sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Como os coletivistas destroem a agricultura

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

Desde criança ouço falar e leio sobre a necessidade que este país tem de uma reforma agrária, para tornar-se celeiro do mundo. Acompanhei a evolução do uso da enxada e do arado de tração animal, tratores pequenos, médios, até as modernas máquinas com ar condicionado nas cabines, máquinas confortáveis para o condutor, técnico empregado pelo agro negócio que executa o preparo, aragem, semeadura e coleta de grãos, exportados para o mundo.

Agora com os revolucionarios mandando e desmandando, o que se vê é o desmanche dessas práticas "capitalistas": destruição de laboratórios e bancos genéticos, destruição de sedes com grupos "revolucionários" aterrorizando colonos e expulsando das casas que acabam por ser derrubadas e saqueadas, matança de gado para o churrasco dos invasores e acampados, maquinas incendiadas, laranjais arrancados e os "militantes sem terra", financiados com o dinheiro público, tendo à frente (ou por trás) políticos eleitos pelo do Partido dos Trabalhadores.

É no mínimo incoerente que esses revolucionários coletivistas que sempre pregaram e defenderam com unhas e armas, que cometem homicídios e se "sacrificam pelo povo", eles que sabem o que é melhor para o mundo, em quase vinte anos de governança e com tanto dinheiro rolando, dispensando dívidas de milhões de dólares, investindo pelo mundo afora para ajudar outros povos, não tenham promovido a implantação de agro vilas, garantindo o bem estar e a renda digna em cada bioma deste Brasil, respeitando o povo que dizem conhecer tão bem.

Nada disso reflete a realidade que pode ser percebida na notícia divulgada pelo site "Paz no campo", que reflete o modelo revolucionário não declarado do Estado que todos financiamos com trabalho e impostos, manipulado pelos revolucionários coletivistas. Aqui se reflete também a enrolação de gente humilde na condição de "assentados" e o usou de instituições para aterrorizar os produtores rurais.

Transcrevo do site "Paz no campo": "Arbitrariedades do INCRA"

"Acampados do MST e da CUT instalados dentro de propriedade rural não deixam proprietário entrar, causando ao mesmo grandes prejuízos. Na denúncia que Antonio Aversa Neto faz ao Paz no Campo, percebe-se o modo de atuar do INCRA, que com a FUNAI e o IBAMA fazem parte do tridente do diabo que aterroriza o campo brasileiro. Sua ação dá-se sobretudo sobre os pequenos proprietários que não têm meios para se defender."

"Bauru, 01 de fevereiro de 2010. Eu Antonio Aversa Neto, nascido em 1963, tenho 46 anos, casado, tenho duas filhas, sou produtor rural nato por gosto e aptidão.Em 21 de setembro de 1988, com muito esforço, comprei uma propriedade: o Sitio Santa Marina com 31 hectares (13 alqueires), localizado a 5 km da cidadede Bauru. No dia 26 de setembro de 1988 (seis dias depois) a escritura estava registrada no cartório do oficial de registros de Pederneiras- SP matricula nº 4150.

Faz, portanto, 22 anos que tenho a propriedade, tiro leite e crio bezerros de corte para vender, cumpro função social. Toda minha vida tive funcionários devidamente registrados.Agora, a cerca de dois anos a área em torno de minha propriedade, por decreto do Lula foi destinada à Reforma Agrária. Minha propriedade está invadida por integrantes do MST e da CUT desde 06/08/2009. Destruíram as cercas, armaram barracas. Vai fazer 6 messes que estou impossibilitado de produzir e até ir a propriedade, pois me cercaram as 2 estradas de acesso. Vendi 100 cabeças de gado às pressas e barato, deixei de criar pelo menos 60 bezerros em 06 meses, com um prejuízo de R$42.000,00, fora o que estou gastando com advogados.

A minha área está no meio do assentamento Aimorés sob coordenação do INCRA. O INCRA mandou invadir e não me considera proprietário, vizinho ou coisa parecida. quer me fazer passar por grileiro. Mesmo tendo escritura registrada,o INCRA quer que eu prove cadeia dominial até 1850.

Funcionário do INCRA por nome de Cinesio, disse que eu é que sou oinvasor. Outro funcionário do INCRA por nome de João Paulo mandou invadir.Estou no coração do estado de São Paulo, estão querendo me arrancar a propriedade, uma vez que não podem desapropriar. Sou cadastrado no INCRA como pequena propriedade produtiva (CCIR).Ao redor do sitio existem 354 lotes de assentados que não sabem o que éproduzir. A miséria é visível.

Vivem à custa de cestas básicas que o INCRA fornece. Estão cortando e roubando eucaliptos do antigo arrendatário VCP -Votorantin Celulose e Papel, sob ordem ecoordenação dos técnicos do INCRA que supervisionam o local. Entrei em contato com a Votorantin, disseram-me que ainda não foram indenizados pela madeira, mas com certeza a União pagará caro futuramente. Isso deve ser motivo para uma CPI.

O assentamento Aimorés não tem licenciamento ambiental. A CPFL Companhia Paulista de Força e Luz, está também instalando energia sem licenciamento ambiental. Os assentados fazem fornos, carvão e furam poços sem licença ambiental. Como e quando vão acabar essas arbitrariedades?"

Incra, Ibama, Meio Ambiente, Funai, são agências do governo. São agências ocupadas por militantes revolucionários que odeiam a propriedade privada, o pequeno empreendimento individual. E o governo dos revolucionários coletivistas do PT, seguindo sua ideologia internacionalista, quer fazer do Brasil uma imensa Cuba para mamar nas tetas das suas vacas, seu Antônio.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

Nenhum comentário: