domingo, 21 de fevereiro de 2010

Índios ou Brasileiros?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

Naquela ilha, moleque, pés descalços correndo para o mar, na areia branca, quente e fofa, levava um tosco tridente feito de arames e uma mochila de algodão. O sol apenas começava a iluminar bem ali onde as ondas recuavam e a gente podia vê-los correndo na areia molhada.

Era só prender com o tridente, pegar pelo casco, livrando-se das garras branco azuladas e ir juntando os siris no mochila. Uns dez ou doze dos grandes eram suficientes. Cumprida a tarefa, puxava o cordão que impedia a fuga dos bichinhos e deixava ali na areia enquanto mergulhava nas nas águas mornas.

Chegando à casa, pedia a benção a minha mãe, que já tinha preparado um café forte e cheiroso, o cuscus de milho e os ovos estrelados com a gema mole. Ela me abençoava fazendo uma carícia nos cabelos revoltos, “Deus lhe dê saúde, sorte e felicidade”, recebia a mochila sentindo o peso e comentando: “hoje você pegou dos grandes!” Papai chegava assoviando seu dó-ré-mi-fá-fá-fá, dó-ré-dó-ré-ré-ré, trazendo o leite. Também me abençoava e mandava pegar o caderno de anotação da contagem dos cocos descascados.

Os índios que habitavam casas de sapé na ilhota vizinha, ajudavam a recolher e descascar os cocos. Eram todos cristãos e alguns dos moços estudavam ou trabalhavam na cidade. Gente que falava como a gente, sorria como a gente, comia o que a gente comia. Foram necessários 60 anos de vida para saber que agora “fabricam índios” no Brasil. Há anos que a Funai diz que tal terra pertence a uma etnia, mas como não pode provar, logo diz que é de outra.

Foi quando entraram as Ongs do estrangeiro, Greenpeace, CIMI e com ajuda da Funai, isto é dos representantes do governo, que a “fábrica de índios” ganhou corpo. Tudo isso é um avanço em direitos humanos no entender do Presidente e seu estado maior de coletivistas– Dilma, Tasso, Vanuchi, MAG, o outro do meio ambiente... e são cínicos!

Em Ilhéus, o Governador petista da Bahia participava de um evento reunindo índios fabricados, quilombolas, sem-terra e homossexuais. Daí vai, falou que não ia permitir o desrespeito à Lei que os “bandidos de Babau” praticavam. Teve de sair pela porta dos fundos e até hoje não fez nenhuma reintegração de posse das dezenas de propriedades invadidas por Babau. Os produtores rurais continuam prejudicados.

No estado do Amazonas, os nativos sabem que a Funai paga para que os pais registrem recém nascidos como índios. No Pará a coisa e mais violenta, sob a direção da Sra. Carepa do PT, governante que ignora até as liminares da Justiça para a reintegração de posse de áreas invadidas por “indios e sem terra”. Mais de 1 milhão de hectares de terras paraenses que formam a maior área de florestas considerada “sem dono”, estão em litígio.

Alí, apareceu um “índio fabricado”. Aspas para o jornal “O Liberal”, entrevistando Inácio Regis, um pesquisador ambiental: “O Pará é detentor de uma população indígena falsa, estimada em mil pessoas, que vive no alto rio Arapiuns, em Santarém, mais precisamente Gleba Nova Olinda, hoje conhecida área de conflito agrário”.

Odair José Souza, ganhou identidade da etnia Borari, “depois que antropólogos da FUNAI, Frei Florêncio Vaz, Sindicato dos trabalhadores rurais de Santarém e integrantes do Green Peace apareceram na região.” Agora ele é o “Cacique Odair Borari”. Mas para Basílio Matos dos Santos, não passa de um farsante. Eis o que ele diz: 'Sou tio do Odair, ajudei a criar esse menino desde que o pai dele morreu. O bisavô dele era rio-grandense, meu pai, avô de Odair, morava em Belém, nunca tivemos índio na família. Aqui no Maró, a gente se conhece, nunca teve índio, como concordar com uma mentira dessas?”

E continua dizendo que estes “indios” estão impedindo que o desenvolvimento chegue ao Maró. 'Por onde vamos tirar nossa produção se no verão tem uma cachoeira que não passa barco? Por onde vai chegar a energia Luz Para Todos? Pelo ar? O Odair esse moleque que ajudei a criar, vem dizer que é cacique de índios. As ONGs é que ensinaram eles sobre cultura indígena. 'Eles só se vestem e se pintam como índio quando vão falar com pessoas do governo, pra poder enganar'.

Para o coordenador regional da Funai “ esses povos são 'constantemente ameaçados'. Uma das ameaças é o Greenpeace que trabalha para cercar a área que circunda a BR-163, por onde escoaria a produção, por onde chegaria a luz que seu Basilio espera. A região é rica em minérios e logo alí perto a Vale e empresas multinacionais exploram a Bauxita que sai da Mineração Rio do Norte para a Inglaterra, EUA, Canadá...

Do Pará voltamos à Bahia onde Rosivaldo Ferreira da Silva, um “afro descendente”, saiu da roça onde plantava mandioca e foi ser garçom e estudar na cidade. Em contato com a molecada ongueira e grupos de “sem terra”, foi transformado no “Cacique Babau”, usando cocar com penas de pavão e outros bichos. Já tem uns dez inquéritos, por sequestro, furto, invasão de propriedade privada, incêndio criminoso, porte ilegal de armas, ameaça e formação de quadrilha.

A Funai, atribui a Babau e seu grupo uma área de quase 50 mil hectares, que inclui centenas de pequenas propriedades, hotéis, cemitério e quase a metade de uma das primeiras vilas fundadas na região, Vila Olivença. Serão expulsos pequenos produtores, pescadores, comerciantes e caiçaras. Esta é a Lei dos direitos humanos. O líder máximo já tinha reconhecido e prometido ao Cacique Raoni em 2007: “Tudo que não acorreu de 2003 a 2006 a gente fará acontecer em 2010”.

O Estadão noticiou em 29 de Dezembro passado que já foi assinado o decreto, mais que dobrando o quadro de funcionários da FUNAI. Babau e Odair Borari agradecem. A Greenpeace , o CIMI e a rainha da Inglaterra, também. Agora temos “indios”, “quilombolas” e “sem terra” todos contra os brasileiros. Todos abençoados pelos socialistas do governo, pelas Ongs e pela ONU. Em tempo, o Cacique Odair Borari recebeu o prêmio José Carlos Castro de Direitos Humanos, oferecido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Pará e Pastoral da Terra.

Ref.: O Liberal”, Belém do Pará 16/11/09; 10/01/10; Revista Época - 22 de novembro de 2009.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

3 comentários:

jotapeh9907 disse...

Respeito sua opinião, mas Não acho que são contra os brasileiros.
Contra os brasileiros são os sanguessugas, os mensaleiros de dinheeiro na cueca que sussupiaram a décadas o dinheiro que poderia ter sido melhor utilizado ediminuindo assim as desigualdades sociais.

jotapeh9907 disse...

Respeito sua opinião, mas não acho que são contra os brsileiros.
Contra os brasileiros são os mensaleiros, os sanguessugas, os atos secretos os maus políticos que usam dinheiro público para se benefiaciar atrazando o desenvolvimento do Brasil

Anônimo disse...

Parabéns pelo artigo, é a pura verdade que o Brasil esta vivendo e lamentável, por sinal. A situação comentada do Pará é realmente a realidade vivida por aquelas 11 de 14 comunidades que vivem na Gleba Nova Olinda em Santarém. 11 comunidades, dezenas de famílias que moram lá a gerações correndo o risco de serem expulsas por conta da provavel criação de uma área indigena em um lugar que nunca existiiu indios, conforme a propria FUNAI emitiu relatório em 1999 negando a existencia de indios e principalmente comprovada se forem entrevistadas familias que lá vivem a gerações! Acorda Brasil!!!