segunda-feira, 3 de maio de 2010

Empreiteiras querem transformar títulos públicos podres ou precatórios em bilhões de reais para reinvestir em obras

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Por Jorge Serrão


As empreiteiras brasileiras querem ir além de controlar as lucrativas áreas de concessões nas áreas de energia, transportes, pedágios, telecomunicações, petróleo, cimento, siderurgia e petroquímica. A intenção agora é lucrar com a péssima prática dos governos de não pagarem o que devem à sociedade, através de títulos públicos podres ou precatórios (dívidas judiciais que só são pagas quando convém). Os chamados “direitos de crédito” vão se transformar em recursos para investimentos em infraestrutura.

A criativa solução é um plano da quinta maior empreiteira do Brasil. A Mendes Júnior espera vencer uma longa batalha judicial contra o governo, que lhe permita criar uma empresa que usará bilhões de reais em direitos de crédito para tocar grandes empreendimentos. Por ironia, a empresa se chamaria CBDES – Companhia Brasileira de Desenvolvimento Econômico e Social. Seria uma ironia com o BNDES, se o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social já não fosse um fundamental parceiro das empreiteiras na relação político-comercial com o governo.

Só no ano de 2009, os empreiteiros receberam do BNDES R$ 48,6 bilhões para os investimentos. O valor foi 285% superior ao que foi liberado em 2002. A maioria das grandes obras, em geral a custos elevados ou superfaturados, acaba alvo de investigação do “Tribunal” de Contas da União. Mas os problemas raramente chegam aos tribunais de verdade, e as irregularidades, impunes, se transformam em grandes lucros. O setor de infraestrutura já é muito financiado pelo Estado – o que comprova o modelo capimunista brasileiro, que funciona na base de influência política e conseqüente corrupção.

Foi-se

Em acordo que será totalmente fechado até o final deste ano, a norueguesa Norsk Hydro comprou os negócios de alumínio da Vale por US$ 4,9 bilhões de dólares.

A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, receberá 1,1 bilhão de dólares em dinheiro e uma participação de 22 por cento na Hydro avaliada em 3,1 bilhões de dólares.

Embora assuma uma divida de US$ 700 milhões de dólares da Vale na área de alumínio, a Hydro vai controlar uma mina de bauxita, que pode ser explorada por 100 anos, além de ficar com a maior refinaria de alumina do mundo.

É assim que a Oligarquia Financeira Transnacional, que comanda negócios estratégicos globais, vai tomando conta do Brasil no governo do grande companheiro $talinácio.

Controle total

A Hydro informou que terá "controle total" e participação de 60 por cento na mina de bauxita de Paragominas - uma das maiores do mundo.

A Hydro tem o direito de assumir os 40 por cento restantes na Paragominas em duas etapas, em 2013 e 2015 respectivamente, por US$ 200 milhões de dólares em dinheiro por cada parcela.

Os noruegueses também ficam com 91 por cento de participação na maior mina de refino de alumina do mundo, a Alunorte.

Também abocanham uma fatia de 51 por cento na planta de alumínio Albras e de 81 por cento de participação no projeto de refino de alumina CAP.

Aprimoramento profissional

Mesmo condenado a 120 anos de prisão, o Luiz Fernando da Costa, o famoso narcotraficante Fernandinho Beira-Mar, quer fazer o curso de gestão financeira à distância da Universidade Católica Dom Bosco.

Para aprimorar seus conhecimentos de gestão, Beira-Mar só precisará ter acesso à Internet, durante pelo menos três horas por semana, no presídio federal de segurança máxima de Campo Grande, onde vive hospedado e as más línguas juram que ele, de lá, continua “gerenciando” seus negócios.

Para fazer o curso, que tem duração de dois anos, Beira-Mar precisa de autorização especial da Justiça Federal em Mato Grosso do Sul – o que já foi pedido por seu advogado Luiz Gustavo Battaglin Maciel.

Bom aluno

É a segunda tentativa de Beira-Mar de fazer um curso superior, já que, no ano passado, o juiz federal Odilon de Oliveira negou um pedido.

O magistrado justificou a negativa com o argumento de que Beira-Mar poderia praticar crimes se tivesse acesso à internet.

Em 2009, o estudioso Beira-Mar concluiu o ensino médio, fazendo uma espécie de “supletivo” dentro da prisão.

O certo e o errado

Geder Luiz Rocha Gomes, presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, pondera que o direito à educação e à formação profissional está previsto na lei de execuções penais, de 1984.

Segundo ele, a educação é a principal maneira de reduzir a volta ao crime.

O problema é que dados do mesmo Conselho apontam 70% dos presos voltam ao crime após a prisão.

Vida que segue...

Ave atque Vale!

Fiquem com Deus.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 3 de Maio de 2010.

2 comentários:

Anônimo disse...

Juscelino Kubitschek, em 4 (quatro!!!) anos de governo mudou a face do país. Suas principais obras e realizações foram:

Construção de Brasília
Construção da rodovia Belém-Brasília
Construção das usinas hidrelétricas de Paulo Afonso, Furnas e Três Marias.
Implantação da indústria automobilística no Brasil
Criação da Sudene
Expandiu a industria do aço

E o “noço Guia”???, E o “noço nunkaantesneçepais” ??, E o “maior presidente e governante que o Brasil já viu, desde Tomé de Souza” (conforme propaga a massiva propaganda petista), o Luis Inácio, em 8(oito!!) anos, o que realizou???

Montenegro disse...

Ô Anônimo! O programa de metas do JK cobriu "50 anos em 5".
E a grande obra da atual excelência, foi acorrentar o Brasil à nova ordem mundial e implantar a revolução cultural que transformou a nação em zumbís analfabetos funcionais e desmiolados...