crime de peculato tem pena de 12 anos e o de lavagem de dinheiro, 10 anos.

Briga

Durante a leitura do voto, Toffoli chegou a ser interpelado pelo relator Joaquim Barbosa.

Ao comparar as contas de Azeredo às contas das demais campanhas da época, Toffoli citou os valores declarados das campanhas à presidência e a de Itamar Franco ao governo de Minas.

O que as contas do Itamar tem a ver com o processo?

Joaquim Barbosa questionou e Toffoli retrucou:

O senhor deu seu voto e eu não disse nada. O ouvi por dois dias e agora quero prosseguir no meu voto”.

Socorro, STF

O desembargador Carlos Alberto da Rocha (foto), do Tribunal de Justiça de MT, indeferiu o agravo de instrumento protocolado pela defesa da economista Adriana Vandoni.

Segundo o desembargador, o juiz Pedro Sakamoto tem razões consistentes para decretar censura prévia à colunista, que reagiu indignada:

Não posso dizer que tenha ficado surpresa, não tinha grandes expectativas com este Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Fico sim espantada com o retrocesso que vive o Brasil na garantia de direitos fundamentais como a liberdade de pensamento e de expressão. Fico espantada ao ver desembargadores encontrando razão na inconstitucional censura prévia. No desconhecimento de decisão e julgo do Supremo Tribunal Federal. Fico espantada ao notar que, decisões como esta colocam em risco os princípios da democracia. Mas, cada cabeça uma sentença. E cada sentença, algumas interpretações”.

Detona, o Arruda

A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal decidiu ontem, por 31 votos a favor e 1 contra, pedir o impeachment do governador José Roberto Arruda (DEM).

A iniciativa deve se estender também ao vice-governador, Paulo Octávio (DEM).

O governador é acusado de ser o principal beneficiado pelo esquema de corrupção revelado pelo ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal, Durval Barbosa.

As denúncias originaram a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), que investiga, entre outras coisas, o desvio de recursos públicos para pagamento de propina a parlamentares da base aliada ao governo.

Papo do CFR

O secretário-assistente dos Estados Unidos para a América Latina, Arturo Valenzuela, reclamou que o governo americano está "decepcionado" com a decisão do Congresso hondurenho de não permitir a restituição do líder deposto de Honduras, Manuel Zelaya, à Presidência.

"Esperávamos que o Congresso aprovasse a restituição"

Foram as palavras de Valenzuela – membro do famoso CFR.

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 4 de Dezembro de 2009.

4 comentários:

Anônimo disse...

Com certeza temos aqui no Brasil pessoas mais competentes e mais barata que Giuliani, o que falta não é contratar um gringo a peso de ouro e sim vergonha na cara e coragem para enfrentar a máfia politico-administrativa que tem no Rio de Janeiro e no Brasil. Saber o certo eles sabem, não fazem porque não interessa a muita gente.

Anônimo disse...

O Giuliani teve sucesso atuando no topo da pirâmide social do mundo. Aqui na base da pirâmide onde atuam os corruptos e pobres, vai enfrentar um desafio gigantesco. No final, vamos acabar com a super polícia, super militarizada e pronta a atuar em qualquer parte. Isto tem cheiro de grande acordo para especializar, promover e implantar a "nova ordem" policial. Educação que é bom, funciona lá. Aqui o Ministério Ideológico da Educação não vai permitir interferências estranhas, possívelmente libertárias.

UHQ7 disse...

Fala sério! O Rudy nem mesmo conseguiu proteger seus arquivos secretos de campanha que foram roubados em Miami...

Só o Brasil mesmo para contratar um ex-prefeito que nem mesmo conseguiu processar agentes da MOSSAD presos em NY no mes de Outubro, simplesmente deportados pelo FBI para queimar arquivo do envolvimeto de israelenses no terrorismo norte-americano...

ACORDA BRASIL!

André Dias disse...

Hora de separar o "joio" do "trigo" ?