domingo, 21 de março de 2010

A Escola de Mentira

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Arlindo Montenegro

Em seu livo de memórias, o General Olímpio Mourão Filho profetizou: "Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois, a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso."

E a profecia é uma realidade entre nós. O "monstro embriagado pela bajulação" dos donos do mundo promoveu entre nós o emburrecimento educacional e cultural. Hoje temos um Brasil onde as escolas (desin)formaram várias gerações. Melhor dizendo, "formataram" as áreas do cérebro das crianças, incapacitando a juventude para relacionar fatos e exercitar escolhas. FHC e Lula, PSDB e FHC, patrocinaram a escola de mentira.

No endereço virtual abaixo, autoridades do ensino norte americano discutem como foi estruturado o sistema educacional norte americano, "matrix" do sistema adotado no Brasil com os enxertos ideológicos que fazem a deseducação brasileira.
http://www.youtube.com/watchv=dzdknM2L4xQ&feature=PlayList&p=40620A7541D88C7A&index=13

Um amigo on line disse: Meu pai estudou nas antigas Escolas Técnicas Federais. Migrante, pobre, cheio de irmãos, tornou-se profissional e sustentou a família. Meus tios fizeram o mesmo. Antigamente era possível. E o Senhor Pedro, pai do meu amigo, apareceu no vídeo e me contou: "Na década de 1950, entrei para a Escola Técnica Federal do Espírito Santo. O ensino era realizado em período integral: de manhã, quatro horas de oficinas: mecânica, serralheria, tipografia, artes em couro, alfaiataria."

"Servido o almoço, após um descanso com jogos, sala de aula: português, aritimética, história, geografia. Hasteávamos a Bandeira Nacional! Os professores tinham sido formados nos Estados Unidos, depois da II Guerra. Em Santa Catarina, passou a funcionar a escola de formação para professores das Escolas Técnicas. Me formei em 1960. Fui dispensado do serviço militar e comecei a fazer o segundo grau técnico".

"Um curso de altíssimo nível, como não existe mais hoje em dia. Findo o que, um aluno seria escolhido para lecionar na escola. Fui eu. Com muito orgulho. A isto dediquei minha vida até a recente aposentadoria. Estou com 66 anos e com muito vigor. O Lula está falando aí em criar 252 escolas técnicas. Fico pensando onde é que ele vai achar professores. A nossa Escola Técnica hoje, é decadente, perdeu a qualidade".

"Fui lá empurrado por um amigo: 'Estão precisando de professores!' Fui. E me disseram que não podia, porque as novas leis exigem que o professor tenha um canudo de bacharel em mecânica. Trinta anos de experiência não valem tanto quanto um diploma.

Curioso! Dei muita aula para engenheiros que saiam das escolas superiores sem distinguir um parafuso de uma arruela. Voltei pra casa com o coração apertado. Foi quando me chamaram de volta para dizer: "Você não pode ser professor oficialmente, ganhando pelo seu trabalho. Mas pode dar aulas de graça, como "voluntário". Voltei para casa pensando o que está ocorrendo com a escola no meu Brasil, meu Deus?..."

Dois vídeos com comentários midiáticos sobre o assunto, parecem preocupar-se com a pergunta crucial do Professor Pedro, aposentado, excluído como profissional:
http://www.youtube.com/watch?v=lV6DBWrweK0&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=6uTgz0M4Naw&NR=1http://

Há quantos anos se diz que os professores ganham mal? Há quantos anos os sindicatos de professores, maioria dirigida por marxistas, mobiliza greves daqueles que atuam na escola básica e dos que atuam em centros superiores? Um advogado do Ceará me manda um comentário indicando os "10 Municípios cearenses que pagam os piores pisos aos seus professores e qual o valor do piso de fome pago". Tem professor que ganha menos que o salário mínimo atual. Uma coisa é o que os governantes dizem e outra é a realidade.

O fato é que os Rockfeller, Morgan, Ford, fundações diversas controladas pelos socialistas fabianos, querem mesmo é "formar gente que trabalhe, mas não gente que pense". Agora o pensamento é pronto e acabado em embalagem vermellha, como batata frita. E mesmo os professores que queiram ensinar, não se podem afastar dos curriculos e do controle do MEC, que espalha absurdas cartilhas ensinando a luta de classes, pornografia e uso de drogas.

Referindo-se a um aluno formado no segundo grau, incapaz de ler e escrever, a Diretora de uma escola diz que "a culpa é do professor e da direção da Escola". É não, Diretora! É propósito, denunciado, comprovado denunciado por poucos que nem Olavo de Carvalho, Reinaldo Azevedo: o Foro de São Paulo, utilizando as técnicas mais modernas, obriga as escolas a desmontar a história. Um povo burro segue pra onde o "dono" mandar. Gente que não aprende a pensar é fácil de convencer com mentiras.

Continuamos com o mesmo tema no próximo artigo. Vamos tentar montar a estrutura da escola soviética, cubana e a estratégia do poder globalitário, para tornar todos iguais na ignorância. E sem informação ou desinformado, quem pode ver a luz da verdade?

Arlindo Montenegro é Apicultor.

2 comentários:

Júnior disse...

Em 1999 estudava em um CEFET quando o professor (formado em engenharia elétrica) da matéria de comando e proteção disse em sala que não sabia usar o PASSA FIO (quem trabalha fazendo instalações elétricas sabe do que estou falando). Puxa vida o cara um engenheiro elétrico e não sabia o básico do serviço de um simples eletricista.

Marcelo disse...

Eu discordo. Acho que mesmo as escolas públicas do meio do século passado eram ruins, ainda que melhores que as atuais. Basta lembrar que foi a geração criada pelas escolas antigas que deixou o Brasil chegar ao ponto em que está hoje. Não devemos deixar de dar a parcela de responsabilidade a todas as gerações.

A questão que fica é: o que faz um homem ser bem formado, mesmo que estude num sistema ruim, como era o da década de 50 e o de hoje? E acho que a questão passa por uma reformulação gigantesca no modo como os pedagogos gostam de enxergam a relação entre professor e aluno.