sábado, 16 de janeiro de 2010

Petrobras faz terrorismo moral contra funcionários

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Edilene Farias de Oliveira (Leninha)

A história de sucessos da Petrobras é motivo de orgulho nacional. A empresa, ao longo dos seus cinqüenta e seis anos de existência, investiu pesadamente em pessoal e em tecnologia, a ponto de hoje operar em 27 países nas áreas de exploração, produção, refino, comercialização e derivados de petróleo. É a quarta maior petrolífera do mundo, a quinta em valor de mercado e a terceira maior empresa do continente americano. Sem a menor dúvida, um sucesso.

Contudo, a relação da empresa com seus trabalhadores (funcionários e terceirizados) tornou-se extremamente preocupante. A constatação dos trabalhadores é que o ambiente de serviço na Petrobrás tornou-se o pior de todos os tempos. A política de recursos humanos comandada por ex-sindicalistas é maniqueísta e stalinista.

Lamentavelmente, o movimento sindical se atrelou ao governo e à direção da companhia. Atualmente dos 17 sindicatos do setor, 6 já romperam com a Federação Cutista e seguem criando uma frente independente e autônoma, buscando resgatar o respeito e a dignidade da categoria.
A presente matéria enfocará a insensíbilidade, a intransigência e até mesmo a desumanidade dos administradores da empresa frente a doenças físicas e psicológicas adquiridas por seus trabalhadores em decorrência das adversidades ocupacionais.

Assédio moral

Incontestavelmente, o fato que gera mais apreensão no momento é a perversa prática de Assédio Moral estratégico levada a efeito pela Petrobrás.. É de se ressaltar que tal prática não poupa nem profissionais de alto gabarito, a exemplo de Geofísicos e Engenheiros Seniores com aproximadamente 30 anos de casa.

A melhor prova da coerção pelo Assédio Moral encontra-se na Ação Civil Pública movida no estado da Bahia pelo Procurador do Trabalho Manoel Jorge e Silva Neto, do quadro do Ministério Público do Trabalho (MPT), com a finalidade de inibir a prática, que já é responsável por graves desdobramentos sobre a saúde mental de inúmeros trabalhadores.

Dentre os trarbalhadores ouvidos no inquérito que durou mais de dois anos, há relatos impressionantes: operários que tencionavam explodir a Refinaria (RLAM); operário que comprou arma de grande porte para cometer uma chacina seguida de suicídio; operários que exrternaram desejo de matar gerentes e supervisores.

Na realidade, o conflito de interesses entre os trabalhadores e a administração da "república de ex-sindicalistas" alçados e cooptados a altos cargos, tem provocado uma verdadeira barbárie nas relações de trabalho na empresa.

Até mesmo, foi criado um Código de Ética, que, ilegalmente, legisla como se fosse um código penal. Fundamentados em artigos inconstitucionais, os gerentes utilizam desse Código para praticar punições das mais inusitadas e inquerir trabalhadores em autênticas salas de tortura psicológica que fazem lembrar os porões da Ditadura Militar.

Nessa altura, cumpre esclarecer que, com a única finalidade de preservar a identidade dos trabalhadores que deram os categóricos depoimentos ao MPT, seus nomes serão omitidos nesta matéria. Porém, caso necessário em qualquer ação judicial, eles serão citados nominalmente.

Pressão contra a autora

Na condição de trabalhadora que tem sofrido pressões semelhantes às que têm massacrado inúmeros companheiros, eu, a autora da presente matéria, resolvi divulgar mais amplamente os fatos comigo acontecidos, fatos esses já conhecidos da categoria a nível nacional.
Funcionária concursada há 22 anos, encontrava-me afastada com CAT emitida pelo Centro de Referencia a Estudos da Saúde do Trabalhador do Estado da Bahia - CESAT.

A empresa engavetou o atestado e demais relatórios que comprovam inclusive a presença de contaminação por sulfetos metálicos, e orquestrou uma demissão por justa causa sob alegação de abandono de emprego. É de se destacar que eu estava, inclusive, com procedimento cirurgico agendado na USP para ajudar no diagnóstico de doença grave e ingressar com tratamento quando fui surpreendida por minha demissão por email, sem direito de defesa.
Minha situação atual é preocupante: ilegalmente demitida da Petrobras, sou portadora de diversas patologias ocupacionais, e dependente em caráter permanente de medicamentos nacionais e importados custeados pela empresa (aproximadamente R$ 5000,00 mensais).

Minha demissão, caracterizada como política, está sendo tratada no judiciário como grave crime contra Direitos Humanos. Hoje, doente, vivo às custas de solidariedade de colegas e de empréstimos de entidades petroleiras. Obviamente, encontro-me em terríveis dificuldades, e, inclusive, já agrego agravos nas patologias, sem condições de avaliar a progressão, pois desde a demissão me foi subtraida a assistencia médica. Tratemos, a seguir, de outro aspecto da questão.
Associação dos trabalhadores (Aepetro)

Com o objetivo de levar a empresa a modificar sua política de recursos humanos, em 2006, seus trabalhadores criaram a Associação dos Trabalhadores da Indústria de Petróles e Gás (Aepetro), que pode ser visitada em seu endereço eletrônico www.aepetro.org.br. Tal Associação se propõe a – por meio de diálogo ou ações cabíveis junto aos orgãos públicos competentes – valorizar a prevalência da vida dos funcionários, hoje neglingenciada e subordinada à busca da lucratividade dos acionistas da Bolsa de Valores dos EUA.

A Associação entretanto, não restringiu suas atribuições. Ela realizou denúncias graves de crimes ambientais e uso suspeito de recursos financeiros da ordem de milhões. Sobre tais assuntos, hoje, estão tramitando processos em diversos órgãos: Receita Federal, TCU, PF, MPF, MPE, SRTE, dentre outros.

Finalizando, a Associação julga oportuno demonstrar o zelo com que atua no interesse dos trabalhadores, cercando-se de profissionais de reconhecida competência. Para tanto, cita como exemplo sua assessoria jurídica. Os encaminhamentos jurídicos da AEPETRO são acompanhados de perto pelo Assessor Luiz Salvador, Presidente da ABRAT (Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas) e ALAL(Associação de Advogados Trabalhistas da América Latina), Diretor de Saúde da JUTRA (Associação Luso Brasileira de Advogados do Trabalho) e membro Secretário Geral da Comissão de Direitos Sociais do Conselho da OAB Federal.

Edilene Farias de Oliveira (Leninha) é Diretora de Saúde, Meio Ambiente, Segurança e Previdência da Aepetro.

13 comentários:

Anônimo disse...

Estranho este relato da missivista.
Se assim fosse, a Petro não estaria em grande sanha de contratação de funcionários, como é visto deste os anos de 2008/2009.
Ser funcionário da Petro – talvez não os terceirizados, sempre foi visto como fazendo parte da elite dos funcionários brasileiros (antigamente, até pelos idos de 1980, este papel de funcionários de elite era desempenhado pelo Banco do Brasil).
Muitos funcionários da Petro, foram cooptados pela empresa do sr. Eike Batista, OGXP. Pelo que se sabe, os funcionários da Petro foram contratados por valores que inflacionaram o mercado dos trabalhadores ligados ao petróleo. Agora, surgem estas denúncias, e isto, leva-me a crer em ato localizado e não de todo pertinente...
O certo, o real, é que os sindicatos ligados aos funcionários da Petro, nunca mais se restabeleceram desde a fatídica greve do final dos anos 80, em que o sindicato e suas lideranças tentaram paralisar o Brasil, sendo que houve mesmo filas quilométricas para comprar um simples botijão de gás (lembram-se?).
Então, desde aquela época, os ditos representantes dos trabalhadores da Petrobras (sic) tem sido mais representantes deles mesmos do que dos próprios trabalhadores.
No mais, feito alguns “trabalhados” (sic) que até fazem parte dos governos, muitas lideranças sindicais são retrógradas, ultrapassadas e desprovidas de interesses coletivos. Talvez, por isso, estejam sempre “lutando” por causas inglórias.

Anônimo disse...

Os petralhas tomaram conta da Petrobrás. Removeram profissionais de carreira, gente competente de postos de gerencia e fizeram dos REcursos Humanos o quintal do PT, cabide de empregos para os manos.
Conheço pelo menos um profissional de carreira da área de RH que está doente (somatizou a emoções negativs) com os desmandos que assiste a cada dia.

Anônimo disse...

Essa bosta de PT e sua corja de sindicalistas ainda vai acabar com o que resta de decente e de profissionalismo na Petrobras.

Anônimo disse...

Pra que servem essas merdas de sindicatos? Parasitas e exploradores dos trabalhadores. Sindicato so serve pra cuidar de seus proprios interesses.

Anônimo disse...

Vou publicar como anônimo meu comentário, mas diferente de alguns aqui neste espaço não acredito que a Petrobras seja uma maravilha, muitos pelo contrário. O grande problema desse povo brasileiro é não conhecer a história e viver na infância ou quem sabe na demência. O bonito presidente ao invés de deixar a descoberta do Pre-Sal nas ações da Petro criou outra empresa, fazendo as ações da primeira despencar. Outro importante apontamento é o fato de que muito brasileiros se esquecem ou preferem não lembrar que o tal presidente de hoje sequer esteve um dia na constituinte de 88 e recebeu para isso, mas banca o bom e o defensor do povo, e é com toda essa imagem vendida aos comprometidos mentalmente e quem sabe neurológicamente, pois há uma grande diferença em ser doente mental e ter problemas neurológicos e não vou ingressar em semântica aqui, pelo menos não agora.
O que se espera (EU EXIJO) é que esse governo medíocre que dá bolsa miséria pro povo tenha ca cara limpa e diga que endossa o mal que os trabalhadores são submetidos, quer seja pela sua inoperância e expressiva incompetência, quer pelas suas ações pra lá de efeito placebo, que tem como objetivo, sempre o mesmo: ENGANAR O POVO, LUDIBRIAR OS MAL-INFORMADOS E CERCEAR OPORTUNIDADES DE FATO LHE DANDO UMA MIGALHINHA PARA QUE BATA-LHE PALMA.
É ISSO. EU TENHO NOJO DE NARCISISTAS E TIRANOS, ABOMINO QUEM FICA EM CIMA DO MURO, E ACHO MEDÍOCRE NÃO ADMITIR QUE NUNCA FOI ESQUERDA, MAS SEMPRE PENSOU EM SI, EM SUMA, SEMPRE FOI UMBILIGUISTA.

Anônimo disse...

Vejo que os sindicalismo no Brasil e em especial, os ligados a CUT e FUP, estão passando à alguns anos pela mesma fase que o sindicalismo no Japão passou nos anos 50, esta tudo sendo direcionado para que as empresas do sistema Petrobrás, Siderúrgicas como a Usiminas e Mineração como a Vale, absorvam os dirigentes oferecendo cargos nas gerencias ou coordenação e que estes depois fiquem como um dispositivo de cala boca das categorias, quando esta se cansam de ouvir conversar fiadas e palavreados corporativos que só servem para enrolar, nesta onda entra a CQT (controle de Qualidade Total) e seus certificados que nunca enganaram ninguém, que é outra ferramenta de controle do trabalhador, ferramenta de domesticação da massa operária. Hoje tem até nome, o tal do “colaborador”. Então infelizmente é este nosso cenário sindical brasileiro desde os anos 90 governo FHC até hoje em 2010 com o PT, política esta, que passa longe do sindicalismo Europeu ou do Americano, mas, com uma relação muito estreita com a política e cultura de dominação Asiática.

Anônimo disse...

Também sou funcionário da Petrobras (de subsidiária) e estou afastado há 2 anos por problemas emocionais, pois fui perseguido pela empresa até não aguentar mais. Fazem verdadeiro terrorismo psicológico, pondo vc em situações diversas de assédio moral, como por exemplo, gerente chamando o funcionário de burro na frente dos colegas, ou os próprios colegas sendo coniventes com a gerência e sacaneando voce como se fosse um pessoa inútil, protelam as promoções com alegações infundadas e absurdas de "falta de verba"na gerencia e coisas assim... o clima na empresa é péssimo, só quem tem algum conchavo político consegue trabalhar em paz. É o retrato fiel do Brasil hoje a PB.

Anônimo disse...

Estou postando este comentário depois de 7 anos como consursado da PETROBRAS, pois passei e estou passando por assédio moral na empresa. Estou a mais de dois anos sendo "sacaneado" por conta de uma transfêrencia que pedi.
Meu setor não tem muito trabalho, mais está inchado com contratos que chegam a todo momento com salários exorbitantes, indicados por psdrinhos petitas.
A PETROBRAS está precisando de socorro, pois seu corpo gerencial, estremamente novo e despreparado, está entrando na honda dos mais velhos, a custos de cargo e salários,e acabando com a empresa. Um constatação. O fato de muitos conurso que estão acontecendo tem motivação também na reposição de pessoal que estão estrando e saíndo da PETROBRAS. Não recomendo como trabalho atualmente.

Unknown disse...

Conheça e faça parte do blog “Assediados”.
www.assediados.com
Um espaço onde vítimas de assédio ou dano moral podem relatar suas histórias, compartilhar experiências, e buscar caminhos para tornar o ambiente de trabalho um espaço seguro, onde seres humanos sejam tratados com o respeito e a dignidade que merecem. Um espaço onde você encontrará informações atualizadas sobre Assédio Moral no trabalho.
"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

Anônimo disse...

Gostaria de saber se a presidente Graça Foster tem conhecimento do terrorismo que paira sobre a vida dos Inspetores de Segurança Patrimonial da companhia, que estão com seus proventos ameaçados de brusca redução em virtude do que o RH chama de inevitável necessidade de reenquadramento do sistema financeiro da PETROBRAS, o fato é que os funcionários deste cargo estão sendo informados de que perderão suas vantagens por trabalharem em regime de TURNO e serão transferidos abruptamente para o regime ADMINISTRATIV0 com perdas salarias em torno de 36%, onde muitos destes são novatos com nível salarial baixo, que eram realmente compensados com as vantagens do turno e agora serão obrigados a conviver com a regressão de seus projetos familiares, sem falar na grande quantidade de endividamento e insatisfação que este processo irá causar, por demonstrar um ato notoriamente discriminatório por se tratar de um CARGO ESPECÍFICO E HUMILHADO. Não posso divulgar salários, mas posso garantir que muitos destes receberam mensalmente em média 3(três) salários mínimos, fato que não condiz com o padrão de vida propagado pela PETROBRAS.

Anônimo disse...

Gostaria de saber da presidente Graça Foster se é de conhecimento da mesma, o terrorismo que paira sobre a vida dos Inspetores de Segurança Patrimonial da companhia, que estão com seus proventos ameaçados de brusca redução em virtude do que o RH chama de inevitável necessidade de reenquadramento do sistema financeiro da PETROBRAS, o fato é que os funcionários deste cargo estão sendo informados de que perderão suas vantagens por trabalharem em regime de TURNO e serão transferidos abruptamente para o regime ADMINISTRATIV0 com perdas salarias em torno de 36%, onde muitos destes são novatos com nível salarial baixo, que eram realmente compensados com as vantagens do turno e agora serão obrigados a conviver com a regressão de seus projetos familiares, sem falar na grande quantidade de endividamento e insatisfação que este processo irá causar, por demonstrar um ato notoriamente discriminatório por se tratar de um CARGO ESPECÍFICO E HUMILHADO. Não posso divulgar salários, mas posso garantir que muitos destes receberam mensalmente em média 3(três) salários mínimos, fato que não condiz com o padrão de vida propagado pela PETROBRAS.

Anônimo disse...

Gostaria de saber se a presidente Graça Foster tem conhecimento do terrorismo que paira sobre a vida dos Inspetores de Segurança Patrimonial da companhia, que estão com seus proventos ameaçados de brusca redução em virtude do que o RH chama de inevitável necessidade de reenquadramento do sistema financeiro da PETROBRAS, o fato é que os funcionários deste cargo estão sendo informados de que perderão suas vantagens por trabalharem em regime de TURNO e serão transferidos abruptamente para o regime ADMINISTRATIV0 com perdas salarias em torno de 36%, onde muitos destes são novatos com nível salarial baixo, que eram realmente compensados com as vantagens do turno e agora serão obrigados a conviver com a regressão de seus projetos familiares, sem falar na grande quantidade de endividamento e insatisfação que este processo irá causar, por demonstrar um ato notoriamente discriminatório por se tratar de um CARGO ESPECÍFICO E HUMILHADO. Não posso divulgar salários, mas posso garantir que muitos destes receberam mensalmente em média 3(três) salários mínimos, fato que não condiz com o padrão de vida propagado pela PETROBRAS.

Anônimo disse...

A prática de tortura psicológica é antiga na Petrobras. Como trabalhador terceirizado fui torturado psicologicamente para dizer quem tinha divulgado o vídeo da P-36 no fundo do mar. Como não sabia fui proibido de embarcar nas plataformas da empresa no Brasil. O fato se deu em 2001. Depois de alguns anos descobriram que tinha sido um funcionário da Petrobras. Essa prática tem que acabar nessa empresa de bosta que pensa que é a melhor do Brasil.