quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Sem lenço, sem documento e mudos

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Valmir Fonseca

Com a exoneração do Gen. Santa Rosa, a título de admoestá-lo por enunciar juízo de valor sobre uma medida de reconhecidas finalidades revanchistas, haja vista os malefícios e vícios que norteiam outra Comissão, a da Anistia, que transparente na sua vilania, não consegue disfarçar sua verdadeira finalidade. Na verdade, nem tenta de tão independente, pois é sacramentada pelo desgoverno como um instrumento para homenagear terroristas e seus descendentes, e mimoseá - los com indenizações e pensões.

A Comissão da Verdade seria o prosseguimento e o aperfeiçoamento nefasto daquela. Contudo, fortalecida o suficiente pelo seu apelo de “politicamente correta”, e com o aval da “Constituinte Petista”, estará livre e desimpedida para fazer gato e sapato dos militares, e, literalmente, fazê – los lamber suas botas, pois pouco falta para tanto.

“Penso, logo existo”. Para a satisfação existencial de alguns, o simples pensar deve encher de brios e orgulho o seu grandioso ego. Tais indivíduos podem naufragar e viver numa deserta ilha e lhes bastará dialogar com as palmeiras, com os macacos, com a areia da praia, com as macegas, com os seus botões, etc.

Para outros, aquela possibilidade não será o suficiente. É provável, que sintam a necessidade de emitirem algum som, de se comunicarem, de se expressarem para externar prazer, alegria, tristeza ou mesmo insatisfações.

Ao que parece, qualquer um pode, desde que seguindo padrões de civilidade (alguns não precisam), emitir sinais, enunciar agrados e desagrados.

Todos, inclusive as “baianas de acarajé”.

Menos os militares. Para o gáudio do I. Gaspar.

Antes da criação do Ministério da Defesa, os Comandantes de Força, eventualmente, conforme o seu dever, pronunciavam - se em favor de suas Instituições ou de seus subordinados, emitiam alertas, postavam - se à altura de Assessores do Presidente, por deterem dimensão e responsabilidade, condições inerentes à investidura de seus cargos.

Bom, depois aquelas “prestigiadas” autoridades calaram – se, no arrepio do aparecimento de seu cabo de guerra e porta – voz, o Ministro da Defesa, e, por via das conseqüências, o nosso, um supimpa, uma ilibada flor no jardim da politicagem nacional, um político na acepção destorcida da palavra (com direito à farda de Marechal, independente de seu passado, etc.), nomeado pelo desgoverno.

Escusado falar de quantos já passaram pelo cargo de Ministro, escolhidos a dedo para debilitar, desprestigiar e, finalmente, após o preparo judicioso da desmoralização e do enfraquecimento, eis o nomeado para submeter.

Hoje, é redundante admitir que estamos sem lenço e sem documento, e sem voz, pois nem gemer podemos. Estamos órfãos?

Doravante, somos um bando de mudos, mas não cegos, nem surdos, mesmo que haja uma ordem imperial para que vendemos os olhos e tapemos os ouvidos.

Valmir Fonseca Azevedo Pereira é General de Brigada Reformado.

6 comentários:

Anônimo disse...

Bom dia General!

Gostaria de lembrar-lhe de que se os Srs. tem ARMAS. Armas também falam.

Anônimo disse...

Saudações.

Caro ANÔNIMO bem intencionado.

Lembro-lhe que ao falar em ARMAS não se esqueça que por trás de cada gatilho tem que ter um MACHO.

Atenciosamente.
Manoel Vigas

Anônimo disse...

Imaginem quando a "Estela" estiver realmente com a BATUTA! Quem se acovarda permite todo tipo de abusos! Nossos comandantes, estão olhando apenas para o próprio umbigo. Quase a totalidade dos oficiais generais, tanto da ativa quanto os da reserva,concordam com a opinião do Gen. Santa Rosa, mas em nome da "Hierarquia" que nada mais é que covardia, pelo menos nesse caso, nada falam! Isto é apenas o começo, pois logo, logo, estarão lambendo os pés da guerrilheira, batendo continência, e dizendo Sim Senhora! Sim Senhora!

Anônimo disse...

A elite e a classe média, formadoras de opinião, têm muita culpa do que está acontecendo e o que virá acontecer nesta república [bato na madeira para não vingar essa hipótese, toc toc toc]. Explicável, porquanto se lambuzavam nas benesses do 'beenedeesse' fechavam os olhos para o que estava acontecendo por trás das cortinas. O pessoal do 'itamarati' nunca me enganou. Trabalhou todos estes últimos anos para incutir na cabeça fraca dos europeus que tínhamos um líder vindo do meio operário quando, na verdade, estávamos sendo governado pelo bando que quer nos emudecer via militância de seus pelegos...E os europeus fizeram de tudo para agradar a corja.
Se o pior vier acontecer fica debitado na conta da própria elite civil e da classe média que permaneceram nos pelos pubianos do poder, como sempre...

Anônimo disse...

A elite e a classe média, formadoras de opinião, têm muita culpa do que está acontecendo e o que virá acontecer nesta república [bato na madeira para não vingar essa hipótese, toc toc toc]. Explicável, porquanto se lambuzavam nas benesses do 'beenedeesse' fechavam os olhos para o que estava acontecendo por trás das cortinas. O pessoal do 'itamarati' nunca me enganou. Trabalhou todos estes últimos anos para incutir na cabeça fraca dos europeus que tínhamos um líder vindo do meio operário quando, na verdade, estávamos sendo governado pelo bando que quer nos emudecer via militância de seus pelegos...E os europeus fizeram de tudo para agradar a corja.
Se o pior vier acontecer fica debitado na conta da própria elite civil e da classe média que permaneceram nos pelos pubianos do poder, como sempre...

Anônimo disse...

Caça as Bruxas

Parabéns ao General de Exército, Maynard Marques de Santa Rosa, Primeiro Oficial da Ativa, por ter se pronunciado contra a Comissão da Verdade, criada pelo governo para investigar crimes de violação aos direitos humanos durante o Regime Militar foi exonerado do Cargo de Chefe do Departamento Geral de Pessoal do Exército. Embora, discordando das transferências ao qual o General foi responsável por assinar, mas uma coisa temos que concordar: teve coragem de abrir a boca contra essa palhaçada que querem fazer de abrir arquivos da DITADURA MILITAR para condenar só os militares. O meu Esposo, Sgt Jorge Vanderley Pedroso da Silva, agregado ao Parque Regional de Manutenção/3, está respondendo a INQUÉRITO POLICIAL MILITAR devido ao email ao qual Eu mandei para esta Coluna(Militares e a Política de 24/11/2009). É engraçado para punir é rapidinho, mas para reformar(aposentar por motivo de doença) o meu ESPOSO o processo se encontra há 01 ano em Porto Alegre isso que é rapidez. E aí Família Militar? Até quando ficaremos de braços cruzados em não elegermos nossos candidatos comprometidos com o Povo Brasileiro e a Classe Militar? Faço minhas as palavras do General: “Confiar a fanáticos a busca da verdade é o mesmo que entregar o galinheiro aos cuidados da raposa”.

ZÉ POVINHO