sábado, 22 de maio de 2010

Se correr o bicho pega, se ficar...

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Thomas Korontai

As declarações da Secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton provocaram em alguns analistas a lembrança da antiga Doutrina Monroe, quando disse que o sistema tributário brasileiro é que faz o País crescer, mesmo sendo um dos mais carregados do planeta. Segundo estes, os EUA estariam interessados em manter o atraso do Brasil e da América Latina para evitar concorrência. Queremos, contudo, propor outra visão.

Embora alguns governantes democratas tenham marcado suas passagens positivamente naquele país, é tradição dos Democratas americanos serem mais estatizantes, ou seja, consideram a necessidade de que é o Estado que deve fazer mais do que a sociedade ou a iniciativa privada. Boas justificativas estão sempre na área social.

O problema é a conta que fica com impostos mais altos. Calcula-se que a afirmação da Secretária deve ter sido feita diante de alguma provocação para manter a coerência ideológica. Cumpre dizer, a bem da verdade, que a tendência estatizante afetou também muitos republicanos, além de muitos governantes de inúmeros países.

Os EUA, que detém ainda 1/3 da economia do planeta, tem, em nossa opinião, que países como o Brasil se desenvolvam mesmo tendo que competir, pois a transnacionalidade empresarial americana depende disso. Os maiores parceiros comerciais dos EUA hoje são os chineses e são justamente eles que estão para assumir o 2º PIB mundial.

Os EUA podem ter discordância em alguns pontos comparativamente com o Brasil, mas a maioria é concordante. Além do mais, nossas exportações não são páreo para o tamanho da economia deles, as sobretaxas do suco de laranja, aço, açúcar e talvez mais alguma coisa são pontuais. A lista de produtos liberados para comércio – SGP Sistema Geral de Preferências - é enorme.

Afinal, negócios são apenas negócios e nessa linha, há que se lembrar que a fatia da pauta de exportações norte-americanas que representa algo em torno de 30% talvez 40% já é composta de serviços, incluindo licenciamentos de tecnologias. Não nos parece que haja interesse dos detentores de tanta tecnologia que paises como o Brasil não se desenvolvam, pois mercados cada vez mais promissores e maduros são potenciais compradores. Mercados pobres não têm condições de adquirir tecnologias – vide África e boa parte dos países latino-americanos. Mesmo que a fabricação fique por conta da China, como já ocorre em larga escala.

O Brasil só tem condições de se desenvolver destravando a sua economia. Fala-se em frear o crescimento que, segundo se noticia, acelerou “perigosamente”, pois a preocupação com a inflação voltou. Contudo, o problema maior do crescimento não é esse, e sim, os apagões da infra-estrutura e mão de obra.

A alta carga tributária, franqueada pela estonteante burocracia, insegurança jurídica e politicagens palacianas e da Ilha da Fantasia Macabra situada estrategicamente na distância do Planalto Central, foram as responsáveis por isso tudo. Ficamos em uma situação de “se correr o bicho pega, se ficar...”.

Não há outra solução viável se não a descentralização dos poderes para o destravamento institucional e geral do País. Mesmo assim, o sofrimento será inevitável, pois não se corrige o atraso de 50 anos em curto prazo. Mas se não começarmos já...

Thomas Korontai é presidente nacional do Partido Federalista (em formação – www.federalista.org.br)

Um comentário:

Martim Berto Fuchs (64) disse...

“Se não pode vencê-lo, alia-te à ele.”
CHINA.
1. Os japoneses transferiram suas industrias para lá. Assim começou. Mão de obra de graça, contra uma das mais caras do mundo (Japão). Hoje, até o Brasil possui indústrias lá. US$ 280/mês no Brasil contra US$ 50/mês na China. Custos sociais: 100% no Brasil, 20% na China. Corrupção: na China, paredão. No Brasil, sobe de cargo e é agraciado pelo presidente com alguma comenda qualquer.
CLUBE DE BILDENBERG.
2. Viram que um regime autoritário é solução melhor para dominar um povo, do que a democracia. Coletivismo contra individualismo. Boiada contra livre-arbitrio.
3. Nos negócios, que é o que importa, continua a lei da selva. Capitalismo selvagem.
4. Com o sistema de governo que temos, NÃO há como competir com a China. Ninguém pode competir com 500 milhões de humanos trabalhando de graça.
5. Lulla é o cara, porque reúne todas condições para implantar o sistema chinês aqui no Brasil. Lider nato e inescrupuloso. Não é por outro motivo que endeusam nosso presidente. Basta ver quem endeusa e conferir a lista dos participantes do Clube. Basta ver que a Dilma não é contestada pelos donos do Mundo. Não se insurgem de o Lulla gastar o que bem entende do dinheiro dos impostos para elegê-la.
6. Notem que esse governo vem sistematicamente denegrindo nossas instituições, incluso as Forças Armadas. Pedra após pedra calçam o terreno para um objetivo pré-determinado, qual seja: implantar no Brasil um arremedo do sistema de governo chinês.
Coletivismo em vez de individualismo. Boiada em vez de livre-arbitrio.
E as nossas “elites” o que fazem ? Em vez de lutar contra, aliam-se. Ou alguém pode explicar o presidente da FIESP ter se filiado ao PSB - Partido Socialista Brasileiro e por ele disputar cargo eletivo ?
Ou seja, os donos do Mundo encontraram seu Cabo Anselmo. Lulla neles. O “cara”.