sábado, 27 de março de 2010

Poeira Vermelha

Artigo no Alerta Total - www.alertatotal.net


Por Arlindo Montenegro


Alguns analistas do movimento comunista internacional afirmam, que a extrema violência aplicada aos milhões de chineses que ocupavam a Praça da Paz Celestial, resultou de um erro de avaliação. A manifestação teria sido organizada nos bastidores do mesmo PC Chinês, deveria ser limitada, controlada, para justificar as reformas econômicas em gestação.


O mundo ocidental se encarregaria de difundir a ideia de reformas democráticas oriundas da vontade da população, negociadas com os estudantes e aceitas pelo comitê central do PC. A força brutal foi utilizada porque a manifestação foi engrossada por contingentes de todas as áreas, ultrapassando os limites desejados pelo governo, que ficou sem alternativas diante do assédio da imprensa capitalista.


O próprio Gorbachov visitou Pequim naqueles dias, para discutir as reformas com seus camaradas chineses. Pode-se ouvir assistindo aos vídeos, que os estudantes cantavam um mesmo hino, pouco conhecido no mundo ocidental, exceto pelos comunistas de carteirinha. Não eram estudantes democratas, eram estudantes comunistas entoando o hino internacional dos comunistas do mundo inteiro.


“De pé, ó vítimas da fome! De pé, famélicos da terra! (...) Bem unidos façamos, Nesta luta final, Uma Terra sem amos, A Internacional. (...) Messias, Deus, chefes supremos, Nada esperemos de nenhum!” É este o apelo contido nos versos do Hino, que substituiu os hinos nacionais de todos os países que foram tomados pelos comunistas. Substituirá o Hino Nacional Brasileiro? É o que os governantes querem.


Documentou-se mesmo que os estudantes, semanas antes haviam construído uma estátua semelhante à Estátua da Liberdade, naquela praça. Um detalhe apenas? Em que país comunista as autoridades permitem a construção de uma escultura, em praça pública, representativa do regime político contrário?


Em outro vídeo, vê-se que dois rapazes retiram da cena, o estudante que enfrentou o tanque, sumindo com ele na multidão. Ora, ser a ordem era massacrar, como de fato aconteceu, por que os soldados iriam poupar a vida do moço? Infere-se que a cena foi preconcebida e pouparam apenas a vida de um camarada em missão.


Existem versões de que foi preso e morreu na prisão. Mas uma historiadora e um professor universitário chinês, asseguram que isto não aconteceu. A universidade saberia. Saberia, do mesmo modo como sabem os acadêmicos daqui, que disseminam há anos o ensino do coletivismo como organização excelente da sociedade.



Privam os jovens do saber comparativo, das escolhas livres, colocando antolhos ideológicos. Saberiam, como sabem os nossos professores universitários, quais as intenções camufladas no PNHD, que o Presidente assinou “sem ler” e dona Dilma assinou plenamente convicta. Sabia que firmava o decreto de condenação das instituições do estado democrático no Brasil.


Este decreto que impõe mais de 500 reformas à Constituição, garante uma constituição e um estado nos moldes dos estados totalitários, que nem a China, Coréia, Cuba. O ambientalismo, esta religião que nos querem impor, já saiu na frente, perseguindo e punindo, prendendo e limitando o movimento de pequenos agricultores familiares no interior do Brasil.


Este mesmo ambientalismo ameaça com a criação de reservas ecológicas como a da Mantiqueira, que ameaça famílias que vivem há gerações na terra, propriedades que foram reflorestadas pelos donos, que agora são acusados de agressores do ambiente. Pessoas que há gerações vivem de criar galinhas caipira, tirar o leite de meia duzia de vaquinhas e plantar para colher e vender o excesso nas cidades, não sabem o que vai ser de suas vidas.


Talvez engrossar as fileiras dos miseráveis que sobrevivem sob viadutos, esperando uma indenização que o estado, como é costumeiro, protela e não paga. Os tais precatórios, isto é promessas de dívida, se pagos como de direito, levariam à falência alguns estados brasileiros. O assalto à propriedade privada, se intensifica.


Um dos capítulos essenciais do PNDH, indica a formação de conselhos, sindicatos e grupos organizados, submetidos às políticas coletivistas, que atuarão em primeira instância, defendendo invasores de terras e conjuntos residenciais. A Justiça, o Direito, perdem espaço para a vontade do Estado. E já não é assim?


Vejam Wake up callno You Tube.


Arlindo Montenegro é Apicultor.

2 comentários:

Anônimo disse...

(Continuação)

Dentre esses recursos, os mais importantes são riquezas minerais, que devem ser consideradas como reservas estratégicas de todas as nações, a serem exploradas oportunamente” – Conselho Mundial das Igrejas Cristãs, 1981, lida no Congresso Brasileiro, que, se “dissecada”, promove na prática nada mais que a insolvência da Amazônia. Apesar de sua autenticidade ser questionada por alguns hoje já podemos ver que grandes riquezas minerais amazônicas localizam-se em reservas indígenas ou repousam intocáveis em parques de conservação ambiental. Coincidência???
Tudo isto é resultado de “medidas governamentais”, fruto de repetidas políticas equivocadas tomadas pelo governo federal para “proteger”(???) e “desenvolver”(???) a Amazônia, desconhecendo totalmente a sua realidade. Some-se a recente (e absurda!!!) decisão governamental de “alugar” extensas áreas para ONG’s ou empresas nacionais ou internacionais procederem a “exploração sustentada”, por períodos que poderão ser de até 60 anos.
Talvez com o “Programa de Aceleração do Crescimento” – PAC, os Estados amazônicos recebam alguma atenção do governo. Talvez! Talvez sejam feitas algumas obras há muito reclamadas pela Amazônia. Vamos esperar que se concretize (Égua!!! Haja esperança!). O meu Estado, o Pará, que já detém a Hidrelétrica de Tucuruy, poderá aumentar a sua imensa (e não considerada!) contribuição com o desenvolvimento do País, com a construção da Usina Hidrelétrica “Belo Monte” (ex-“Kararaô”), a ser erigida pela ELETRONORTE na “volta grande” do Rio Xingu.
Outra obra inacabada são as eclusas do Rio Tocantins, em Tucuruy. Se concluída, irá proporcionar a navegabilidade do rio e criar uma importante via de escoamento da produção mineral e da agricultura da região. São obras às quais o governo tem se mostrado insensível e subserviente às ONG’s estrangeiras, mas que promoverão desenvolvimento para a Amazônia, e a Hidrelétrica de “Belo Monte” garantirá por mais algum tempo o afastamento do risco do “apagão elétrico”, que antes do final desta década ameaça o desenvolvimento do futuro do Brasil.

Acooordaaa Braaasiiilll!!!

Roberto Santiago


P.S. Serrão, aceite um fraterno abraço deste seu amigo paraense, Roberto Santiago.

Anônimo disse...

Eu não posso deixar de falar da querida Amazônia! Se já não nos pertence, não vou me intimidar e aceitar os conformismos. Vou insistir 'batendo na tecla', mostrando que este governo — já no segundo mandato do presidente Lula — continua mantendo uma postura em consonância aos interesses de países estrangeiros, dos auto-intitulados “ambientalistas”, de “religiosos” e também aos interesses do MST. A qualquer observador atento não escapa que todos têm interesses sombrios, que condenam a Amazônia a um eterno estado de subdesenvolvimento. Por que tantos interesses? Será que recebem 'ordens superiores'? De quem?
Some-se a isso algumas estranhas dicotomias que pululam no seio do governo e geram muitas pressões contrárias ao desenvolvimento da Região Amazônica. Como um dos exemplos citamos a rodovia BR-163 (cuja pavimentação completa foi recentemente autorizada) que, por motivo hilário e de pasmar, sofreu 'adiamento' do serviço que seria procedido em apenas dezoito quilômetros do total (o restante só Deus sabe quando será!), trabalho a ser executado pelo 8° Batalhão de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro.
Por outro lado sabemos que só se alcança o desenvolvimento através do incremento à cultura, e neste aspecto o governo também relega as populações da Amazônia a um plano inferior. O currículo escolar no Norte do Brasil, quer das escolas secundárias ou das Universidades, deveria incluir palestras e estimular debates educacionais sobre políticas voltadas para o desenvolvimento da sua região, porém isentos de ideologias. Também nos cursos de primeiro grau as crianças deveriam receber uma educação voltada para a realidade amazônica, e que lhes proporcionasse condições de enfrentar os desafios inerentes às particularidades regionais.
Se houvessem recursos financeiros destinados pelo governo federal as Universidades amazônicas poderiam desenvolver pesquisas capazes de corroborar ou de contestarem muitas das teorias climáticas alienígenas atualmente disseminadas. O que não podemos é simplesmente referendá-las sem retorquir com embasamento científico.
A contribuição dos “religiosos” contra o desenvolvimento auto-sustentado da Amazônia também é notória. Em 1981, em Genebra, Suíça, durante o Conselho Mundial das Igrejas Cristãs, foi produzida uma declaração: “A Amazônia é um patrimônio da humanidade. A posse dessa imensa área pelos países mencionados é meramente circunstancial. É nosso dever garantir a preservação da Amazônia e de seus habitantes para o desfrute pelas grandes civilização cujas áreas naturais estejam reduzidas a um limite crítico.

(CONTINUA)

Roberto Santiago