domingo, 10 de janeiro de 2010

Não ao Terceiro Reich do $talinácio! - II

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Releia:
Não ao Terceiro Reich do $talinácio! - I

Por Jorge Serrão


Os segmentos esclarecidos da sociedade brasileira, que ainda têm vergonha na cara e alguma coragem, não podem aceitar nem capitular diante do esquema revolucionário petralha que deseja nos impor um “Terceiro Reich” tupiniquim. O “golpe do $talinácio” merece um “não rotundo”.

A salada jurídico-institucional proposta no o pretenso Programa Nacional de Direitos Humanos (“PNDH3” ou “Ai-13”) é apenas mais um balão de ensaio para o projeto nazipetralha de permanência no poder – muito além do terceiro mandado que não conseguiram legal e legitimamente.

A Diretriz número 22 do “Ai-13” reserva um carinho todo especial dos revolucionários e revisionistas históricos do PT à imprensa e aos meios de comunicação que eles sempre sonharam “democratizar”. Os dois objetivos estratégicos, escritos entre as páginas 164 e 166 do “plano”, são: “I: Promover o respeito aos Direitos Humanos nos meios de comunicação e o cumprimento de seu papel na promoção da cultura em Direitos Humanos”; e “II: Garantia do direito à comunicação democrática e ao acesso à informação”.

Analisemos as “boas intenções” do nazipetralhas. Eles sugerem duas ações programáticas que parecem boas ao olhar de um marciano incauto sobre a nossa realidade política. “a) Propor a criação de marco legal regulamentando o art. 221 da Constituição Federal, estabelecendo o respeito aos Direitos Humanos nos serviços de radiodifusão (rádio e televisão) concedidos, permitidos ou autorizados, como condição para sua outorga e renovação prevendo penalidades administrativas como advertências, multas, suspensão da programação e cassação, de acordo com a gravidade das violações praticadas”.

As recomendações são: “Inserir a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados na discussão sobre outorga e renovação de concessões públicas. Recomenda-se ao Ministério Público assegurar a aplicação de mecanismos de punição aos veículos de comunicação, autores e empresas concessionárias”.

As próximas ações são, sugestivamente, repressivas – no melhor estilo da Justiça Revolucionária Stalinista: “b) Promover o diálogo com o Ministério Público para a proposição de ações objetivando a suspensão de programação e publicidade atentatórias aos Direitos Humanos”. c) Suspender patrocínio e publicidade oficial em meios que veiculam programações atentatórias aos Direitos Humanos. d) Elaborar critérios de acompanhamento editorial a fim de criar um ranking nacional de veículos de comunicação
comprometidos com os princípios de Direitos Humanos, assim como os que cometem violações.

O documento nazipetista recomenda “aos estados, Distrito Federal e municípios fomentar a criação e acessibilidade de Observatórios Sociais destinados a acompanhar a cobertura da mídia em Direitos Humanos”. Só faltava falar na criação dos “comissários do povo” em seus comitês de bairro, escalados especialmente para fiscalizar todas as atividades e delatar os infratores ao Grande Companheiro Estatal.

Outra recomendação é: “Desenvolver programas de formação nos meios de comunicação públicos como instrumento de informação e transparência das políticas públicas, de inclusão digital e de acessibilidade”. O texto também recomenda aos estados, Distrito Federal e municípios o incentivo aos órgãos da mídia para inclusão dos princípios fundamentais de Direitos Humanos em seus materiais de redação e orientações editoriais”.

Na letra f, o documento fala em: “Avançar na regularização das rádios comunitárias e promover incentivos para que se afirmem como instrumentos permanentes de diálogo com as comunidades locais”. Só faltou dizer que a gestão de tais emissoras devem ficar, claro, com a companheirada que sabe tudo de respeito aos princípios da democracia e da liberdade de informação.

Na letra g, uma aparente boa intenção, até porque nem tudo pode parecer maldade no documento: “Promover a eliminação das barreiras que impedem o acesso de pessoas com deficiência sensorial à programação em todos os meios de comunicação e informação, em conformidade com o Decreto nº 5.296/2004, bem como acesso a novos sistemas e tecnologias, incluindo Internet”.

No segundo objetivo estratégico, os nazipetralhas deixam cair a máscara e seguem apostando no patrulhamento ideológico ostensivo. As “boas intenções” ficam implícitas: “a) Promover parcerias com entidades associativas de mídia, profissionais de comunicação, entidades sindicais e populares para a produção e divulgação de materiais sobre Direitos Humanos. b) Incentivar pesquisas regulares que possam identificar formas, circunstâncias e características de violações dos Direitos Humanos na mídia”.

Para bem compreender as raízes das “boas intenções” nazipetistas serei obrigado a uma grande apelação intelectual. Para deixar $talinácio PT da vida, vou recorrer ao pensamento de seu maior amigo-inimigo oculto Fernando Henrique Cardoso. O Príncipe dos Sociólogos, 11º intelectual mais importante do mundo (revista Foreign Policy) e ilustre membro do “Diálogo Interamericano”, deu entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo On Line - veiculada sábado, 19 de dezembro de 2009, que teve muito pouco repercussão.

Na análise sobre os riscos contra a liberdade de imprensa no Brasil, FHC foi no ponto certo: “Liberdade você só sente quando deixa de tê-la. É como oxigênio. Como em geral não está acontecendo nada, as pessoas não dão valor. Mas é só começar a ter um processo de limitação de liberdade que as pessoas vão perceber que muda tudo”.

Como se estivesse falando aos petistas – mas, no fundo, fazendo uma espécie de ensaio retórico para uma possível campanha eleitoral em 2010 -, FHC reafirmou que temos uma democracia precária: “Nossa raiz histórica não é democrática. As pessoas custam a aceitar o jogo da democracia, do respeito à lei. A tendência é da arbitrariedade do poder. A democracia aqui tem de ser cuidada permanentemente porque toda hora há forças, no fundo, contrárias a ela”.

Que forças são essas? FHC responde direitinho: “Forças culturais. Isso vem da nossa cultura, que é formada numa visão onde a separação entre o público e o privado é confusa, onde o favoritismo, o clientelismo e o arbítrio permanecem como uma tendência. Aqui a ideia de quem pode pode, quem não pode se sacode é generalizada”.

Moral desta historinha toda: O papel aceita tudo. A retórica é sempre usada conforme circunstâncias e interesses. A gritaria contra o “Ai-13” é grande. Mas é preciso sair do campo do esperneio para a esfera da ação democrática efetiva contra o golpismo revolucionário nazipetista.

Releia os artigos deste Alerta Total que anteciparam as manobras golpistas dos petralhas: A Merda na República de Mamar; Lula, o verdadeiro Nacional Socialista; O Triunfo da Vontade de Stalinácio e seus banqueiros; Tudo que eu queria era saber por quê... e Heil, Lula Vargas da Silva!

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 10 de Janeiro de 2010.

4 comentários:

Anônimo disse...

"O monopólio do partido e do estado sobre a mídia e a disseminação de informação seletiva
para consumo interno e externo" é apenas um dos objetivos para concretizar o ultimo assalto pacífico ao poder.
O tal decreto que os artífices do Foro São Paulo empurraram para a assinatura do iletrado mané, ilustra as verdadeiras intenções desta gente que não merece o mínimo respeito.
A grande ilusão dos defensores de princípios e valores democráticos é ignorar a perfídia e dissimulação dos comunistas, o modo como utilizam a agressividade, a desinformação, a contra informação na propaganda e as táticas de combinação de assuntos - direitos humanos + censura + propriedade + aborto + destruição das forças armadas - no memo documento político conspiratório.
Esta combinação é real e constante desde Lenin e Stalin. Os democratas à tem ignorado, acredidanto em "coexistência pacífica", "em abertura para o capitalismo", em "redução de armas", em "divisões ideológicas" - tipo entre pt, pc do b, psol - quando são internacionalistas e caminham sempre idologicamente juntos, desinformando juntos, para prejudicar as avaliações dos contrários ao mundo comunista.

Anônimo disse...

Fica aqui um desafio aos que são contra o "decreto": dêem nome aos bois - é comunismo mesmo! Sem choro,sem vela, as liberdades democráticas estão sendo atiradas ao lixo.
Somente os bolgueiros que defendem a democracia e o estado de direito chamam o comunismo de comunismo internacionalista!
Se seu Lula fosse flor de cheiro, dava um pé no Vanucchi, no Tarso, na Dilma, no Marco Aurélio, no Franklin, cérebros e artífices do que o ilustre assina sem ler.
Se um dia esta gente chegasse ao poder, o mesmo Lula acabaria sendo descartado como um limão depois de espremido.
Ouvir-se-ia um "aí! eu não sabia!"
Sequestraram a nação, apontam uma arma contra os miolos e os que são pagos para defender a nação ficam no "deixa disso companheiro". É o fim da lucidez!

Anônimo disse...

Serrão, discordo de ti. Pois ao que me parece não é o dito Stalinácio que é o algoz, e sim, é a oposição que são os lilliputianos (estou comparando o Lula como o Gulliver brasileiro, da bela estória de Jonathan Swift).

O maior líder da oposição na atualidade, o ex-presidente FHC, sempre mostrou-se um “fraco” para bater na oposição – em seu governo tinha um “capataz” para isso, o falecido ex-ministro Sérgio Motta, que quando morto, ao ser substituído pelo Pedro Parente, hoje no comando da Bungle, mostrou-se reticente e tatibitate...

Culpar o Lula pelo estado de coisa é um modo simplório, e penso que não seja totalmente justo. O mais certo, na minha opinião, é culpar a ineficaz oposição (penso que ela não exista atualmente, e se existir, o seu DNA é o mesmo da situação (veja o exemplo do Arruda).
Então, admirado Serrão, a oposição precisa se reinventar e aprender – taí uma sugestão, curso para ser oposição. Pois, do jeito que está, como diria o saudoso João Saldanha, é roubar doce de criança...

Anônimo disse...

Um golpe a cada atalho

Um governo dentro do governo. Um estado que se sobrepõe à ordem jurídica. É assim que a terceira versão do Plano Nacional de Direitos Humanos se apresenta. Uma cunha na democracia, usando o argumento da democracia máxima.

O decreto assinado pelo presidente Lula,sem ler, é para reger uma sociedade perfeita e avançada, não um amálgama em permanente construção como o Brasil.

O Brasil ainda é um organismo mutante com os mesmos contrates e confrontos que Euclides da Cunha identificou no começo do século passado.

Os autores do terceiro Plano desejam acelerar a história brasileira, mas esta precisa de mais tempo para amadurecer, e revelar o sumo da conciliação que resulta da negociação do nosso destino. Não se repõe o que ainda não está posto.

A história não é um átomo que tem suas partículas acelerdas. A conciliação nacional é o úncio caminho para nos livrar de um golpe a cada atalho.

Blog. Leonardo Moto Neto