sábado, 7 de agosto de 2010

Debate Insosso

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Maria Lucia Barbosa

Debate entre candidatos à presidência da República, levado ao ar pela Band foi insosso, sem embate, pasteurizado. Colaborou para o fraco desempenho dos participantes a autocensura imposta pelas regras eleitorais e do próprio debate, os conselhos nem sempre acertados dos marqueteiros, a preocupação com o politicamente correto, a obrigatória exibição de bom-mocismo para atrair simpatias do eleitorado.

Acrescente-se que o debate teve início depois das dez da noite, horário tardio para a maioria dos brasileiros. Se muitos, excepcionalmente, foram dormir mais tarde, isso se deveu à partida de futebol transmitida no mesmo horário pela TV Globo. Como se sabe, no Brasil o futebol tem prioridade sobre qualquer outro acontecimento e se constitui como única fonte de interesse e orgulho nacionais. Por isso, a audiência no pico foi de 5,5% para os candidatos e de 36% para o Campeonato.

O candidato que ficou mais à vontade foi Plínio Arruda Sampaio, do PSOL. Sem nada a perder, porquanto suas chances de ganhar são nulas, ele fez graça, posou de representante dos movimentos sociais, fustigou os demais candidatos. Entretanto, com suas teses ultrapassadas mais parecia uma figura emergindo do século 19. Plínio só faria sucesso em Cuba ou na Coreia do Norte se nesses lugares houvesse eleições livres e permissão para expressar livremente o pensamento.

Marina, a candidata do PV, foi aconselhada por seus marqueteiros a compensar a fragilidade física com frases curtas e objetivas. Sem aceitar as provocações do candidato do PSOL, sorridente e aparentando bom-humor, ela não quis briga. Deixou de lado a ideologia e defendeu capitalistas e socialistas, pobres e ricos. Apresentou-se como pessoa boazinha que se preocupa com o futuro do planeta. Foi politicamente correta, mas não precisava chegar ao extremo de recitar para o menino Dado.

Dilma Rousseff, do PT, ungida por Lula da Silva como sua sucessora, demonstrava ter sido bastante treinada, em que pese as confusões quando dizia mil e corrigia para milhões, os tropeções na gramática, a busca nervosa de papéis nunca achados. Sua fala repetiu a idéia plebiscitária de FHC contra Lula, como se estes fossem os candidatos e não ela e José Serra.

Apresentou a divisão da histórica do Brasil, tão cara ao atual presidente da República, em “antes do nosso governo” e “depois do nosso governo”. O “antes”, como é habitual na fala petista, foi descrito de modo crítico e se referia a FHC. O “depois” como tempo magnífico de redenção prodigalizado por Lula da Silva. Por conta disso a candidata Rousseff privilegiou o mundo do marketing e não o real, pontificando, então, sobre coisas inexistentes como, por exemplo, o PAC, que em grande parte não saiu da intenção do governo ou programa Minha Casa, Minha Vida que surge às vezes em alguns leilões da Caixa Econômica. Prisioneira da imagem imposta que não corresponde à sua personalidade, Rousseff não conseguiu representar uma figura simpática apesar das tentativas de sorrir de vez em quando.

José Serra, do PSDB, por conta de seu preparo político e da experiência em campanhas foi o que se saiu melhor por ser calmo, didático, fluente. Entretanto, perdeu a grande oportunidade de ser mais veemente como oposição. Os três temas levantados de início pela TV, Saúde, Educação e violência, mereceram do tucano um tratamento ameno quando questionava a candidata do presidente da República.

Serra não mencionou o caos do SUS; a péssima qualidade da Educação, inclusive, as trapalhadas do Enem; não recordou o que dissera com relação à cocaína vinda da Bolívia e a causa da violência urbana ligada ao narcotráfico. Certamente, por falta de tempo, enquadramento no figurino de bom-moço apreciado de forma hipócrita pela sociedade, modo de ser tucano que responde com punhos de renda aos ataques do porrete petista, ele não mencionou a famigerada CPMF que Rousseff pretende ressuscitar; a compra de terras brasileiras por estrangeiros como está sucedendo em larga escala através da China; a censura dos meios de comunicação apresentada no programa de governo da petista; a compra dos caças da FAB, a situação perigosa e calamitosa dos nossos principais aeroportos; as usinas nucleares e seu impacto ambiental, custos e qualidade do projeto proposto pelo governo Lula da Silva; a desastrosa política externa que manchou a imagem do Brasil no exterior, mensalões, dossiês, enfim, muitos temas que poderiam ter sido levantados e não o foram.

Concluindo, o debate resultou tão insosso quanto à morna campanha em curso. Indiferente ao seu destino o povo assiste ao futebol.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga. www.maluvibar.blogspot.com

8 comentários:

Anônimo disse...

VISITE O BLOG

http://josepiresapresidencia.blogspot.com/

O MEU OBRIGADO

José Pires Made in Vinhais

Anônimo disse...

Serra precisa ser mais incisivo, mais construtivo, e isto significa desconstruir o horror que são o legado lulista e sua candidata.
Dilma só consegue ser algo dando murros na mesa e cabeçadas na parede; é um desastre para o País.
Marina está muito verde para qualquer coisa.

Monsueto Araujo de Castro disse...

MOVIMENTO NACIONAL PELA VALORIZAÇÃO DO VOTO – MONAV
Na luta contra a fraude e a corrupção eleitoral

OS DEZ MANDAMENTOS DO ELEITOR CONSCIENTE

1º - Valorizar e dignificar o voto, utilizando-o para o engrandecimento do PAÍS, fortalecimento e grandeza da DEMOCRACIA e segurança da FAMÍLIA, para garantia do futuro de nossos filhos e netos.

2º - Não permitir que a corrupção, forjada e manipulada pelo Poder Econômico, faça de seu voto um instrumento ao alcance dos que só estão interessados em satisfazer suas ambições pessoais.

3º - Repudiar candidatos que, fantasiando-se de idealistas e humanitários, prometem mundos e fundos, além de dinheiro, emprego, alimento e remédio, com o intuito de explorar, em todos os sentidos, a boa-fé do eleitor.

4º - Condenar frontalmente os candidatos que, não respeitando a integridade do voto livre e consciente, exploram a miséria, com o objetivo de coagir eleitores a lhes dever favores e a votar por gratidão.

5º - Evitar votos brancos ou nulos com a desculpa de que nenhum dos candidatos merece ser votado, pois isso representa um julgamento injusto que poderá beneficiar os piores candidatos em prejuízo dos melhores.

6º - Advertir eleitores menos informados de que o voto secreto lhes garante a liberdade de consciência, que está acima de compromissos ocasionais e espúrios com candidatos corruptores. Votar em eleições livres é assumir compromisso com a própria consciência.

7º - Repelir a ação dos cabos eleitorais que, a troco de dinheiro e outras recompensas, agem como agentes comerciais intermediários, fazendo do voto alheio uma mercadoria lucrativa e relegando o eleitor ingênuo à condição de explorado.

8º - Desprezar qualquer tipo de propaganda eleitoral que atente contra a lei e a propriedade pública e privada, pois candidato que não respeita a lei não pode merecer o respeito e muito menos a confiança de eleitor que pretende valorizar seu voto.

9º - Nunca esquecer que o voto consciente é que contribui para fortalecer o verdadeiro poder democrático, que é o Poder do Povo, representado no Governo e nos Legislativos pelos cidadãos que são eleitos em eleições livres e soberanas.

10º - Defender, seja onde for, a valorização do voto, mediante reconhecimento de que todos nós, que possuímos título de eleitor, somos responsáveis pelos atos daqueles que elegemos e podemos ser responsabilizados pela democracia que temos. www.monav.com.br

Anônimo disse...

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1º - Valorizar e dignificar o voto, utilizando-o para o engrandecimento do PAÍS, fortalecimento e grandeza da DEMOCRACIA e segurança da FAMÍLIA, para garantia do futuro de nossos filhos e netos.

2º - Não permitir que a corrupção, forjada e manipulada pelo Poder Econômico, faça de seu voto um instrumento ao alcance dos que só estão interessados em satisfazer suas ambições pessoais.

3º - Repudiar candidatos que, fantasiando-se de idealistas e humanitários, prometem mundos e fundos, além de dinheiro, emprego, alimento e remédio, com o intuito de explorar, em todos os sentidos, a boa-fé do eleitor.

4º - Condenar frontalmente os candidatos que, não respeitando a integridade do voto livre e consciente, exploram a miséria, com o objetivo de coagir eleitores a lhes dever favores e a votar por gratidão.

5º - Evitar votos brancos ou nulos com a desculpa de que nenhum dos candidatos merece ser votado, pois isso representa um julgamento injusto que poderá beneficiar os piores candidatos em prejuízo dos melhores.

6º - Advertir eleitores menos informados de que o voto secreto lhes garante a liberdade de consciência, que está acima de compromissos ocasionais e espúrios com candidatos corruptores. Votar em eleições livres é assumir compromisso com a própria consciência.

7º - Repelir a ação dos cabos eleitorais que, a troco de dinheiro e outras recompensas, agem como agentes comerciais intermediários, fazendo do voto alheio uma mercadoria lucrativa e relegando o eleitor ingênuo à condição de explorado.

8º - Desprezar qualquer tipo de propaganda eleitoral que atente contra a lei e a propriedade pública e privada, pois candidato que não respeita a lei não pode merecer o respeito e muito menos a confiança de eleitor que pretende valorizar seu voto.

9º - Nunca esquecer que o voto consciente é que contribui para fortalecer o verdadeiro poder democrático, que é o Poder do Povo, representado no Governo e nos Legislativos pelos cidadãos que são eleitos em eleições livres e soberanas.

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monsuetodecastro@uol.com.br disse...

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1º - Valorizar e dignificar o voto, utilizando-o para o engrandecimento do PAÍS, fortalecimento e grandeza da DEMOCRACIA e segurança da FAMÍLIA, para garantia do futuro de nossos filhos e netos.

2º - Não permitir que a corrupção, forjada e manipulada pelo Poder Econômico, faça de seu voto um instrumento ao alcance dos que só estão interessados em satisfazer suas ambições pessoais.

3º - Repudiar candidatos que, fantasiando-se de idealistas e humanitários, prometem mundos e fundos, além de dinheiro, emprego, alimento e remédio, com o intuito de explorar, em todos os sentidos, a boa-fé do eleitor.

4º - Condenar frontalmente os candidatos que, não respeitando a integridade do voto livre e consciente, exploram a miséria, com o objetivo de coagir eleitores a lhes dever favores e a votar por gratidão.

5º - Evitar votos brancos ou nulos com a desculpa de que nenhum dos candidatos merece ser votado, pois isso representa um julgamento injusto que poderá beneficiar os piores candidatos em prejuízo dos melhores.

6º - Advertir eleitores menos informados de que o voto secreto lhes garante a liberdade de consciência, que está acima de compromissos ocasionais e espúrios com candidatos corruptores. Votar em eleições livres é assumir compromisso com a própria consciência.

7º - Repelir a ação dos cabos eleitorais que, a troco de dinheiro e outras recompensas, agem como agentes comerciais intermediários, fazendo do voto alheio uma mercadoria lucrativa e relegando o eleitor ingênuo à condição de explorado.

8º - Desprezar qualquer tipo de propaganda eleitoral que atente contra a lei e a propriedade pública e privada, pois candidato que não respeita a lei não pode merecer o respeito e muito menos a confiança de eleitor que pretende valorizar seu voto.

9º - Nunca esquecer que o voto consciente é que contribui para fortalecer o verdadeiro poder democrático, que é o Poder do Povo, representado no Governo e nos Legislativos pelos cidadãos que são eleitos em eleições livres e soberanas.

10º - Defender, seja onde for, a valorização do voto, mediante reconhecimento de que todos nós, que possuímos título de eleitor, somos responsáveis pelos atos daqueles que elegemos e podemos ser responsabilizados pela democracia que temos. www.monav.com.br

monsuetodecastro@uol.com.br disse...

MOVIMENTO NACIONAL PELA VALORIZAÇÃO DO VOTO – MONAV
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OS DEZ MANDAMENTOS DO ELEITOR CONSCIENTE

1º - Valorizar e dignificar o voto, utilizando-o para o engrandecimento do PAÍS, fortalecimento e grandeza da DEMOCRACIA e segurança da FAMÍLIA, para garantia do futuro de nossos filhos e netos.

2º - Não permitir que a corrupção, forjada e manipulada pelo Poder Econômico, faça de seu voto um instrumento ao alcance dos que só estão interessados em satisfazer suas ambições pessoais.

3º - Repudiar candidatos que, fantasiando-se de idealistas e humanitários, prometem mundos e fundos, além de dinheiro, emprego, alimento e remédio, com o intuito de explorar, em todos os sentidos, a boa-fé do eleitor.

4º - Condenar frontalmente os candidatos que, não respeitando a integridade do voto livre e consciente, exploram a miséria, com o objetivo de coagir eleitores a lhes dever favores e a votar por gratidão.

5º - Evitar votos brancos ou nulos com a desculpa de que nenhum dos candidatos merece ser votado, pois isso representa um julgamento injusto que poderá beneficiar os piores candidatos em prejuízo dos melhores.

6º - Advertir eleitores menos informados de que o voto secreto lhes garante a liberdade de consciência, que está acima de compromissos ocasionais e espúrios com candidatos corruptores. Votar em eleições livres é assumir compromisso com a própria consciência.

7º - Repelir a ação dos cabos eleitorais que, a troco de dinheiro e outras recompensas, agem como agentes comerciais intermediários, fazendo do voto alheio uma mercadoria lucrativa e relegando o eleitor ingênuo à condição de explorado.

8º - Desprezar qualquer tipo de propaganda eleitoral que atente contra a lei e a propriedade pública e privada, pois candidato que não respeita a lei não pode merecer o respeito e muito menos a confiança de eleitor que pretende valorizar seu voto.

9º - Nunca esquecer que o voto consciente é que contribui para fortalecer o verdadeiro poder democrático, que é o Poder do Povo, representado no Governo e nos Legislativos pelos cidadãos que são eleitos em eleições livres e soberanas.

10º - Defender, seja onde for, a valorização do voto, mediante reconhecimento de que todos nós, que possuímos título de eleitor, somos responsáveis pelos atos daqueles que elegemos e podemos ser responsabilizados pela democracia que temos. www.monav.com.br

João Vinhosa disse...

Excelente artigo este "Debate insosso".
Também acho que o Serra perdeu uma grande oportunidade de (com uma única pergunta) desestabilizar de uma vez por todas,a emocionalmente desequilibrada Dilma.
Bastaria perguntar o que ela sabe sobre a sociedade Gemini, constituida pela Petrobras,sendo ela a Presidente do Conselho de Administração da Petrobras e Ministra de Minas e Energia.
Qualquer que fosse a resposta, daria para sapatear em cima de Dilma.
Quem tiver qualquer dúvida sobre a colocação acima, basta ler no Alerta Total a série de artigos sobre o assunto. Entre tais artigos, encontra-se o "Dossiê Gêmini", provavelmente o inédito caso de um dossiê disponível na internet (publicado em cinco partes, para poder abranger a íntegra do dossiê).
E não venham afirmar que eu, o autor do dossiê, tenho motivo eleitoreiro. Provo que desde 2007 venho protocolando documentos para a candidata Dilma.
É pena que, por satanizar o termo dossiê, e achar que é estratégico passar por bom moço, o pessoal da campanha não queira questionar o comprovado gigantesco ato lesivo ao interesse nacional, do qual a candidata é tida como avalista.

João Vinhosa

Anônimo disse...

O Seu Plínio, sem dúvidas, teve o melhor desempenho neste debate. Por várias vezes frisou — e com razão — que os demais 3 candidatos eram idênticos, sendo ele o único que se destacava pela sua proposta de socialismo radical.

Dentre os três restantes, a Dona Marina parece ser a mais honesta. Por exemplo, ela não faze nenhum esforço para esconder o seu apoio a organizações como o MST.

A Dona Dilma me deixou de estômago embrulhado. Essa senhora parecia estar participando de outro debate com outras pessoas. Não respondeu nenhuma pergunta e não falou coisa com coisa.

O Seu José fez uma ótima colocação com relação à APAE, uma entidade tradicional, respeitada e de serviços comprovadamente prestados à população e, talvez por isso mesmo, discriminada pela atual administração. Gostei também do comentário que lembrou que o “Luz para Todos” é financiado pelo consumidor. Aliás, lembro disso sempre que faz frio, pois enquanto a classe média sofre com as baixas temperaturas, os “pobres” esbanjam energia com estufas elétricas.

Todos os 4 candidatos pareceram concordar com a política externa do atual governo e não parecem ver qualquer relação dessa política com a questão da segurança. O coro geral foi em torno de proverem melhores condições de tratamento aos viciados em crack, como se a droga em si fosse legal, produzida em território nacional, e apenas tivéssemos um problema com algumas pessoas que abusam, como se eles fossem alcoóltras ou chocóltras. O Seu José chegou até a propor o uso de algum tipo de polícia federal para ajudar no combate ao crime. Ninguém falou em melhorar o orçamento dos estados, aos quais estão atribuídas as reponsabilidades sobre a prevenção ao crime. Acho que eles também devem estar de acordo em não tomar nenhuma medida efetiva contra o tráfico de drogas. O negócio é tratar os viciados e deixar os traficantes em paz.

Um show de horrores!

Eu queria votar no Dr. Enéas!