domingo, 7 de fevereiro de 2010

Um dia, Talvez. Quem sabe?

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

Em vez de o preguiçoso coletivista ter vergonha de sua inveja, é o invejado quem deve desculpas por ser melhor. A total inversão dos valores, explica-se nos dias correntes, pela completa aniquilação do indivíduo em nome da igualdade coletivista. Os seres humanos passam a ser tratados como insetos gregários e o indivíduo que ousa destacar-se, passa a ser tratado como um inimigo da "sociedade".

O rico, que ralou para construir sua riqueza de forma honesta, estudando, pesquisando, trabalhando, criando empregos, fórmulas ou produtos para melhorar a qualidade de vida, executando trocas voluntárias e amparando os menos hábeis é execrado pelos invejosos. O sucesso individual é um chamariz para a cambada de incompetentes políticos e periferia burocrática que tem o poder, atrapalhar, impedir ou varrer qualquer empresa ou pessoa do mapa produtivo.

Poucos observadores percebem que as mentes revolucionárias não suportam nada fora dos parâmetros da burocracia que inventa controles cada dia mais estritos. E como os indivíduos, felizmente, são diferentes, muitos continuam perseguindo a excelência, o desenvolvimento da inteligência, altura, velocidade, talento musical, criatividade competitiva, caráter, dignidade, respeito, pesquisa, aplicação, disciplina, assim obtendo a renda necessária à sobrevida.

Alguém contou a história de um tenor, durante a Guerra Civil Espanhola, que enfrentou o pensamento comunista contrário às diferenças, sugerindo ao porteiro da ópera que subisse ao palco para interpretar as árias do repertório clássico, enquanto ele, tenor, naquele dia, assumiria a funções da portaria. “Todos são iguais! Eles omitem o principal: “iguais perante a Lei”.

Um destes treinadores de equipes de futebol poderia também, para exemplificar as diferenças de mérito e capacitação individual negadas pelos coletivistas, convidar um integrante das alucinadas torcidas organizadas, para dirigir o time por um mês.

Com esta moda do mérito negado, os estudantes estão conhecendo as tais “cotas raciais”. Aqui a lei é uma prática surrealista: os menos capazes e menos aplicados entram para o time. Os melhores ficam no banco de reservas. Já notou que os comunistas do mundo apreciador de Marx, Castro e Guevara deixam crescer a barba, adoram roupas na cor vermelho sangrento e se especializam em mediocridade e crueldade cavalar? Em cinismo e violência?

O fato é que os militantes da insensatez mental, prometem o paraíso terrestre, falam de opressão capitalista enquanto utilizam os recursos criados e disponibilizados livremente pela produção capitalista. Já que a produção socialista gorou e nada acrescentou às necessidades dos humanos que se multiplicam, os seguidores de Hitler e Stalin, como Chávez e outros que estão neste continente americano, encurralam os pobres de espírito e os pobres materiais com promessas de igualdade coletiva.

Promovem a luta de classes aplaudindo a destruição e ocupação de propriedades privadas, nas cidades e nos campos, assaltam as sedes de agro negócios, matam bois e destroem plantações e maquinário, depredam casas, edifícios e bens públicos. Com o beneplácito dos governantes, juízes e políticos: tudo é lícito aos “movimentos sociais”!

Tudo é licito para alcançar completa aniquilação da personalidade e pensamento individual, colocando em destaque a miragem da igualdade coletiva.

Por vezes este presidente semi-deus lembra aquele personagem da novela “Muito além do jardim” do polonês Jerzy Kosinski: utiliza parábolas, metáforas e conduz a gente a buscar significados ocultos onde não existe nenhuma substância. Diferente do personagem da novela, aqui não há candura, inocência, mas pura malícia de um retirante, colhido por uma máquina que o manobra de modo magistral. Nem ao menos teve tempo ou vontade para fazer um curso superior, como fizeram outros sindicalistas para soltar a língua com mais desenvoltura.

O hábito não faz o monge, como parece. E o povo sofrido do norte/nordeste, hoje ocupado por estrangeiros e sulistas na direção de agro empresas e indústrias produtivas, tecnologicamente avançadas, vai atravessar gerações antes de vencer a penúria educacional imposta aos “currais eleitorais”. Muitos vão continuar migrando temporariamente para o sul, como mão de obra barata. Um dia, provavelmente, outros vão libertar-se das peias do mslt e do bolsa família.

É este o Brasil da Nova Ordem Mundial! Em pauta o desafio da educação e da informação livre e soberana. A busca do sentimento de liberdade, característica de humanidade amadurecida. Em pauta o compromisso com a verdade, diferente do discurso dogmático dos fanáticos. A verdade que cada um descobre aos poucos, plural, suscetível das mudanças que a fortalecem.

Um dia a juventude barrada pelos cotistas, vai identificar as múltiplas mentiras que movem os poderosos. Um dia os moços no banco de reservas, vão estar conscientes de si mesmos e mais próximos das verdades dos que cultivam a vida e o trabalho construtivo, dos que cultivam o amor à família e à pátria. Gente alheia ao poder e suas armadilhas.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

3 comentários:

celsoJ disse...

A salvação da sociedade brasileira está nos pedágios: pedágio para a Rede Feminima de Combate ao CÂncer, pedágio para a Apae, pedágio para o hospital, para alguém que necessita de tratamento especial... E, é claro, não se esqueçam da não atualização da tabela do IRPF.

Anônimo disse...

Prezado Montenegro.
Desde 1500, o "povo" brasileiro é dominado por uma mentalidade colonialista portuguesa, do atraso, da omissão e, principalmente, "levar vantagem em tudo". Atualmente, essa mentalidade "evoluiu" para o neo colonialismo, incluindo aí o preconceito de todos os matizes, as "mamatas", etc. O povo em bem "chegado". Daí essa merdança em que vivemos. A maioria vende seu voto por interesses pessoais, "esquecendo" o bem de nossa Pátria, que já foi "prá ponte que caiu" há muito tempo.
A maioria quer emprego, mas não trabalho, cujo exemplo vivo é a petralhada assanhada. No Rio, onde vivi desde a barriga da minha mãe até pouco tempo atrás, o próprio carioca criou guetos: quem mora na zona norte é, genericamente, "suburbano", os "médios" na zona sul, os "bacanas", na Barra e Recreio e por aí vai. Tudo tem explicação.
Haja demagogia, populismo, racismo e tudo mais. "Planeta dos Macacos" foi um filme metafórico e profético, assim como "Laranja Mecânica" e "Farenheit 459".

Lauro Daniel disse...

Olá,

Um ótimo texto!

Concordo plenamente!

Recentemente foi amplamente divulgado o fato de um brasileiro ser o 8º homem mais rico do mundo, a maioria do "povo" brasileiro o chamou de ladrão, de causar a misséria e muitas outras coisas.

Se trata do empresário Eike batista, um intelectual, que bastante estudou e está sempre apostado no futuro do Brasil, alguém que deveria ser exemplo.

E o povo, é o mesmo que só sabe reclamar de seu emprego, da escola...

Parabéns pelo texto!

Grande Abraço;
Lauro Daniel