terça-feira, 19 de janeiro de 2010

MARCO ANTÔNIO

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jacornélio M. Gonzaga


General romano. Fez uma brilhante carreira militar em campanhas na Palestina e no Egito, entre 57 e 54 A.C, quando demonstrou seu valor no combate e seus dotes de comandante – corajoso no campo de batalha, generoso com os seus soldados e solidário com os seus problemas.

Tornou-se um dos principais auxiliares de Júlio César e, em 49 A.C., ano em que se deflagrou a guerra civil entre os partidários de Pompeu e César, foi eleito tribuno do povo, com a função de defender os plebeus da ação arbitrária dos magistrados. Marco Antônio ficou famoso na sua oratória perante o corpo de Júlio César - assassinado em 44 A.C - e também pelo seu caso de amor com Cleópatra. Tinha fama de beberrão e mulherengo.

No dia 13 de janeiro de 2010, tentando ouvir um comentário político sobre a “Comissão da Verdade”, emitido pela Jornalista Lúcia Hipólito, não consegui entender o que ela dizia - http://www.youtube.com/watch?v=cU1NF8665-c - pois o telefone dela estava “piscando”.

Nos dias seguintes (14 e 15), aproveitando que o telefone já havia parado de piscar, a senhora Lúcia destilou (o termo lhe cai muito bem) toda a sua verve com expressões do tipo: “atender ao pedido das Forças Armadas que colocou o Brasil na contramão da história; abrir os porões, abrir os arquivos; estes militares não são mais aqueles a quem conhecíamos como gorilas; essas FA não têm mais nada a ver com aquela de antigamente; e, o Lula cedeu ao pior lado das Forças Armadas.....”

Abrir arquivos, vasculhar porões, a mesma cantilena de sempre. O que é que eles pensam encontrar? Será que eles acham que encontrarão nos “porões” documentos mais ou menos assim?

Trecho de informe A-1 endereçado ao CIE, sobre a prisão de César Benjamim, em 30 de agosto de 1971, com o grau de sigilo SECRETÍSSIMO, cujo extrato é o seguinte: “o terrorista conhecido como “Menininho”, da organização MR-8, mostrou-se extremamente dócil. Suas declarações de próprio punho seguem anexas a este documento. Contrariando ordens superiores, houve uma violenta sessão de tortura. A técnica utilizada foi a de obrigá-lo a ouvir, no pátio da unidade prisional, pelo alto-falante, um discurso completo, ao vivo, do comandante Fidel Castro, transmitido pela Rádio Havana. Ao final de seis horas e cinqüenta e dois minutos o prisioneiro não resistiu, passando a colaborar”.

Cabe lembrar que nos anos posteriores, a técnica utilizada foi aperfeiçoada, os torturadores passaram a colocar os presos ouvindo, até a exaustão, as mensagens do então cadete Hugo Chaves, proferidas nas datas comemorativas da Academia Militar da Venezuela.

Dona Lúcia, embora a senhora afirme que não haja revanchismo, o tal PNDH que prevê a mudança de “coisas públicas” pode trazer alguns probleminhas para a cerimônia de casamento da filha de um grande amigo, prevista para o corrente ano. A benção nupcial será concedida na capela do CMRJ, que possivelmente já se chamará Colégio das Minorias do Rio de Janeiro, estabelecimento de ensino público, ligado ao Ministério do Poder Popular para a Defesa (Seção Exército do Povo). Como foram criados mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, Padre Alfir terá que tirar o crucifixo do altar, substituindo-o por um retrato do Che Guevara. Mas, aqui entre nós, barbudo por barbudo, gosto mais do Alferes!

Dona Lúcia, o tal PNDH, como bem disse um Senador de nossa República, é obra de um “psicopata ideológico” (gostei da expressão). Eu soube, por fonte fidedigna, que até no além ele repercutiu negativamente. O Coronéis Peret e Metropolo, na qualidade de ex-cmt e ex-sub, protestaram veementemente junto a São Pedro, ao saberem da mudança do nome histórico do 4º BIL (4º RI / 4º BIB) – Batalhão Raposo Tavares para Batalhão Carlos Lamarca. Para os que não sabem, ou não se lembram, foi daquele quartel que o traidor, hoje “herói”, desertou, levando consigo uma variedade de armamentos para os terroristas de então.

Refeita do pisca-pisca de seu telefone, a senhora jornalista fez questão de dizer ser conferencista convidada na EGN (Escola de Guerra Naval). Afirmou que, lidando com os oficiais daquela Escola, pode sentir que as Forças Armadas de hoje são diferentes daquelas de antigamente e que “eles não têm nada a ver com aqueles a quem chamávamos de gorilas”. A moça “manja à beça” sobre a milicada! Deve ser por isso que o Paulo Henrique Amorim, em entrevista para o Pânico, chamou-a de canhão.

Dona Lúcia, as nossas Forças Armadas, forjadas em Guararapes, são as mesmas que tiveram combatentes da estirpe de Luís Alves, Antônio Sampaio, Manuel Luís, Marcílio Dias, Barroso e Deodoro. Na II GM elas patrulharam o Atlântico Sul e na Itália, por intermédio da FEB e do 1º Grupo de Aviação de Caça, mostraram o seu valor militar contra um inimigo poderoso. São as mesmas que, “na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se opor a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia".

São elas que ainda aí estão - dando dor de cabeça à canalhada que não desiste de tentar impor aos brasileiros um modelo de governo totalmente ultrapassado. São os “milicos”, que da vigia do barco democrático, dão o alerta contra os PNDH da vida. São eles os arautos que anunciam as ofensas constitucionais, que não atingem somente o estamento militar, mas também uma significativa parte da sociedade.

Das características do General romano Marco Antônio, suas virtudes de generosidade, solidariedade e coragem se perpetuaram no Sargento brasileiro, mas, em compensação as de mulherengo e beberrão caem como uma luva na personalidade do Tribuno Luis Ignácio.

Parabéns Sargento Marco Antônio! Sua ação nos encheu de orgulho. O Brasil não podia esperar outra atitude de um integrante de suas Forças Armadas!

Jacornélio M. Gonzaga prestou o Serviço Militar Obrigatório no 4º RI / 4º BIB, aperfeiçoou seus conhecimentos como atirador com o Seu Antônio, no Batalhão Toneleros, voou muito de helicóptero e em outras aeronaves de asa fixa da FAB e, ainda, é o Diretor-Geral do Fundo Nacional de Pensão dos Anistiados Políticos (FUNPAPOL).

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