sábado, 30 de janeiro de 2010

Individualismo, Coletivismo e Direitos Humanos – 1

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

Há muito tinha dificuldade em lidar com estas diversas categorias de direita, esquerda, socialismo, comunismo, liberalismo. Hoje tenho a informação convincente, concisa, científica mesmo, para poder tratá-las doravante em dois blocos, como faces da mesma moeda ou como está organizado no meu arquivo mental: o espiritual/material e o cristão/ateu.

Em 1954, no gabinete da Fundação Ford, seu presidente, Rowan Gaither, recebeu o investigador chefe do Comitê do Congresso para Auditar as Fundações Isentas de Impostos, Norman Dodd. O papo foi rápido e rasteiro:

-"Você estaria interessado em saber o que fazemos aqui na Fundação Ford?"

-"Sim! É precisamente para isso que estou aqui.”

Sem perda de tempo, o Sr. Dodd, ouviu do Presidente da Fundação Ford:
-"Sr. Dodd, operamos em resposta a algumas diretrizes, a essência das quais é que usaremos nossa capacidade de conceder bolsas para alterar a vida nos Estados Unidos para que o país possa ser confortavelmente fundido com a União Soviética."

O testemunho do Sr. Dodd, está gravado em vídeo, parte de uma entrevista concedida em 1982 a G. Edward Griffin. Mais detalhes e outros documentos de leitura obrigatória, podem ser encontrados no site Freedom Force International, no endereço: http://www.freedomforceinternational.org, em inglês, ou no endereço: http://www.espada.eti.br/futuro-4.asp, em português.

O documentarista Griffin é presidente da America Media, uma empresa de editoração e produção de vídeos no sul da Califórnia, fundador e diretor de diversas associações ligadas à saúde como a Câncer Cure Association, e recebeu o cobiçado Prêmio Telly por excelência em produção para a televisão. É antes de tudo um indivíduo livre, um pesquisador e defensor dos direitos humanos. No site acima está a íntegra de uma palestra exemplar, para compreender a atual política brasileira e mundial.

Ele começou assim: “embora creia-se comumente que a Guerra ao Terrorismo é um esforço nobre para defender as liberdades, na realidade ela tem pouco a ver com o terrorismo e menos ainda com a defesa das liberdades.” É “uma guerra em defesa do terrorismo.” E na sequência, ele comprova de modo claro, documentado sua afirmação.
Continuando com aquele encontro da introdução, o papo rolou assim:

Dodd: “Bem, vocês podem fazer qualquer coisa que quiserem com sua capacidade de conceder bolsas, mas não acha que têm a obrigação de revelar isso ao povo americano? Vocês têm isenção de impostos, o que significa que são subsidiados indiretamente pelo contribuinte, então, por que não dizem ao Congresso e ao povo americano o que acaba de me dizer?"

Gaither, presidente da Fundação Ford: "Nunca faríamos isso, nem sonhando."

No decorrer da palestra, Griffin demonstra como estas agendas ocultas reúnem os governantes, banqueiros e alguns magnatas, citando nomes, declarações e propósitos de uma elite para dominar o planeta. Para esta elite, desde 1920, uma das linhas de ação para convencer a população norte americana a abandonar seus princípios era “a guerra.”

E outra era “controlar a educação nos EUA”. Para isto uniram-se as fundações Rockfeller, Carnegie Endowment e Fundação Guggenheim, formaram historiadores, mudaram a história e introduziram a idéia do coletivismo nas escolas americanas.

Coletivismo contra o individualismo. Individualismo, característico da formação cultural norte americana. Individualismo inscrito na Constituição: "Consideramos essas verdades auto-evidentes, que todos os homens foram criados iguais, que receberam do Criador certos direitos inalienáveis, que entre esses direitos estão a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Que para assegurar esses direitos, os governos são instituídos entre os homens..."

Direitos humanos inalienáveis não podem ser “concedidos” ou discutidos pelos governantes. O estado existe para assegurar aqueles direitos, servindo à nação e não o contrário - a nação obediente a serviço do estado. Se o estado advoga a si o poder de conceder direitos, tem o poder de retirá-los. Aí é que a porca torce o rabo! A relação fica invertida: é a nação obediente a serviço do estado. Ai está a grande diferença entre individualistas e coletivistas. E é isto que está em pauta no Brasil atual.

Todos os sistemas políticos coletivistas agem como se fosse direito do estado conceder direitos. Assim são os nazistas, fascistas, e comunistas. E as Nações Unidas! O artigo Quarto da Convenção da ONU sobre os Direitos Econômicos, Sociais e Culturais diz: "Os Estados participantes da presente Convenção reconhecem que, no gozo desses direitos oferecidos pelo Estado...”

Entre nós mudaram a história. Tomaram o estado. Ditam a educação nos moldes socialistas fabianos. Mudam as leis sem respeito à Constituição. E na expressão de sua arrogância ditatorial consideram-se senhores de todos os direitos humanos, acima da Constituição. Como diria o velho Vargas: “A lei? Ora a Lei!...”

Arlindo Montenegro é Apicultor.

2 comentários:

Anônimo disse...

Caro Serrão,
Estão querendo abafar (mídia amestrada) o que está ocorrendo, nesse momento com o ENEM.
Está prejudicando milhares de estudentes.
Está discriminando o acesso a faculdade, pois os poucos que conseguem se inscrever nesse tal SiSU, só por banda larga.
Eles tentam encobrir o verdadeiro dignóstico mas cada vez se enrolam mais.
Não é congestionamento, é bug na programação! O elevado n acessos é devido as tentativas.Tentam consertar e não conseguem...

Aí tem algo de podre! E a mídia mal toca no assunto....

Vai no twiter e busca sobre #sisu e verás o que está ocorrendo.

Abraço.

léo guedes disse...

SR. Montenegro.
O individualismo metodológico pode ser sintetizado em uma frase de Ludwig von Mises, o grande economista austríaco, autor da obra "Ação Humana": "A idéia de uma sociedade que operasse ou se manifestasse independentemente da ação dos individuos é absurda".Com efeito, embora o todo seja a soma de suas partes - deveria ser evidente, mas infelizmente não o é - que esse todo, ou seja a sociedade, não pensa, dorme, compra, vende, toma café, vibra com os gols do seu time, ou canta uma canção, como os indivíduos que a formam o fazem cotidianamente.
Coincidentemente estudo sistemas desde 1.977 quando adquiri um livro escrito pelo próprio autor da Teoria Geral dos Sistemas, também Ludwig, mas von Bertalanfy.
Interessei-me pelo assunto, pois estava procurando algo mais do que a literatura sobre administração de empresas trazia e que julgava insuficiente para se ter uma visão geral de uma empresa. Como engenheiro, sei que, ao se criar um produto, seja ele qual for, deve-se imperiosamente ter o controle de todos seus subsistemas para que ele não se converta em um furo no mercado. Um dispositivo feito para sentar e que jogasse seu ocupante de cara no chão. O exemplo é grotesco, mas suficiente para ser entendido. E isso me trouxe uma visão mais clara do que signfica totalitarismo dentro do que chamam engenharia social. Uma sociedade onde se tem o controle total sobre qualquer de suas partes. Assim, na implantação do comunismo, todos os elementos que demonstrassem incompatibilidade com o sistema, ou era expurgado ou ia para tratamento psicológico nos campos gelados. A liberdade tem que necessariamente sair de cena, pois ela significa descontrole. E uma das maneiras de se conseguir isso, além de eliminar as variáveis rebeldes ao sistema, é o controle da informação que se transforma na domesticação da sociedade. Os países dominados pelo comunismo e que se desligaram depois da queda do muro, deixaram, como consequência, uma grande dificuldade de readaptação aos seus cidadãos, pois eles não mais estavam acostumados com a idéia de autonomia. Tudo estava nas mãos e nas decisões do Estado, chamado de Grande Irmão no livro 1.984, de Orwel. Quando se tem a noção de sistema aberto e sistema fechado, compreende-se muitos dos fenômenos micro e macro-econômicos e mesmo no estudo dos modelos governamentais.
Um grande abraço
léo