sábado, 27 de fevereiro de 2010

FHC vai fazer gol contra

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Cesar Maia

FHC é um dos personagens políticos mais importantes desta eleição, queira ou não. Portanto, deve cuidar muito dos próprios passos. Agora, num estilo holandês de ver a vida, decidiu ser o âncora de um filme-documentário propondo que o consumo de drogas, com a maconha como abre alas, corra livre de constrangimento. Uma questão polêmica, de questionável efetividade, dada a rede informal de micro-redistribuidodes/consumidores de droga existente.

Mas uma coisa não é polêmica. 85% das pessoas são contra, sendo que entre os mais pobres 94%. Se não bastasse a "populistalização" de Lula entre os mais pobres, se entrar este documentário antes das eleições, terá o efeito que o filme dele não conseguiu: abalar a população, e especialmente os mais pobres.

Que FHC reflita bem, que ele está no Brasil e que sua atuação no clube das personalidades mundiais acima do bem e do mal se aplica em fóruns sofisticados, mas não se aplica no Brasil, em especial por veiculação de massa. Rapidamente os momentos mais contundentes serão recortados e cairão em todas as redes de internet, com a chamada que se imagina. Em 2010, isso seria um desastre.

Números do crime

A correlação entre crimes de rua (roubos, furtos, lesão corporal dolosa, ameaça, com 459 mil registros em 2009 no Estado do Rio), tráfico de drogas e homicídios dolosos, acompanha as estatísticas oficiais no Brasil desde a instalação dos corredores de exportação de cocaína para a Europa no final dos anos 70.

Inicialmente no Rio, e depois em todas as cidades com aeroporto e/ou porto internacionais (Rio, Santos, S. Paulo, Vitória e Recife), as curvas de homicídios dolosos e crimes de rua cresceram de forma exponencial daí para frente.Nos últimos anos houve um deslocamento do corredor para o Nordeste, em função da mudança da porta de entrada de cocaína na Europa para a África Ocidental.

De forma imediata o índice de homicídios dolosos cresceu no Nordeste e os números de Maceió e Salvador passaram a ocupar os primeiros lugares entre as capitais. O novo corredor confirmou o crescimento paralelo dos crimes de rua na região.No entanto, nas cidades de S. Paulo e Rio, as curvas de homicídios dolosos e crimes de rua, paradoxalmente, passaram a ter tendências inversas. Os homicídios dolosos, como proporção da população, diminuem e os crimes de rua mantêm seus sentidos ascendentes.

Alguns policiais ‘seniores’, mesmo sem ter, ainda, estatísticas completas para comprovar, afirmam que a repressão aos pontos de venda de drogas (bocas de fumo) em favelas e o deslocamento dos corredores para o Nordeste mudam de forma progressiva o mapa do varejo de drogas em direção ao ‘asfalto’. Os consumidores temem ir aos locais e passam a ser abastecidos em pontos, ou ‘delivery’ por motoqueiros.

O aprendizado resultante vai construindo uma rede crescente fora das favelas. O uso da internet, demonstrado de forma detalhada recentemente na Espanha, vai sofisticando essa rede e reduzindo os riscos da repressão, pela dificuldade de varredura dada a multiplicidade de caminhos.

A curva de crimes de rua continuou crescendo e com a velocidade anterior. Aqueles policiais dizem que não há nada de errado nisso. A correlação permanece, mas o deslocamento do tráfico de drogas para o ‘asfalto’ reduz a taxa de homicídios, já que nas favelas a disputa das bocas de fumo é feita com fuzis.

E exemplificam com S. Paulo, onde as facções foram incorporadas pelo PCC e os homicídios dolosos por habitante despencaram para quase 20% do que eram 10 anos atrás, No entanto, os crimes de rua continuaram a subir tanto no Rio como em SP. Para eles não existe nada de estranho, ou paradoxal. A correlação permanece, e apenas muda de nível em função do deslocamento urbano do varejo e da concentração das facções.

Cesar Maia, Economista, é ex-Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro.

4 comentários:

Manoel Vigas disse...

Saudações.

a) Para saber um pouco sobre a “vidinha de travessuras espúrias” do leiloeiro do Brasil (FHC) leia o livro: “QUEM PAGOU A CONTA?”
Obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders .
(editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro)

b) Alguns detalhes importantes sobre o envolvimento deste “leiloeiro do Brasil” no Conselho de Relações Exteriores (Council on Foreign Relations - CFR) pode ser encontrado no livro: O PODER SECRETO !
Autor: Armindo Abreu
KraniOn Editorial
Neste livro o amigo poderá encontrar :
.... “ várias facetas internacionalistas de FHC, desde a defesa de sua tese sobre a “Teoria da Dependência”, à denúncia de se haver tornado membro do Diálogo Interamericano, junto com Meirelles e Lula; à presidência honorária do brasileiro no CEBRI (No RJ, Rua do Russel, 270/2º Andar - Glória), uma ramificação do CFR. ( Council on Foreign Relations).. Suas ligações com a Fundação FORD ....”
Etc., etc., etc.

c) LIBERAÇÃO DAS DROGAS ???
********************
Em tempo: Quem é George Soros?
R.: Bilionário, .. é um dos pilares da elite internacionalista que pretende a liberalização das drogas.
********************
Seu “pupilo” mais fiel e dedicado é Fernando Henrique Cardoso, que tem feito o papel de “elemento doméstico” aqui no Brasil, na liberação das drogas.

Bolsista da Fundação Ford dos tempos de Cepal, hoje FHC é ativista e principal “elemento” de uma ONG, ONG esta que é financiada pelo bilionário George Soros.

FHC, sutil, “comendo pelas beiradas”, tem demonstrado com ações calorosas e eloqüentes sua fidelidade ao seu financiador, o Open Society Institute, no afã de legalizar, inicialmente, a maconha.
O argumento principal desses “lixos humanos” é:
"A guerra às drogas fracassou, ao menos da forma como tem sido travada até agora. (…) Milhares de pessoas perderam suas vidas em violência associada às drogas (…)"

CONCLUSÃO(deles) ...DEVEREMOS LIBERAR AS DROGAS ...!!!

Entendeu o “joguinho sujo dos pilantras” ?
Etc., etc., etc.

Atenciosamente.
Manoel Vigas

grampo disse...

Fui usuário de drogas desde meus 17 anos, agora estou com 52, e claro, já as abandonei. Só sei o seguinte: o Brasil está comprando caças e submarinos, está gastando bilhões de euros com isso, para que? Será que Nelson Jobim pensa que nossos inimigos estão lá nos céus ou lá embaixo, nas fossas Marianas? Não ministro, nossos inimigos já estão aqui, em solo brasileiro. Basta subir qualquer favela de qualquer cidade grande e lá encontrará nossos inimigos, ou seja, os narco-traficantes. Enquanto compramos caças e submarinos, nossas polícias ficam defasadas, com armas ultrapassadas, seus membros ganham muito pouco e alguns tem até que fazer uma boquinha para sobreviver, ou seja, traficar também. Querem saber? Por uns pequenos e curtos espaços de tempo, acho que poderemos vencer o tráfico, mas este, nunca vai acabar por muito tempo. Assim como os eletrodomésticos vieram para ficar, drogas também viram para ficar. Agora que estamos nos preparando para as olimpíadas e para a copa, estamos conseguindo acabar com o tráfico no Rio, mas em pouco tempo, mesmo antes desses eventos, esse "ganha pão" dos pobres, voltará. A tentativa de "acabar", com os traficantes do Rio e de São Paulo, vai exportar o tráfico para outras regiões, menos preparadas, do Brasil. 30 bilhões de dólares? que é o que gastaremos com esses caças e submarinos,como disse Gerson Camata nos senado, devia-se dar 1 bi, para cada estado, e quero ver se não se acabaria de vez, com esses narco-traficantes. Outra coisa, temos que acabar primeiro com os grandes traficantes, esses que compram a cocaína direto das FARC's. Esses não moram em favelas, mas em condomínios de luxo, com piscinas e tudo o mais.

Anônimo disse...

Leiloeiro brasileiro? Graças a ele, a máquina pública, deixou de inchar. Já pensou? Muitos milhares de petistas trabalhando na Vale, Telefonia e outros? Já não basta estes? Que estão arruinando com nosso o Brasil?

Manoel Vigas disse...

Saudações.

Ia esquecendo, além de “leiloeiro do Brasil” também cabe outro título importante:
"Doutor Honoris Causo” do MST (Movimento Social Terrorista).

Em janeiro de 2010 o MST comemorou seus 26 aninhos.

O “pobre movimento” (que tinha poucas verbas governamentais), estava “meio apagado”.

Mas, em 1990 .... plim, ....surpresa !!!

“O crescimento da luta pela terra e do MST ocorreu a partir de meados da década de 1990, durante o governo Fernando Henrique
Cardoso.

? ? ? ?

Sendo delicado:

Tal crescimento do MST foi possível graças à conjunção de diversos fatores,
dentre os quais poderíamos destacar: o caráter aparentemente “mais
democrático” do governo FHC, ...” etc., etc. etc...

Entendeu o "democrático" ?
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Em http://www.parana-online.com.br/ lemos:

Porto Alegre - Um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Rio Grande do Sul, Mário Lill, criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não fazer reforma agrária na marra ou no tapa. Admitindo que o movimento esperava que um governo comprometido com os sem-terra desse ênfase ao assunto, Lill acabou comparando o presidente atual com o anterior e deixou escapar elogios a Fernando Henrique Cardoso. "Outras administrações que não tinham como prioridade a reforma agrária conseguiram fazer muito mais", disse ao jornal Correio do Povo.
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NOTA:
Uma “sapiada instrutiva complementar” no ALERTA TOTAL da época é bem salutar.

Faz bem, ... e não engorda.

Atenciosamente.
Manoel Vigas